Histórico
Náutico
Sul-Americana em risco
postado em 19 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



A derrota do Náutico para o São Paulo - 2x1 - não contrariou nenhuma lógica. Afinal, além da melhor qualidade técnica do time paulista, os alvirrubros seguiram a risca o roteiro traçado para esta edição da Série A, onde foram eficientes como mandantes e sempre padeceram na casa dos adversários.

O que inquieta a torcida do Clube dos Aflitos é o fato de ver os comandados de Alexandre Gallo deixarem escapar a chance de disputar uma competição sul-americana, coisa que não ocorre há mais de 40 anos.

O fato de o primeiro tempo do jogo ter terminado sem gols deixou a torcida alvirrubra esperançosa, pois a soma de um ponto seria a chancela no visto de permanência na competição. O gol de Souza no início do segundo tempo era o próprio passaporte para a Sul-Americana. O Morumbi recebeu o melhor público da competição.

A motivação para a presença maciça da torcida são-paulina era a estréia de Paulo Henrique Ganso, entretanto, quem fez a festa foi o fabuloso Luís Fabiano, que marcou o gol de empate e sofreu o pênalti que foi cobrado por Rogério Ceni marcando o gol da virada que colocou o Tricolor em mais uma disputa da Libertadores.

E fica a lição de que para a sobrevivência, a arriscada tática da eficiência no dever de casa pode funcionar, mas para chegar a uma competição internacional é preciso um pouco mais.

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Depoimento
Confesso que te traí
postado em 19 de novembro de 2012

CLÓVIS ROSSI - COLUNISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO


Confesso, Palmeiras, eu tenho outro. Mas não espere um pedido de perdão nem arrependimento. Você mereceu a traição.

Relaxou, ficou murcho, feio, de quinta (categoria) ou de segunda (divisão).

Quando nos apaixonamos, faz uns bons 60 anos, você estava sempre entre os primeiros da classe.

A cada início de ano, sonhávamos sempre com um título, qualquer que fosse o torneio em disputa, a Taça Rio (lembra?), o Rio-São Paulo, o Paulistão, que nem era Paulistão à época, os torneios nacionais com seus diversos nomes ao longo do tempo que passamos juntos e em que éramos felizes -e sabíamos.

Nos últimos muitos anos, o sonho mais brilhante que podemos ter é o de ficar não no topo, mas entre os quatro primeiros, para disputar a tal Libertadores.

Não me casei com você, Palmeiras, para ser classe média apenas.

Pior: em vez de brigarmos para ficar entre os quatro primeiros, neste campeonato, brigamos para não ficar entre os quatro últimos.

Dá vergonha sair por aí de braço dado com você.

E dá mais raiva ainda verificar que nem merecemos a gozação dos casais inimigos.

Não tenho visto no meu Facebook brincadeiras de corintianos, são-paulinos e santistas, como se eles todos estivessem é com dó da gente.

Ou, pior, tristes por saberem que vão perder o saco de pancadas em que transformamos nosso lar.

Aliás, nem lar temos, destruído que foi o Parque Antarctica para a construção de uma arena, nome pomposo à beça para receber jogos da segunda divisão.

Eu até te perdoaria pelas poucas oportunidades que você me oferece do orgasmo de um gol.

Mas, caramba, na maioria dos jogos você não me dá nem o direito sagrado de gritar o "uuuh" do quase-gol, da bola que passou raspando.

Nosso amor cresceu nos tempos em que os companheiros de farra chamavam-se Ademir da Guia ou Luís Pereira.

Que interesse posso ter em sair com Maurício Ramos e Valdívia, que, aliás, mais sai do que entra em campo?

Fico olhando os casais vizinhos e vejo que reimportam um Fred, um Luis Fabiano, um Ronaldinho.

Nós reimportamos um Daniel Carvalho, que teria dificuldades em jogar no time dos casados na pelada da fábrica Matarazzo, se ainda há uma fábrica Matarazzo.

Aproveito para dar o nome do "outro": F.C. Barcelona.

É mais bonito, continua na primeira divisão (da Espanha), disputa a Libertadores deles, fornece um punhado de craques para a seleção campeã do mundo e ainda por cima tem um certo Lionel Messi, um deleite para a vista e para os sentidos.

Vou ser feliz com eles.

Ciao, bello!

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Artigos
Santa Cruz - problemas de 20 anos
postado em 19 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SANTA CRUZ HÁ 22 ANOS VIVE OS MESMOS PROBLEMAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Acompanhamos o processo eleitoral do Santa Cruz, onde dois candidatos disputarão o cargo de presidente executivo.

O que nos deixa preocupados é a ausência de um debate e a análise sobre a atual situação do clube, inclusive com a apresentação de programas de governabilidade que possam trazer as esperanças de melhores dias para o tricolor do Arruda.

Existe um total distanciamento dos sócios do clube e de suas lideranças dos problemas que vêm carregando nesses últimos vinte e dois anos. Uma queda vertiginosa aconteceu e não procuraram detectar as suas causas, quando o Santa Cruz passou a viver nesse período uma situação constrangedora para a sua história.

Conquistas pontuais de campeonatos estaduais, que na verdade hoje pouco representam no contexto do futebol nacional, foram os poucos sucessos do tricolor pernambucano.

Na década de 90, participou apenas uma única vez da Série ¨A¨, no ano de 1993, desde que não houve a Segunda Divisão Nacional, terminando na 28ª colocação, tendo retornado ao grupo anterior. De 1995 a 1999, onde teve o acesso, foi participante de todos os campeonatos da Série ¨B¨.

