Histórico
Brasileiro Série A
Dois campeonatos em um só
postado em 02 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DOIS CAMPEONATOS EM UM SÓ


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Para que se tenha uma ideia a respeito da classificação dos times que disputaram o Brasileirão de 2011, os dados que serão apresentados mostram as diferenças entre o turno e o returno, com uma mudança bem radical entre algumas equipes disputantes.

Temos duas competições diferentes para uma boa parte dos times que fizeram a sua composição. Os números apresentam dois campeonatos em um só.

Aconteceram algumas estabilidades, como a do Fluminense que terminou em 2º no turno (42 ptos) e encontra-se em 1º no returno (35), do Grêmio que era o 3º na fase de ida (37 ptos) e situa-se nessa rodada final na mesma situação (33), do São Paulo que pulou de 5º (31 ptos), para 4º (32), e do Botafogo, que tem a mesma posição nas duas fases, ou seja, o 7º lugar (28 ptos na 1ª e 26 na 2ª).

Aconteceram quedas e crescimentos acentuados, sendo a do Vasco da Gama a mais destacada, terminando a primeira fase em 4º (35 ptos), e chegou no returno perto da zona de rebaixamento, no 16º lugar (20). O mesmo se deu com o Internacional que caiu do 6º lugar (31 ptos), para o 15º (20), assim como para o Atlético-MG que foi o líder do turno (43 ptos), enquanto no returno está em 9º lugar (26).

O Flamengo também teve uma campanha diversificada, desde que caiu do 9º lugar no turno (29 ptos) e encontra-se no returno na zona de rebaixamento na 17ª posição (20).

O Santos ficou no intermédio, terminando a primeira fase em 10º (26 ptos), e estacionando no returno no 11º lugar (24 ptos). O Náutico esteve na 11ª posição na fase inicial (24 ptos) e está situado no returno na 13ª posição (22), o mesmo acontecendo com a Ponte Preta que subiu uma casa entre o turno (13ª), para a 12ª no returno (23 e 24 pontos, respectivamente).

A Portuguesa teve uma campanha sofrível em todas as suas fases, e encontra-se na mesma posição em que terminou a primeira, a 14ª colocação (com 22 pontos em cada uma).

Palmeiras, Atlético e Figueirense permaneceram na zona de rebaixamento na mesma situação que terminaram a primeira fase, modificando-se apenas as colocações.

Os times que mais cresceram foram o Bahia, que terminou a primeira fase em 16º lugar (17 ptos) e conseguiu na segunda se colocar na 5ª posição (27), o mesmo se dando com o Corinthians, que saiu da 12ª colocação (24 ptos), para a 2ª (33). O Coritiba também cresceu no returno, já que terminou o turno na 15ª colocação (19 ptos) e encontra-se na pontuação do returno na 6ª colocação (26).

Com relação ao Sport Recife, esse teve um crescimento vertiginoso na segunda fase do Brasileirão, pulando da 19ª posição  (zona do rebaixamento com 15 ptos), para a 8ª colocação do returno (26 ptos).

São dados estatísticos bem importantes e que se analisados mostram algumas transformações, com quedas e crescimentos bem latentes, que poderiam gerar um debate com relação a disputa do título, entre o campeão do turno e  o campeão do returno.

Devemos deixar bem claro que não estamos sugerindo nada e sim levantando a bola para um bom debate.

No final só lamentamos o fato do Sport ter realizado uma campanha pífia na primeira etapa, com aproveitamento de 26%, e pulando na segunda para um aproveitamento de 48,1%, quase dobrando a sua performance.

São coisas do futebol e de gestões equivocadas.

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Copa 2014
Sejam bem vindos
postado em 01 de dezembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



Os espanhóis já estão certos, os uruguaios também estarão presentes, e que se juntem a eles outros convidados - japoneses, mexicanos, taitianos, africanos - porque Pernambuco estará de braços abertos para recepcioná-los.

Quarta-feira senti uma alegria imensa quando entrei em um táxi e o motorista me perguntou qual o destino falando em espanhol. Ele é um dos tantos profissionais que está fazendo o curso oferecido pelo Senac. Enfim, estamos vivendo o clima da festa que começa no próximo ano e termina na Copa do Mundo.

Não tenho dúvidas de que o Recife terá mais visibilidade internacional na Copa das Confederações do que no Mundial. É que na divisão o bolo será menos fracionada. A mídia disponibilizará mais tempo para o evento que testará a nossa estrutura para 2014.

Tive a oportunidade de cobrir cinco edições da Copa do Mundo, e tenho noção da proporção do crescimento do evento. Com tantos visitantes, de diferentes continentes, é fundamental ter uma programação cultural que expresse a nossa diversidade.

O sorteio dos grupos, que acontece na manhã deste sábado, em São Paulo, marca o início da contagem regressiva. Estamos a seis meses da Copa das Confederações, que vai testar nossa capacidade como um grande destino turístico. Nem portugueses, nem holandeses.

O Recife do futebol será desbravado primeiro pelos espanhóis, atuais campeões mundiais, que terão a companhia de outros povos na marcação do nosso terreno, ou melhor, no batismo da nossa arena.

PRESENÇA - Dos países que disputarão a Copa das Confederações, o Taiti é o único que não disputou uma edição da Copa do Mundo. Também não estará no Mundial de 2014, pois já foi desclassificado nas eliminatórias, onde disputou 4 jogos, amargou 4 derrotas, sofreu 11 gols e não marcou nenhum.

