Histórico
Futebol Pernambucano
Para somar conhecimento
postado em 28 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

O futebol pernambucano viveu, ontem, um dos dias mais importantes da sua história cultural, com a inauguração do Centro de Pesquisa, Estudo e Biblioteca Nelson Rodrigues, na sede da FPF. O equipamento estará aberto ao público a partir de hoje, mas um seleto grupo, do qual tive o privilégio de fazer parte, foi brindado com momentos de sabedoria, durante o - Tributo a Nelson Rodrigues - que foi realizado no Hotel Metrópolis.

Gustavo Krause, Roberto Vieira e Nelson Rodrigues Filho, três intelectuais - embora nenhum dos três se considere - e conhecedores profundo da obra deste pernambucano, que ora se comemora o seu centenário, nos enriqueceram com seus conhecimentos. A fisionomia traduzia o deleite de cada um dos presentes com a sequência de frases antológicas de autoria de Nelson Rodrigues que foram selecionadas e apresentadas por Krause.

O mestre Roberto Vieira falou da vida, da coragem e até das opções políticas do gênio que tratou o futebol como literatura, teatro. As interferências feitas por Nelson Rodrigues Filho foram sempre no sentido de enriquecer os depoimentos com novas revelações.

O preenchimento da lacuna que existia no futebol pernambucano teve um início irretocável, fato que o torna memorável.  

Raízes - Quando se fala sobre a naturalidade de Nelson Rodrigues é natural que surjam alguns questionamentos. Carioca ou pernambucano?

Ontem, Nelson Rodrigues Filho revelou que seu pai era um homem metódico, e tinha por hábito chegar em casa, colocar alguns LPs na radiola, apagar a luz e ficar ouvindo as músicas de sua preferência, entre elas, a que ele chamou de "Marcha Regresso", mas que na realidade é a composição de Nelson Ferreira intitulada - Evocação Número Um - uma das mais cantadas nos carnavais pernambucanos: "Felinto.. Pedro Salgado...".

O ídolo -  Um dos maiores ídolos de Nelson Rodrigues era o irmão mais velho - Mário Rodrigues Filho - que foi imortalizado por sua obra, e por ter emprestado o nome a um dos estádios mais famosos do mundo - o Maracanã. Coube ao psicólogo, Sílvio Ferreira, falar sobre um dos títulos mais importantes de Mário Filho: O Negro no Futebol Brasileiro. A primeira edição deste livro foi prefaciada por Gilberto Freyre, em 1947.

Ensaio ou tese? - Sílvio Ferreira foi bastante feliz quando afirmou que o "livro de Mário Filho é um ensaio que se confunde com uma tese". A obra destaca o futebol como o canal de integração e evolução do negro na sociedade brasileira. A palestra foi uma aula sobre a dificuldade que os negros tiveram para chegar ao esporte que eles popularizaram.

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Artigos
Um futebol em liquidação
postado em 28 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM FUTEBOL EM LIQUIDAÇÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O acesso do Vitória, a manutenção do Náutico, a luta do Sport e Bahia para continuarem na Série A do Nacional tem uma importância vital para o futebol do Nordeste, pois teríamos 20% dos participantes oriundos dessa região, muito embora de apenas dois estados.

Temos a convicção de que um dos que lutam contra o rebaixamento não terá exito e estará na Divisão ¨B¨ do próximo ano, fato que diminui a nossa potencialidade.

A sinergia entre esses clubes produz um bom efeito para os demais que disputam outras divisões, e poderá provocar um crescimento maior ao futebol regional que se apequenou nos últimos anos.

Com exceção de Pernambuco e Bahia, a região nordestina continua minguando no esporte nacional, onde clubes com boa demanda não conseguem se impor nas competições que participam.

No Ceará, o clube do mesmo nome não conseguiu o seu retorno à divisão maior, e terá mais um ano longe da grande mídia e de maiores recursos. O seu rival Fortaleza, clube detentor da 17ª torcida do Brasil, apesar de uma excelente campanha na Série C Nacional, no momento da decisão fraquejou e terá mais um ano de luta para conseguir o seu acesso. 

O Icasa com todos os problemas atingiu o seu intento, e conseguiu retornar à Segunda Divisão, e ainda disputa o título de Campeão.  Não podemos esquecer do Ferroviário, que vive fingindo que ainda é um time de futebol.

No Rio Grande do Norte, o duopólio ABC e América continuarão disputando a Série ¨B¨ , com poucas perspectivas futuras de acesso, desde que falta musculatura ao futebol potiguar, por conta principalmente de um bom projeto de desenvolvimento.

Na Paraíba, terra do batalhador Beto Castro, o futebol desapareceu completamente do noticiário esportivo, pois há anos que os seus clubes não disputam as duas maiores divisões. Um tsunami arrastou Botafogo, Treze, Campinense e Auto Esporte.

