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Executivos e "executivos" do futebol
postado em 16 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EXECUTIVOS E ¨EXECUTIVOS¨ DO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Sem dúvida a profissionalização dos clubes sócio-esportivos é fundamental para as suas evoluções. A época do dirigente amador abnegado já faz parte do passado na maioria dos esportes e sobretudo no futebol mundial.

Sempre tivemos uma visão sobre o assunto, e para que os amigos visitantes tenham uma ideia, no ano de 1973, quando estávamos na direção do futebol do Sport, trouxemos para o clube o primeiro gerente executivo da história do futebol local, e que na época era chamado de supervisor, para nos ajudar na sua administração. 

Edgar Campos veio, viu e venceu, quando atuou nos três grandes clubes da capital. Na ocasião, não tínhamos escolas que formavam profissionais do setor, e a experiência contava, trazendo-a do Vasco da Gama.

Aos poucos o futebol brasileiro começou a observar uma nova forma de administração, quando começou a deixar nas  prateleiras as figuras dos antigos cartolas, que eram apaixonados pelos seus clubes, sem nenhuma qualificação profissional, substituindo-os pelos modernos executivos.

Na verdade existem os executivos e os ¨executivos¨, e esses últimos têm sido o grande problema para que o novo componente do segmento do futebol possa se sedimentar no processo, desde que no setor ingressam pessoas sem o devido preparo e conhecimento de gerenciamento de algo que hoje é um grande negócio.

A maioria dos clubes participantes das duas maiores divisões do Brasileiro, tem a presença desses personagens, sendo que alguns atuam com liberdade e alçam voos próprios, enquanto outros apenas têm o cargo e dependem da palavra dos seus diretores para tomarem as providências necessárias para a administração do futebol dos suas agremiações.

Na verdade, o cargo é importante e salutar para a modernidade, mas necessita de preparo de quem o ocupa, principalmente do mercado em que está atuando.

O executivo resolve e não é apenas um cumpridor de ordens dos cartolas. Deve ter conhecimento de planejamento estratégico, de governaça coorporativa, que entrelaça todos os setores do clube, saber preparar um relatório, e sobretudo ter um conhecimento do mercado de jogadores com um banco de dados, que possa ajudar nas contratações.

O futebol cada dia movimenta mais recursos, e certamente necessita de um gestor que possa gerenciá-lo com competência, como se faz em uma grande empresa, e não apenas elaborar um contrato e enviar para registro, ou organizar viagens e locais de treinamentos, coisas que são  atribuídas a outros setores.

Os executivos cresceram tanto que fundaram a sua Associação, desde que no Brasil até no cemitério tem associações e sindicatos dos mortos, pois isso faz parte de nossa cultura, mas sem dúvidas estamos no caminho certo, pois os cartolas já começam a fazer parte do mundo antigo do futebol mundial, e no futuro serão sem dúvidas objetos dos museus.

O importante na contratação de um desses profissionais é que se possa discernir o executivo ¨executor¨, do executivo ¨repassador de ordens¨.

Essa é a questão.

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Futebol Pernambucano
Descaso com a história
postado em 15 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A maioria dos brasileiros que vai a Buenos Aires visita o estádio do Boca Juniors - La Bombonera. As estatísticas mostram que, 80% dos turistas que visitam a Catalunha, têm o clube Barcelona no roteiro. A receita do museu do Real Madrid em 2012 foi de 13 milhões de euros. O equipamento do clube madrilenho foi o quarto museu mais visitado da Espanha, na temporada. São muitos os exemplos do quanto é rentável investir na preservação da memória dos clubes.

Infelizmente os clubes pernambucanos tratam à cultura e a história como subprodutos. Em 2003, quando assumiu a vice-presidência executiva do Sport, o arquiteto, Guilherme Albuquerque, apresentou um projeto fantástico para a construção de um museu no subsolo da sede do clube rubro-negro, na Ilha do Retiro. Esta seria uma das maiores ações que marcaria o centenário da agremiação leonina. Tudo não passou de um sonho. A realidade atual é um amontoado de troféus numa sala de difícil circulação.