IMPORTÂNCIA - Aos poucos a FIFA vai ajustando a Copa das Confederações para que ela se torne um dos eventos mais importantes do futebol mundial. Esta edição brasileira é a primeira a contar com quatro campeões do mundo. O bom desempenho de algumas seleções nas Eliminatórias - Itália, Espanha e Japão lideram os seus respectivos grupos - aumentou o interesse da mídia. Mais de 800 profissionais se credenciaram para o sorteio.


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Artigos
Medo de ir aos jogos
postado em 01 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MEDO DE IR AO JOGO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Excelente artigo do jornalista Claudemir Gomes publicado no dia de ontem em sua coluna no jornal Folha de Pernambuco com o título ¨Tenho medo¨, e que nos motivou a procedermos com mais uma análise sobre o tema, que é o da violência entre torcidas organizadas.

Como hoje é véspera de um jogo importante para a vida de dois dos nossos clubes, Náutico e Sport, que lutam por objetivos diferentes, sendo que o primeiro deseja conseguir pelo menos uma vaga na Sul-Americana, caso não passe para a terceira fase da Copa do Brasil em 2013, e, o segundo, lutando contra o rebaixamento.

Cansamos de escrever e falar sobre o probema da violência no futebol, e infelizmente nenhuma providência foi tomada e os problemas continuam a acontecer, e agora com mais gravidade, em dias da semana que não contemplam eventos esportivos.

Claudemir, que na verdade é uma boa cabeça pensante desse nosso jornalismo esportivo, retratou uma realidade que convivemos, quando as pessoas ficam com medo de irem a um estádio por conta da impunidade reinante com relação as atividades dessas organizadas.

Sem dúvidas trata-se de um jogo importante, mas que deveria ser caracterizado como um evento de lazer e não em uma batalha de guerra. O gramado é quem decide e o torcedor com o seu grito empurra o clube de sua paixão.

Quantos amigos nossos que usavam camisas dos seus times em dias de jogos relutam hoje em fazê-lo, por ficarem passíveis de uma agressão.

O promotor Ricardo Coelho, como bem citou o jornalista, e nós o estamos estimulando para que continue na sua luta, já solicitou à Justiça a extinção dessas organizações, e não entendemos que até hoje não tenha obtido êxito. Nos parece muita insensibilidade.

Todos os problemas que acontecem dentro e fora dos estádios estão relacionados às torcidas organizadas, que usam as redes sociais para marcarem os seus encontros. No meio desses existem pessoas envolvidas com o crime organizado, além do acesso às drogas.

Na verdade, a maioria é de jovens sem perspectivas que se unem a tribos que lhes dão identidade, valor e sentido que a sociedade lhes nega.

O futebol é alegria, paixão e necessita do bom  torcedor, ou seja, aquele que vai ao estádio com um único sentido: o de torcer pelo clube de seu coração. Torcedores organizados não somam nada no contexto, inclusive afugentam os que desejam frequentar os estádios e consumirem os produtos dos seus clubes.

Lembramos que o ¨Match Day¨, na Europa, é uma fonte de receitas para os clubes, mas no Brasil isso não acontece, já que os nossos estádios são invadidos por pessoas que nada consomem e no final incintam a discordia.

Além disso, existe ainda a violência nos gramados que reflete nas torcidas, ou mesmo fora desses, quando atletas usando redes sociais, escrevem coisas que só fazem incitar a revolta nos adversários. Isso também tem que ter um paradeiro, pois não soma nada no contexto final.

No dia que acabarmos com as presenças nocivas nos estádios de futebol, estaremos dando um passo importante para a recuperação do esporte, que precisa de sua demanda consumidora para evoluir.

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Copa 2014
FIFA altera comando da organização
postado em 01 de dezembro de 2012

MARCEL RIZZO - FOLHA DE SÃO PAULO


A estrutura da organização da Copa-2014 mudou. E não apenas com a promoção de Ricardo Trade, diretor de operações que agora comanda o COL (Comitê Organizador Local) como CEO.

A Fifa também modificou a chefia do escritório que mantém no Brasil e que trata diretamente com o COL questões relativas ao Mundial e à Copa das Confederações.

O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, colocou como diretor do escritório um homem de sua confiança, o norte-americano Ron Delmont, que teve função idêntica na preparação para a Copa da África do Sul, em 2010.

Fulvio Danilas, que dirigia o departamento instalado no Rio, continua na equipe.

"Ron Delmont muda para o Brasil para ser meu representante. Estamos agregando pessoas valiosas, com experiência", disse Valcke.

Delmont está em São Paulo, onde hoje acontece o sorteio dos grupos da Copa das Confederações, e participou de suas primeiras reuniões.

A ascensão de Trade aparentou ser uma formalidade, já que ele comanda o COL desde a saída de Ricardo Teixeira da presidência, em março. José Maria Marin, que o substituiu, não se interessa pela parte operacional da Copa como o antecessor e prefere o cardápio político.

Segundo apurou a Folha, Valcke queria alguém que pudesse representá-lo perante Trade e que não tivesse proximidade com o CEO, como tem Fulvio Danilas.

Trade foi preparador físico do ex-diretor do escritório da Fifa no time de vôlei da Transbrasil, nos anos 80. Foi Danilas, inclusive, quem indicou Trade a Ricardo Teixeira.

A chegada de Delmont faz com ele e Trade sejam agora os homens fortes da preparação da Copa-2014 no Brasil, atuando em áreas diferentes, mas tendo que manter contato quase que diário.

O escritório da Fifa no Brasil tem como principal função tratar de assuntos de marketing da entidade, enquanto o COL trata da organização do Mundial especificamente.

Delmont, porém, terá poder de fiscalização em nome de Valcke, que não pode estar 365 dias do ano no Brasil como gostaria.

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