JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O portal
da Universidade do Futebol nos apresentou informações do site Aprendiz, que
trouxe à baila um trabalho realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
sobre o sonho de crianças e adolescente de tornarem-se jogadores de
futebol.
Estivemos lendo a pesquisa realizada, e pelo que demonstrou o órgão governamental, cerca de 99% desses pretendentes que objetivam a carreira de jogador profissional não conseguem chegar ao seu intento, tornando, assim, o sonho bem distante da realidade.
A verdade é que esses sonhadores são atraÃdos pela fama e riqueza que alguns jogadores de futebol apresentam, e são afastados de seus pais, levados por olheiros para outros estados, ou até paÃses, com promessa de se tornarem iguais a um Ronaldo ou Neymar.
Segundo o Ministério, e o fato é verdadeiro, os malefÃcios que podem ser causados à s crianças e aos adolescentes que deixam seus lares em idade precoce com sacrifÃcio ao direito do convÃvio familiar, para morarem em centros de treinamento de futebol, são irreversÃveis.
São pontos importantes para um bom debate, pois sabemos que existe uma tutela antecipada na formação desses jogadores, que passam a desenvolver precocemente relações profissionais, sendo, inclusive, muitas vezes submetidos a esforços fÃsicos desaconselháveis para o seu desenvolvimento e acabam vÃtimas da ganância de empresários.
A fiscalização do Ministério do Trabalho tem encontrado em alguns clubes precariedades latentes nas suas categorias de base, onde os atletas são submetidos a uma rotina diária de exercÃcios e diversas atividades fÃsicas.
Numa postagem anterior, comentávamos sobre um fato ocorrido na Portuguesa Santista, que foi multada em R$ 50 mil pela Justiça, por manter garotos de 12 anos paraenses em condições sub-humanas.
O trabalho apresentado afirmou que o tratamento nesses centros de formação é um crime maior do que a exploração do turismo sexual, assim como do trabalho infantil.
Não podemos esquecer ainda sobre casos de pedofilia, que há pouco aconteceram em um clube de Minas Gerais, quando muitos garotos se submetem para que possam chegar ao sonho desejado.
Certamente tal pesquisa motiva um amplo debate, para que se possa fazer um bom trabalho de formação, nunca esquecendo que estão tratando com seres humanos e não gados para corte e, principalmente, dentro do conceito de que o esporte isoladamente não educa, muito pelo contrário, pode se tornar um fomentador de desilusões.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









