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Del Nero leva patrocínio para Estaduais
postado em 09 de janeiro de 2013
MARCEL RIZZO  - FOLHA DE SÃO PAULO

Dezenove dos 27 Campeonatos Estaduais do Brasil terão o mesmo patrocinador nos próximos dois anos. Há a possibilidade de este número aumentar hoje para 20, com a inclusão de Tocantins.

O inédito aporte financeiro de uma mesma empresa - no caso, a montadora automobilística Chevrolet- à maioria dos torneios regionais teve a participação direta de Marco Polo Del Nero, presidente da federação mais rica do país, a paulista, e um dos vice-presidentes da CBF.

Del Nero é cotado para concorrer à presidência da entidade em abril de 2014.

As 27 federações filiadas à CBF são a maioria do eleitorado que define o presidente. Os 20 clubes da Série A no ano da escolha também participam da votação.

"Não tem nada a ver [eleição com a ajuda às federações]. O assunto eleição vai ser tratado posteriormente, pelo presidente [José Maria Marin]. É antiético falar disso agora", afirmou Del Nero.

A Chevrolet dará seu nome aos 19 campeonatos com os quais fechou contrato, o chamado "naming rights". Foi criada uma mesma logo para todos os torneios, mudando apenas a cor, que faz alusão às bandeiras dos Estados.

Dos campeonatos mais importantes do país, só o do Rio de Janeiro, sem acerto financeiro, e o de Pernambuco, que já tem outro patrocinador, não fecharam o acordo.

Ficaram de fora também Amapá, Roraima, Distrito Federal, Pará, Espírito Santo e Tocantins. Este último ainda negocia e pode acertar hoje.

"Nós demos a ideia ao Marco Polo de estender o patrocínio a outros campeonatos. Trabalhamos em conjunto, ele intermediou com as federações, e eu fui fechando os acordos", disse Sérgio Gomes, representante da Chevrolet para o futebol.

Gomes conheceu o presidente da federação paulista em 2011, quando levou a ele a proposta de dar o nome da Chevrolet ao Paulista. Em 2012, a empresa patrocinou, além do Estadual de São Paulo, os Campeonatos Goiano, Mineiro e Paranaense.

Em junho passado, Del Nero assumiu como vice-presidente da CBF para a região Sudeste, após José Maria Marin ascender para a presidência da entidade com a renúncia de Ricardo Teixeira.

"É lógico que facilitou os contatos o fato de o Marco Polo estar na CBF, mas a ideia de ajudar as federações já estava definida antes mesmo de ele ter esse cargo na confederação", disse Gomes.

A empresa não divulga valores dos contratos, mas a Folha apurou que, para campeonatos de menor porte de Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste, o montante pago será de R$ 150 mil aR$ 300 mil por temporada.

Pode parecer pouco, comparado aos milhões que paulistas, mineiros e gaúchos recebem, mas não é. A federação do Piauí, por exemplo, teve como receita bruta em 2011, ano do último balanço divulgado, R$ 272,4 mil.

"É bom para as pequenas [federações], mas para as grandes também. Todo mundo precisa de patrocínio. Muitos vêm aqui, clubes e federações, pedem ajuda para ter um patrocínio. É nossa obrigação ajudar", disse o vice-presidente da CBF.

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Acontece
O gênio do momento
postado em 08 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES

Ah! Nós já sabíamos. O argentino Leonel Messi confirmou o favoritismo e conquistou, pelo quarto ano consecutivo, o prêmio Bola de Ouro, dado pela FIFA ao melhor jogador do mundo. Por tudo o que ele fez na temporada passada, e sem nenhum demérito ao trabalho de Cristiano Ronaldo e Andrés Iniesta, a indicação era bastante previsível.

A partir de hoje os pobres de espírito vão intensificar as indagações: quem é melhor, Messi ou Pelé? Genialidade é uma coisa imensurável, por isso mesmo, gênios não se comparam.

Aliás, com tantas lendas na platéia, a festa de ontem da FIFA nos levou a recordar grandes momentos do futebol mundial. Franz Beckenbauer, Huud Gullit, Carlos Valderrama, Neymar... Tive a oportunidade de ouvir depoimentos de Telê Santana, Waldemar Carabina e Ênio Andrade sobre Pelé.

Certa vez, a Gazeta Mercantil trouxe Nilton Santos ao Recife para uma tarde de autógrafos. Tive o privilégio de ser o seu cicerone por 48 horas. Nilton foi o grande protetor de Garrincha no Botafogo. Estávamos jantando no Mar Hotel quando eu perguntei: Quem foi melhor, Pelé ou Garrincha? Ele respondeu curto e grosso: %u201CSão sublimes%u201D. E prosseguiu: "Não gosto quando tentam me comparar com o Roberto Carlos". Enfim, a "Enciclopédia do Futebol" me deu uma lição a qual jamais esqueci.

