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A ressurreição do futebol brasileiro
postado em 21 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A RESSURREIÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Falta pouco para que tenhamos uma nova face do futebol brasileiro, que será apresentada pelas 14 novas arenas que serão entregues ao mundo futebilístico durante esse ano.

As arenas do Palmeiras e Grêmio não sediarão jogos da Copa do Mundo, mas fazem parte desse contexto. Algumas correm o rísco de tornarem-se elefantes albinos, enquanto outros poderão promover uma revolução cultural em nosso futebol.

Os torcedores terão uma nova visão e o seu ¨match-day¨ irá proporcionar importantes recursos para os clubes, desde que as lojas e museus estarão funcinando ativamente, além de lanchonetes e restaurantes.

Na verdade, estádios obsoletos como temos no Brasil serão tragados pela modernidade e não terão espaços para sobreviverem, principalmente os do interior e alguns das capitais principalmente no Rio de Janeiro.

Quando assistimos ao jogo pela Copa do Nordeste entre Souza, da Paraíba, e Sport, verificamos que a CBF não vistoriou os locais para a competição, porque o gramado do Marizão não apresentava nenhuma condição para a prática de futebol. 

Há pouco vimos fotografias dos estádios que irão abrigar os jogos do estadual de Pernambuco e, sem nos alongarmos, esses demonstram a razão da decadência desse esporte em nosso estado.

São campos de futebol precários, sem instalações adequadas, e que só podem abrigar jogos de campeonato de várzea.

Mas a excluvidade disso não se restringe ao nosso estado, e sim aos demais do país, quando em São Paulo, que tem as melhores praças, mas que estão nos mostrando o abandono a que chegaram.

No Rio de Janeiro, dois campos irão receber os jogos do seu estadual, e que sem dúvidas irão diminuir a competição. Ambos localizados na capital, o Moça Bonita, do Bangú, e Aniceto Moscoso, do Madureira, que são os retratos do futebol nacional e da sua estagnação.

O Aniceto Moscoso tem capacidade para 3 mil pessoas e não conta com iluminação. O ônibus do adversário estaciona do lado de fora e os jogadores são levados pelos seguranças até o vestiário, que é de uma precariedade total. 

Quando chove, a água invade pelo chão, mas também vem pelas goteiras, e a mesa de massagem é de madeira das mais antigas.

O campo do Bangú teve o seu gramado trocado, e o vestiário dos visitantes terá um aparelho de ar-condicionado por conta do excesso de calor. A sua capacidade é de 9 mil pessoas, e as suas dependências cheiram ao abandono.

O mais interessante é que o primeiro jogo do clube terá a visita do Botafogo, e com esse um jogador acostumado a grandes arenas da Europa, Seedorf, que no nosso entendimento deveria ser poupado para não ter o constrangimento de atuar em um equipamento esportivo dessa monta.

Esse é o retrato do futebol de nosso país, e a falta de respeito que se tem com os atletas e torcedores, levados a locais impróprios. 

A ausência de bons equipamentos esportivos afugentou o consumidor do esporte mas, com as novas Arenas, o futebol nacional terá a chance única de sair da miséria em que se encontra, enterrando campos como os apresentados, e passando para uma era moderna, que se bem aproveitada trará, sem dúvida, a sua ressurreição.

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Acontece
FIFA cogita aplicar descenso por ato racista
postado em 21 de janeiro de 2013
FOLHA DE SÃO PAULO


A Fifa avalia aplicar punições mais rigorosas para casos que envolvam racismo no futebol. O presidente Joseph Blatter levantou a possibilidade de rebaixar de divisão equipes que estejam envolvidas em atos ofensivos.

Em 15 de fevereiro, o comitê de estratégia da entidade, que também é comandado por Blatter, irá se reunir em Zurique, na Suíça, para estudar mudanças nos estatutos da Fifa sobre o tema. A brasileira Marta, maior nome do futebol feminino, representa os atletas no comitê.

Blatter esteve no fim de semana na Rússia, que sediará o Mundial-2018, e se encontrou com representantes do comitê organizador da Copa.

"O mundo todo combate o racismo e a discriminação. O futebol é parte da sociedade e deve ser exemplo. Sem punições severas, nada irá mudar", afirmou Blatter.

Na análise de membros da Fifa, sanções como multas ou partidas com portões fechados são ineficientes para combater ofensas raciais.

Avaliam que as multas não atingem os torcedores, responsáveis por atos de racismo na maioria dos casos.

As partidas de portões fechados, segundo Blatter, punem fãs que não têm envolvimento com o ato.

"Podemos analisar, deduzir pontos do time na competição ou até aplicar o rebaixamento", declarou o cartola.

A Fifa afirma que, desta forma, poderia inibir atitudes racistas porque haveria a preocupação de torcedores e jogadores de evitar a queda para uma divisão inferior. Poderia ainda levar outros torcedores a agirem como vigilantes contra as ofensas.

O caso mais recente de racismo envolveu o atacante de Gana e do Milan, Kevin-Prince Boateng. No último dia 3, o Milan disputava um amistoso contra o Pro Patria, time da quarta divisão italiana, quando Boateng pegou a bola com as mãos e a atirou contra torcedores que estavam na arquibancada.

Ele deixou o gramado dizendo que estava sendo insultado. O time todo do Milan decidiu abandonar a partida.

"Precisamos acabar com esses gestos não civilizados", afirmou o técnico do time italiano, Massimiliano Allegri.

Blatter já disse ser contra o abandono de campo nesses casos. Segundo ele, o árbitro deve relatar o ocorrido na súmula para que haja punição ao clube e aos ofensores.

