JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Mais uma vez vamos falar do Vasco da Gama, que
atravessa uma das suas maiores crises, e essa insistência é para mostrarmos aos
nossos visitantes que mesmo tendo uma das grandes torcidas do Brasil, ser
centenário, um clube pode afundar por conta de modelos de gestões superadas e
muitas vezes corruptas.
TÃnhamos discutido a entrevista de Felipe que mostrou o ambiente vascaÃno, e hoje vamos textualizar o que falou Juninho por conta de sua saÃda, demonstrando que algo de podre existe no reino da Cruz de Malta.
A entrevista foi dada ao jornalista Raphael Zarko, do jornal Extra On-Line, e apresenta sobretudo a coragem e maturidade de um atleta profissional.
Falando sobre a sua saÃda, o jogador pernambucano disse que tinha respeito e admiração por Roberto Dinamite, mas ressaltou que o clube nunca poderia ter chegado numa situação dessas. Segundo ele, o presidente não é o único culpado, mas perguntou: ¨Por que depois da Libertadores não enxugaram o elenco? Por que demoraram tanto a subir os garotos? Por que não falar a verdade para o torcedor, dos problemas, de tudo?"
Certamente esse posicionamento retrata a falta de transparência que acontece em alguns clubes do Brasil, cujas decisões são tomadas secretamente sem conhecimento dos seus associados e torcedores.
Juninho foi duro em determinado momento da entrevista, quando afirmou que o Vasco estava muito desorganizado, com o ambiente pesado e sujo. Não falou em corrupção, mas afirmou que o "ambiente é propÃcio para gente entrar e se aproveitar do clube, inclusive conselheiros, empresários, jornalistas e pessoas próximas do presidente".
Na realidade, pelo que o atleta falou, a sua saÃda foi por um instinto de preservação, para que os problemas não caÃssem nas suas costas, inclusive com a possibilidade de queda para a Segunda Divisão, embora reconheça que o time atual é melhor do que o de 2008, mas as coisas negativas que acontecem na colina são bem maiores.
à importante que tenhamos atletas do nÃvel intelectual de Juninho para lermos declarações lúcidas como essas, e que retratam uma realidade latente que vem acontecendo no futebol brasileiro, que ficou rico de recursos, rico de dÃvidas e pobre de dirigentes.
A bolha começou a estourar e os cartolas estão no Baile da Ilha Fiscal.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








