JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O acesso do Vitória, a manutenção do Náutico, a
luta do Sport e Bahia para continuarem na Série A do Nacional tem uma
importância vital para o futebol do Nordeste, pois terÃamos 20% dos
participantes oriundos dessa região, muito embora de apenas dois estados.
Temos a convicção de que um dos que lutam contra o rebaixamento não terá exito e estará na Divisão ¨B¨ do próximo ano, fato que diminui a nossa potencialidade.
A sinergia entre esses clubes produz um bom efeito para os demais que disputam outras divisões, e poderá provocar um crescimento maior ao futebol regional que se apequenou nos últimos anos.
Com exceção de Pernambuco e Bahia, a região nordestina continua minguando no esporte nacional, onde clubes com boa demanda não conseguem se impor nas competições que participam.
No Ceará, o clube do mesmo nome não conseguiu o seu retorno à divisão maior, e terá mais um ano longe da grande mÃdia e de maiores recursos. O seu rival Fortaleza, clube detentor da 17ª torcida do Brasil, apesar de uma excelente campanha na Série C Nacional, no momento da decisão fraquejou e terá mais um ano de luta para conseguir o seu acesso.
O Icasa com todos os problemas atingiu o seu intento, e conseguiu retornar à Segunda Divisão, e ainda disputa o tÃtulo de Campeão. Não podemos esquecer do Ferroviário, que vive fingindo que ainda é um time de futebol.
No Rio Grande do Norte, o duopólio ABC e América continuarão disputando a Série ¨B¨ , com poucas perspectivas futuras de acesso, desde que falta musculatura ao futebol potiguar, por conta principalmente de um bom projeto de desenvolvimento.
Na ParaÃba, terra do batalhador Beto Castro, o futebol desapareceu completamente do noticiário esportivo, pois há anos que os seus clubes não disputam as duas maiores divisões. Um tsunami arrastou Botafogo, Treze, Campinense e Auto Esporte.
Em Pernambuco, o Náutico conseguiu mais um ano na divisão principal do Brasileiro, enquanto o Sport ainda luta com poucas possibilidades contra o efeito sanfona, do sobe e desce. O Santa Cruz que já participou da divisão de elite, pena hoje na Série C, contando com uma demanda de torcedores que ainda não o abandonaram.
Em Alagoas, o CRB passou um ano apenas na Segunda Divisão e foi logo rebaixado, enquanto o CSA desapareceu totalmente do setor, e hoje é apenas um mero figurante. Ambos foram tragados por clubes de pouca demanda, como o ASA e o Coruripe.
Quando adentramos em Sergipe encontramos uma falência geral, com a decadência de clubes importantes como o Confiança, Sergipe e Itabaiana que sempre fizeram história no futebol, e que hoje vivem apenas do passado.
Finalmente a Bahia que teve o acesso do Vitória e uma possÃvel continuidade do Bahia, continua no mesmo duopólio econômico e técnico, pois os demais clubes são apenas figurantes.
Quando analisamos os problemas, encontramos um motivo principal unissono em todos esses clubes, ou seja, a falta de planejamento. Não existe uma visão estratégica sobre as modificações do cenário nacional, desde que não se prepararam para uma luta desigual, mas que pode ser combatida contra os gigantes do futebol nacional.
Existe uma desigualdade nas receitas entre os clubes brasileiros, mas na verdade ficamos presos a isso e não procuramos alternativas, abandonando inclusive a competição regional para priorizamos campeonatos estaduais falidos, longos e sem nenhuma motivação.
Talvez com o advento da Copa do Nordeste algo possa acontecer, para que a região saia do marasmo e encontre um novo rumo, muito embora tenhamos a necessidade de novos dirigentes.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








