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As raízes sustentam as árvores
postado em 05 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUEM SUSTENTA AS ÁRVORES SÃO AS RAÌZES


JOSÉ JAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma pergunta que constantemente ouvimos está relacionada à sazonalidade de nossos clubes do interior, principalmente, a falta de uma maior participação no futebol nacional.

Nesse contexto, a queda do Salgueiro da Série¨B¨ para a ¨D¨, é sem dúvidas um dos pontos mais focados, e objeto de muita discussão, sobretudo por conta da comparação com o futebol de Santa Catarina, que mesmo perdendo um clube para a segunda divisão, está praticamente cobrindo a lacuna com um outro, que é de uma cidade do interior do estado, o Criciúma.

Na verdade o clube sertanejo é um daqueles que começaram de cima para baixo, sem raízes profundas para que pudessem segurá-lo. Com pouco tempo chegou à Série B Nacional, e com a mesma brevidade, voltou às suas origens, ou seja, a Série D.

Um clube para se solidificar necessita de uma base bem estruturada, e não somente um time que vai ao campo de jogo. Não pode sobreviver às custas de pessoas, ou de entidades públicas e, em nosso caso, do dinheiro estatal do Todos com a Nota.

Tem que fincar as raízes com um quadro social, com patrocinadores e sobretudo com um trabalho de formação de atletas.

Com exceção do Porto de Caruaru, nenhum outro time do interior tem um trabalho de base, e muito menos um Centro de Formação. Contratam por quatro meses e depois hibernam por mais oito na espera do próximo estadual.

O maior exemplo que temos é do Central de Caruaru. Sediado em uma importante cidade, e de uma fértil região metropolitana, com uma demanda cativa, seus dirigentes nunca souberam aproveitar dessa situação, e não ousaram planejar para torná-lo grande e até hoje continua penando no limbo do futebol nacional.

Quando um desses clubes interioranos disputam as divisões nacionais, o fazem apenas por obrigação de cumprimento de tabela e nunca para atingirem maiores objetivos.

Quando existe citações ao estado de Santa Catarina, na verdade, o seu interior tem maiores condições do que os nossos, pois são formados por cidades com sólidas economias, e que refletem em seus clubes.

O que falta ao futebol interiorano de Pernambuco é a visão que ultrapasse as nossas fronteiras, através de uma planificação de seus clubes, melhorias dos estádios e sobretudo que esses se tornem um centro produtor de novos talentos.

Uma árvore sem raiz profunda não se sustenta, e qualquer vento forte a derruba, e isso é o que acontece com os nossos clubes do interior.

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Brasileiro Série A
O Sport vive
postado em 05 de novembro de 2012


Gilberto e Felipe Menezes, atacantes leoninos. Foto: Guga Matos/JC Imagem - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES


A cinco jogos do final do Campeonato Brasileiro, a torcida rubro-negra finalmente viu em campo o Sport que ela sonhou deste o início da competição. A vitória por 3x0 sobre um Vasco combalido manteve o Leão vivo na competição. Melhor ainda, acreditando que o "milagre" pode acontecer nas últimas rodadas, tal como ocorreu ano passado na Série B.

O empate do Palmeiras com o Botafogo - 2x2 - aumentou a vantagem dos comandados de Sérgio Guedes sobre o time alviverde bandeirante. As contas seguem, pois ainda não chegou o momento de passar a régua.

Há muito que não se via o Sport tão equilibrado em campo. A partida tinha caráter decisivo, mas o Leão não se apavorou, e soube explorar as falhas de posicionamento do time carioca, e foi preciso no encaixe dos contra-ataques.

Fechar o primeiro tempo com a vantagem de um gol - Felipe Azevedo aos 39 - foi um impacto inesperado pelos donos da casa, que voltaram dispersos para a etapa final. Um vacilo do qual se aproveitou o Sport para, aos 7 minutos, numa construção perfeita de contra-ataque, marcar o segundo gol através de Hugo. O Vasco insistiu no erro de tentar furar o sistema defensivo pelo meio, facilitando a vida do adversário. Aos 41 minutos, Henrique que havia entrado no jogo poucos minutos antes, definiu o placar: 3x0.

