JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Falta pouco para que tenhamos uma nova face do
futebol brasileiro, que será apresentada pelas 14 novas arenas que serão
entregues ao mundo futebilÃstico durante esse ano.
As arenas do Palmeiras e Grêmio não sediarão jogos da Copa do Mundo, mas fazem parte desse contexto. Algumas correm o rÃsco de tornarem-se elefantes albinos, enquanto outros poderão promover uma revolução cultural em nosso futebol.
Os torcedores terão uma nova visão e o seu ¨match-day¨ irá proporcionar importantes recursos para os clubes, desde que as lojas e museus estarão funcinando ativamente, além de lanchonetes e restaurantes.
Na verdade, estádios obsoletos como temos no Brasil serão tragados pela modernidade e não terão espaços para sobreviverem, principalmente os do interior e alguns das capitais principalmente no Rio de Janeiro.
Quando assistimos ao jogo pela Copa do Nordeste entre Souza, da ParaÃba, e Sport, verificamos que a CBF não vistoriou os locais para a competição, porque o gramado do Marizão não apresentava nenhuma condição para a prática de futebol.
Há pouco vimos fotografias dos estádios que irão abrigar os jogos do estadual de Pernambuco e, sem nos alongarmos, esses demonstram a razão da decadência desse esporte em nosso estado.
São campos de futebol precários, sem instalações adequadas, e que só podem abrigar jogos de campeonato de várzea.
Mas a excluvidade disso não se restringe ao nosso estado, e sim aos demais do paÃs, quando em São Paulo, que tem as melhores praças, mas que estão nos mostrando o abandono a que chegaram.
No Rio de Janeiro, dois campos irão receber os jogos do seu estadual, e que sem dúvidas irão diminuir a competição. Ambos localizados na capital, o Moça Bonita, do Bangú, e Aniceto Moscoso, do Madureira, que são os retratos do futebol nacional e da sua estagnação.
O Aniceto Moscoso tem capacidade para 3 mil pessoas e não conta com iluminação. O ônibus do adversário estaciona do lado de fora e os jogadores são levados pelos seguranças até o vestiário, que é de uma precariedade total.
Quando chove, a água invade pelo chão, mas também vem pelas goteiras, e a mesa de massagem é de madeira das mais antigas.
O campo do Bangú teve o seu gramado trocado, e o vestiário dos visitantes terá um aparelho de ar-condicionado por conta do excesso de calor. A sua capacidade é de 9 mil pessoas, e as suas dependências cheiram ao abandono.
O mais interessante é que o primeiro jogo do clube terá a visita do Botafogo, e com esse um jogador acostumado a grandes arenas da Europa, Seedorf, que no nosso entendimento deveria ser poupado para não ter o constrangimento de atuar em um equipamento esportivo dessa monta.
Esse é o retrato do futebol de nosso paÃs, e a falta de respeito que se tem com os atletas e torcedores, levados a locais impróprios.
A ausência de bons equipamentos esportivos afugentou o consumidor do esporte mas, com as novas Arenas, o futebol nacional terá a chance única de sair da miséria em que se encontra, enterrando campos como os apresentados, e passando para uma era moderna, que se bem aproveitada trará, sem dúvida, a sua ressurreição.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








