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Dez anos
postado em 23 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DEZ ANOS

* Artigo escrito por Rodrigo Barp e publicado no site Universidade do Futebol.

O Partido Comunista, na China, escolheu e empossou seus novos líderes do país para os próximos 10 anos.

Isso mesmo. Na próxima década, o Grande Dragão terá os mesmos comandantes como responsáveis pelos rumos estratégicos nacionais.

São sete pessoas que compõem o Comitê Central, mas o grande protagonista é o chamado Secretário-Geral.

Em 10 anos, acontece muita coisa. Boa e ruim.

Em 10 anos, a estabilidade dentro de uma instituição pode servir para acomodar e escamotear práticas desastradas de gestão. Ou elevá-la a um patamar de crescimento e evolução.

Podemos mencionar alguns dos exemplos.

O SC Internacional dos últimos 10 anos.

Escapou do rebaixamento, num dramático jogo contra o Paysandu, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

No meio desse período, foi bicampeão da Libertadores, campeão mundial e duas vezes vice-campeão nacional. Construiu um ciclo virtuoso.

O Palmeiras foi rebaixado em 2002. Perambulou pelo meio das tabelas das competições que disputou e, agora, está matematicamente rebaixado novamente. Não conseguiu se organizar como poderia e deveria.

Um caso interessante é o futsal. Não no Brasil, mas na Espanha.

Quando fui lá jogar, em 1995, no Deportivo La Coruña, com breve período no Egasa Coruña Futsal, o futsal já dava mostras de grande organização interna, contando também com jogadores brasileiros nas principais equipes profissionais.

Porém, ainda não havia grande protagonismo internacional e quase nenhum brasileiro naturalizado, bem como nenhuma conquista importante dos clubes.

Por outro lado, percebi, nitidamente, que a sede de aprender com o Brasil, berço do futsal mundial, era cada vez maior.

Abriram-se a portas, nos anos seguintes, ao intercâmbio técnico com nosso país.

Os resultados começaram a ser medidos de forma bastante objetiva.

Antes de ser derrotada pelo Brasil, neste domingo, na Copa do Mundo de Futsal, a seleção espanhola %u2013 que conta com dois brasileiros naturalizados %u2013 não perdia havia sete anos.

Ou, em 120 jogos, 107 vitórias e 12 empates...

E, dos 24 técnicos deste Mundial, cinco eram oriundos da Academia de Formação de Treinadores da Espanha.

O futsal espanhol foi pra escola em 10 anos. E, há 10 anos, vem fazendo escola.

Em 15 anos, foi cinco vezes campeão da Uefa. Bicampeão mundial e três vezes vice-campeão.

Deng Xiaoping, famoso líder chinês do século XX, profetizava: %u201CQuando os nossos milhares de estudantes no estrangeiro voltarem para casa, vocês verão como a China irá se transformar%u201D.

Hoje em dia, são 1,6 milhão de chineses estudando fora do país. Aprendendo com novas técnicas, culturas, processos, instituições.

Provavelmente, para depois ensinar bastante.

O futebol brasileiro sofre também de uma grave crise: a soberba da autossuficiência.

Se não soubermos aprender e promover intercâmbio de conhecimento, não saberemos ensinar.

* Rodrigo Barp é advogado graduado pela UFPR, Pós-graduado em Direito de Negócios Internacionais (UFSC) e graduado em Marketing Esportivo (UNICE).

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Acontece
O palco faz a diferença
postado em 21 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

Enfim teremos hoje à noite o segundo jogo do Superclássico das Américas. Assim está sendo chamada a disputa entre as seleções do Brasil e da Argentina. Os dois times são formados apenas por jogadores vinculados a clubes dos dois países, fato que nos deixa com a impressão de que iremos assistir a um confronto entre as seleções B, pois os melhores jogadores brasileiros e argentinos defendem clubes europeus.