Os gênios do futebol foram feitos para nos encantar, e devem ser preservados sempre como símbolos de momentos inesquecíveis. Zizinho, Puskas, Domingos da Guia, Pelé, Maradona, Ronaldo, Messi...

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Artigos
Um fato novo no futebol brasileiro
postado em 08 de janeiro de 2013

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM FATO NOVO NO FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Parece que pela primeira vez os clubes brasileiros estão visualizando a bolha que criaram com as suas insanidades, e resolveram dar um freio de arrumação para a temporada de 2013.

O fator principal está relacionado às contratações, que formam um dos segmentos que estava influenciando nas dificuldades de suas finanças, e estamos presenciando que não está existindo uma corrida maluca, e sim algo de pontual, com negociações que irão suprir as necessidades.

Tivemos dois grandes negócios. O Corinthians contratando Alexandre Pato e o Santos, Montillo, com valores acima do mercado tradicional.

Na realidade, na maioria dos clubes o elenco irá continuar, e as contratações estão sendo feitas a conta-gotas apenas para o preenchimento de lacunas.

Estamos vendo isso no futebol paulista cujas equipes permaneceram com suas comissões técnicas e a maior parte do elenco. No carioca, onde Fluminense, Botafogo e Flamengo irão contar também com toda a comissão técnica e a maioria do grupo de jogadores que atuou no ano anterior, sendo que o Vasco é o que tem mais necessidades, mas está procedendo dentro dos seus limites, sem contratações bombásticas.

Em Minas Gerais, o Atlético continuou com toda a sua base de 2012. Técnico e sua comissão permaneceram, assim como todos os 11 titulares, inclusive os seus grandes nomes, Ronaldinho e Bernard.

As contratações foram pontuais, tais como Gilberto Silva, Luan e Alecsandro, que vieram suprir as saídas de Luiz Eduardo, Escudero e Leonardo. O Cruzeiro mudou de treinador e terá mais necessidades.

No Rio Grande do Sul, o mesmo procedimento. Os dois clubes com suas bases formadas anteriormente, tendo o Grêmio continuado com Luxemburgo e sua comissão técnica, enquanto o Internacional trouxe Dunga e outros membros para a sua composição.

Em Curitiba, com dois representantes na Série A, a combinação de preços altos e a prudência faz com que o Atlético e Paraná tenham poucas novidades neste início de ano.

O Coritiba, por exemplo, após a festa para a repatriação de Alex, ainda no ano passado, pisou no freio. Só anunciou contratações nessa última sexta-feira, com Patrick, que disputou o último Brasileiro pelo Náutico, o atacante Julio Cesar, ex-Figueirense e o atacante Arthur, ex-Paraná. Para que possamos comparar, no ano passado o clube já tinha efetuado oito contratações nesse período.

No Atlético, o elenco e a comissão técnica continuam os mesmos, e ninguém foi contratado até o momento.

Trata-se sem dúvidas de um fato novo e importante para o desenvolvimento do futebol nacional, ligado Ã  permanência por mais tempo de um grupo profissional nos clubes, que demanda uma redução bem alta nos seus custos.

Finalmente uma luz surgiu no fundo do túnel e de maneira promissora para todos que clamavam por um melhor planejamento para o esporte.

Infelizmente, em Pernambuco, vivemos na contra-mão da história, muito embora o Náutico venha dando um bom exemplo quando conseguiu manter a base formada em 2012, mas Sport e Santa Cruz continuam na avidez de contratações, o que demonstra a falta de planejamento de parte dessas agremiações.

As notícias são boas, e que podem marcar um reinício do futebol nacional.

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Início de estadual
postado em 08 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, INÍCIO DE ESTADUAL


Emmanuel Macedo - Jornal O Povo - Fortaleza


QUATRO jogos neste fim de semana pelo Campeonato Cearense. Oito times entraram em campo e apenas três gols foram marcados. Um do Ferroviário, diante do Crato, um do Horizonte, diante do novato São Benedito, no Moraisão porque não se tinha estádio pra ele, e um do Guarani de Juazeiro, no clássico contra o Icasa, em Juazeiro do Norte.

