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Comprometidos e indiferentes
postado em 06 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, COMPROMETIDOS E INDIFERENTES


JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nada melhor do que o comprometimento, principalmente nos meios de comunicação. A indiferença a tudo que norteia a sociedade é algo prejudicial, e qua abre as portas para a corrupção.

O nosso blog é totalmente comprometido na busca de melhores momentos para o esporte nacional, combatendo o que de ruim perdura nele, numa tentativa quixotesca de ajudar a tirar a sociedade da anestesia geral em que vive.

Há um bom tempo vimos mostrando que o Campeonato Pernambucano estava sendo inflado, e apresentando um público fantasma, que foi atestado por algumas pessoas que atenderam a nossa solicitação de acompanharem os jogos que estão sendo realizados.

Estávamos vivendo uma mentira grandiosa, e poucas vozes se levantaram contra além do blog, o jornalista Claudemir Gomes e o radialista Ednaldo Santos e Carlyle Paes Barreto.

No dia de ontem, quando estávamos preparando as nossas postagens, recebemos de um visitante madrugador, Sales Junior, uma grande notícia de uma matéria do jornal Diário de Pernambuco sobre o assunto.

Melhor não poderia ser, e solicitamos a um amigo que nos enviasse por email o que tinha sido publicado para que tomássemos conhecimento.

O que foi escrito retrata a verdade, com apenas um ponto equivocado, e que vamos explicá-lo para conhecimento de todos.

Foi textualizado na matéria que os ingressos são trocados, mas os torcedores não vão aos estádios. Por experiência própria de quem nunca corcordou com público inflado, podemos referenciar que os cupons são trocados muitas vezes após os jogos pelos próprios clubes, que já têm locais garantidos que juntam as notas para esses.

Assim funciona o sistema.

Há tempos que solicitamos da Secretaria da Fazenda que mude os procedimentos, e que só pague os valores dos ingressos pelo número de torcedores que se encontram nos estádios e, sobretudo, que as trocas dos cupons por bilhetes sejam feitas por pessoas do própro órgão até um dia antes dos jogos.

Tais procedimentos evitariam os constrangimentos das fotos dos estádios vazios, conforme vimos, e que demonstraram tudo que já vínhamos afirmando em nossos artigos, e no programa Domingo Esportivo da Rádio Jornal.

A Federação de Pernambuco cometeu dois grandes erros. O primeiro, o de colocar o público pelo contrato com o governo do estado, e não o presente ao estádio, que sempre foi uma luta constante que tivemos na entidade e, o segundo, e esse até hoje não entendemos a omissão do Ministério Publico e dos órgãos de segurança, foi o de aumentar a capacidade dos estádios sem que houvesse nenhuma ampliação.

Tem que haver uma intervenção imediata do MP estadual e do Juizado do Torcedor sobre o assunto, desde que aumentar um estádio sem que ele comporte é certamente descrumpir totalmente a legislação em vigor.

De parabéns o setor esportivo do Diário de Pernambuco, que juntou-se àqueles que desejam a verdade no futebol de Pernambuco e o seu consequente crescimento.

O quarto poder é fundamental para essa luta, e não pode ficar indiferente.

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Acontece
Regulamentação de apostas esportivas
postado em 06 de fevereiro de 2013
EDUARDO OHATA - FOLHA DE SÃO PAULO


Uma comissão do Ministério do Esporte prepara relatório em que defende a criação de uma agência para regulamentar apostas esportivas.

O estudo prevê a adoção de mecanismos de fiscalização que combateriam a adulteração de resultados e ajudariam a manter no país aproximadamente R$ 2 bilhões que hoje circulam em bancas de apostas no exterior.

Armações de resultados ganharam repercussão nesta semana depois de a Europol, órgão de polícia criminal intergovernamental que atua na União Europeia, revelar um megaesquema de fraudes em até 680 jogos, incluindo duelos da Copa dos Campeões e das eliminatórias.

O relatório ainda está sendo concluído pela Comissão de Estudos Jurídicos do Ministério do Esporte.

"A agência facilitaria a detecção de desvios de padrões de apostas, que é um indício de que houve uma armação", argumenta Pedro Trengrouse, o relator do documento.

Um resultado cuja tendência de se concretizar é maior paga premiações menores, pois muitos apostarão nele.

Por outro lado, um azarão, ou o resultado improvável, paga prêmios maiores por atrair poucos apostadores.

Quando esse padrão é quebrado, ou seja, muito dinheiro é colocado no azarão, trata-se de indício de que o resultado está sendo armado.

