Parece que pela primeira vez os clubes brasileiros estão visualizando a bolha que criaram com as suas insanidades, e resolveram dar um freio de arrumação para a temporada de 2013.
O fator principal está relacionado às contratações, que formam um dos segmentos que estava influenciando nas dificuldades de suas finanças, e estamos presenciando que não está existindo uma corrida maluca, e sim algo de pontual, com negociações que irão suprir as necessidades.
Tivemos dois grandes negócios. O Corinthians contratando Alexandre Pato e o Santos, Montillo, com valores acima do mercado tradicional.
Na realidade, na maioria dos clubes o elenco irá continuar, e as contratações estão sendo feitas a conta-gotas apenas para o preenchimento de lacunas.
Estamos vendo isso no futebol paulista cujas equipes permaneceram com suas comissões técnicas e a maior parte do elenco. No carioca, onde Fluminense, Botafogo e Flamengo irão contar também com toda a comissão técnica e a maioria do grupo de jogadores que atuou no ano anterior, sendo que o Vasco é o que tem mais necessidades, mas está procedendo dentro dos seus limites, sem contratações bombásticas.
Em Minas Gerais, o Atlético continuou com toda a sua base de 2012. Técnico e sua comissão permaneceram, assim como todos os 11 titulares, inclusive os seus grandes nomes, Ronaldinho e Bernard.
As contratações foram pontuais, tais como Gilberto Silva, Luan e Alecsandro, que vieram suprir as saÃdas de Luiz Eduardo, Escudero e Leonardo. O Cruzeiro mudou de treinador e terá mais necessidades.
No Rio Grande do Sul, o mesmo procedimento. Os dois clubes com suas bases formadas anteriormente, tendo o Grêmio continuado com Luxemburgo e sua comissão técnica, enquanto o Internacional trouxe Dunga e outros membros para a sua composição.
Em Curitiba, com dois representantes na Série A, a combinação de preços altos e a prudência faz com que o Atlético e Paraná tenham poucas novidades neste inÃcio de ano.
O Coritiba, por exemplo, após a festa para a repatriação de Alex, ainda no ano passado, pisou no freio. Só anunciou contratações nessa última sexta-feira, com Patrick, que disputou o último Brasileiro pelo Náutico, o atacante Julio Cesar, ex-Figueirense e o atacante Arthur, ex-Paraná. Para que possamos comparar, no ano passado o clube já tinha efetuado oito contratações nesse perÃodo.
No Atlético, o elenco e a comissão técnica continuam os mesmos, e ninguém foi contratado até o momento.
Trata-se sem dúvidas de um fato novo e importante para o desenvolvimento do futebol nacional, ligado à permanência por mais tempo de um grupo profissional nos clubes, que demanda uma redução bem alta nos seus custos.
Finalmente uma luz surgiu no fundo do túnel e de maneira promissora para todos que clamavam por um melhor planejamento para o esporte.
Infelizmente, em Pernambuco, vivemos na contra-mão da história, muito embora o Náutico venha dando um bom exemplo quando conseguiu manter a base formada em 2012, mas Sport e Santa Cruz continuam na avidez de contratações, o que demonstra a falta de planejamento de parte dessas agremiações.
As notÃcias são boas, e que podem marcar um reinÃcio do futebol nacional.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









