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Os donos da bola
postado em 25 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS DONOS DA BOLA

Nelson Motta, publicado no jornal Estado de São Paulo

Se algum bilionário internacional quisesse fazer um ótimo investimento em esporte profissional e avaliasse diversos mercados, o Brasil seria o país ideal. Pela popularidade do futebol, pela qualidade dos jogadores e a paixão das torcidas, nem seria preciso gastar em propaganda. Com a economia bombando, não haveria mercado melhor, seria impossível não dar certo - a menos que se fizesse como as elites dirigentes que dominam o futebol brasileiro como famiglias mafiosas.

Hoje um time de futebol é um negócio, um grande negócio que não pode se confundir com um clube social recreativo, por total incompatibilidade de atividades, objetivos e recursos. Quem dá dinheiro ao time e valor à marca não são os sócios nem o clube, são os milhões de torcedores que pagam ingresso, compram camisa, boné e pay-per-view, movidos por paixão e fidelidade. Eles é que deveriam eleger o presidente do clube.

É o que farão os "sócios-torcedores" do Fluminense, aplicando uma jogada de sucesso do Barcelona, que tem quase 200 mil associados. Por uma módica mensalidade, eles ganham descontos em ingressos e lojas e acesso aos treinos. E votam! Um gol de placa democrático e empresarial do presidente Peter Siemsen, virando o jogo.

Profundos conhecedores do mundo do futebol, os cronistas Juca Kfouri e Renato Maurício Prado e o técnico Carlos Alberto Parreira publicaram esta semana artigos cabeludos sobre o futebol brasileiro - sem falar em bola, juiz ou jogador. Só sobre negócios, administração e gestão, porque quase todos os clubes são deficitários ou estão quebrados e só sobrevivem às custas de patrocínios. No rico país do futebol.

Por que só no Brasil os times de futebol não podem, ou querem, ser empresas? Aqui os clubes sociais não pagam impostos nem podem ter lucros, só prejuízos, e os presidentes são eleitos por restritos conselhos deliberativos, que elegem os presidentes das federações, que elegem o da CBF, como nas quadrilhas.

Enquanto isso, em Brasília, o deputado Romário tenta viabilizar a CPI da CBF, driblando a "bancada da bola" da Câmara, que bem merece o nome, com duplo sentido.

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Seleção Brasileira
Uma queda sem surpresa
postado em 23 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


A notícia da queda do técnico, Mano Menezes, da Seleção Brasileira foi tratada como surpresa, mas quem estava atento aos detalhes, observou que se tratava de uma espécie de crônica de uma morte anunciada. Até porque, desde que assumiu o comando da CBF, o presidente, José Maria Marim, não fez nenhum esforço para disfarçar o seu descontentamento com o trabalho do treinador.

O produto final nos induz a simplificar o futebol, ou cometer o equívoco ao achar que tudo se resume aos resultados apresentados pelo time em campo. Resultados que, em muitos casos, mascaram uma realidade que é determinante para o insucesso do projeto.

Como bem disse o diretor de seleção, e ex-presidente do Corinthians, Andres Sanchez, "o trabalho de uma seleção não se resume ao que vemos em campo".

Não tem como deixar de reconhecer que Mano Menezes deixou um legado, uma renovação consolidada, a qual o seu sucessor precisa apenas dar continuidade. O time vem num processo de evolução gradativo, fato que nos leva a identificar um padrão de jogo. Se as análises ficassem restritas ao que vemos nos jogos, certamente diríamos que Mano foi dispensado num momento inadequado.

Os primeiros anos de Mano Menezes a frente da Seleção Brasileira foram marcados por uma série de convocações de jogadores desqualificados, fato que deixou o treinador sob suspeição. Contra ele pesavam acusações de que estaria a serviço de empresários. Insere-se neste contexto, a convocação do zagueiro Durval %u2013 ex-Sport %u2013 num momento em que sua carreira está numa curva descendente.

O chamamento, por conseguinte, a valorização e negociação de jogadores foram marcas registradas no início do trabalho de Mano Manezes na CBF, fato que foi contestado e citado pelo presidente José Maria Marim dias após a sua posse no comando da entidade que dirige o futebol brasileiro.

