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Mão de obra nos clubes esportivos
postado em 02 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MÃO DE OBRA NOS CLUBES ESPORTIVOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Há mais de dois anos fizemos uma análise sobre a precariedade da mão de obra em nossos clubes esportivos, em especial, os de Pernambuco.

Passado todo esse tempo voltamos a analisar o setor, e tudo continua como dantes, sem que haja um trabalho eficiente de capacitação profissional que atenda as exigências relativas aos novos padrões de prestação de serviços que são necessários ao futebol moderno.

As gestões mudam e o sentimento é o mesmo, ou seja, os funcionários são relegados a um plano secundário e muitas vezes com salários acanhados que tiram o estímulo desses profissionais, e que em alguns clubes são pagos com meses de atraso.

O clube é uma empresa do mundo capitalista, e o seu corpo profissional é sem dúvidas a sua espinha dorsal, mas terá que ter o devido preparo para participar das discussões com suas ideias.

Não se pode contratar um profissional por apenas ser amigo de alguém ou então por interesses não institucionais, no famoso cala a boca. Contrata-se um parente de alguém que possa ¨ajudar¨ a entidade, sem que esse tenha capacidade de assumir o cargo a ser preenchido. Os clubes ainda usam o QI, não o Quociente intelectual e sim o ''Quem Indicou''.

Qual dos nossos clubes realizam eventos, palestras ou cursos de aperfeiçoamento para a sua mão-de-obra, dando-lhe a especialidade necessária ao atendimento de novos padrões de gestão?

Os nossos dirigentes são como os políticos brasileiros, que nada fazem para mudar o sistema educacional, com o intuito de não criar com isso novas cabeças pensantes, que no final poderão dar-lhes um bom chute no traseiro.

O maior prazer dos cartolas é a contratação de jogadores. É o que os conduzem ao céu. Um verdadeiro orgasmo, e para isso eles gostam de proceder de forma isolada, sem a participação de uma mão-de-obra especializada e própria que tenha a condição do discernimento do que é bom e ruim para o clube, e com um sentimento ético de não ganhar taxinhas.

Um clube bem planejado, com uma boa equipe profissional poderá sobreviver a dirigentes atabalhoados, desde que tenha pessoas que possam conduzi-lo no padrão desejado, que saibam fazer um orçamento, discuti-lo, que possam analisar contas e projeções, que façam licitações de compras, entre outros pontos, e que toquem a sua vida sem a participação constante de um diretor amador e apaixonado, que poderá jogar fora todo esse trabalho.

Infelizmente nada disso acontece em nossos clubes esportivos, e temos uma exceção o Internacional, que procura promover vários eventos de aperfeiçoamento de sua mão-de-obra. Contudo, a grande maioria permanece na idade da pedra, e entregues totalmente a dirigentes, que muitas vezes não sabem o que é planejamento, palavra entendida como uma pornografia.

Que os cartolas continuem contratando os seus jogadores, mas que cuidem da sua mão-de-obra, qualificando-a, que as gestões sejam mais eficientes e profissionais, e nos parece que o Flamengo com a sua nova diretoria já começou a preparar tal terreno.

O futebol brasileiro só evoluirá com a modernização de sua gestão, que deverá sair da caderneta e ingressar na era globalizada.

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