Histórico
Futebol Pernambucano
Por um Sport vencedor
postado em 04 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A temporada do futebol começa num ritmo ameno. As competições é que azeitam a máquina. A mudança de cenário é comum, e esperada, em todos os clubes, uma vez que, nos dois primeiros meses ainda estão sendo feitos investimentos em jogadores, tanto para formação como para melhorar a qualidade dos grupos.

A apresentação de Vadão, o novo treinador do Sport, foi o fato novo de maior realce neste início de ano, no futebol pernambucano. Junto com ele foram apresentados os três primeiros reforços leoninos para a temporada.

O novo comandante chegou consciente da cobrança que lhe será feita pela torcida mais exigente do Estado. De 1991 a 2000, o Sport conquistou oito dos dez títulos estaduais disputados, os outros dois foram do Santa Cruz. De 2001 a 2010 os leoninos conquistaram seis títulos contra três do Náutico e um do Santa Cruz.

A hegemonia rubro-negra nas duas décadas é inquestionável. O clube da Ilha do Retiro é também o único do Estado a ter no seu currículo títulos da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e do Brasileiro das Séries A e B. Na segunda década do novo século o futebol profissional do Sport não adicionou nenhum título ao seu cartel. Retomar o caminho das conquistas é o desafio do novo treinador.

A retomada do crescimento pode ser definida em vários estágios: Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B. O sucesso nas competições estadual e regional creditará o clube nas disputadas nacionais. Afinal, a grande meta será retornar à Série A em 2014.

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Artigos
O retorno do trabalho de formação
postado em 04 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O RETORNO DO TRABALHO DE FORMAÇÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, divulgou um pesquisa feita com relação às negociações com jogadores de futebol desde que os pontos corridos foram introduzidos até o ano de 2011, mostrando uma realidade positiva para os clubes formadores como Internacional e São Paulo, que foram os líderes no ranking.

Cada vez que nos deparamos com esses estudos, ficamos mais convictos que estamos certos na batalha por um trabalho de base científico, correto e sobretudo sem atravessadores, que é o alicerce para o futuro de nosso futebol.

Segundo o trabalho, os números em cifras e títulos mostram que o colorado e o tricolor paulista continuam acertando quando incentivam a formação.

O levantamento não leva em conta as negociações de 2012, portanto as vendas de jogadores como Lucas e Oscar, por exemplo, não foram computadas, e que encheram os cofres desses dois clubes.

O Inter, líder da lista, faturou R$ 411 milhões em negociações no período estudado (2003 a 2011), vendeu jogadores como Alexandre Pato, Nilmar (por duas vezes), Alex, Giuliano, Sandro, Taison, Rafael Sobis, Juan, Edinho, Walter, Danilo Silva, dentre outros jogadores.

Já o São Paulo aparece na segunda colocação com lucro de R$ 287 milhões, conseguidos com as vendas de atletas como Kaká, Luiz Fabiano, Hernanes, Breno, Cicinho, Denilson, Lugano e Ilsinho. Os dois clubes juntos totalizaram quase R$ 700 milhões de reais em negociações de atletas formados em suas bases.

Nesse mesmo trabalho, Somoggi ressaltou que na lista dos clubes negociadores, não aparece nenhum carioca, o que demonstra as dificuldade que esses enfrentam para a manutenção dos seus elencos, nada produzindo para as suas equipes e futuras vendas, vivendo de aquisições.

O Fluminense está modificando a sua conduta, e começou a realizar no seu CT um bom trabalho na formação de talentos, e já negociou um desses para o exterior no final do ano passado (Wallace), após a conquista do título do Brasileirão.

Foi realizado ainda um levantamento das cinco maiores transferências no período estudado, e a venda de Robinho para o Real Madrid foi a maior de todas. Na época, o jogador foi negociado por 24 milhões de euros (cerca de R$ 67,8 milhões). Pato, vendido do Inter para o Milan; Fred, vendido pelo Cruzeiro para o Lyon; Nilmar, vendido do Inter para o Villarreal; e Keirisson, vendido do Palmeiras para o Barcelona, fecham o ranking das cinco maiores negociações do período.