Quarta-feira, mesmo com o Brasil conquistando o bicampeonato do Superclássico das Américas, o presidente da CBF não foi ao vestiário saudar o treinador e os jogadores. O fato deixou evidenciado que, a decisão de dispensar o treinador já havia sido tomada.

Muricy Ramalho, Tite e Felipão são os nomes mais comentados, e desses três sairá o sucessor de Mano Menezes. O novo comandante terá uma margem mínima para erros, pois no seu primeiro ano comandará a Seleção na Copa das Confederações. Felipão é o mais experiente dos três, e já disputou duas Copas, tendo um título no currículo. Tite, caso venha a ser campeão mundial com o Corinthians, estará fortalecido pela conquista. Muricy Ramalho me parece ser o de menor cotação deste trio em discussão.

 

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Futebol Feminino
Verde e Amarelo
postado em 23 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



Dos quatro semifinalistas da Libertadores de Futebol Feminino, três são brasileiros: Vitória, Foz Cataratas e São José. O único convidado nesta festa verde e amarela, que acontecerá hoje à noite, no Carneirão, é o Colo Colo do Chile. Portanto, para quem gosta de números, o Brasil vai às semifinais com 75% de chance para ficar com o título do torneio continental.

É impossível tapar o sol com uma peneira. A competição, não causou nenhum impacto, sua repercussão ficou restrita a cidade de Vitória de Santo Antão, mas quando se fala em título, vamos a ele. Foz Cataratas e São José, mesmo antes de a bola rolar, eram apontados como favoritos ao título. Ambos os times tiveram um excelente desempenho na fase de classificação.

O São José venceu dois dos três jogos que disputou, marcou dez gols e sofreu um. O Foz foi o único time que venceu todas as partidas, seu ataque marcou doze gols enquanto sua defesa foi vazada quatro vezes. O time do Paraná me parece mais letal.

Vitória e Colo Colo, que se enfrentam na outra semifinal, empataram em 1x1 na fase de grupo, onde o Tricolor das Tabocas se classificou em primeiro lugar por ter um saldo de um gol a mais que o clube chileno, que chegou às semifinais na condição de melhor segundo lugar.

Os quatro semifinalistas descreveram campanhas equilibradas, lineares, mas o torneio também teve discrepâncias, como o Sport Girls do Peru, que sofreu vinte gols em três jogos e marcou apenas um. Já que o título será decidido na Terra da Pitu, que o campeão seja brasileiro.

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Artigos
Aplausos na saída
postado em 23 de novembro de 2012

FÁBIO SEIXAS - FOLHA DE SÃO PAULO


Eram duas mesas. Na de baixo, Vettel, Schumacher e Alonso. Na de cima, entre os dois pilotos locais -uma tradição da FIA-, Hamilton.

Faltou Raikkonen na sala. Mas a cena da entrevista de ontem em Interlagos foi emblemática, a imagem de uma situação rara no esporte.

Ali, diante dos olhos dos jornalistas e das câmeras, a passagem de bastão. O fim oficial de uma era. A tomada do poder por uma nova turma. O veterano saindo de cena, falando dos sucessores. Os mais jovens prestando homenagens ao velho campeão.

Pelos mais variados motivos, do ciúme besta à inimizade que brota da rivalidade, do puro despreparo à natural entressafra de talentos, é difícil assistir a casos assim.

Quando Pelé parou no Santos, em 1974, foi substituído por Gilson Beija-Flor (!!??). Michael Jordan deixou as quadras em 2003, aplaudido de pé por três minutos e 21 mil torcedores, mas sem apontar um sucessor. Muhammad Ali até deu uma forcinha para Larry Holmes, lutando com o ex-sparring em 1980, mas depois deixou clara sua motivação: "Pela glória. E US$ 1 milhão não faz mal a ninguém".

No automobilismo, há ainda um componente extra: a tragédia. Senna não teve a chance de se despedir numa mesa com Schumacher. Clark deixou a F-1 órfã. Rindt foi campeão póstumo.

Por aí vai.

Tudo isso confere peso ao episódio de ontem.