AINDA tem gente que gosta disso? Aliás, antes fosse apenas a falta de gols nos jogos do Campeonato Cearense. O problema é o conjunto. Falta público, falta estrutura de estádios. Falta organização. Todo mundo sabe disso. E pouca gente faz algo para melhorar. Pouca gente trabalha com seriedade para que o Estadual seja minimamente interessante.

E PODEM se acostumar. Esta fase inicial é um mero pirulito para os times. Afinal, dois caem, um fica no limbo e o resto se classifica. Ô graça! Mas há quem goste. Há quem defenda. Os cegos, obviamente. E ainda pedem que tapemos os buracos de um campeonato deficitário para que escondam, cada vez mais, os problemas.

ASSISTI a Ferroviário e Crato. Um jogo triste. Triste por ver um Ferroviário, mais uma vez, ruim. Um Crato ruim. Um jogo horrível, sem público. É triste perceber que tanto time compactua com isso, achando normal ter tanto prejuízo jogo após jogos.

FIM DOS times pequenos? Claro que não. Fim dos jogos ruins, é isso que importa. Fim dos prejuízos para os times. E início da vontade de lutar pro algo maior. Apenas para aqueles que realmente existem com a finalidade de um time de futebol.

ME DESCULPEM tanto mau humor. Mas é com indignação que assisto a estes jogos. Ver nosso futebol sendo tratado por baixo, sem trabalho e sem crescimento. E muita gente achando que está no caminho certo. Desculpem, mas seria fácil demais ficar calado pra tanta barbaridade.

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Vai embora logo, Neymar
postado em 08 de janeiro de 2013

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


É claro que o título é nossa primeira provocação de 2013 (aliás, feliz ano novo!).

E, sim, é óbvio ainda que de certa forma acho louvável o craque santista permanecer no país, uma ratificação da "força do futebol brasileiro", do fim da síndrome de vira-lata que o Brasil tinha (?) perante os malignos mercados europeu, chinês, árabe, que sempre cobiçam nossos craques.

Mas tem um outro lado que grita quando a gente assiste a uma premiação dessas de melhor jogador do mundo da Fifa, como a que aconteceu ontem.

Retomando a mastigada tese de que Neymar precisa se aperfeiçoar, ser lapidado, joia rara que é, Mundial no ano que vem no Brasil e tal, sou um tremendo defensor de que seria útil à nação (sorry, santistas) ele ir botar sua genialidade à prova em campeonatos mais duros, de alto nível, como esses gringos importantes que são mostrados à exaustão na TV brasileira, das pagas até a Globo.

Mesmo com TV, tecnologia e tudo o mais, somos nós aqui, mais do que ninguém, que sabemos o quanto Neymar joga e do que ele é capaz com a bola.

Ao pararmos para assistir a premiação da Bola de Ouro, em que Neymar foi "a passeio" e na qual Messi deveria ser tratado como hors-concours de uma vez, o mundo parece não saber direito.

Neymar foi considerado, pela votação que envolveu treinadores e capitães de seleções do mundo todo, "apenas" o 13º principal jogador de futebol da Terra, atrás de Xabi Alonso (Real Madrid) e Yayá Touré (Manchester City).

E graças a votos vindos de representantes da Somália, Camboja, Vanuatu, Sri Lanka.

O 2013 oficial de Neymar, até a Copa das Confederações chegar, até o Brasileirão chegar um pouco antes, vai ser enfrentar zagueiros do Paulistão e os de times da Copa do Brasil em suas primeiras fases de jogos desnivelados.

Enquanto isso, Lucas, ex-São Paulo e vendido ao Paris Saint-Germain, só para ficar no quesito "novos craques do Brasil", no mês que vem já deve estar encarando a fase mata-mata da Champions League, criando uma certa casca em seu futebol que pode ser útil em suas pretensões futuras de seleção.

Ronaldo Fenômeno, que passou boa parte de sua carreira fora, ganhou três vezes a Bola de Ouro, venceu Copa do Mundo e é o maior artilheiro da história das Copas, disse ontem que, se Neymar fizesse na Europa 50% do que ele já fez no Santos, estaria entre os melhores na premiação.

Para ele, é triste ver que não tem nenhum brasileiro concorrendo ao prêmio, numa época em que a seleção ocupa o vexatório 18º lugar no ranking da Fifa.

A baixa autoestima do futebol brasileiro, exemplificada pelas declarações de Ronaldo, talvez seja a maior inimiga desta "retomada" da família Scolari na arrancada rumo a competições tão importantes em solo nacional.

E ver o Neymar, que aqui no Brasil é hors-concours em premiação, ficar atrás do Yayá Touré aos olhos mundiais não ajuda em nada o nosso astral.

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