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Acontece
Emoções e angústias de rebaixamentos
postado em 18 de novembro de 2012

RAFAEL REIS E RAFAEL VALENTE - FOLHA DE SÃO PAULO


Acusações de desinteresse, pressão e ameaças de agressões por torcedores, desequilíbrio com a falta de resultados e tristeza.

As situações que rondam o cotidiano de jogadores do Palmeiras não são inéditas.

Elas se repetem a cada temporada e com cada time ameaçado de descer de divisão.

A Folha conversou com jogadores e ex-atletas que viveram de perto a ebulição de emoções e reações adversas que o rebaixamento de um clube grande provoca.

O goleiro Márcio, que caiu com o Grêmio em 2004, nem queria falar sobre o descenso. O volante Rafael Miranda, rebaixado com o Atlético-MG em 2005, contou o clima de guerra entre jogadores e torcedores. O atacante Finazzi, do Corinthians de 2007, disse não ter sentido pena das cenas de desespero protagonizadas pela torcida. E o goleiro Felipe, seu antigo companheiro de time e hoje no Flamengo, falou sobre o aspecto psicológico de um grupo abatido.

FINAZZI (CORINTHIANS)

Ficava chateado ao ver um torcedor chorando, mas não tinha dó. Eu estava sentindo mais do qualquer um deles. Também não sentia culpa, porque sabia que eu estava jogando bem.

Não sei se todos os jogadores são iguais. Não sei o que passa no coração de cada jogador.

Passei por 33, 34 times diferentes na minha carreira. Tive momentos bons e ruins, mas sempre vivi 100% do dia a dia do clube. Vivi cada derrota, cada vitória, igualzinho os torcedores dos clubes. Mas não acredito que todos os jogadores sejam da mesma maneira que eu sou.

A gente teve várias reuniões com a torcida organizada. Eu consegui o respeito deles, até intermediava, acalmava os ânimos na hora. Mas sei que teve gente que sofreu bastante.

Jogadores foram ameaçados. Alguns casos foram na rua, mas também ligaram na casa deles.

FELIPE (CORINTHIANS)

Você sempre quer entrar para a história de um clube, mas não desse jeito. Para mim foi um ano bom. Era minha chance em um time grande de um centro como São Paulo, eu estava bem e consegui adiar um pouco esse rebaixamento.

Mesmo assim, tinha medo. Você nunca sabe o que passa na cabeça de um torcedor. Então, parei de ir a shopping, cinema, praia.

Neste momento, quase todo mundo quer ficar escondido. A gente sabe que o torcedor acha um afrontamento ver o jogador na farra. Até por isso, eu preferia evitar. Nunca teve isso comigo.

Com essa pressão toda, nem dá para se concentrar no jogo. Você vai a campo preocupado.

O pior é quando você já está naquela fase em que depende de outros resultados. Não dá para jogar pensando nos outros jogos. Você joga com um "radinho" no ouvido.

R. MIRANDA (ATLÉTICO-MG)

Em cima de mim, não teve agressão física. Mas a torcida quebrou ônibus. Várias vezes tivemos que sair escoltados do hotel e do aeroporto.

Essa situação de você descer no aeroporto e ter que ser escoltado para não ser agredido é uma das cenas que mais me incomodava. Parecia que eu era um bandido que tinha que ser protegido para não apanhar do povo revoltado.

Para piorar, teve um torcedor que invadiu o campo em São Januário no jogo contra o Vasco para atacar o Rubens Cardoso [lateral], e o [volante] Walker não deixou e acertou ele antes.

Tinham jogadores que andavam com segurança, carro blindado, principalmente depois da briga no aeroporto que aconteceu por causa da confusão em São Januário.

MÁRCIO (GRÊMIO)

Estou parado quase há um ano inteiro e tenho que ficar falando sobre rebaixamento, que é uma coisa que me rotulou. Essas coisas ficam marcadas no jogador, o torcedor sabe disso. A gente caiu em uma situação parecida com a do Palmeiras. Perdemos muitos mandos de campo, jogamos fora da nossa casa. Isso atrapalhou.

Outra semelhança é a torcida. Muita revolta, protesto. Eu era reserva do Tavarelli, entrei em um jogo do primeiro turno e assumi a vaga.

Até hoje lembram disso. Um torcedor vai falando para o outro e ninguém esquece.

Internamente não tinha cobrança, nada nos atrapalhava. Eu era emprestado pelo São Paulo e, após a queda, renovei e fiquei para 2005. Joguei Estadual e Copa do Brasil. No começo da Série B, voltei para o São Paulo.

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Acontece
A vez das mulheres
postado em 17 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



O Vitória estréia, hoje à noite, na Libertadores de Futebol Feminino, tendo como adversário o Colo-Colo, campeão chileno de 2011. Acredito que o Carneirão receberá um bom público. O futebol feminino foi à modalidade na qual o Tricolor das Tabocas investiu para ganhar visibilidade, prestígio e status no cenário nacional.