Trata-se de um dos maiores clássicos do futebol mundial, e quem quer que esteja vestindo as camisas das duas seleções incorporam o espírito da disputa que sempre foi marcada pela rivalidade. O que mais chama a atenção neste jogo é o palco: o Estádio La Bombonera. A Seleção Brasileira nunca se apresentou no "caldeirão" do Boca Juniors, que possui uma atmosfera mágica.

Tive a oportunidade de cobrir três jogos da Seleção Brasileira em Buenos Aires, mas todos foram no Monumental de Núñes. Na Bombonera acompanhei uma partida do Boca com o Vélez. Confesso que fiquei em dúvida sobre qual o espetáculo mais bonito, o protagonizado pelos jogadores em campo, ou o que foi promovido pelas duas torcidas nas arquibancadas.

Mano Menezes não pode nem tirar muitas conclusões numa partida como esta. Afinal, não se avalia um jogador por apenas um jogo. Ademais, este não é o grupo com o qual o Brasil irá disputar a Copa das Confederações. O período de testes já passou. Agora, é ser ou não ser.

A Bombonera serve para aferir o equilíbrio emocional de cada um.

 

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Artigos
"Vem pra CAIXA você também"
postado em 21 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ¨VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBEM¨

Por Didymo Borges

Chamo atenção para esta notícia da parceria de patrocínio firmada entre a Caixa Econômica Federal e o Corithians Paulista conforme noticiado pela imprensa.

A parceria beneficia o clube paulista com patrocínio entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões por ano. O contrato de patrocínio afigura-se ilegal vez que firmado por uma empresa pública federal com uma instituição sócio-desportiva particular sem a justificativa de repercussão econômico-social relevante pois beneficiando tão somente uma única instituição privada.

A notícia vem a conhecimento público no momento em que a Série A do Campeonato Brasileiro de 2012 está nas suas três últimas rodadas. Verifica-se pela tabela de classificação que existe uma correlação entre capacidade de amealhar patrocínio e a colocação do clube na tabela de classificação.

A desigualdade não de natureza esportiva, resultante da competitividade. A diferença na tabela de classificação é resultante, também, na maior ou menor capacidade de dispêndio do clube na composição do elenco de jogadores e na composição de infra-estrutura do clube.

É sabido, também, que a desigualdade é agravada pela política de rateio de verbas de patrocínio da rede de televisão que detém, sem licitação, os direitos de transmissão do das duas principais séries do Campeonato Brasileiro de Futebol.

A extinção do Conselho Nacional de Desportos no governo Collor acabou com a única instituição capaz de recepcionar e arbitrar uma reclamação contra a irregularidade na distribuição da verba de patrocínio do Campeonato Brasileiro de Futebol. Uma tentativa do dep. Mendonça Filho de regulamentar o assunto através de projeto de lei foi encerrada com a retirada de sua tramitação.

A irregularidade não é apenas no contubérnio da Caixa Econômica com o clube paulista. Além do time de Parque São Jorge, o Vasco também é outro dos grandes clubes brasileiros patrocinados por uma empresa feceral. No caso do clube carioca a patrocinadora é a Eletrobrás.

Está evidentemente faltando uma regulamentação do assunto. Não se pode permitir que o patrocínio das empresas federais venha agravar ainda mais as diferenças de potencialidades dos clubes disputantes dos certames nacionais de futebol.

O argumento irrelevante segundo o qual o poder público não pode intervir nas confederações esportivas como a Confederação Brasileira de Futebol ( CBF ) por se tratar de instituição privada é mentiroso. A CBF administra um patrimônio cultural nacional brasileiro que é o futebol. A prática do futebol é patrimônio cultural-desportivo do povo brasileiro. A relação jurídica da CBF é o de uma empresa privada que é concessionária de exploração de um bem público ou de uma concessionária de serviço público como uma linha de ônibus, como uma concessionária de serviços de telefonia.

Não há dúvida que a CBF é juridicamente passível de intervenção do poder público como concessionária dos serviços de organização e operacionalização da prática do futebol como bem cultural público.

