JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Mais uma temporada do futebol de Pernambuco, e
surge uma pergunta: O que comemorar?
Com exceção do Clube Náutico, que conseguiu a sua permanência na divisão principal de 2013, além da vaga na Copa Sul-Americana e para que alcance tal feito terá que perder na Copa do Brasil, nenhum fato que se possa destacar aconteceu em nosso futebol.
Continuamos nos apequenando. O Sport Recife foi rebaixado para a segunda divisão, o Santa Cruz permaneceu na terceira e o Salgueiro, em duas temporadas, caiu da segunda para a quarta.
Petrolina e Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe, participaram da Série ¨D¨, e nada fizeram, sendo eliminados na primeira fase da competição.
Os demais clubes do interior permaneceram na sazonalidade, hibernando na espera de um próximo evento que será o estadual.
Quando olhamos o Central sediado em uma importante cidade do agreste pernambucano, sentimos a realidade que atravessa o futebol de nosso estado, pois não se pode entender como uma agremiação com um mercado potencial excelente, desapareça e só volte numa competição de pouca representatividade, como o nosso campeonato, principalmente o monstro que foi criado para 2013.
Os clubes que tiveram o acesso para a divisão principal, Chã Grande e Pesqueira, não possuem estádios à altura de uma competição principal. O primeiro vai jogar em uma cidade de que nada tem a ver com a sua, e certamente não terá o apoio da população por ser um alienÃgena.
Os problemas com estádios continuam, com uma precariedade que dificulta o crescimento do futebol local, já que nos últimos anos só aconteceu algo de novo com a ampliação do Cornélio de Barros, em Salgueiro.
O quadro de árbitros estacionou. Não renovou e sumiu no cenário nacional. Nenhuma revelação nos últimos anos, e continuamos a viver de uma safra produzida em 2002. Muito pouco.
O interessante é que nossos clubes não conseguiram acompanhar o crescimento econômico do estado, e certamente não estão à sua altura por conta de suas performances.
A continuação do Náutico na Série ¨A¨ é muito pouco pelo potencial econômico que o estado hoje representa na vida do paÃs, onde apresenta crescimento maior do que esse, enquanto os clubes estão involuindo.
Esquecemos o bom trabalho de formação, que sempre foi o fator impulsionador dos clubes do estado, e o substituÃmos por dezenas de contratações, algumas de forma equivocadas, que não trouxeram nenhum retorno positivo.
Na verdade somos hoje um pequeno risco no mapa do futebol nacional, e com tão pouca representatividade que passamos despercebidos das mÃdias esportivas de outros estados.
Temos uma excelente demanda, uma das maiores do paÃs, se comparada com a população, temos o gosto pelo esporte, mas falta o gerenciamento necessário e sobretudo projetos que possam tirar do fundo do poço o que resta do futebol de Pernambuco.
Ou mudamos, ou morreremos de inanição.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