O próximo jogo do Sport é contra o Figueirense, novamente na condição de visitante. Mas depois do que aconteceu ontem, em São Januário, a torcida passou a apostar no Leão, embora a vitória do Bahia sobre a Portuguesa - 1x0 - tenha mantido o rubro-negro pernambucano na mesma distância para sair da zona de rebaixamento, entretanto, agora existem dois clubes a serem focados como alternativas de fuga: Portuguesa e Bahia.

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Futebol Pernambucano
De novo, uma crise coral
postado em 04 de novembro de 2012




Henrique Queiroz - Jornal do Commercio


O Santa Cruz vive um drama que se arrasta desde a queda da Série A em 2006. A apaixonada torcida tricolor sofre com a situação do clube fora da elite do futebol brasileiro. O time chegou ao fundo do poço ao despencar para a Série D, divisão em que passou três anos. Um certo alívio veio quando a equipe, na temporada passada, subiu para a Série C. O projeto era chegar à Série B de 2013 e alcançar a divisão principal para comemorar ao centenário em 2014, ano de Copa do Mundo, entre os grandes clubes do Brasil. Não deu certo. O time sequer se classificou para a segunda fase da atual Série C, que culminou, na quinta-feira passada, com a demissão do técnico Zé Teodoro.
A situação fica mais grave com o encerramento da temporada de 2012 com tanta antecedência. O resultado se reflete no caixa. Afinal, a principal fonte de arrecadação do clube é a sua torcida. A maior prova veio com a divulgação de uma pesquisa da Pluri Consultoria. Na temporada de 2011, o Santa Cruz ficou na 39ª nona posição mundial em média de público, com 36,9 mil torcedores por jogo. Ficou à frente até do Corinthians, 65º com 29,4 mil.
Ao assumir a presidência em 2011, Antônio Luiz Neto tinha como prioridade tirar o clube no buraco das divisões de baixo. Tudo indicava que a missão seria cumprida. Afinal, o time saiu do inferno da Série D. Além disso, conseguiu inclusive um bicampeonato pernambucano, que não estava previsto. Foi uma conquista extra. A autoestima do torcedor foi recuperada. Agora, na próxima temporada, o Santa Cruz terá que disputar a Série C pela terceira vez.
%u201CA eliminação foi um golpe duro. Mas temos de reconhecer que o time não encaixou. A nossa campanha foi irregular. Em nenhum momento, mostramos futebol para chegar entre os quatro primeiros do nosso grupo e conseguir a classificação. Por isso, só temos de pedir desculpas a nossa imensa torcida, que não nos faltou em nenhum momento%u201D, declarou o presidente.
No Grupo A, o do Santa Cruz, só havia mais dois clubes com camisa e tradição. O Paysandu e o Fortaleza, os dois estão na fase de mata-mata que leva ao acesso à Série B. Os paraenses ficaram com a quarta vaga, enquanto os cearenses foram os primeiros colocados. Além disso, estão cumprindo bem o papel para recuperar o prestígio no futebol brasileiro. Os outros dois classificados foram o Luverdense, segundo lugar, e o Icasa na terceira posição. Fato que só aumentou as críticas ao treinador e a diretoria.

%u201CCom a tradição e a camisa que o Santa Cruz tem não há como explicar uma situação que se arrasta há tantos anos. Os que nos serve de motivação é o clube ter força para reagir no próximo ano. Os clubes que estão na Série C ou D vivem constantemente com uma crise nas finanças. Os patrocinadores são raros. Temos de voltar a elite de todo jeito%u201D, comentou Antônio Luiz Neto.
A irregularidade do time pode ser exemplificada no fato de não ter vencido nenhuma partida fora de casa. Foram quatro derrotas e quatro empates. A derrota que decretou a eliminação foi justamente na 18ª e última rodada da primeira fase. O Santa só precisava de uma vitória simples, mas caiu por 1x0 diante do Águia, em Marabá. Além disso, o tricolor teve resultados comprometedores dentro de casa. O empate com o Guarany de Sobral, na estreia, foi um deles. O mesmo resultado ocorreu fora do Arruda. O confronto direto com o Fortaleza foi outro, quando o time perdeu por 2x1.
A temporada de 2013 vai ser cheia. Até lá, a diretoria tem de resolver várias pendências, principalmente solucionar o pagamento dos salários de setembro, outubro, novembro e dezembro. Ao mesmo tempo, o presidente vai enfrentar uma chapa de oposição nas eleições no dia 7 de dezembro, como também tem de tentar as renovações de alguns jogadores importantes como o atacante Dênis Marques, os zagueiros Vágner e Édson Borges e o goleiro Tiago Cardoso.