Por duas vezes esteve prestes de conquistar o título da Copa do Brasil. Para esta edição da Libertadores, o clube, num esforço conjunto com a FPF, chegou a cogitar a contratação da excepcional Marta para a disputa da competição continental, reforço que lhe colocaria entre os favoritos ao título.

O batismo numa disputa internacional provoca ansiedade, mas o fator campo, onde as donas da casa contam com o apoio da torcida, deverá funcionar como ponto de desequilíbrio em favor do Vitória.

A expectativa é de que a Libertadores deixe um bom legado para o futebol feminino local. As semifinais e as finais estão programadas para o estádio dos Aflitos. A fase de grupo tem movimentado o Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru.

Não sei se o futebol feminino no Brasil é embrionário ou é tratado como indigente. Sei apenas que precisa evoluir muito para poder cair na graça do torcedor.

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Artigos
O equilíbrio financeiro dos clubes
postado em 17 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O EQUILÍBRIO FINANCEIRO DOS CLUBES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Para que tenhamos condições de alimentar o debate do nosso forum, sempre estamos na busca de notícias dos diversos clubes de futebol do Brasil, principalmente aqueles que passam por fase de instabilidade.

Um clube sócio-esportivo não tem fins lucrativos, mas tem que ter rentabilidade financeira, e os seus lucros utilizados em seu patrimônio.

São verdadeiras empresas e devem ser administrados como tal, pois são prestadores de serviços, vendem seus produtos e suas marcas, e possuem dezenas de fornecedores.

Nenhuma dessas agremiações podem dispensar um planejamento de pelo menos cinco anos, que poderá ser corrigido durante o caminhar. Um orçamento anual é a pedra fundamental para uma boa gestão, se realmente for cumprido.

Os clubes brasileiros gastam mais do que ganham. Fazem investimentos pensando em receitas futuras, e quando essas não chegam a crise é instaurada.

Temos um exemplo bem latente que é o Vasco da Gama, que somente agora despertou para a necessidade do equilíbrio  financeiro, e já começa a tomar uma série de medidas que deveriam estar implantadas há muito tempo, e que apenas agora, após tantos problemas, estão sendo estudadas.

Após a saída de três vice-presidentes do clube em setembro, a diretoria, totalmente sem rumo, resolveu convocar especialistas da área econômica para esta missão.

Para que se tenha ideia da máquina administrativa que foi inchada principalmente na gestão de Roberto Dinamite, hoje tem mais ou menos 100 pessoas totalmente dispensáveis e que oneram a sua folha salarial, que conta hoje com 600 funcionários, que é a maior do Rio de Janeiro.

Com uma folha de futebol de R$ 4 milhões que poderia ser reduzida para R$ 3 milhões com maior qualidade, o dinheiro do clube é jogado pelo ralo.

Só nesses itens verificamos o quanto é a irresponsabilidade dos cartolas quando estão à frente de suas agremiações. O interessante é que muitos desses são empresários e não utilizam tais procedimentos em suas empresas.

O clube torna-se o seu brinquedinho, que acolhe os apadrinhados e indicados pelos amigos. Um bom administrador usa a razão e não o coração.

Muitas vezes pequenas coisas em um planejamento se tornam grandes, tais como o controle do desperdício de energia, que em alguns casos onera o clube, e se bem tratada apresenta uma redução de custos se faz sentir no final em seu balanço.

Um departamento de futebol deve ser planejado segundo as estimativas das receitas, e as normas financeiras são bem claras quando definem os seus custos na relação de 60% dessas.

Não se pode ter uma folha de R$ 2 milhões, quando a sua disponibilidade é para R$ 1.5 milhões. As contratações são exageradas e as bases minimizadas. Deveria haver uma maior participação dessas, que ajudam a compor um elenco, e sobretudo a reduzir os custos de sua folha de pagamento.

Nenhum clube poderá se tornar grande se não entender que o equilíbrio financeiro é fundamental para o seu sucesso, e o cumprimento de um planejamento a longo prazo o levará para melhores dias.

Existem clubes que são verdadeiros poços de petróleo, que bem explorados irão produzir milhões de barris, mas para que isso aconteça tem que ter um gerenciamento de técnicos competentes e sobretudo profissionais.

A Ã©poca do amadorismo já faz parte de um passado quase remoto, e insistir nisso é um atestado de incompetência e burrice, desde que nenhum clube foi constituído para ter prejuízos, pois foge totalmente da racionalidade da economia.

Em outras palavras, ¨cada macaco em seu galho¨,  e os amadores não cabem mais no sistema.

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Mudanças
Teixeira mudou data do pleito da CBF
postado em 17 de novembro de 2012

SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO


Duas semanas antes de deixar o cargo, em março, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira alterou o estatuto da confederação para que o próximo mandatário da entidade fosse definido antes da realização da Copa de 2014.

