Histórico
Futebol Brasileiro
Abismo financeiro
postado em 11 de dezembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Quando a bola não rola os assuntos mais relevantes do futebol vêem à tona. No atual recesso, a injusta divisão de renda do futebol brasileiro tem sido mote para análises e discussões. O ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, Andrés Sanches, pretende abrir um grande debate nacional sobre o assunto.

Ontem, José Joaquim Pinto de Azevedo, nos apresentou números estarrecedores em uma postagem no seu blog. O apartheid financeiro começa a ser notório através da disposição dos clubes na classificação do Brasileiro da Série A. O faturamento que o Corinthians tem com a venda de espaços na sua camisa é maior que o faturamento dos três clubes do Recife - Sport, Náutico e Santa Cruz - juntos.

O presidente da FPF, Evandro Carvalho, se mostra otimista em relação ao sucesso da Copa do Nordeste, competição apontada como superavitária antes mesmo de ser realizada. A previsão de ganhos na competição regional não deixa de ser um alento para os clubes nordestinos, contudo, não chega a diminuir o abismo que separa, economicamente, os clubes do Sul e Sudeste.

Equivocadamente se fala em criação de Liga, plano antigo, mas nunca executado. Tal como a seca no Nordeste, não há interesse político de se encurtar as distâncias.  

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Futebol Pernambucano
O que comemorar no futebol pernambucano?
postado em 11 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O QUE COMEMORAR NO FUTEBOL DE PERNAMBUCO?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Mais uma temporada do futebol de Pernambuco, e surge uma pergunta: O que comemorar?

Com exceção do Clube Náutico, que conseguiu a sua permanência na divisão principal de 2013, além da vaga na Copa Sul-Americana e para que alcance tal feito terá que perder na Copa do Brasil, nenhum fato que se possa destacar aconteceu em nosso futebol.

Continuamos nos apequenando. O Sport Recife foi rebaixado para a segunda divisão, o Santa Cruz permaneceu na terceira e o Salgueiro, em duas temporadas, caiu da segunda para a quarta.

Petrolina e Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe, participaram da Série ¨D¨, e nada fizeram, sendo eliminados na primeira fase da competição.

Os demais clubes do interior permaneceram na sazonalidade, hibernando na espera de um próximo evento que será o estadual.

Quando olhamos o Central sediado em uma importante cidade do agreste pernambucano, sentimos a realidade que atravessa o futebol de nosso estado, pois não se pode entender como uma agremiação com um mercado potencial excelente, desapareça e só  volte numa competição de pouca representatividade, como o nosso campeonato, principalmente o monstro que foi criado para 2013.

Os clubes que tiveram o acesso para a divisão principal, Chã Grande e Pesqueira, não possuem estádios à altura de uma competição principal. O primeiro vai jogar em uma cidade de que nada tem a ver com a sua, e certamente não terá o apoio da população por ser um alienígena.

Os problemas com estádios continuam, com uma precariedade que dificulta o crescimento do futebol local,  já que nos últimos anos só aconteceu algo de novo com a ampliação do Cornélio de Barros, em Salgueiro.

O quadro de árbitros estacionou. Não renovou e sumiu no cenário nacional. Nenhuma revelação nos últimos anos, e continuamos a viver de uma safra produzida em 2002. Muito pouco.

O interessante é que nossos clubes não conseguiram acompanhar o crescimento econômico do estado, e certamente não estão à sua altura por conta de suas performances.

A continuação do Náutico na Série ¨A¨ é muito pouco pelo potencial econômico que o estado hoje representa na vida do país, onde apresenta crescimento maior do que esse, enquanto os clubes estão involuindo.

Esquecemos o bom trabalho de formação, que sempre foi o fator impulsionador dos clubes do estado, e o substituímos por dezenas de contratações, algumas de forma equivocadas, que não trouxeram nenhum retorno positivo.

Na verdade somos hoje um pequeno risco no mapa do futebol nacional, e com tão pouca representatividade que passamos despercebidos das mídias esportivas de outros estados.

