Histórico
Brasileiro Série A
Pressão x Crise Financeira
postado em 04 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

Medir força com o Vasco, em São Januário, sempre foi um desafio para qualquer clube. Nem sempre o que é difícil é impossível. No histórico deste confronto há registros de resultados positivos do Sport. Portanto, a pressão por um resultado positivo, embora sendo um adversário invisível, é mais ameaçador que o time de Juninho Pernambucano, que se encontra naquela zona de marola, que não lhe levará a nenhum lugar.

O jogo de hoje, programado para as 16h do Recife, é decisivo apenas para o rubro-negro pernambucano, que precisa da vitória para seguir vivo na luta contra o rebaixamento. As dificuldades levaram o técnico Sérgio Guedes, no pouco tempo em que está no comando do Sport, a utilizar um número expressivo de jogadores, e amanhã, no Rio, não será diferente, visto que, alguns titulares ficarão de fora do combate.

Neste final de competição o rubro-negro pernambucano pode ser comparado a um sistema hidráulico que necessita de muitos consertos, e não suporta muita pressão. Todas as partidas são de caráter decisivo para o Leão, o que torna a preparação psicológica tão importante quanto o condicionamento físico e o planejamento tático.

O Vasco está mergulhado numa grande crise financeira. Há três meses o clube não recebe as cotas dos patrocinadores e do contrato de TV. A dívida do clube de São Januário com a Fazenda é de R$ 60 milhões. Vamos ver o que é mais danoso para um time: jogar pressionado por resultados ou salários atrasados.

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Futebol Pernambucano
Todos os entraves
postado em 04 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



Quando reuniu alguns cronistas esportivos para apresentar o novo modelo de disputa do Campeonato Pernambucano, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, falou sobre o compromisso assumido pelos clubes em relação à Copa do Nordeste, fato que inviabiliza as sugestões apresentadas para possíveis mudanças, uma vez que, existem muitas restrições à proposta. Em seguida nos enviou um documento emitido pela CBF ratificando os contratos.

Quarta-feira, ao tomar conhecimento, através desta coluna, da sugestão apresentada pelo ex-diretor da Federação, José Joaquim Pinto de Azevedo, o presidente me infirmou que existiam outros entraves - contrato com a Rede Globo e a parceria com o Governo do Estado através do programa Todos com a Nota. Segundo Evandro, cláusulas contratuais obrigam a realização de dez clássicos e um determinado número de rodadas no Estadual.

Não tinha conhecimento de tais amarras, que nunca foram reveladas pelos clubes, tampouco pela FPF, que, na condição de gestora do campeonato, tem um percentual de 6% da verba destinada ao programa Todos com a Nota. Este ano o Governo do Estado investiu R$ 10 milhões no futebol pernambucano.

Bom! Creio que, a partir de agora, todos estão cientes do que é, e do que não é permitido na elaboração de um novo modelo de disputa para o Estadual. Até os clubes, que assinaram todos os contratos, ficaram surpresos com tantos entraves.

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Denúncia
Estadual só é bom para a Federação
postado em 01 de novembro de 2012


JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Muitas perguntas nos foram feitas no dia de ontem sobre o Campeonato Estadual, e a resistência da entidade local de enxugá-lo em suas datas.

Na verdade, a Federação é a única que ganha com a longevidade da competição, por conta do Programa Todos com a Nota que distribui os recursos pelo contrato e não pelo público nos estádios.

Um verdadeiro maná para a nossa entidade, visto que os valores sendo distribuídos pelo contrato, quanto mais jogos melhor, pois a sua taxa de 6% é intocável e descontada quando da liberação para os clubes.

Para que se tenha uma ideia, entre o estadual e o Brasileiro, o estado deve dispender aproximadamente R$ 10 milhões, e a casa da Rua Dom Bosco abre seus cofres para receber R$ 600 mil.

Com um campeonato enxuto, com menos jogos e com maior rentabilidade para os clubes, a Federação irá arrecadar menos do programa governamental, e assim, pesará em seu bolso, pouco se preocupando com os prejuízos dos clubes.

Por outro lado, não existe nada do que se propaga de que o Governo do Estado e a Rede Globo exigem 26 datas e 10 clássicos no estadual.

Nem um nem outro procedem com tal exigência, e se os clubes desejaram comprovar basta pedirem um cópia dos contratos que se encontram na entidade que administra o futebol local.

O problema da decisão de manter um campeonato jurássico é exclusivamete da Federação Pernambucana de Futebol e de seus interesses pecuniários.

Para o resto, as bananas.

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