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Marin tenta barrar CPI de Romário
postado em 07 de dezembro de 2012
SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO

A CBF lançou nesta semana uma ofensiva para tentar barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar as contas da entidade.

Desde anteontem, dirigentes da confederação negociam com presidentes de federações estaduais e deputados federais em Brasília para esvaziar o requerimento de abertura da comissão.

Na noite de anteontem, o deputado federal Romário (PSB-RJ) protocolou o documento para a instalação da CPI após obter 184 assinaturas. Ele precisava conseguir o apoio de, no mínimo, 171 parlamentares.

O presidente da CBF, José Maria Marin, e seu vice, Marco Polo Del Nero, são os mais atuantes no contato com as federações estaduais.

Antes de embarcar para o Japão, onde acompanhará o Mundial de Clubes, Marin ligou para dezenas de presidentes pedindo que entrassem em contato com os deputados de suas regiões.

Com a CPI já protocolada, a CBF precisa que pelo menos 93 parlamentares retirem em bloco as suas assinaturas do requerimento para derrubar o pleito de Romário.

Nas conversas, Marin e Del Nero cobravam solidariedade dos cartolas aliados.

Em julho, Marin levou mais de uma dezena de presidentes de federações para os Jogos Olímpicos de Londres com todos os custos bancados pela confederação.

No pacote do chamado "voo da alegria", os cartolas tinha direito a levar acompanhante, se hospedar no exclusivo hotel que serviu de concentração ao time de Mano Menezes e assistir aos jogos nos estádios britânicos.

Além dos telefonemas, o representante da CBF em Brasília, Vandenberg Machado, passou o dia em contato com deputados, também trabalhando para impedir a implantação da comissão.

A CPI pretende devassar as contas da entidade. O contrato firmado entre a CBF e a TAM será o principal ponto da investigação.

O caso foi revelado pela Folha em outubro. A reportagem mostrou que empresas de Wagner Abrahão, amigo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, recebiam o dinheiro do patrocínio.

Há mais de dez anos, com a seleção em crise, a CBF foi investigada por duas CPIs.

Na do Senado, o então presidente da entidade, Ricardo Teixeira, foi acusado, entre outros crimes, de apropriação indébita dos recursos da confederação, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.






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Oscar Niemeyer e o Sport
postado em 07 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OSCAR NIEMEYER E O SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um gênio não morre, vive para a eternidade. Esse é o caso de Oscar Niemeyer que faleceu na madrugada de ontem, e que marcou o seu nome numa época de transformação da arquitetura mundial.

O arquiteto fez parte da vida do Sport Club do Recife, como projetista de um estádio a ser implantado em 1972, atendendo a um sonho do ex-presidente do clube, Ivan Ruy de Oliveira Andrade.

Vivenciamos de perto a tentativa de implantação desse empreendimento, visto que, em 1972, em uma crise sem precedentes, assumimos o futebol profissional do clube, muito embora estivéssemos participando da diretoria do futebol amador muito antes.

Foi adquirido um terreno com 28 hectares na Ilha Joana Bezerra, perto da atual estação do metrô, que pertencia ao grupo Brennand, e as promissórias para a garantia do pagamento foram assinadas por vários rubro-negros que participavam do clube, na ocasião.

O lançamento do projeto foi em agosto de 1971.

Niemayer chegou ao clube através de um contato do também arquiteto na época Jarbas Guimarães, que fazia parte do seu setor de futebol. Foi contratado e aprontou o projeto e sua maquete, passando a ser exibida na sua sede social e, na ocasião, despertou a atenção de todo o país.

O estádio por autorização do presidente do país, Emilio Garrastazu Medici, foi batizado com o seu nome, e tinha a grandiosidade do momento ufanista que o país vivia. A sua capacidade era para 140 mil torcedores, sendo 90 mil lugares nas arquibancadas, 25 mil nas gerais, 24 mil cadeiras e 1 mil camarotes.

Era de uma beleza arquitetônica, de acordo com os risco do seu criador, e tinha uma cobertura total.

Uma revolução. Para que se tenha uma ideia, em 3 dias do seu lançamento, foram vendidas 3 mil cadeiras, sendo que nós fomos um dos seus compradores, registrando o nosso nome na história do que seria o maior estádio particular do Brasil.

Infelizmente a situação financeira do clube, motivada pela má gestão do seu futebol, prejudicou o andamento de tal obra, que ficou apenas no papel, tendo os compradores das cadeiras ou recebido o dinheiro de volta, ou na gestão que sucedeu o presidente Ivan Ruy, que tinha no comando Silvio Pessoa, através de acordos, foram entregues cadeiras do atual estádio Adelmar da Costa Carvalho.

Como o clube estava atrasado no pagamento das promissórias, e com o aval de mais de dez rubro-negros que estavam receosos de uma ação jidicial, muito embora o grupo Brennand tenha se portado com dignidade no trato do assunto, a nova diretoria resolveu repassar o terreno, livrando-se do débito e criando as condições para a recuperação do clube.

Não sabemos se a maquete ainda encontra-se no museu do Sport, pois quando de nossa saída essa estava intacta e servia de demonstração para os visitantes.

Niemeyer não consguiu implantar um estádio no Brasil com a sua cara, desde que concorreu na construção do Maracanã e perdeu por não aceitar a sua elevação, e a do Sport, que seria um marco para o estado de Pernambuco, não foi implantado.

De qualquer maneira, a presença do arquiteto no rubro-negro da Ilha do Retiro será sempre lembrada.