Temos uma excelente demanda, uma das maiores do país, se comparada com a população, temos o gosto pelo esporte, mas falta o gerenciamento necessário e sobretudo projetos que possam tirar do fundo do poço o que resta do futebol de Pernambuco.

Ou mudamos, ou morreremos de inanição.

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Futebol Pernambucano
O Santa do centenário
postado em 10 de dezembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Ao participar, sábado, do programa Folha Esportiva, na Rádio Folha/FM, o presidente do Santa Cruz, Antônio Luís Neto, revelou que o clube do Arruda já havia assinado protocolo para criação de um fundo de ações e cessão do espaço hoje ocupado pela sede social, parque aquático e campo de futebol society para uma multinacional construir um shopping center.

Este é um passo significativo no projeto de requalificação do Estádio José do Rego Maciel que será adequado ao conceito das novas arenas. A cessão de uso para a empresa administrar o shopping do Arruda será de 25 ou 30 anos, período no qual o Santa Cruz terá direito a um percentual do faturamento.

Na negociação com os investidores, o clube deverá receber um aporte financeiro para viabilizar o início das obras do Centro de Treinamento Rodolfo Aguiar, no terreno que foi adquirido no bairro da Guabiraba. A reforma do Centro de Treinamento Waldomiro Silva, no bairro de Dois Unidos, a uma distância de 6 quilômetros do Arruda, é outra intervenção a ser feita no patrimônio do Clube Tricolor visando o seu centenário que será comemorado em 2014.

O presidente coral, que foi reeleito para o seu segundo mandato pela quase totalidade dos sócios votantes, explicou que os investimentos a serem feitos no patrimônio servirão para dar sustentação à evolução do futebol tricolor, cujo planejamento visa à disputa do Brasileiro da Série B no ano do centenário.

DE TODOS %u2013 O fato de ter sido reeleito com 91,5% dos votos não faz com que o presidente tricolor se sinta mais pressionado para tornar sua gestão ainda mais exitosa. "O Santa Cruz não é um clube de um homem só. Seu soerguimento está sendo viável por conta da unidade que formamos. A receita será mantida. O desafio de recolocar o clube na elite do futebol nacional é de todos os tricolores", enfatizou.

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Artigos
Em 2020 só teremos Corinthians e Flamengo
postado em 10 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EM 2020, SÓ TEREMOS CORINTHIANS E FLAMENGO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A economia dita o mercado como o mercado dita a economia, e o que está acontecendo no futebol brasileiro é sem dúvidas uma demonstração de um futuro que certamente será muito pouco promissor para os grandes clubes do futebol brasileiro.

Quando lemos os noticiários da mídia jornalística brasileira, cada dia ficamos mais convictos que até o final da década teremos apenas dois grandes clubes no Brasil: o Corinthians e o Flamengo, sendo que este último dependerá da atuação de sua nova gestão.

O time do Parque São Jorge antecipou a renovação com a Nike por mais 10 anos, no valor de R$ 300 milhões, o que perfaz R$ 30 milhões anuais.

Por outro lado, o time da Gávea assinou um contrato com a Adidas pelo mesmo período no valor de R$ 380 milhões, ou seja, R$ 38 milhões anuais.

A camisa do Corinthians para a próxima temporada terá a participação de R$ de 52,5 milhões- Nike- R$ 10 milhões, Caixa Econômica- R$ 30 milhões, Fisk- R$ 10 milhões e Tim-R$ 2,5 milhões.

Tal valor é maior do que as receitas de 95% dos clubes brasileiros, e que está estampado em uma única fonte de venda da sua marca, que é a camisa do time de futebol.

Se somarmos os R$ 120 milhões dos direitos de transmissão dos jogos mais a previsão de bilheteria de R$ 36 milhões, o Corinthians passará com folga a barreira dos R$ 300 milhões de receitas no ano de 2013, e que o ditanciará em muito dos seus principais concorrentes, São Paulo e os dois times gaúchos e do Flamengo.

