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Sem qualidade e com pouco público
postado em 26 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FUTEBOL SEM QUALIDADE E COM POUCO PÚBLICO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Muitas vezes reclamamos da baixa qualidade técnica do futebol pernambucano, o que realmente acontece, mas na realidade o Brasil futebolístico está contaminando por esse vírus, podendo se constatar em alguns jogos no final de semana.

Quem assistiu ao jogo Santa Cruz x Pesqueira verificou o sofrimento do torcedor para aguentá-lo até o final. Na verdade, a vontade de abandonar o estádio, ou mudar o canal da TV, deve ter aflorado na cabeça do mais entusiasmado consumidor.

Salgueiro x Sport repetiu o nível do futebol apresentado no Arruda, no último sábado. Com o time do sertão central melhor, muito mais pela boa vontade dos seus jogadores do que um bom nível técnico, e com justiça foi o ganhador do jogo, enquanto o Sport repetia as suas últimas atuações, mostrando uma equipe em fim de festa.

Saímos de Pernambuco, e fomos para o Rio de Janeiro, onde assistimos a um jogo tão ruim entre Flamengo x Olaria, que deveria ter devolvido por obrigação o dinheiro dos ingressos pagos pelos torcedores. 

Um futebol horrível, com os mesmos defeitos de sempre e sem nenhuma emoção para os torcedores que estiveram assistindo ao jogo no estádio de Volta Redonda, já que o Olária é um daqueles clubes ¨sem-estádios¨.

Do Rio de Janeiro fomos a São Paulo e, mais uma vez, uma pancada na cabeça ao vermos um jogo de qualidade totalmente descartada, e que deveria ser notificado pela Vigilância Sanitária.

Santos x XV de Piracicaba não mostraram nada de positivo. Um confronto mais para o bumba-meu-boi do que de futebol. Chutões, faltas, passes errados, dominaram os 93 minutos de tristeza e dor, principalmente para os santistas, que já viveram momentos de alegrias com bons times e que lotavam os seus estádios. Nem Pelé de bengala aguentou.

Assistimos a um jogo internacional, também de uma monotonia latente e de péssima qualidade técnica, e com o agravante, estava em campo o melhor time do mundo, o Barcelona, jogando contra um clube de mediano para baixo, o Servilla.

Messi, mesmo atuando mais uma vez muito mal, longe do verdadeiro craque, salvou a sua equipe marcando o gol do desempate, e fazendo o placar de 2x1. Ainda assim, o Camp Nou colocou 52 mil pagantes nesse jogo, para assistir a uma equipe que nos seus últimos encontros tem apresentado uma queda vertiginosa na qualidade do seu futebol.

Paralelo a tais fatos, o público brasileiro continua desaparecendo dos estádios, inclusive em Pernambuco. As arquibancadas mostraram o contrário do público divulgado pela Casa da Rua Dom Bosco. São vendedores de ilusões.

Tivemos uma exceção pela Copa do Nordeste, onde o Fortaleza levou para o Castelão um pouco mais de 30 mil pagantes. Nos demais, os espaços vazios demonstravam a ausência dos consumidores, que cada dia ficam mais exigentes.

Estamos comemorando uma média de público da Copa do Nordeste acima de 7 mil pessoas, o que para o Brasil é digno de louvações, mas para o mundo é menor do que a maioria dos campeonatos das segundas divisões das principais Ligas Europeias. 

Nunca em sua história o nosso futebol necessitou tanto de uma grande reformulação, para que possa ser visualizado um novo caminho. O consumidor entende e quando se ausenta dos estádios, está dando um recado de que algo está fora dos eixos e precisa de reparos.

Hoje já não se discute futebol como antigamente, quando a rodada do fim de semana eram motivo de debates, e a próxima já começava a ser discutida, e isso se dá por conta dos inúmeros jogos que já começam a ser realizados no mundo, e a televisão divulgando e promovendo-os.

Esse fenômeno faz com que o jogo acontecido no domingo fique apenas no passado, pois o torcedor já começa a discutir a Libertadores, a Championns League, e até o Campeonato Turco.