A história do Náutico está numa sala sem visibilidade na sede do clube, nos Aflitos. A Sala de Memória do Santa Cruz foi destruída para dar espaço a uma loja comercial. Taças e troféus foram jogados num deposito no complexo sócio-esportivo do Arruda.

Este ano, por ser uma das sedes da Copa das Confederações, o Recife vai receber milhares de turistas que gostam de futebol, número que deve triplicar no próximo ano, quando da Copa do Mundo. Não sei como os visitantes tomarão conhecimento da história dos "grandes" clubes do Recife.


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Artigos
Um massacre
postado em 15 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM MASSACRE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No último domingo assistimos ao programa ¨Bate-Bola¨, da Espn-Brasil, e o jornamista Mauro Cezar Pereira mostrou alguns números sobre a quantidade de jogos que alguns clubes brasileiros poderão realizar na temporada de 2013.

Sem dúvidas, as análises do jornalista vieram sedimentar o que estamos sempre discutindo em nossas postagens, quando mostramos que o calendário do futebol nacional, pela quantidade de competições, enseja que o ano tenha 450 dias e não 365.

Ficou comprovado que o período de férias e pré-temporada estão bem distantes dos aplicados na Europa. Os estaduais com as suas formatações, que promovem jogos do nada para o nada, com excesso de times, são os principais causadores dessa inadequação no tocante ao início das competições.

Os números que foram apresentados por Mauro Cezar demonstram que estamos muito aquém das necessidades, para que possam garantir um melhor trabalho de preparação antes do iniciarmos as famosas pré-temporadas.

Se compararmos os dias de intervalo, considerando-se o fim do calendário e o início de um outro, os dias entre esses são totalmente distorcidos com relação ao Brasil. Enquanto na Inglaterra são 91 dias, na Alemanha (92), Itália (83), França (82), no Brasil são apenas 49, o que representa uma diferença exagerada.

Os estaduais, com exceção de Minas Gerais, que é o mais racional, com 15 datas, número que defendemos em nossas postagens, todos estão acima de 20. Um total desperdício.

Com a entrada dos times que estavam disputando a Copa do Brasil, o jornalista nos mostrou que os clubes terão que jogar mais se chegarem às finais das competições. O São Paulo poderá fazer 89 partidas em uma temporada, Grêmio e Corinthians (87), Palmeiras (85), Fluminense (83) e Atlético-MG (77).

Se compararmos essa quantidade com a do futebol europeu, o Chelsea, que jogou as decisões de todos os grandes eventos, não passou de 61 jogos. A média de intervalo entre um jogo e outro na temporada europeia é de 6 dias, enquanto no Brasil é de 4.

Uma boa pré-temporada que deveria seguir as férias completas conforme a legislação trabalhista é o fator que repercute numa melhor preparação física que refletirá em todo o ano, inclusive com a diminuição das lesões.

Como somos mais inteligentes que os demais participantes do futebol mundial, vamos continuar com esse massacre, obrigando os clubes a terem elencos acima do limite ideal e, sobretudo, com os seus departamentos médicos lotados, principalmente a partir do segundo semestre.

Para alguns jogadores os números aumentam, com as suas atuações na seleção da CBF.

É um insanidade nesse Sanatório Geral.

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Futebol Pernambucano
Lucrando com o intercâmbio
postado em 14 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor se apega a resultados, entretanto, em competições de categorias de base, o mais importante é o intercâmbio que é proporcionado aos jogadores, às equipes. Santa Cruz e Náutico descreveram boas campanhas na fase de grupos da Copa São Paulo de Juniores. O Sport não acompanhou os co-irmãos.

No final de 2012 os clubes pernambucanos também disputaram competições em outros Estados. Ano passado, numa conversa que tive com o técnico, Sérgio China, ele mostrava sua preocupação com a falta de competições para as equipes de base.

