Histórico
Acontece
A educação dos números
postado em 11 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Os torcedores pernambucanos acompanham, sem empolgação, os anúncios das contratações dos novos jogadores pelos grandes clubes: Sport, Náutico e Santa Cruz. Um comportamento natural, e que revela uma consciência em relação à realidade financeira do futebol pernambucano. O poder aquisitivo dos nossos clubes indica que eles são formadores, e não investidores.

Resumindo: as três maiores forças estaduais não têm condições de competir com os doze maiores clubes do futebol brasileiro, cuja receita anual ultrapassa a casa dos três dígitos, ou seja, está acima dos R$ 100 milhões. Tal fato não impede a formação de um bom time, mas exige habilidade e conhecimento de mercado.

Torcedores e dirigentes abominam a expressão "medianos". É como se não quisessem aceitar a realidade onde as distancias estão cada dia mais definidas. No cenário nacional nenhum clube do Nordeste pode ser taxado de grande. Na esfera regional baianos, pernambucanos e cearenses estão num nível mais elevado.

A escala é definida pela receita dos clubes, pela capacidade de investimento de cada um. Este é o reflexo da divisão de renda. Quem ganha mais tem condições de adquirir jogadores de melhor qualidade.

À medida que o torcedor passa a compreender este mecanismo, fica menos empolgado. É a educação dos números. O entusiasmo virá com as campanhas.

leia mais ...

Artigos
Quem ganha são os empresários
postado em 11 de janeiro de 2013


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A FIFA divulgou alguns detalhes do seu relatório sobre as transferência internacionais.

É o chamado Global Transfer Marketing.

No ano de 2012 foram realizadas 11.500 transferências, entre as 208 Confederações, que abrigam 5 mil clubes.

13% dessas transferências foram de atletas brasileiros, com mais de 1,5 operações. A média de idade de 23 anos, e com salários bem abaixo do que se imagina.

A média dos salários pagos é desvirtuada por conta de alguns jogadores que recebem acima do normal, e ficou em US$ 244,4 mil por ano. Na verdade, segundo o relatório, a maioria dos atletas recebe valores bem baixos com relação ao padrão europeu, pois existe uma grande diferença entre os de quatro digitos e os multimilionários.

Mas quem faz a festa são os empresários, que embolsaram USS$ 130 milhões (28% dos valores negociados), o que demonstra uma verdade absoluta, ou seja, quem ganha dinheiro com o futebol são os empresários, e em alguns casos os cartolas, seus sócios.

Um número impressionante é que 70% das transferências são de jogadores sem contrato, 12% são jogadores emprestados, 10% contratados aos clubes e 8% retornando de empréstimos.

Um verdadeiro paraíso para uma boa lavagem de dinheiro.

leia mais ...

Artigos
O dia em que a esquerda perdeu a cabeça
postado em 11 de janeiro de 2013


Por ROBERTO VIEIRA



Deus sempre teve compaixão dos canhotos.

Principalmente depois da conexão com os porões.

Canhoto não tinha nada a ver com porão.

Belzebu era destro.

Mas o bicho homem cismou com a esquerda.

Muito antes da Revolução Francesa.

Deus então reagiu.

Seria irônico.

Canhoto bom de bola?

Craque.

Infernal %u2013 no bom sentido.

Rivelino e seu elástico.

Puskas e seu petardo.

Tostão e seus neurônios.

Os dribles do menino Edu.

A eternidade de Conti.

O desligamento de Resenbrink.

As diabruras do Rivaldo.

Hagi.

Stoichkov.

Ailton Lira.

Caprichando ainda mais.

Os marechais de Marta.

Os tangos do Maradona.

As bolinhas do Messi.

Messi que brinca de bater um bolão.

Tudo ia muito bem.

Até que o Divino observou a perfeição de sua obra.

Só bola de pé em pé.

Só gol de placa.

E perfeição é atributo divino.

Canhoto ia virar Deus.

Aquilo já tinha dado muita confusão com Joana D%u2019Arc.

Deus foi singelo.

Canhoto no futebol pode tudo.

Mas quando for cabecear vira perna de pau.

