JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Analisamos detidamente os números detectados pelo
Instituto Datafolha, com relação à s maiores torcidas do Brasil, porque tÃnhamos
nos preocupados com a ausência de nossos clubes entre as maiores.
Porém, isso foi justificado, já que só foram citados clubes que atingiram 1% dos torcedores nacionais e Sport, Santa Cruz e Náutico não atingiram o percentual.
Se compararmos com as pesquisas anteriores, existe praticamente uma estagnação, uma vez que esses três clubes já apresentavam sinais de pouca evolução, principalmente entre torcedores mais jovens.
Se confrontarmos com a pesquisa de 2010 do mesmo Instituto, o time que avançou foi o Corinthians, subindo de 14% para 16%, empatando com o Flamengo, que caiu dos 17% para 16%, dentro da margem de erro.
Um ponto a se destacar é que, desde 2009, existe um viés de alta no crescimento da torcida do alvinegro paulista.
O terceiro clube na preferência nacional é o São Paulo, que cresceu um ponto, pulando dos 8 para 9%. A seguir, o Palmeiras, que mesmo rebaixado saiu dos 6 para 7%; Vasco, que também cresceu, pulando dos 4 para 5%; Grêmio também com viés de alta, dos 3 para 4%; Cruzeiro, que se mostrou estável com 3%; Santos que cresceu um ponto, de 2 para 3%; Inter teve uma queda de 3 para 2%.
Os demais foram o Atlético-MG, estável em 2%; Botafogo que saiu de 1 para 2%, enquanto Fluminense, Bahia, Vitória e Portuguesa permaneceram nos mesmos 1%.
Um ponto bem interessante e que demonstra a potencialidade do Corinthians, é quando esse obtém uma expressiva diferença entre os torcedores do Sudeste, onde existe a maior concentração de renda do Brasil, para o Flamengo, com 20% contra 13%.
Por outro lado, o rubro-negro da Gávea tornou-se um clube do Bolsa FamÃlia, quando equilibra a luta pela liderança, com os percentuais do Nordeste (22% contra 12%), e também no Norte e Centro Oeste (29% ante 13%).
Os números são importantes principalmente para os três clubes de Pernambuco, que precisam despertar para uma realidade, ou seja, ampliar a sua demanda em outros estados, para que possam crescer no número de torcedores.
No final, um fato positivo com relação aos torcedores que não têm nenhum clube, que caiu de 25 para 23%.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