A FPF tentou amenizar tal carência quando deu uma nova formatação ao Pernambucano Sub 20. O intercâmbio agrega muito à formação do jogador. Naturalmente que, a conquista de títulos respalda o trabalho, contudo, mais importante é formar e revelar jogadores.

Este é o meio mais viável e objetivo para montar boas equipes. Os garotos precisam chegar aos elencos profissionais com boa base e conhecimento, o que eles adquirem em competições regionais, nacionais e internacionais.

Houve um momento em que alguns clubes evitaram disputar a Copa São Paulo por medo de concorrência, e mesmo assim não revelaram nenhum bom jogador. O intercâmbio é um item imprescindível ao trabalho de formação.   

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Futebol Pernambucano
Uma festa bizarra
postado em 14 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA FESTA BIZARRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Tomamos conhecimento no dia de ontem, que a Casa da Rua Dom Bosco fará uma festa de lançamento do Estadual de 2013.

Como essa gente gosta de uma festinha. Certamente esta está sendo realizada pela Foot Multi Eventos Esportivos Ltda, que é expert em tais festejos.

Na verdade, o assunto não deveria ser tratado como lançamento e sim como um missa de réquiem, termo correto para ser aplicado em um campeonato que vem sofrendo deboche em todo o Brasil, por sua formatação e erros no Regulamento.

Quando lemos a coluna do jornalista Claudemir Gomes, no jornal Folha de Pernambuco, ao retratar a situação dos estádios que sediarão os jogos desse ¨grande¨ evento, e retratando, em especial, o Pereirão, em Serra Talhada, isso mostra uma realidade que estamos vivenciando.

O problema com estádios em Pernambuco é cultural, visto que os clubes sabem que irão disputar a competição e os abandonam totalmente durante o ano, e no caso dos municipais, as famosas peladas políticas são realizadas,  destruindo o pouco que ainda existia de bom.

O papel da Federação, e isso sempre foi realizado, era o de iniciar as vistorias no mês de agosto e assim proceder com as exigências, mas a atual gestão pecou quando começou com tais procedimentos no final do ano, quando as solicitações por conta do tempo não poderão ser atendidas.

Os dois clubes que tiveram o acesso, Pesqueira e Chã Grande, jogarão fora de suas cidades, o que representa uma queda de público, tendo em vista a falta de empatia.

Mas, para a filosofia da entidade da Rua Dom Bosco, público presente pouco interessa, desde que será inflado e os estádios, pelo menos virtualmente, ficarão cheios, e no final o programa governamental irá liberar os recursos, tendo, dessa vez, a mentora, o direito aos seus 8%.

Fazer um lançamento de uma competição como essa que se avizinha, com um primeiro turno do nada para o nada, é certamente zombar da inteligência alheia.

O futebol de Pernambuco cada vez vai se apequena  por conta da ausência de planejamento e sobretudo pela falta de um trabalho que possa detectar as suas necessidades de demanda. Vivemos numa ilusão de que somos grandes, quando a verdade é bem outra, e festas ou festinhas não irão mudar a sua imagem.

No final, teremos discursos, comes e bebes que serão bem recebidos, pois de graça até injeção na testa, e todos sairão felizes e iludidos, pensando que estão fazendo futebol. Na realidade, estão brincando de casinha.

Ainda bem que a Copa do Nordeste está começando, e estamos torcendo pelo seu sucesso, que poderá representar sem dúvidas uma abertura de um novo caminho para o nosso futebol.

Sugerimos ao presidente da FPF que o orador da solenidade  seja o diretor técnico, Murilo Falcão, para que esse possa falar sobre o regulamento, a tabela, onde tem clube do interior que não recebe um grande em casa no 2º Turno, e sobretudo sobre o sucesso do 1º Workhop-Pernambuco Formando Novos Atletas.

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