De acordo com Trengrouse, a quebra do padrão de apostas justificaria a abertura de uma investigação, que poderia evitar a repetição do episódio protagonizado no Brasil, em 2005, por Edílson Pereira de Carvalho, árbitro do caso da Máfia do Apito.

Várias ações que têm como objetivo o controle das apostas no Brasil se interpõem.

A CEF (Caixa Econômica Federal) desenhou o modelo de como funcionaria o sistema que pagaria prêmios

de acordo com a cotação das apostas, muito comum na Inglaterra e nos EUA.

O pedido para que a CEF estudasse modelos de operação para sites de apostas partira do secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Pinheiro Silveira.

As armações de resultados estão na pauta do encontro entre ministros de Esporte que ocorrerá em maio, em Berlim (ALE), organizado pela Unesco, o braço cultural da Organização das Nações Unidas, conforme a Folha antecipou em janeiro.

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Artigos
40 anos sem Almir Pernambuquinho
postado em 06 de fevereiro de 2013

Anélio Barreto- Publicado na Folha de São Paulo em 03/02/2013

 

Em uma disputa contra o Milan, no Maracanã, pelo Mundial de Clubes, um dos assistentes do técnico Lula, do Santos, perguntou a Almir Pernambuquinho se ele queria tomar uma bola (dexamil).

"Por que não iria querer? O bicho era de 2.000 cruzeiros, o que valia um fusca zero. Disse: me dá uma aí. Eu fui um marginal do futebol."

Assim Almir Morais Albuquerque iniciou seu depoimento gravado para a Biblioteca Esportiva Placar, da Editora Abril, transcrito no livro "Eu e o Futebol". No próximo dia 6, completam-se 40 anos desde que foi assassinado.




Para João Saldanha, o técnico que convocou a seleção de 70, Almir foi o jogador do futebol brasileiro mais completo depois de Pelé. Era técnico, hábil e rápido.

Mais tarde, quando contratado pelo Corinthians, foi chamado de Pelé Branco.

Começou a carreira no Sport, em 1956, e jogou também por Vasco, Corinthians, Boca Juniors, Genoa, Santos --onde sagrou-se bicampeão do mundo--, Flamengo e América-RJ, time em que encerrou sua carreira, em 1968.

Voltando à disputa com o Milan. No primeiro jogo, em Milão, o Santos perdera por 4 a 2. Amarildo, dois gols, Trapattoni e Mora anotaram pelo time italiano. Pelé marcou os dois do Santos.

Amarildo, entusiasmado com o resultado, declarou à imprensa que Pelé "já era". E aí, o problema --o principal problema, para Almir.

"Vou jogar por mim e pelo negão", disse. Almir estava determinado a acertar Amarildo porque, segundo ele, nenhum jogador que conhecesse futebol podia criticar Pelé.

No segundo jogo, em 14 de novembro de 1963, aos 17min, Altafini (o Mazzola, que jogou no Palmeiras e na seleção brasileira em 1958) e Amarildo já haviam feito dois a zero para o Milan.

A virada começou aos 4min do segundo tempo, quando Pepe, cobrando uma falta da intermediária, soltou um canhão e Ghezzi, o goleiro do Milan, mal teve tempo de ver a bola entrar.

Quatro minutos depois foi Mengálvio, desviando de cabeça um cruzamento de Dalmo. Lima aumentou para 3 a 2 e Pepe, com outro canhão em cobrança de falta, completou os 4 a 2.

Aí, diz Almir em seu depoimento, veio aquele que seria um dos momentos mais emocionantes de sua vida. Pelé foi abraçá-lo e disse: "Almir, você é grande".

Na gravação, Almir desabafa: "Pelé talvez nem se lembre, mas aquele abraço, aquelas palavras, me deram alma nova para o segundo jogo".

Pelé não se esqueceu. Diz que Almir era um dos melhores amigos que tinha no Santos. "Na noite desse jogo no Maracanã, eu estava machucado e não joguei. No final do jogo, entrei em campo para dar um abraço nele porque foi um guerreiro dentro de campo. Jamais esquecerei".

Pepe também se recorda daqueles dias. Diz que o técnico Lula poderia ter escalado Toninho Guerreiro no lugar do Pelé. Mas preferiu Almir porque os jogos seriam no Maracanã, que era a casa dele. "Ele foi fundamental."

