JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Procuramos em todas as mÃdias comentários sobre
as declarações e a demissão do chefe da arbitragem nacional, Aristeu Tavares, e
verificamos que o assunto foi pouco debatido, mesmo apresentando uma alta
gravidade.
Na verdade, trata-se de declarações que já deveriam estar sendo rastreadas por nosso Ministério Púbico e a PolÃcia Federal, visto que na entrevista, Tavares deixou bem claro que alguns árbitros do futebol brasileiro estavam sendo investigados por manipulação de resultados.
Para nós nenhuma surpresa, porque o blog já tinha postado algo sobre o assunto, quando citamos que os investigadores da FIFA estiveram no Brasil, tratando desse assunto.
A CBF tratou o problema de maneira bem tÃmida, quando demitiu o dirigente e não tomou nenhuma providência para solicitar um processo investigativo, com seu presidente apenas estimulando a delação, que é um instrumento que faz parte do seu caráter.
Procuramos ler a entrevista dada por Aristeu Tavares ao jornal ¨O Popular¨de Goiás, e essa, sem dúvida, levantou a suspeição de 500 árbitros que atuam pelo paÃs afora, desde que ao afirmar que alguns estavam sendo investigados e não declinar os nomes, colocou todos no mesmo balaio.
Numa resposta a uma pergunta se havia denúncias de manipulação na arbitragem brasileira, ele foi bem claro: ¨Sim. Existem denúncias e, repito, foram de pronto encaminhamento para o Ministério Público, que é o órgão fiscal da lei".
E continuou, "Eu esperei virar o ano, ver as denúncias e as coletas de provas. Eu quero acompanhar isso. Vou pedir para verificar com o Ministério Público como que está isso, se houve evolução. Temos de acompanhar. à uma obrigação nossa. Somos fiscais da moralidade da arbitragem nacional. Posso dizer que a CBF tem colocado ferramentas à disposição, inclusive da população, para fiscalizar isso¨.
Que fiscais são esses que não acompanham o processo?
O mais grave é que, segundo Aristeu, os árbitros denunciados continuam trabalhando, sob monitoramento, desde que não existe nenhum princÃpio que contra-indique os trabalhos desses profissionais.
Não vamos duvidar de ninguém, mas o ex-chefe da arbitragem nacional jogou areia no ventilador e sujou a sala toda, pois se tivesse o bom senso não daria declarações como essa, e mais ainda jogando na lama todos os árbitros que atuam em nosso paÃs, principalmente aqueles ligados à CBF.
Um fato como esse demanda de uma urgente investigação, e não desse tipo de procedimento de espera, pois o futebol hoje movimenta grandes recursos, a sua credibilidade é fundamental para a sobrevivência.
Quando se levanta suspeitas sobre a arbitragem nacional, certamente é mais um prejuÃzo à imagem de um esporte que no Brasil cada dia acentua-se no seu apequenamento.
Se realmente houvesse um Sindicato de Ãrbitros forte, independente dos poderes do futebol, deveria interpelar Aristeu Tavares na Justiça, para que esse nominasse os investigados, desde que as suas declarações envolveu o total do contigente, e todos precisam de respostas.
Um assunto com tanta gravidade e uma solução apenas dada por Marin, ou seja, a utilização do dedo duro, o que demonstra a qualidade dos nossos dirigentes.
Triste realidade de um futebol que já foi grande.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