O caso da Caixa Econômica e da Eletrobrás como patrocinadoras dos esportes exige providências para sanar a irregularidade. Falta a regulamentação do rateio de verbas entre os clubes disputantes das diversas séries do futebol brasileiro. O beneficiamento de um único clube, ou de uns poucos clubes por patrocínio de uma empresa federal é de evidente ilicitude.

É necessário a constituição de um fundo para o rateio das verbas de patrocínio de forma isonômica, sem discriminação, evitando-se o estímulo à desigualdade entre os clubes de uma mesma competição. E só este fundo, com regras pré-definidas de rateio, poderia distribuir estas verbas. Caso contrário fica instituída a falta de isonomia e de fair play nas competições esportivas de âmbito nacional.

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Artigos
Um crime na Avenida Norte
postado em 20 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM CRIME NA AVENIDA NORTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na noite de domingo através do chat de nosso blog recebemos algumas mensagens dos amigos visitantes, com relação ao cancelamento do contrato do programa Esportes no 11 com a Televisão Universitária.

Na realidade foram lamentações daqueles que gostam de um bom forum de debates, que era a linha marcante do programa, comandado pelos jornalistas Claudemir Gomes e Beto Lago.

Infelizmente faltou sensibilidade aos responsáveis pelo Conselho Editorial da Televisão Universitária, e sobretudo da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco, que não tiveram a visão de saber que o Esportes no 11 era algo de diferenciado na vida esportiva de nosso estado, e um dos raros programas de audiência dessa televisão, que é uma mera repetidora da TV Brasil.

Esse Conselho, após oito anos e quatro meses, em um passe de mágica, entendeu que o o programa não se enquadrava nos padrões da empresa.

Na verdade quem não se enquadra no programa são esses ditos Conselheiros.

A universidade tem o seu reitor, que deveria ter agido para que um crime contra os nossos esportes não fosse cometido.

Aliás, já não se fazem reitores como antigamente, e que mereciam ser chamados de Magníficos, pois tinham porte intelectual e cultural para tal. Conhecemos de perto dois desses, os reitores João Alfredo e Murilo Guimarães, desde que éramos o representante dos universitários no Conselho de Curadores da Reitoria.

Ambos tinham a sensibilidade do presente como do futuro, embora estivéssemos bem longe desses, separados, na ocasião, por questões de ideologia, mas os respeitávamos pelas atitudes tomadas.

O programa Esportes no 11 é uma referência (não estamos usando o passado "era", uma vez que temos a certeza de que o teremos em outro canal), com um conteúdo diversificado, atendendo aos diversos esportes, alguns esquecidos por nossa mídia, e principalmente pela independência de discutir temas que muitas vezes eram escondidos por baixo do tapete pelos nossos meios de comunicação.

Claudemir e Beto Lago prestavam um serviço aos esportes de Pernambuco, através da TV Universitária, mas os ¨sábios¨desse órgão assim não entenderam e preferiram tirar o programa do ar, sem levar em conta a audiência qualificada que esse tinha, que era retratada no após cada programa.

O bom debate ficou órfão momentaneamente, mas temos a convicção de que voltaremos a assisti-lo em outro canal, pois não devemos e não podemos prescindir de sua importância para todos os segmentos esportivos do estado.

Na verdade o que aconteceu foi um hediondo crime de assassinato na Avenida Norte, local da TV Universitária, quando um tiro acertou no coração de um programa de qualidade e que representava muito para os nossos esportes.

Lamentamos profundamente!

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Acontece
O final do ESPORTES NO 11
postado em 20 de novembro de 2012

Por ROBERTO VIEIRA


Vida inteligente no Planeta Terra anda escassa.
Em extinção.

Onça pintada.

Claudemir Gomes
e Beto Lago são vida inteligente.
No planeta e na televisão pernambucana.

O programa Esportes no 11 era território de debate.

Idéias.

Notícias.

Agora não tem mais Esportes no 11.

Inteligencia, debate e onças pintadas são coisa perigosa.

Mas a torcida aguarda nas arquibancadas.

O returno de Claudemir e Beto.

Porque o jogo?

É jogado."

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