O fenômeno da globalização é real e, por conta disso, necessitamos de mudanças nos procedimentos, para que tenhamos de volta o espírito que sempre norteou o torcedor de futebol, e que motivava a sua ida aos estádios, que era a paixão pelo jogo.

A melhora da qualidade técnica é fundamental, e isso se faz em um trabalho de médio a longo prazo, e que necessita de cabeças pensantes, fato que está se tornando raro em nosso país da bola.

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Artigos
A morte do futebol
postado em 26 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Pluri Consultoria apresentou mais um estudo que constata a morte lenta do futebol brasileiro, onde nos últimos três anos foram fechados 80 clubes. É possível que alguém apresente o argumento que não passam de agremiações pequenas, sem perspectivas, entretanto, numa cadeia produtiva os menores têm sua importância.

A falência dos campeonatos estaduais tem sido determinante para o desaparecimento de vários clubes. As federações assistem a devastação sem mover uma palha no sentido de mudar o cenário.

Um outro indicador no relatório da Pluri nos mostra que o torcedor está se afastando dos estádios. No Brasileiro da Série A de 2012 o público médio foi de 12.971 torcedores por jogo. A última vez que a Primeira Divisão da Inglaterra teve público tão baixo foi em 1904 (12.917). Isto ocorreu há 109 anos.

Nos dias de hoje, a Segunda Divisão inglesa tem público maior que a Série A brasileira, e a Quarta Divisão da Inglaterra, tem média de público maior que a Série B. A audiência do futebol na televisão também tem registrado uma queda gradativa.

O atual modelo do futebol brasileiro criou uma bolha para proteger doze clubes, enquanto a estrutura que fica por fora vai sendo corroída. A morte lenta do nosso futebol ainda não alertou o Ministério do Esporte, a CBF e as Federações para a necessidade de um grande debate.

Uma recente pesquisa mostrou que 50 milhões de brasileiros têm acesso a TV por assinatura. A televisão paga mostra mais jogos internacionais que brasileiros. Eis o começo da história do princípio do fim.

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Artigos
A magia do futebol
postado em 26 de fevereiro de 2013

HÉLIO SCHWARTSMAN - FOLHA DE SÃO PAULO


O futebol é mágico. Tem o dom de fazer pessoas inteligentes defenderem posições que, dificilmente, sustentariam em outros campos de atividade. Refiro-me à decisão da Conmebol de punir o Corinthians, excluindo sua torcida de todas as partidas da Libertadores.

À primeira leitura, essa pode parecer uma sanção razoável, diante da enormidade que foi a morte do garoto boliviano atingido por um sinalizador disparado pelas hostes corintianas na última quarta-feira, em Oruro. A esmagadora maioria dos comentaristas que li aprovou a medida.

Pessoalmente, tenho medo da lógica que sustenta o código de punições da Conmebol e de outras confederações -que se apoiam numa ética puramente consequencialista, na qual só o que importa são os resultados das ações. Tudo o que produza mais bem do que mal fica inapelavelmente autorizado. Para evitar novas mortes e disciplinar o mau comportamento das torcidas organizadas, torna-se lícito fechar os portões do estádio para corintianos, mesmo que isso prejudique os jogadores e milhares de simpatizantes do time, que não fizeram nada de errado.

Não sou um inimigo do consequencialismo. Ao contrário, tenho grande simpatia por ele, notadamente na bioética. Mas não podemos perder de vista que, em estado puro, ele leva a paradoxos. Numa visão estritamente consequencialista, o Estado pode deter um criminoso, ameaçando matar sua família, e o médico pode sacrificar um paciente saudável para, com seus órgãos, salvar a vida de cinco pessoas na fila do transplante.

Para não se divorciar inteiramente de nossas intuições de justiça, o consequencialismo precisa ser temperado por princípios deontológicos ou regras que preservem garantias individuais. É nisso que fracassam os novos códigos futebolísticos.

Para muitos, o esporte deve servir de exemplo. A pergunta é: exemplo de quê? De como agir com justiça ou de como resolver problemas?

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Campeonato Pernambucano
O brilho do Salgueiro
postado em 25 de fevereiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

Vencer o Salgueiro no Cornélio de Barros continua sendo uma missão impossível para o Sport. A vitória do Carcará por 2x1 não pode ser vista como uma surpresa, uma vez que o time sertanejo, há mais de um ano, não perde para os clubes do Recife no seu estádio.