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O futebol de Niemeyer
postado em 06 de dezembro de 2012

Por ROBERTO VIEIRA


Niemeyer era o Garrincha arquiteto.

Curvas.

Curvas.

Curvas debruçadas no infinito Brasil.

Nada mais inconcreto que o concreto de Niemeyer.

Nada mais irreal.

Niemeyer que abraçava Stalin.

Erguendo catedrais.

Em uma terra que não conhecia Pelé e Coutinho?

Lúcio Costa e Oscar.

Traço pra cá, cálculo pra lá.

A bola nas redes causando inveja a Corbusier.

Sobre a cabeça os aviões.

Rolam cabeças e Jks.

Professores demitidos na utópica Universidade de Brasília.

O gênio observa o Kremlin.

Passeia pela velha Havana.

Anos de chumbo no cálculo integral.

Unanimidade para muitos.

Relíquia da guerra fria para alguns.

Niemeyer era o Garrincha arquiteto,

ou não.

Não.

Niemeyer surpreendia como Mané.

Mas também carregava a realeza de um Didi.

Projetava nos campos da vida a mais bela obra de arte.

Como folha seca aos olhos desprevenidos.

Até hoje.

Niemeyer também parecia eterno como Friedenreich.

Jogando bola até os cento e tantos anos de vida.

Mas Niemeyer sabia %u2013 sempre soube.

Que seu corpo era mortal como o de Saramago.

Imortais, eternos, divinos.

Apenas aqueles instantes sublimes.

Nos quais encontramos toda a beleza dessa vida.

Em um gol.

Ou no sonhos erguidos pelas mãos de alguém como Niemeyer...

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Acontece
CPI investigará CBF
postado em 06 de dezembro de 2012

FOLHA DE SÃO PAULO


O deputado federal Romário (PSB-RJ) protocolou ontem na Câmara dos Deputados requerimento para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a CBF.

"A CBF é uma instituição privada, mas recebe muito dinheiro público por meio de isenções fiscais", justificou Romário ao pedir a CPI.

O ex-jogador quer que a comissão investigue os pagamentos que a confederação faz mensalmente ao ex-presidente Ricardo Teixeira, que deixou a entidade em março.

Romário também aponta irregularidades no pagamento de patrocínio de R$ 7 milhões anuais da TAM à CBF. Como a Folha revelou, os depósitos foram feitos na conta de uma empresa de Wagner Abrahão, amigo de Teixeira.

O deputado também quer que a CPI apure suspeitas sobre desvio de dinheiro no amistoso entre Brasil e Portugal em novembro de 2008, no DF.

Pelo regimento da Câmara dos Deputados, eram necessárias 171 assinaturas (um terço dos deputados) para que o pedido fosse protocolado. Romário obteve 188 nomes. Em 2011, Anthony Garotinho (PR-RJ) tentou sem sucesso criar CPI com o mesmo objetivo.

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Um ensaio sobre a elite
postado em 06 de dezembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM ENSAIO SOBRE A ELITE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um dos assuntos que mais nos incomoda é quando alguém referencia a sí próprio, e ao seu grupo, como de elite.

De vez em quando ouvimos essa palavra em nossos clubes de futebol, rerefenciando uma separação que não deveria existir, já que é o esporte mais democrático do mundo, onde todos nutrem um mesmo sentimento, que é a paixão por uma entidade.

No dicionário da língua portuguesa, a palavra elite corresponde a um pequeno grupo dominante, dentro de uma maior sociedade.

Uma parte dessa elite é aquela que está representada no Congresso Nacional, que recebem doações para as suas eleições, algumas duvidosas, e que ficam aprisionados aos doadores, aprovando os projetos dos seus interesses.

É também a mesma que assume um Ministério e é demitida por corrupção.

Uma outra parte da elite nacional é aquela que se candidata muitas vezes através de licitações dirigidas, para a implantação de obras públicas, oferecendo preços mais convidativos, e que depois de ganhar a concorrência, começam a impor os aditivos que terminam duplicando as obras, sem contar o superfaturamento que já faz parte da cultura nacional.

Fazem parte dessa elite, aqueles que solicitam empréstimos de bancos públicos, utilizam-nos para outros fins e esquecem de pagá-los.

Temos uma  elite que remete dinheiro para o exterior, como lavagem dos ganhos ilegais, pelo recebimento de propinas e comissões e outras atividades que não são declaradas.

E a elite composta pelos mensaleiros? Brincaram com o dinheiro público para encherem os seus cofres. Essa representa muito bem a política brasileira.

No futebol existe também uma elite que realiza negociações nebulosas na aquisição e vendas de jogadores. É a mesma que participa de atividades ilegais, inclusive em escutas telefônicas, para tirarem proveito no futuro em suas atividades profissionais.

Ricardo Teixeira e Del Nero são os seus representantes.

Obviamente existe ainda na sociedade brasileira uma elite séria, digna e que vive nos padrões da legalidade. Na verdade são muitos, mas estão sujeitos as péssimas influências dessa parte corrompida, que vêm contaminando a nação com o seu vírus, e tornando-se parte obrigatória de nossas entranhas.

Por conta disso, não nos emocionamos quando são formuladas referências às elites, como se os seus membros fossem seres superiores, quando, na verdade, muitos estão comprometido com as mazelas que afligem o Brasil.

Preferimos ficar com a boa elite, principalmente, com o resto do povo, desde que alguns dessa classe detestam o cheiro dessa camada social da planície, segundo eles, mas muitas vezes maiores pelas suas dignidades.

No futebol, gostamos mais das arquibancadas do que dos camarotes.

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