Dois dias depois, também no Maracanã, haveria o desempate. O clima, segundo depoimento de Almir, era ainda pior do que no jogo anterior. Os italianos acusaram o juiz, o argentino Juan Brozzi, de estar vendido ao Santos. E provavelmente estavam certos, mas o juiz foi mantido.

Segundo Almir, Nicolau Moran, do estado-maior do Santos, foi a ele e lhe disse que o juiz não faria nada. "Você pode fazer o que quiser dentro de campo. Você é rei lá dentro."

"Deixa comigo", respondeu o jogador.

Almir nunca negou que foi um jogador violento. Mas também não se intimidava quando a violência era contra ele. E nessa disputa com o Milan temos dois exemplos.

A primeira vítima, claro, foi Amarildo. Logo no primeiro minuto, ele pegou uma bola e desceu pela esquerda. Almir correu na direção dele, pediu cobertura a Ismael e a Mauro e gritou: "Deixa esse filho da mãe comigo".

"Foi um toco só. Ele caiu se contorcendo."A segunda vítima foi o goleiro, Balzarini, escalado no lugar de Guezzi.

Almir conta: "Muito corajoso, ele se atirou numa bola que estava mais para mim. Não tive tempo de evitar o acidente nem estava com essa preocupação. Chutei a cabeça dele. Quando vi o sangue correr, me afastei, pensando que o tivesse inutilizado. Os italianos me cercaram, mas eu me fiz de vítima".

O juiz não deu nada.

E continua Almir: "No segundo tempo, Lima fez um cruzamento pelo alto, eu estava ali pela marca de pênalti e vi que ia chegar um pouco atrasado na bola. Vi quando Maldini levantou o pé, tentando cortar o lançamento. Tinha que tentar tudo. Meter a cabeça para levar um pontapé de Maldini, correndo o risco de uma contusão grave, ficar cego, até mesmo morrer, porque ele vinha com tudo. Meti a cabeça, Maldini enfiou o pé e eu rolei de dor pelo chão. O argentino Brozzi não conversou: pênalti".

Após mais de dez minutos de protestos dos italianos, Dalmo fez o 1 a 0.

Ainda Almir: "Até o fim, foi paulada de parte a parte. Mas o time todo queria acertar o Amarildo. Até que, antes da volta olímpica, Ismael foi lá e deu-lhe uma cabeçada".

Outro jogo que entrou para história de Almir, e do futebol brasileiro, foi aquele em que ele, jogando pelo Flamengo, disputou uma final contra o Bangu, em 18 de dezembro de 1966.

O Flamengo tinha alguns problemas. Um deles era o ponta direita Carlos Alberto, que estava machucado, mas insistia em jogar. Almir tentou convencê-lo a desistir, mas não conseguiu.

Outro, Almir tinha uma séria desconfiança de que seu goleiro estava comprado pelo Bangu. E mais um, que ele só descobriu quando entrou em campo: o juiz estava comprado. Sansão --esse o apelido dele-- ameaçou expulsá-lo antes de o jogo começar.

No primeiro lance, o lateral esquerdo do Bangu, Ari Clemente, atingiu violentamente Carlos Alberto. Sansão não deu falta nem advertiu Clemente. E o Flamengo passou a jogar com dez homens, porque Carlos Alberto mal se arrastava em campo (naquele tempo o único que podia ser substituído era o goleiro).

"Com pouco mais de 20 minutos, o Bangu deu outra entrada para quebrar. O atingido foi Nelsinho, peça vital no nosso meio-campo. Ele terminou o primeiro tempo capengando e no segundo praticamente apenas fez número".

"Mas o desastre maior foi o nosso goleiro, Valdomiro. Tomamos dois gols em três minutos."

No depoimento, Almir conta que, no segundo tempo, logo ao 3min, levaram outro gol do Bangu. "Houve um lançamento para Paulo Borges, que marcou um dos gols mais bonitos da história do Maracanã. Ele deu um chapéu em nosso zagueiro Ditão, para um lado, para o outro e, com a bola ainda no ar, deu um chute violentíssimo. Era o fim."

Aos 25min, Ladeira, atacante do Bangu, deu um soco na cara de Paulo Henrique, que, segundo Almir, era "uma dama dentro de campo".

Almir correu para acertar Ladeira, que fugiu. No meio do caminho o zagueiro Itamar, do Flamengo, com 1,90 m de altura, deu um salto e meteu o pé no peito de Ladeira. Então Almir chegou e foi chutando. Ari Clemente veio por trás e deu-lhe um soco.