Em Pernambuco, o Náutico conseguiu mais um ano na divisão principal do Brasileiro, enquanto o Sport ainda luta com poucas possibilidades contra o efeito sanfona, do sobe e desce. O Santa Cruz que já participou da divisão de elite, pena hoje na Série C, contando com uma demanda de torcedores que ainda não o abandonaram.

Em Alagoas, o CRB passou um ano apenas na Segunda Divisão e foi logo rebaixado, enquanto o CSA desapareceu totalmente do setor, e hoje é apenas um mero figurante. Ambos foram tragados por clubes de pouca demanda, como o ASA e o Coruripe.

Quando adentramos em Sergipe encontramos uma falência geral, com a decadência de clubes importantes como o Confiança, Sergipe e Itabaiana que sempre fizeram história no futebol, e que hoje vivem apenas do passado.

Finalmente a Bahia que teve o acesso do Vitória e uma possível continuidade do Bahia, continua no mesmo duopólio econômico  e técnico, pois os demais clubes são apenas figurantes.

Quando analisamos os problemas, encontramos um motivo principal unissono em todos esses clubes, ou seja, a falta de planejamento. Não existe uma visão estratégica sobre as modificações do cenário nacional, desde que não se prepararam para uma luta desigual, mas que pode ser combatida contra os gigantes do futebol nacional.

Existe uma desigualdade nas receitas entre os clubes brasileiros, mas na verdade ficamos presos a isso e não procuramos alternativas, abandonando inclusive a competição regional para priorizamos campeonatos estaduais falidos, longos e sem nenhuma motivação.

Talvez com o advento da Copa do Nordeste algo possa acontecer, para que a região saia do marasmo e encontre um novo rumo, muito embora tenhamos a necessidade de novos dirigentes.

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Guardiola na Seleção - A Missão
postado em 27 de novembro de 2012

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Já que estão todos falando da demissão de treinador, esta coluna também quer meter o bedelho opinativo e deixar seu parecer.

Então lá vai: pareceu-me providencial dispensá-lo.

Com Mark Hughes no comando, o time do Queens Park Rangers conseguiu ser tão fraco e bagunçado taticamente que merece essa "candidatura" ao rebaixamento no Inglês. Veja, não é que o simpático QPR seja o pior elenco da Inglaterra. Mas o time tem uma gestão administrativa atrapalhada, e Hughes se mostrou um treinador defasado. E, se não de toda a Premier League, o Queens Park Rangers é sim o pior time de Londres, comparando-o com West Ham, Fulham, Tottenham, Arsenal e Chelsea.

O QPR, na descrição do parágrafo acima, se você trocar personagem, campeonato, país, cidade e os nomes de times, me lembra o Palmeiras de poucos meses atrás. O Palmeiras de Felipão.

O que me faz lembrar outra coisa, outra demissão: a de Mano Menezes, essa que faz de Felipão como provável substituto, a julgar pelo disse me disse de ontem.

Luiz Felipe Scolari salta assim à frente de Muricy Ramalho e Tite como favorito à disputa informal pelo cargo de técnico da seleção brasileira na Copa das Confederações, em 2013, e no Mundial de 2014, ambos a serem realizados no Brasil, veja a importância do cargo.

(Note que as questões "Por que escolheram Mano?", de anos atrás, e "Por que demitiram Mano justo agora?" foram logo para o saco do esquecimento. Bizarro como as coisas acontecem! Mas, enfim, precisamos escolher o novo treinador, não é?)

Felipão, Tite e Muricy têm um outro concorrente à espreita, que desde o expurgo por telefone de Mano começou a ganhar força na imprensa e nas mídias sociais (ou seja, ganhou as ruas): o espanhol

Pep Guardiola.

Quando esta coluna, em fevereiro deste ano, sugeriu o nome do então treinador do Barcelona com o título "Guardiola na seleção" e a tese "melhor treinador do mundo/melhor seleção do mundo", a opção não parecia ser simples, como ainda não é, hoje.

Como disse um amigo sobre o assunto na época: "É bastante óbvio associar Pep Guardiola e seleção brasileira. Mas, desde que o mundo é mundo, as rotativas rodam, os blogs postam e o povo tuíta, a coisa não é bem assim".

Mas, como tudo está muito estranho no estranho futebol brasileiro desde que a estranha notícia da demissão de Mano na sexta instaurou a bagunça de ideias, vai saber.

E, no mínimo, essa ventilação mais "palpável" de Guardiola na seleção serviu para tirar um pouco alguns dos principais treinadores brasileiros de uma zona de conforto peculiar. Quase todos eles, em má fase, pelo que se viu em declarações recentes, foram obviamente contra, com argumentos do tipo "Guardiola não conhece nossa cultura".

Se eu que sou eu tenho uma opinião formada sobre a queda de Mark Hughes do QPR lá da Inglaterra, como assim o estudioso Guardiola teria algum problema com a cultura futebolística brasileira? Ou estamos falando de Saci-Pererê, Carmem Miranda ou MPB?

