JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Excelente a continuidade da matéria sobre os
empresários do futebol, que está sendo publicada no jornal gaúcho Zero Hora.
Trata-se certamente de uma grande contribuição ao futebol nacional, por desvendar uma caixa preta que é uma das coisas mais obscuras que acontecem no dia a dia desse esporte.
A matéria mostra que na engrenagem do futebol, o empresário representa o jogador na ponta do negócio; no outro extremo, está o clube. Mas no meio dessa rede, há uma figura do intermediário que tem pouca visibilidade, mas uma grande atuação.
Se o clube precisa de um atacante, por exemplo, ele pode recorrer a empresários conhecidos que, por sua vez, acionam a sua malha de outros agentes, até no exterior. - Quem traz o jogador para o clube é o intermediário, e cada um desses personagens ganha a sua parte, inclusive em alguns casos os cartolas participam do fatiamento desse bolo.
O jornal cita o empresário gaúcho Tadeu de Oliveira, que tem cerca de 400 olheiros não somente no Brasil, como na Argentina, Uruguai e Paraguai, que assistem aos jogos de suas diversas competições, inclusive das categorias de base, formando um cadastro de todos os escolhidos.
Tadeu tem um banco de dados de mais de 1,5 mil atletas, sendo que esses na maioria das vezes não sabem que são catalogados.
O trabalho do intermediador é o de vasculhar o mercado para oferecê-lo ao comprador. Se o clube necessita de um volante brucutu o procura e esse faz a busca em seu catálogo.
Tadeu também administra algumas carreiras de jogadores, mas não são muitos, desde que o seu forte é a intermediação.
Por conta disso, tornou-se um milionário, morando em uma mansão com um Posche Cayenne e um BMW X5 na garagem, além de uma lancha Phanton de 26 pés atracada em um pÃer particular à beira do rio Guaiba.
O interessante que tudo que o intermediário faz o clube poderia fazê-lo, com uma rede de olheiros elaborando o seu cadastro, mas foi criado um mecanismo que envolve o empresário, o intermediário e o cartola, onde o dinheiro das comissões corre a solta, quando tudo poderia ser da agremiação.
Tadeu, respondendo a uma pergunta, deixou bem claro o sentido de sua profissão, quando afirmou ¨que seu trabalho é um negócio um pouco obscuro mesmo. Não somos santos, nem também somos o diabo¨.
Falou e retratou tudo.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