Nada foi feito para reparar essa perfomance de queda, e isso continuou em 2000, agravando-se cada vez mais. Nesse ano participou da Copa João Havelange e no seu módulo terminou em 25º lugar. Em 2001, retornou à primeira divisão, sendo logo rebaixado, só voltando em 2006, quando foi o último colocado, levado de volta à segunda divisão.

Daí em diante somente quedas, terminando na Série ¨D¨, em 2008, onde permaneceu até 2011 onde teve o acesso à Terceira Divisão Nacional, onde continuou para 2013. Em vinte e dois anos o Santa Cruz participou três vezes do Brasileirão, ficando nas demais divisões por 19 anos.

Esses dados nós já apresentamos em uma postagem anterior, e estamos revivendo-o para aqueles que estão disputando o processo eleitoral, para que junto com os seus seguidores possam fazer uma reflexão, e assim planejarem para que o clube possa sair da estagnação em que está vivendo.

Na realidade não se pode viver de sonhos ou apenas do apoio de sua torcida. Essa comparece, mas precisa de um algo mais para garantir que a sua participação possa continuar.

O tricolor é um clube com problemas financeiros graves, com dívidas  que ultrapassam em muito a sua capacidade de pagamento, e isso reduz a sua potencialidade, agravada por não estar disputando as divisões mais importantes do nosso futebol.

Os que desejam o cargo de presidente terão que entender que o Santa Cruz é um time de futebol e não de basquetebol ou voleibol, pois a sua vocação está centrada para esse esporte, e dentro desse parâmetro deveria ser construído o projeto de restauração, na busca de parceiros que possam atuar em conjunto, principalmente na negociação de sua marca, e um ponto fundamental, o retorno do trabalho de formação, que sempre foi o ponto de sustentáculo do clube por um longo período e sua história.

Se não houver um trabalho nesse sentido, dificilmente o clube coral deixará a sua vida de sacrifícios, que certamente pela lei da economia não perdurará muito tempo.

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Brasileiro Série A
Decidindo o futuro
postado em 18 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


O Governo de Pernambuco tem um slogan que se encaixa como a ordem do dia para o time do Sport, que hoje à noite enfrenta o Botafogo, na Ilha do Retiro: "O futuro a gente faz agora".

Numa briga direta com Bahia e Portuguesa, para tentar escapar do rebaixamento, ao rubro-negro pernambucano só interessa um resultado: a vitória. Ponto pacífico. Depois, é torcer por uma combinação de resultados que lhe favoreça.

O Botafogo ainda alimenta o sonho de conseguir uma vaga para a Libertadores, e vem numa sequência de sete jogos invictos. Por coincidência, seus últimos quatro adversários estavam lutando contra o rebaixamento: Figueirense, Atlético/GO, Palmeiras e Portuguesa. Portanto, esta queda-de-braço com o Sport não lhe foge a regra.

Sigo a linha de raciocínio do técnico Sérgio Guedes: "Toda teoria discutida antes do jogo pode ser contrariada com a realidade da partida". Até o aguardado duelo entre Seedorf e Tobi pode não corresponder às expectativas.

Em determinados momentos a atitude dos jogadores é tão determinante quanto à qualidade técnica. Os jogadores leoninos assimilaram a filosofia implantada por Sérgio Guedes, e através dela esperam construir um futuro melhor.

FAVORITISMO - A qualidade do time do São Paulo, e o fato de o jogo ser disputado no Morumbi, são suficientes para creditar o Tricolor Paulista como favorito no confronto de hoje à tarde, com o Náutico. O São Paulo irá a campo reforçado pelo meia, Paulo Henrique Ganso, por outro lado, o alvirrubro pernambucano jogará desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores.

Os números da campanha mostram que o time de Alexandre Gallo é um dos piores visitantes desta edição da Série A. Diante de tantas evidencias qualquer resultado que não seja uma vitória do time são-paulino será uma surpresa.

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Brasileiro Série A
Sport não precisa de inimigo
postado em 18 de novembro de 2012

JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Guilherme Beltrão fala demais e produz pouco. Por conta disso, o Sport está na zona de rebaixamento.

Não tínhamos lido nada em nossas mídias sobre as declarações do cartola, com relação à arbitragem nacional.

A notícia saiu no site futebol do interior, e um amigo colaborador nos chamou a atenção para o fato.

Mais uma vez abre a boca em um momento que deveria ficar fechada. Só chamando o rei Juan Carlos, da Espanha, para solicitar que se cale, como o fez com Hugo Chavez.

Segundo ele, existe um esquema para ajudar o Palmeiras, e por conta disso prejudicar o seu clube e o Bahia, e pediu a intervenção do Ministério Público Federal e Polícia Federal para promoverem as investigações.

Nada mais bizarro, quando o Sport se afunda há dezenas de rodadas numa zona de rebaixamento, que na certeza não é um produto da arbitragem e sim de gestão.

Por outro lado, o Palmeiras já morreu há muito tempo, e não existe arbitragem para trazê-lo de volta ao mundo dos vivos.

Na atual situação do clube, o nosso cartola pensa que levantar tais dúvidas irá inibir os árbitros dos jogos do Sport, quando isso poderá se tornar um bumerangue, já que a caça pode se virar contra o caçador.

Boca fechada não entra mosquito.

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