E ponto final...

leia mais ...

Futebol Brasileiro
Posição de destaque
postado em 09 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Federação Internacional de História e Estatística de Futebol - IFFHS - divulgou, ontem, o seu novo ranking, e o Campeonato Brasileiro aparece como o segundo mais importante, perdendo apenas para o Espanhol. O desempenho do Corinthians, atual campeão do mundo, foi decisivo para a conquista de uma posição em relação ao ranking de 2011.

Este é mais um fato que serve para mostrar que o futebol brasileiro não está tão decadente como muita gente apregoa por ai afora. Pra começo de conversa, qual dos grandes campeonatos europeus que, antes de a bola rolar, e mesmo com ela rolando, apresenta quatro ou mais clubes em condições de brigar pelo título? O Espanhol, que aparece no topo da lista, há muitos anos tem a disputa pelo título restrita a Barcelona e Real Madri.

Desde que o Brasileiro passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos, seis clubes conseguiram o título de campeão: Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo, Flamengo e Fluminense. Embora com o domínio do futebol paulista, que ficou com seis dos dez títulos disputados, os cariocas ficaram com três e o Cruzeiro com um, a competição é atrativa.

Como o ranking da IFFHS leva em conta a participação dos clubes em competições internacionais, é importante lembrar que, nas dez últimas edições da Libertadores as equipes brasileiras conquistaram cinco, fato que levou o nosso futebol a cinco decisões do mundial de clubes.

O problema é que as comparações são feitas entre a Europa e o Brasil, ou seja, um continente e um país.

leia mais ...

Artigos
Copa do Nordeste
postado em 09 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, COPA DO NORDESTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O que é bom deve permanecer e ser sempre revitalizado para que possa sobreviver.

Isso se enquadra com a relação à Copa do Nordeste, uma vítima das vaidades, e que foi degolada em 2002 pela CBF do fugitivo Teixeira, e com o apoio das Federações que passaram a enfrentar a competição como inimiga dos estaduais.

O caminho do torneio regional foi aberto em 1994, com uma competição nos moldes da Copa do Mundo, realizada em Maceió, com total sucesso. Daí em diante só houve crescimento e recursos maiores para os seus participantes.

Acreditamos que se continuássemos com a competição com a chancela da Casa da Barra da Tijuca, o futebol regional seria outro nos dias de hoje, e a miséria que aflorou em muitos dos seus clubes não teria acontecido. Deveríamos ter uma segunda divisão em andamento, com os procedimentos de acesso e descenso que valorizam as competições.

No período da Copa do Nordeste houve uma evolução no futebol de todos os estados da região, desde que os clubes se capitalizavam e poderiam projetar o seu calendário anual.

De repente, com uma canetada, e entidade maior do futebol nacional retirou o evento do seu calendário e criou mecanismos que impossibilitava a sua continuidade. O  prejuízo foi grandioso e irreparável, principalmente pela decadência dos antigos grandes clubes regionais.

As vaidades e a arrogância dos personagens da época proibiram que o assunto fosse analisado e houvesse a compatibilização com os estaduais, que era o grande receio das federações, e por conta disso o legado foi trágico.

Estamos há poucos dias do início dessa competição, com alguns clubes que foram questionados, mas que estarão presentes por conta do respeito aos regulamentos estaduais e de suas perfomances nos diversos campeonatos. Tudo dentro da legalidade e sem casuísmos.

Isso na verdade pouco importa perante a importância do fato de que essa competição será realizada, provendo de recursos os clubes disputantes, embora ainda migalhas se verificarmos a potencialidade da demanda regional, que potencializa pelo menos 25 milhões de torcedores, que sem dúvidas é um número expressivo para o marketing do produto.

A competição regional é totalmente válida e a sua permanência, além de uma melhor negociação com os direitos de transmissão, dará certamente o impulso que o futebol regional tanto necessita, e torcemos que essa se torne irreversível e que mais uma vez a arrogância aliada às vaidades não possam promover a sua degola.

O fundamental para o seu sucesso será o apoio do consumidor, sobretudo das mídias, que garantirão uma vida longa ao evento.

leia mais ...