"Aí eu vi que eles queriam brigar, e topei a parada. Comecei a distribuir socos e pontapés." Quando essa briga acabou, e Ladeira foi retirado de maca, Almir saiu de campo --sabia que seria expulso. Ao passar pelo banco do Flamengo, ouviu uma ordem, disse que nem sabe de quem:

"Volta, Almir. Acaba com essa palhaçada deles."

Ele voltou para o centro de campo. Nisso, cerca de 100 mil pessoas, a torcida do Flamengo (outras 43 mil eram do Bangu) começaram a gritar: porrada, porrada, porrada.

Ubirajara, goleiro do Bangu, ameaçou Almir. Disse que lá fora resolveriam. Almir respondeu dando-lhe um soco no estômago, e recebeu um soco de Ari Clemente.

"Eu estava cercado, mas fui enfrentando todos. Um pontapé num, um soco noutro." Sansão expulsou cinco jogadores do Flamengo e quatro do Bangu. O Flamengo ficou sem jogadores para terminar a partida --o mínimo permitido é de sete jogadores. Sansão deu o jogo por encerrado, o Bangu era campeão.

TIROTEIO

O jornalista e escritor Mário Prata, que estava, na noite de 6 de fevereiro de 1973, em um boteco ao lado do bar Rio-Jerez, na Galeria Alaska, em Copacabana (barra pesada), conta que em uma mesa do mesmo Rio-Jerez estavam Almir, uma namorada e um casal de amigos.

Na mesa de trás, três portugueses. Na frente da mesa de Almir, os atores gays do espetáculo "Dzi Croquetes", ainda maquiados depois de uma apresentação.

Os portugueses resolveram caçoar dos atores, chamando-os de veados, paneleiros e outras coisas. Almir não gostou do que ouviu e resolveu defender os atores, que não reagiram.

Começou a discussão, Almir agrediu um dos portugueses, até que um deles sacou um revólver, o amigo de Almir sacou outro e o tiroteio começou no calçadão da avenida Atlântica.

Os outros dois portugueses sacaram as armas. Os atores gritavam. Foi uma correria. Mesas foram viradas e ao menos uns 30 tiros disparados.

Quando o tiroteio terminou, lá estava Almir, no chão, já morto, com um tiro na cabeça. Os portugueses saíram correndo. Debaixo de um coqueiro, o amigo de Almir, o comerciante Alberto Ribeiro, agonizava com um tiro nas costas. Morreu ao dar entrada no hospital. Outro amigo de Almir, o agente de investimentos Elói de Lima, foi ferido quando fugia, o que derruba a defesa do assassino, Artur Garcia Soares, de que agiu em legítima defesa.

Detido, ele deu sua versão. Na época, falou-se em expulsá-lo do país. Outros queriam julgá-lo aqui. O fato é que o caso resultou em esquecimento: não se sabe o que foi feito de Artur.
Almir tinha 35 anos quando foi morto. Como diz Mário Prata, esta história tem um lado bonito: um machão como ele morrer defendendo um grupo gay.

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Copa do Nordeste
Resultados x Realidade
postado em 05 de fevereiro de 2013


A grande atuação de Magrão garantiu a classificação do Sport - Foto: Blog do Torcedor

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor, movido pela emoção, deve se perguntar por que a mídia enfatiza tanto que Santa Cruz e Sport precisam melhorar, quando os dois clubes estão na liderança dos seus respectivos grupos na Copa do Nordeste?

Desde o final da jornada no domingo, e por todo o dia de ontem, a tônica dos comentários e debates no rádio esportivo, foi sobre a necessidade dos representantes pernambucanos evoluírem tecnicamente. Uma verdade incontestável, mas que chega a ser um contrasenso diante das campanhas exitosas dos dois times.

O momento traduz, com fidelidade, o quanto o futebol de resultados mascara uma realidade. Em nenhum dos cinco jogos que disputou o bicampeão pernambucano apresentou um futebol convincente, entretanto, é o único clube, junto com o Vitória da Bahia a somar quatro vitórias.

Quem foi ao Arruda sábado, e testemunhou a vitória - 2x0 - dos comandados de Martelotte sobre o Campinense, constatou a deficiência dos alas e de todo o sistema defensivo, embora o time não tenha sofrido nenhum gol. O resultado do jogo, que é um fato incontestável, pode ser usado como argumento de defesa e prova de evolução.

O futebol apresentado pelo Sport no empate sem gols com o Confiança foi de uma pobreza técnica imperdoável, mas como a soma de um ponto foi suficiente para manter o Leão na condição de líder do Grupo B e assegurar sua classificação para a próxima fase, as análises soam como meros blá, blá, blá.