Segundo a Folha apurou, a manobra de apressar o pleito foi realizada para evitar que possível derrota da seleção no Mundial ou que problemas de organização do evento atrapalhassem o projeto de poder do atual presidente José Maria Marin.

Antes da alteração, a eleição do próximo mandatário seria a partir de setembro de 2014. O estatuto previa que o processo de escolha fosse organizado a seis meses do fim da gestão. O próximo mandato começa em 2015.

Agora, com a modificação, a eleição poderá ocorrer em abril de 2014, a dois meses da Copa do Mundo.

A mudança no estatuto foi articulada por Teixeira, Marin e Marco Polo del Nero, vice-presidente para o Sudeste. Após fechar com os dirigentes das federações que Marin seria o seu substituto na CBF, Teixeira acertou a antecipação do pleito.

A antecipação, que era mantida em sigilo pela confederação, foi confirmada por presidentes de federações.

Marin e Del Nero foram os principais aliados de Teixeira durante a renúncia.

Apesar de o cartola ter deixado o cargo em meio a denúncias de corrupção no Brasil e no exterior, ainda recebe salário mensal de Marin.

Morando em Miami desde março, Teixeira recebe R$ 120 mil por mês, mais do que quando comandava a confederação. Como presidente, ganhava R$ 98 mil mensais.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

Após negar por três meses que mantinha relação com o seu antecessor, Marin admitiu que pagava salário ao cartola após a Folha revelar o caso em junho último.

Depois da publicação da reportagem, ele disse que,

em março, fechou com Teixeira um contrato "de prestação de serviço, consultoria e captação de patrocínio com prazo indeterminado".

Marin e Del Nero também respeitaram os contratos assinados pelo antigo mandatário nos meses finais da sua gestão, que durou 23 anos.

No fim de 2011, o então presidente vendeu para a Klefer (do empresário Kleber Leite, seu amigo) os direitos de transmissão das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 e da Copa do Brasil masculina e feminina de 2015.

Ele renovou também o acordo com a árabe ISE (International Sports Events).

A empresa detém os direitos de organização dos amistosos da seleção até 2022. Os árabes pagam pelo cachê da seleção menos que a confederação recebia em 2006 de uma empresa suíça.

Procurada pela Folha, a CBF não comentou a mudança que antecipa o pleito.

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Artigos
A verdade sobre a Sul-Americana 2013
postado em 16 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A VERDADE SOBRE A SUL-AMERICANA DE 2013


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As faixas coloridas que marcavam os clubes candidatos a participação na Copa Sul-Americana na temporada seguinte desapareceram de todas as estatísticas, inclusive as da CBF.

Dirigentes, profissionais e a própria imprensa de alguns estados têm destacado as possibilidades de seus clubes se classificarem para o torneio de 2013 mas, de acordo com o Dr. Jeckyll do futebol brasileiro, isso só poderá se tornar real com as suas desclassificações na Copa do Brasil do mesmo ano.

Algo pitoresco, um clube que tinha um direito adquirido por vários anos, de repente, vai ter que desistir de uma outra competição que o levará a Libertadores, para poder participar da Copa Sul-Americana.

No meio do ano a CBF mudou as regras, e que tumultuou o processo e as cabeças daqueles que seguem o futebol brasileiro. A primeira realidade foi a extinção da zona de classificação para o torneio e a segunda é que os promovidos a Serie ¨A¨ do próximo ano e os quatro rebaixados poderão entrar na competição.

Algo ¨genial¨. Pelos critérios adotados, os representantes nacionais na Sul-Americana são os oito melhores do Brasileirão de 2012 que não estejam nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2013 e não tenham caído para a Série B do ano que vem. Se assim sobrarem vagas elas serão distribuídas por ordem de classificação, ou com os quatro promovidos da Série B desse ano. Se ainda houver vagas disponíveis serão aproveitados os quatro últimos da Série A da atual temporada.

Devemos lembrar que os clubes que participarem da Libertadores estarão na Copa do Brasil em suas oitavas de final.

Na verdade, o Dr. Jeckyll de nosso futebol, Virgilio Elisio, criou o seu monstro, inclusive dificultando o planejamento dos clubes, desde que esses não têm a menor possibilidade de saber se irão participar da competição continental, posto que, ficarão na dependência de suas quedas no outro torneio.

Se criarmos um organograma sobre as classificações dos clubes, teria 1º ao 4º na Libertadores, do 4º ao 12º na Sul-Americana, sendo que essa vaga poderá ser preenchida pelos times que ficarão entre a 13ª e 16ª colocações, os quatro primeiros da Série ¨B¨ de 2012, ou ainda, do 17º ao 20º da ¨A ¨ e que foram rebaixados.

Quando mais o futebol precisa se planejar, vem uma cientista e joga areia no ventilador, para não dizermos outro nome.

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