Os oito clubes que mais faturaram entre 2003 a 2011 com a venda de jogadores foram o Internacional (R$ 411 milhões); São Paulo (R$ 287 milhões); Cruzeiro (R$ 275 milhões); Corinthians (R$ 250 milhões); Santos (R$ 216 milhões); Atlético-MG (R$ 180 milhões); Grêmio (R$ 154 milhões) e Palmeiras (R$ 133 milhões).

Isso é o que podemos chamar o de juntar-se o útil ao agradável, visto que além de comporem o elenco de profissionais, esses atletas fazem parte de um ativo futuro que poderá carrear recursos para os seus cofres.

E, nós, pernambucanos, o que estamos fazendo?

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Acontece
Para resgatar prestígio
postado em 04 de janeiro de 2013

Por RAFAEL VALENTE - FOLHA DE SÃO PAULO


A Copa São Paulo de futebol júnior, tradicional torneio de base, inicia hoje a 44ª edição. Desta vez, com um número recorde de clubes -cem- e uma mudança em relação aos últimos três anos.

A organização aumentou a idade máxima para 20 anos, ao liberar jogadores nascidos em 1993. Nos últimos três anos, o limite era de 18 anos.

A alteração já tem aos menos um efeito: o perfil dos jogadores. Neste ano, há um número maior de "veteranos", com atletas que já jogaram o torneio outras vezes.

A mudança foi adotada para melhorar o nível técnico e fortalecer a disputa, justamente as principais críticas nos anos anteriores.

Dos grandes paulistas, o Santos é o recordista em número de "veteranos".

O time, que inicia hoje a briga pelo segundo título em Jaguariúna (a 260 km da capital) contra o Remo, terá sete estreantes. Os outros 18 atletas já jogaram o torneio. Completam seu grupo São Mateus-ES e Corinthians-AL.

Palmeiras, com 15 jogadores nessa situação, e São Paulo, com 13, vêm logo atrás no quesito experiência.

A equipe da Vila é a que terá mais jogadores já integrados ao profissional: sete.

O Palmeiras, que busca em Barueri (a 32 km da capital) seu primeiro título, tem cinco jogadores com passagem pelo profissional. A principal novidade é o técnico Narciso, que foi campeão com o Corinthians em 2012. Os rivais no grupo são Barueri, Sertãozinho e Confiança-SE.

Já o São Paulo, dono de três taças e que joga em São Carlos (a 231 km da capital), terá cinco campeões da Sul-Americana. O time tricolor terá São Carlos, União-MT e Guaicurus-MS como rivais.

EXCEÇÃO

O Corinthians, recordista com oito títulos, não terá nenhum atleta que tenha sido integrado ao time principal e tem apenas dois veteranos na competição: o meia Léo e o atacante Leandro.

O time está na sede em Araras (a 169 km de São Paulo) com União São João, XV de Piracicaba e Americano-MA.

"Optamos pela renovação, sabendo que rivais vão utilizar jogadores experientes. Só em campo vamos saber se o torneio ficou forte", declarou o técnico corintiano, Rodrigo Leitão. (RAFAEL VALENTE)

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Artigos
Chamem Andrew Jennings
postado em 03 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CHAMEM ANDREW JENNINGS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No futebol temos poucos momentos de jornalismo investigativo, e é por conta disso que nada muda e os seus vícios perduram, principalmente a desorganização e a falta de ideias.

Quando deixa-se de lado a investigação para cuidar de perfumarias, certamente existe uma prestação de desserviço ao setor, pois as notícias que chegam fazem entender que estamos em um paraíso, onde tudo são flores.