Surpreendente foi à desarrumação do time rubro-negro, que ao adotar um posicionamento tático equivocado facilitou a movimentação dos donos da casa que não sentiram dificuldade para construir uma vitória por 2x1, e teve chance de fazer um placar mais elástico.

A história do confronto não pode ser contada utilizando o mote da derrota do Sport. É preciso ressaltar as qualidades do Salgueiro que em momento algum se intimidou diante de um adversário que é credenciado a brigar pelo título. Com uma postura ofensiva, e um meio campo criativo, o Salgueiro envolveu o time leonino criando jogadas pelos lados do campo, e também pelo meio, dada à facilidade encontrada por conta dos erros de posicionamento do Sport. 

Além dos erros coletivos, a produção individual de algumas peças do time comandado por Vadão esteve aquém do esperado, fato determinante para que os deslocamentos se tornassem caóticos e sem objetividade.

O Salgueiro foi um time inteligente, que soube explorar os erros do adversário, e se não tivesse desperdiçado tantos gols estaria comemorando uma goleada histórica.



Kieza trocou o Náutico pelo futebol da China. A torcida do Náutico não sentiu a sua falta no jogo de ontem com o Petrolina. Na goleada - 8x0 - quem fez a festa foi Rogério, que ao deixar o campo nem sabia quantos gols havia marcado: três ou quatro. Rei morto, rei posto. Kieza é passado. Viva Rogério.

No início do mês Kieza revelou que estava se transferindo para o futebol chinês. O Náutico foi ao limite para tentar segurar o atacante. A diretoria só errou ao não deixá-lo fora dos jogos antes do fechamento das negociações.

O desfecho da negociação acabou arranhando a imagem do jogador que abandonou a concentração no sábado à noite. E respingou na diretoria que pecou ao não agir com mais firmeza num episódio com o final previsível.

Muita gente estranhou o fato de a torcida do Santa Cruz ter vaiado o time após a vitória por 2x1 sobre o Pesqueira, sábado à noite. A reação foi um protesto natural à qualidade do futebol apresentado pelos comandados de Marcelo Martellote. A meta, que era a vitória, foi alcançada, mas os torcedores que viram o jogo não se deixaram iludir pelo resultado. Ficou claro que, se não houver uma evolução técnica, o tri não vai passar de uma ilusão.

Na primeira rodada do segundo turno do Pernambucano não foi registrada nenhuma vitória de clubes visitantes. As goleadas do Náutico sobre o Pesqueira - 8x0 - do Serra Talhada diante do Chã Grande - 4x0 - e o empate do Ypiranga com o Porto - 3x3 - elevaram a média de gols para 4,1 por jogo.   

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Campeonato Pernambucano
A culpa é do boné
postado em 25 de fevereiro de 2013


JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O que mais nos emocionou quando estávamos assistindo ao jogo Salgueiro x Sport, foi sem dúvida a discussão sobre o boné do assistente da arbitragem Elan Vieira.

O narrador Rembrandt Junior levantou a bola. Wilson Souza, que não comenta a arbitragem e sim dá uma aula de regras, como se estivesse numa universidade à distância, protestou e disse que o fato estava ferindo às normas do futebol.

O assunto parecia ter ficado no esquecimento, quando chegou a notícia que o pobre e maltratado boné teve o uso autorizado, por uma Medida Provisória do presidente da entidade Evandro Carvalho, que também entende de tal equipamento. 

Pensávamos que o fato tinha morrido, mas eis que o narrador resolveu dar a sua opinião favorável ao boné, explicando que era uma maneira de ajudar aquele que o estava usando a não cometer erros por conta do sol.

Achamos que a intereferência de Rembrandt teve ter partido do ponto administrado por Paulo Moraes no estúdio da Globo, que também entende de boné.

Sem dúvidas o protagonista do jogo foi aquele personagem azul colocado na cabeça de Elan Vieira, que o ajudou em muito a acompanhar a derrota do Sport, que só aconteceu porque o time não usou bonés.

Assistir hoje a um jogo de futebol pela TV é um aprendizado bem grande, para quem não entende de bonés e de outras coisas.

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