Detalhe: futebol de resultados não tem sustentação.

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Copa do Nordeste
Santa Cruz e Vitória são os melhores
postado em 05 de fevereiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SANTA CRUZ E VITÓRIA SÃO OS MELHORES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Copa do Nordeste, embora esquecida pelo resto do país, vem demonstrando que com maiores investimentos em marketing, será sem dúvidas um bom alicerce para o fortalecimento do futebol regional.

A sua média de público está acima de todas registradas nos campeonatos estaduais em andamento pelo Brasil, acima dos 7 mil torcedores por jogo, caracterizando que se trata de um bom produto nas prateleiras do futebol brasileiro, e que poderia ser aprimorada nas próximas edições.

Sobre esse evento, em nossas conversas com o jornalista Claudemir Gomes, que tem uma visão ampla sobre os esportes, e pensa com lucidez, nos mostrou algo que tinha passado despercebido, ou seja, a campanha do Santa Cruz é melhor do que a do Sport Recife.

Procuramos a tabela de classificação e encontramos apenas dois clubes que poderão atingir 15 pontos. Um é o triocolor pernambucano e, o outro, o Vitória da Bahia, ambos com 12 pontos conquistados, dos 15 disputados.

No futebol atual, com pouca qualidade, o que vale são os resultados, e esses são bem claros.

Embora o time não seja de alto nível e com salários aquém do rival pernambucano, o Santa Cruz tem recebido críticas dos seus torcedores, que desejavam algo melhor, mas acreditamos que esses estão alheios a uma realidade de que entre os 16 participantes, o tricolor é o segundo melhor, perdendo para o rubro-negro baiano no saldo de gols.

Ceará e Campinense vêm a seguir com 10 pontos ganhos, sendo que esse último é o segundo do seu grupo.

Sentimos no último domingo a desconfiança do torcedor do Santa Cruz nos seus comentários no painel interativo do programa Domingo Esportivo, da Rádio Jornal, que tem o comando de Ednaldo Santos, criticando a qualidade do seu time, mas achamos que desconheciam a sua boa colocação na tabela de classificação da competição.

Alguns dirão que o seu grupo Ã© mais fraco do que o do Sport, o que não condiz com a verdade, posto que, ao analisarmos, encontramos uma mesma dualidade e idênticas diferenças, o que dá uma validade maior a campanha do Santa Cruz.

Até nas notícias sobre a classificação antecipada do rubro-negro pernambucano, sentimos algo de mais festivo do que a do tricolor, sendo que este conseguiu, juntamente com o Vitória, ser até o momento os dois melhores times da Copa do Nordeste.

Faltando uma rodada, o grupo A está imprevisível pois tudo poderá acontecer, pois os três clubes disputam duas vagas, que serão decididas na última rodada.

Com relação ao Bahia, a sua derrota frente ao ABC, em Pitiaçu, por 3x0 complicou a sua situação, encontrando-se na terceira colocação com os mesmos pontos do segundo o ABC, mas com um saldo de gols negativos. Enfrentará o Itabaiana fora de casa, tendo que ganhar de goleada, enquanto o ABC recebe o Ceará como visitante.

A matemática é bem claro. Com uma derrota o tricolor baiano é eliminado. Uma vitória por um placar elástico e uma vitória do time potiguar eliminará o Ceará. Para este um empate resolve e com a vitória do Bahia, o eliminado seria o ABC. Um grupo complicado.

No grupo B, o Sport está classificado, e a segunda vaga será disputada em Fortaleza entre o clube local do mesmo nome e o Confiança, que joga por um empate. Acreditamos numa vitória do time cearense.

No grupo C, a disputa será para a segunda vaga, onde três clubes têm a mesma pontuação, tendo o Salgueiro um saldo negativo de 5 gols. Vitória já classificado enfrenta em casa o América, e o ASA recebe, em Arapiraca, o Salgueiro. Achamos que o mais cotado é o time alagoano, desde que não sabemos se o baiano irá jogar com o seu time titular.

Vitória, Santa Cruz, Sport e Campinense já estão na segunda fase da festa, esperando os seus adversários para as quartas de final.

Que os torcedores do Santa Cruz reflitam sobre esses números, e possam dar mais credibilidade ao seu time, que não é o ideal, mas é o que o clube tem, e que vem fazendo bonito em uma competição regional, melhor do que alguns clubes com mais recursos, e entre esses um da primeira divisão, que é o Bahia.

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