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Copa do Nordeste
Escudado na torcida
postado em 20 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O novo Santa Cruz começa com o técnico Marcelo Martelotte, que terá vários desafios no comando de um dos clubes mais populares do futebol brasileiro na temporada 2013. Entretanto, na Copa do Nordeste, competição na qual o Mais Querido estréia hoje à noite - 18h30 - enfrentando o CRB, no Arruda, não pode haver cobrança de título.

Embora escudado em dois títulos estaduais, o Santa Cruz aparece como franco atirador na competição regional, onde os baianos, Vitória e Bahia, juntamente com o Sport, são os mais cotados para conquistarem o título nordestino.

Embora não possa ser considerada um laboratório, o fato de aparecer como a primeira competição a ser disputada pelo Tricolor do Arruda este ano, faz com que a Copa do Nordeste sirva para formação, ajustes e definição de um grupo com o qual o Santinha vai tentar o tricampeonato estadual e a classificação para a Série B.

A maioria dos jogadores contratados no início do ano está regularizada, fato que aumenta o leque de opções para Martelotte. A torcida tricolor tem consciência das limitações do time do Arruda, assim como, da importância de sua presença no estádio para funcionar como ponto de desequilíbrio.

Afinal, numa disputa que tem a rivalidade como uma marca registrada, quem tem uma grande torcida parte na vantagem. Já foi provado que a Fiel Tricolor intimida qualquer adversário.

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Artigos
Os Estaduais e os valores dos ingressos
postado em 20 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS ESTADUAIS E OS VALORES DOS INGRESSOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A melancolia vai tomar conta do futebol brasileiro com o início da maioria dos seus campeonatos estaduais, cada vez mais empobrecidos em qualidade e com distância entre grandes e pequenos descomunais.

Será uma série infinita de jogos, do nada para o nada, e no final teremos os mesmos campeões, já que nenhum clube menor tem as condições financeiras e técnicas para tentarem algo que há muito não acontece nesses eventos, a de conquistarem o título.

O pragmatismo aliado ao mercantilismo levaram de roldão essas competições, que na verdade hoje só servem para alimentarem os cofres das federações estaduais e angariar os votos para os seus presidentes.

Os clubes do interior estão cada dia minguando em todo o  país. Tornaram-se na maioria sazonais, e vão disputar as competições apenas como fossem um brinquedo de escola dos seus dirigentes e, na maioria, pertence aos empresários de futebol, como em São Paulo e Rio de Janeiro. Não revelam mais jogadores, pois são os mesmos de jornadas anteriores.

Continuaremos ter estádios desertos, com pouca ocupação dos assentos. O futebol a ser apresentado continuará como dantes, jogo lento, apertado nas laterais, chutões, passes errados e a falta de gols.

Apesar de tudo isso os dirigentes resolveram inflar os valores dos ingressos para essas competições, como se o consumidor fosse algum ¨imbediota¨ em não saber separarar o joio do trigo.

Existe uma teoria econômica bem antiga de que os preços reagem à oferta e à demanda. Isso já gira há séculos, e certamente os cartolas não tiveram tais ensinamentos, porque cobrar um preço mínimo de R$ 40 para um bilhete de um jogo comum e sem atração é realmente zombar de uma realidade que rege o mundo capitalista.

Se o produto tem pouca procura o preço deveria cair, e no caso contrário esse subiria. Um estadual não é uma Copa do Brasil, Brasileiro ou Libertadores, eventos com maior apelo e procura, mas infelizmente assim não foi entendido, e começamos esses com os ingressos mais caros da história do futebol brasileiro.

Na verdade, eles desejam elitizar, mas estão procurando o caminho errado, aumentando os valores e diminuindo a demanda. Certamente os estádios ficarão vazios, e as arrecadações continuarão a não cobrir os seus custos.

Os dirigentes precisam urgentemente estudar os fundamentos da ciência econômica.

São coisas do futebol brasileiro.

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Futebol Brasileiro
Distorções de valores
postado em 18 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


Na festa de lançamento do "Movimento por um futebol melhor", projeto que está sendo desenvolvido pela Ambev com o respaldo de grandes empresas, o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, se referiu as "futuras" receitas como alternativa para encurtar as distancias, fato que tornará os clubes medianos mais competitivos. O último estudo apresentado pela Pluri Consultoria sobre o valor dos Estaduais mostra, com precisão, o abismo financeiro existente no futebol brasileiro.

A análise foi feita com 237clubes e 7 mil jogadores, o que permitiu fazer uma estimativa de valores de 20 campeonatos estaduais. O estudo mostra que os Campeonatos Paulista, Carioca, Mineiro, Gaúcho e Paranaense detêm 74% dos valores de mercado, ficam os 26% restantes para as outras competições.

A valorização dos campeonatos está ligada diretamente ao valor dos elencos dos clubes participantes. Por conta do astro Neymar, o elenco mais valioso do futebol brasileiro é o do Santos, sendo este um dos fatores determinantes para o Paulista liderar a estatística.

No Nordeste o campeonato de maior valor é o Baiano - R$ 148 milhões - contra R$ 138,7 milhões do Pernambucano. O estudo da Pluri também aponta o Bahia como o clube melhor avaliado no Nordeste: R$ 61 milhões. O Náutico é o segundo da região com cotação de R$ 42 milhões.

A apartheid financeira é o reflexo da distribuição de renda, e se não houver um fato novo os estudos futuros apresentarão as mesmas distorções.   

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