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Brasileiro Série A
Para quebrar o tabu
postado em 04 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Náutico e Internacional ainda buscam metas na Série A. O alvirrubro pernambucano foca a Sul-Americana, enquanto o Colorado tem como objetivo a Libertadores. O desafio do time comandado por Alexandre Gallo é menor, visto que, se somar os três pontos em disputa, hoje à noite, nos Aflitos, não só consolidará sua presença na elite nacional, no próximo ano, como dará um passo decisivo para assegurar uma das vagas no torneio continental.

Quanto ao Inter, à distância que o separa do São Paulo, último clube posicionado no G4, faz com que o sucesso da sua missão não dependa apenas dos seus resultados, e sim, de uma combinação quase impossível de se tornar real.

Durante a semana ouvi vários comentários sobre um tabu: o Náutico nunca venceu o Inter, nos Aflitos. Sempre encarei tabu como uma ferramenta motivacional. O detalhe mais importante neste confronto entre os alvirrubros pernambucano e gaúcho é o foco.

Os dois times precisam da vitória, ou seja, terão que sair para o jogo. Desde o início do campeonato que o Náutico fez do mando de campo a sua arma, e vai alcançar sua meta por ter se saído bem na execução do dever de casa. É possível que nesta escalada também venha a ter a quebra de um tabu.

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Artigos
O médico e o monstro
postado em 04 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MÉDICO E O MONSTRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Regulamento da Copa do Brasil de 2013 parece que foi fabricado no laboratório do Doutor Jekyll, personagem do livro ¨O Médico e o Monstro¨, de autoria de Rouben Mamoulian, e que se transformou em um filme de sucesso no ano de 1941.

A história se passa em Londres, no século XIX. O médico e pesquisador Henry Jekyll, tentando provar que o mal e o bem existem em todas as pessoas, consegue em seu laboratório elaborar uma fórmula que provaria a sua teoria.

Ele mesmo a experimenta, e aparece o seu lado ruim, do mal, que ele chama de Mr. Hyde.

O grave da história é que ao dar vida as aparições de Mr. Hyde, o médico pensava que o controlaria mas, na verdade, terminou criando um monstro totalmente incontrolável.

No laboratório da CBF, o Henry Jekyll tupiniquim, Virgilio Elisio, diretor de competições dessa entidade, começou a procurar uma fórmula para atender a grade de programação da emissora detentora dos direitos de transmissão, com o objetivo de que os espaços perdidos para a FOX-Sports, com a Copa Libertadores e Sul-Americana fosse preenchidos.

O nosso médico finalmente criou o seu personagem, um verdadeiro monstro que atende pelo nome de Regulamento da Copa do Brasil. Se perguntarem, ele certamente irá responder que a culpa é de Mr. Hyde que tomou a sua personalidade.

Na verdade, nunca vimos algo tão estrambelhado como essas normas adotadas pelo cientista do futebol. Misturou alhos com bugalhos, Brasileirão, Sul-Americana e Copa do Brasil estão na mesma panela.

Pela primeira vez contará com os clubes que disputam a Libertadores. Como esses fazem parte da casta, ingressam depois, devendo a plebe iniciar a competição com o sentido de divertimento.

O torneio terá 86 participantes e será disputado entre 3 de abril a 27 de novembro. O Dr. Jekyll da CBF conseguiu enfim colaborar com a grade televisiva, garantindo-lhe as quartas para jogos de futebol.

O mais bizarro será a classificação para a Sul-Americana de 2013, que terá as suas definições entre os 8 clubes eliminados da terceira fase. Se não der para atender a composição, continuarão na busca de clubes, que poderão ser os quatro melhores da Série B ou, ainda, os rebaixados da Série A do ano anterior.

Trata-se realmente de um monstro criado, e que mostra a insanidade que tomou conta do futebol brasileiro, acoplada a irresponsabilidade que já convive com esse há um bom tempo.

O Regulamento, pela sua monstruosidade, já fez a sua primeira vítima, o radialista Manoel Queiroz, da CBN/Rádio Jornal, que de tanto estudar a fórmula entrou em processo de depressão.

São coisas desse pobre futebol brasileiro, dirigido por Zé das Medalhas.

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