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Del Nero e Durkheim
postado em 27 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DEL NERO E DURKHEIM


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As mídias do dia de ontem divulgaram a ¨CONDUÇÃO COERCITIVA¨ pela Polícia  Federal de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e Vice-Presidente da CBF, além de membro do Comitê Executivo da FIFA, como suspeito do envolvimento em uma ação criminosa.

Após a sua condução à Superintendência da Polícia Federal, Del Nero foi liberado após prestar depoimentos. O cartola teve documentos e computadores apreendidos em sua casa e na entidade.

Em Nota publicada pela Federação e assinada pelo próprio presidente, o dirigente diz que o assunto de depoimento não está relacionado ao futebol, e sim ao seu escritório profissional.

Segundo informes divulgados, Del Nero deverá ser indiciado por utilização de informações sigilosas obtidas em operações policiais, para extorquir políticos e autoridades que eram suspeitos de envolvimento em fraudes de licitações.

O interessante é que a Federação Paulista de Futebol em seus quadros diretivos tem vários policiais, tanto civis e militares, que servem de anteparo para os atos do seu presidente.

Não gostamos do nome dado a operação, desde que Durkheim foi um dos fundadores da sociologia, mas como esse escreveu um dos seus melhores trabalhos que se denomina de ¨O Suicídio¨, a Polícia Federal batizou-a com esse nome, em alusão aos fatos que deram início à investigação.

Não vamos discorrer sobre a sua ida coercitiva para prestar depoimento, e sim fazer uma analogia ao fato, desde que Del Nero afirma que nada tem com o futebol e sim com a sua vida profissional.

Um ledo engano, não existe separação de identidades, pois o cidadão que comete um crime não é diferente daquele que dirige o futebol.

Não vamos fazer juízo de valor de sua culpabilidade ou não, mas de qualquer maneira quando acontece uma operação como essa, a autorização é feita por um Juiz Federal que analisa a documentação e então expede os seus mandatos.

Não se pode fazer o que o jornalista Elia Junior, da Band Sport, que numa subserviência sem limite o tratou como meu amigo, como se nada tivesse acontecido mas parecendo que estava lidando com São Francisco de Assis.

São fatos como esses que corroboram com tudo aquilo que afirmamos com relação ao futebol brasileiro, onde o continuísmo  exacerbado deu origem a tipos como Del Nero que pousam de bons moços e, na verdade, são uns espertalhões que usam o esporte para fins pessoais.

O homem mais forte do futebol brasileiro é levado de madrugada para um órgão policial para prestar depoimento,  demonstrando que algo de sério tem contra esse, e por obrigação a imprensa esportiva brasileira deveria analisar o assunto não como um fato corriqueiro, mas como um novo escândalo que envolve figuras do esporte.

Até quando iremos conviver com esse tipo de gente, e aguentar os submissos e comprometidos fingirem que tudo está bem no ¨Quartel de Abrantes¨.

O homem é um só, e não um bipolar, pois certamente não pode existir aquele que peca em suas atividades profissionais e torna-se um santo nos esportes.

Só quem acredita em Papai Noel certamente poderá reconhecer que esse fato existe.

Pobre futebol brasileiro e seus cartolas apodrecidos.

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Brasileiro Série A
Clássico começou no twitter
postado em 27 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

O Clássico dos Clássicos, que será disputado, em campo, domingo, nos Aflitos, já está causando frisson nos bastidores. E a "guerra" começou quando o atacante Kieza, do Náutico, deu de bico no twitter onde tratou o Sport de "coisa". Sobrou até para jornalistas.

O insulto ecoou de forma intensa, e para blindar o elenco, a diretoria do Náutico vetou a participação dos jogadores alvirrubros em programas de rádio, televisão e entrevistas especiais. Vale lembrar que o perigo mora nas redes sociais, onde, vez por outra, atletas e dirigentes chutam o pau da barraca com declarações tempestivas.

Tinha a quase certeza de que os dias que antecederiam o clássico seriam tensos, mas não esperava que a temperatura elevasse logo no início da semana. A rivalidade entre alvirrubros e rubro-negros há muito que extrapolou o limite da racionalidade. O ranço passou de geração para geração e ficou mais apurado ao longo dos anos.

O confronto de domingo é de alto risco porque está em jogo o futuro do Sport. O Náutico ainda busca uma vaga na Sul-Americana, que caso venha a ser consolidada, soará como um prêmio pela sua eficiência doméstica. Para o Leão, a soma dos três pontos é uma questão de sobrevivência.

Que me desculpem os hipócritas, mas se o Timbu puder pisar no pescoço do Leão, pode ter certeza de que ele não vai dar a mão para salvar o inimigo. E a recíproca é verdadeira.

Coisa da rivalidade que nós constatamos também fora do twitter e facebook. Todo cuidado é pouco com as organizadas.

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