Há pouco, o jornalista Claudemir Gomes, em sua coluna do jornal Folha de Pernambuco, fez uma denúncia sobre a liberação de recursos públicos para a realização de um Seminário sobre formação de atletas, e que foram disponibilizados em fevereiro de 2012, mas o evento não foi realizado. Valor total R$ 95 mil.

A destinatária dos recursos foi uma Associação de federações presidida pelo atual diretor de futebol da Federação local, que certamente é um cargo que requer muita responsabilidade do seu ocupante.

Nenhum veículo de mídia do nosso estado foi na busca para um maior conhecimento desse fato para dar-lhe a devida atenção, dando mostra que falta assim o faro investigativo, e que certamente o cabelo de Neymar é mais importante do que um desvio de dinheiro público.

A Federação publica um regulamento modificado e fora do prazo legal, contestou-se apenas alguns equívocos, mas o fundamental, a legalidade não foi analisada, e sobretudo o aumento de sua taxa na arrecadação dos jogos.

Seria necessária uma investigação profunda nos balanços da entidade, visto que ela sempre sobreviveu com os mesmos 6% durante anos, e quando do falecimento do ex-presidente Carlos Alberto Oliveira essa tinha uma disponibilidade de R$ 1,8 milhões, demonstrando que o que adentrava em seus cofres se bem administrado, dava tranquilamente para a sua vida normal e ainda sobrava para as aplicações financeiras.

Necessitamos com urgência do engajamento dos jornalistas esportivos na luta contra as mazelas dos esportes em geral, como aqueles que o fazem nas páginas políticas dos maiores jornais brasileiros.

Sem essa contribuição , iremos continuar assistindo às crises financeiras dos clubes, negociações e negociatas em alguns, tendo como donos os empresários do futebol, principalmente em suas categorias de base, que servem para o início do processo de lavagem de dinheiro.

Hoje as notícias são bloqueadas se não forem Ãºteis para quem deu origem ao fato, porque sempre terá alguém para segurá-las.

Certamente se tivéssemos uma luta unissona pela transparência nos esportes, com as devidas cobranças, o panorama já teria se modificado, mas infelizmente, como afirmamos, os formadores de opinião preferem retratar a separação de Ronaldo, as boazudas de Adriano, do que as atuações dos cartolas e a ausência de prestações de contas onde todos possam perceber o que se passa nos seus entornos.

A única solução que estamos encontrando é o de chamarmos o jornalista britânico Andrew Jennings, que poderá iniciar esse trabalho e certamente reproduzir o que fez com Ricardo Teixeira, antes que seja tarde e o caixão do nosso futebol de seja enterrado.

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Artigos
Que venham as Copas
postado em 02 de janeiro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


O Brasil foi indicado, em 2008, para sediar a Copa de 2014. No caderno de encargos apresentado pela FIFA na época, o prazo para os estádios ficarem prontos era dezembro de 2012. Das doze sedes apenas duas alcançaram à meta: Fortaleza e Belo Horizonte.

O estádio cearense, que foi requalificado, será a primeira das arenas que servirão de palco para o Mundial a receber um jogo, na abertura da Copa do Nordeste. Nossa expectativa é de que a final do Pernambucano 2013 possa vir a ser realizada na arena que está sendo construída pelo Governo do Estado.

Este, aliás, é mais um motivo pelo qual os dirigentes do Náutico elegeram o título estadual como uma prioridade, pois é o clube alvirrubro que vai adotar o novo equipamento. Nada melhor que mergulhar numa nova realidade do que conquistando um título. Um bom presságio. O calendário do futebol nacional é o mesmo.

O fato novo fica por conta da reedição da Copa do Nordeste e a Copa das Confederações, que dará uma visibilidade internacional a uma das regiões mais sacrificadas pelo atual modelo do futebol brasileiro.

A importância do fato faz com que ele se sobreponha aos outros em quaisquer circunstancia. Portanto, em 2013 e 2014 os clubes seguirão cumprindo suas agendas de forma natural, mas as atenções estarão voltadas para a Copa das Confederações e o Mundial. Elementar.

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