Outras receitas poderiam ser somadas, como uma bem importante que é do sócio-torcedor, mas as que analisamos representam muito bem o que vai acontecer no futuro do futebol brasileiro, com dois gigantes como protagonistas e um bando de clubes como coadjuvantes e figurantes.

Na verdade, a demanda desses dois clubes torna-se a sua grande diferença, pois juntos representam quase 60 milhões de consumidores, o que na verdade é um número bem expressivo, e facilitador de grandes negócios

Por outro lado, a gestão do clube paulista foi produtiva nesses últimos anos, embora com controvérsias, mas que deu todas as condições de que esse se tornasse o 8º maior  do mundo.

E os outros chamados grandes clubes o que estão fazendo para chegar mais próximos de tal patamar? Para alguns falta a estrutura necessária e para outros falta um modelo de gestão moderno e que vise a valorização de suas marcas. O mais próximo é  o São Paulo.

Quanto aos de menores demandas, e entre esses estão os clubes do Nordeste, só resta trabalhar bem as suas marcas, mesmo sabendo que estarão sempre afastados de grandes conqusitas. Serão os eternos figurantes.

O mercado é quem define, e quando se entende bem do assunto, o sucesso fica mais fácil de ser alcançado.

Uma maior equidade nas receitas da televisão, certamente daria um maior impulso aos descamisados, mas os maiores assim não entendem, e também não percebem que estão se distanciados dos mais afortunados.

Chegaremos, finalmente, ao mesmo sistema do futebol espanhol, onde dois clubes existem e os demais participam. Real Madrid e Barcelona são os donos do pedaço, assim como Corinthians e Flamengo o serão no Brasil.

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Artigos
Qual o critério para definir um craque?
postado em 10 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AFINAL, QUAL É O CRITÉRIO PARA DEFINIR UM CRAQUE?

Artigo de autoria do jornalista Carlos Mion e publicado em seu blog

Confesso que ando confuso em entender o critério utilizado nos últimos 20 anos na definição de craque. A força dos meios de comunicação dita e cria novos costumes e até mesmo quem é o craque. Em pouco tempo qualquer jogador pula de promessa a craque. O fato se repete na música e em outros segmentos. No passado alguém talentoso necessitava provar durante anos as suas qualidades e assim atingir o status de craque.

Hoje um gol espetacular ou uma simples jogada mais técnica transforma a carreira dos jovens. Uma música também eleva um cantor ao estrelato, exemplo de Michel Teló, até pouco tempo artista mediano, pulou em uma semana ao patamar de estrela mundial por causa do ¨Ai se eu te pego¨, graças a Cristiano Ronaldo, Neymar e a forte badalação da mídia.

Defino um craque por uma série de virtudes e talentos. Destaco o principal fator: o craque antevê a jogada. Quando a bola chega em seus pés, já sabe-se o que e como fazer, possui habilidade e técnica para executar lances inesperados, incomuns. No Brasil o último excepcional foi Rivaldo na década de 90. Antes dele, Zico nos anos 80. Hoje temos Neymar, mas ainda precisa amadurecer. É o único brasileiro com potencial de no futuro, ao encerrar a sua carreira inscrever o seu nome na categoria de craque.

Apostava em Ganso, porém aos 23 anos ainda patina. Vamos dar mais um tempo para ver se supera os problemas clínicos e físicos.

Hoje se confunde muito o craque, com que faz gols bonitos ou é artilheiro. Craque também pode fazer gol, mas não é o critério principal. O volante armador Xavi na Espanha faz poucos gols, entretanto atualmente é um dos três maiores craques do mundo.

Pelé é absoluto durante década como o maior craque de todos os tempos. E continua Rei. Nos últimos três anos o argentino Messi conquistou a posição de maior craque do futebol atual. Pelé e Messi são inquestionáveis: o que eles têm em comum? Geniais, técnicos, criativos, habilidosos, armadores, dribladores, rápidos e fortes e.....gols. Talvez esses sejam os critérios primordiais para definir um craque. O gol entra como complemento, caso não fizessem tantos gols, continuariam craques supremos.

Ou será que estou enganado.


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