Alonso: "Sempre vou recordar o privilégio de correr e disputar com alguém como o Michael. Seus recordes ficarão por muito tempo, e corremos ao lado dele, dividimos grids com ele".

Vettel: "Ele foi meu herói de infância. Uma inspiração. Quando o encontrei pela primeira vez, não sabia o que dizer. Não queria falar nada que soasse estúpido".

Um dos dois sairá de Interlagos, no domingo, tricampeão da F-1. Ambos são candidatíssimos a outros títulos, a superar os recordes do veterano, a fazer história -sem exageros de retórica.

(Hamilton e Raikkonen, pelo talento, também poderiam entrar para a festa. Mas é difícil prever sucessos com os caminhos que ambos escolheram para suas carreiras, em equipes em construção.)

Schumacher? Deu aquele sorriso assim, meio de lado, a cada resposta que ouvia.

E fez piada com sua condição de biaposentado, dizendo que tem "alguma experiência" com o negócio de despedidas, que está levando o GP numa boa, que só quer curtir e que depois vai embarcar numa vida diferente.

Os outros o olhavam com reverência. Por lembrarem dos seus feitos e por saberem, na pele e no estômago, a dureza que é chegar lá. E há quem diga, por aqui, que a despedida do alemão é melancólica...

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Futebol Pernambucano
Uma leitura para os racionais
postado em 23 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM ARTIGO PARA SER LIDO PELOS RACIONAIS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O futebol pernambucano vem encolhendo ano após ano. Temos hoje maiores participações nas divisões inferiores do que na principal, numa demonstração dessa curva descendente.

O fator primordial dessa queda responde por um único nome: planejamento.

A entidade que administra o nosso futebol ainda não entendeu o momento que estamos vivenciando, e é sempre acompanhada pelos clubes quanto a isso. Há uma união verdadeira pelo atraso.

Quando existe a insistência em se manter estaduais longos e cansativos, só objetiva uma única coisa, a de receber recursos do governo estadual, sendo quanto mais longo melhor. Esquecem a técnica, os jogadores e, principalmente, os consumidores.

A fórmula do Campeonato estadual de 2013 é algo de inusitado, contemplando o nada para o nada.

Logicamente seríamos injustos em dar a culpabilidade isolada a Federação, desde que essa foi aprovada, inclusive com erros, pelos 12 clubes participantes, mostrando que são adeptos do harakiri.

O erro cometido foi reparado de maneira ilegal, por telefone, representando muito bem como anda o nosso futebol.

Como se pode criar um monstro como esse? Quem pariu esse Matheus dos tempos modernos?

Uma fase com 9 clubes, já que os três ungidos que disputarão a Copa do Nordeste só ingressarão na segunda parte do evento.

Um turno que nada representa, e sim uma Copa do Interior com a participação do Náutico, que mesmo com Todos com o Nota irá pagar para jogar. Esse início não vale um tostão furado e, no final, dá um bombom para o vencedor, ou seja, a participação na Copa do Brasil. Os pontos serão zerados.

Na segunda fase começa o verdadeiro campeonato, com os 12 clubes participando, que jogarão em jogos de ida, classificando-se 4 para as semifinais, e os oito restantes irão jogar um octagonal cansativo para que dois desses possam ser degolados.

Os ¨gênios¨ que elaboraram essa ¨magnífica¨ fórmula certamente não atentaram para um fato bem significativo, de que um clube que conquistar a primeira fase e não classificar-se para a terceira, corre o risco de rebaixamento.

Mais grave ainda, um outro que terminar em 5º lugar na segunda fase, irá participar do octogonal com o mesmo perigo de ser degolado, já que os pontos adquiridos anteriormente de nada valeram.

O mais estranho de tudo é o comportamento dos clubes quando aprovaram uma clara monstruosidade, demonstrando  que pouco estão ligando para os seus futuros, quando os maiores continuarão com participações nos Brasileiros sem nenhum brilhantismo, e os do interior voltam para suas casas a fim de iniciarem o processo de hibernação, por serem sazonais.

Infelizmente em Pernambuco nada muda, pois existe uma união para o prosseguimento da mesmice e, sobretudo, da mediocridade.

Por conta disso, escrevemos esse artigo para que possa ser lido pelos racionais e que gostam do futebol.

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