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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Ao atingir a casa dos 45 pontos o Náutico assegurou, com
quatro jogos de antecedência, sua permanência na Série A em 2013. O feito foi
comemorado exaustivamente pela torcida alvirrubra. Há quem considere o fato
pequeno, contudo, ele representa o segundo passo de um projeto que visa Ã
consolidação do alvirrubro pernambucano como clube de Primeira Divisão. Tal
meta só será alcançada se o time permanecer, no mÃnimo, cinco anos na elite
nacional. A sustentação é um desafio maior do que chegar à Série A.
Para ter
acesso ao grupo de elite a disputa é com adversários medianos, mas para se
tornar cativo é preciso medir forças com clubes reconhecidamente superiores
tecnicamente. Os alvirrubros definiram um plano tático - ser eficientes na
execução do dever de casa - e conseguiram êxito.
Embora exitosa, a tática foi
arriscada, o que deixa evidenciada a necessidade de o clube adquirir uma maior
musculatura no próximo ano. O processo de crescimento é lento e desafiador,
fato que leva a maioria dos clubes intermediários à oscilação.
à comum os
clubes do Nordeste subirem e ficarem apenas um, dois, ou três anos, e depois
retornarem à Segunda Divisão. Nos últimos 22 anos o Náutico disputou 7 edições
da Série A. O segundo passo do projeto afirmação merece a comemoração.
LÃCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO
Um pequeno passo para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, um
salto gigante para o futebol. Eu tendo a achar isso se o STJD, na
quinta-feira, julgar pela anulação do jogo Internacional x Palmeiras e
determinar uma nova partida.
Devo ser a pessoa número 9.652 que escreve sobre isso desde que a polêmica ocorreu no Beira-Rio, no sábado retrasado. E talvez apenas uma das 52 dessas a dar opinião do tipo. Pretendo só enxergar a importância do julgamento, muito além de paixões clubÃsticas, achismos embalados como "interpretação" de especialistas e "especialistas", de caçadores da "justiça maior" num lance de várias interpretações.
Todos ligados a futebol devem saber da treta. O atacante palmeirense Barcos fez um gol com a mão contra o Inter. O juiz, perto, não viu a mão e deu o gol. O bandeirinha, longe, correu para o meio-campo.
Depois de receber no ouvido o aviso do quarto árbitro (mais longe do lance que o bandeira) de que o gol foi irregular, o juiz anulou o gol. Dizem que o quarto árbitro por sua vez foi avisado por alguém que estava vendo a TV, onde a mão foi prontamente flagrada. Teria havido ajuda externa, portanto -o que é sempre repudiado pela Fifa. Na semana passada, Michel Platini (presidente da Uefa), disse que o futebol seria impraticável com a interferência da TV. Assunto polêmico há anos.
A mesma pessoa que teria visto a mão na TV e avisou ao quarto árbitro (que avisou ao primeiro) não teria visto um pênalti em Barcos na mesma jogada, no instante anterior ao gol de mão. Nem uma falta que Barcos teria feito instantes antes no zagueiro que teria feito o pênalti em Barcos outros instantes antes do gol de mão. E agora?
Na súmula, o juiz informou à CBF que "nada de anormal" aconteceu na partida que teve a jogada mais anormal dos últimos tempos.
Corte para a Inglaterra. Em julho, em Manchester, foi reaberto o imponente e remodelado National Football Museum, segundo os ingleses o "definitivo museu de futebol". Segundo li, uma das grandes atrações do museu é um livrinho de couro vermelho de 1863, chamado "Minute Book", o primeiro livro de regras feitas para o futebol, depois que escolas inglesas que praticavam o esporte cada uma com sua regulamentação pediram para unificar as leis do jogo, o que possibilitaria o confronto entre elas sem dar briga.
O livro, feito quando nem existiam juÃzes, coincidentemente fica no museu de Manchester até quinta, depois retorna à "dona", a FA, a CBF inglesa. O mesmo dia em que será julgada a pendenga que virou Inter x Palmeiras, que, se não causar a anulação do jogo, pode dar uma nova aceitação à s regras do futebol à revelia do estabelecido. E pensar que, lá em 1863, o livrinho de couro causou polêmica só por proibir o "uso de botas com pregos salientes" aos jogadores, despertando a bronca dos sapateiros da épocaROBERTO VIEIRA
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JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
No último
programa Domingo Esportivo, realizado pela Rádio Jornal do Comércio, sob o
comando do radialista Ednaldo Santos, e que contou com a nossa presença, do
jornalista Henrique Queiroz e do advogado Marcelo Gaya, foi destacado a mudança
radical feita pela CBF com referência à classificação para a Copa Sul-Americana
de 2013.
Na verdade, todos os clubes que iniciaram a competição tinham a certeza de que os oito abaixo do grupo da Libertadores iriam disputar esse segundo torneio continental.
Esse direito já tinha sido adquirido e confirmado em edições anteriores do Brasileiro, desde a implementação da sul-americana.
Em agosto passado, as declarações de Virgilio Elisio, diretor de competições da CBF, deram mostras que algo seria modificado por conta da Copa do Brasil, e que não terÃamos, em 2012, classificação para a segunda competição.
Muito embora o Regulamento do Campeonato da Série A não tenha um artigo explÃcito com referência ao fato, visto que isso sempre foi objeto de um comunicado da CBF definindo os critérios de classificação, certamente o que vinha acontecendo anteriormente tem valor legal, pois tornou-se um direito adquirido pelos participantes.
Quando procederam com as modificações da Copa do Brasil de 2013, incluÃram nessa a Copa Sul Americana do mesmo ano, cujos participantes serão os 8 primeiros clubes em pontuação, que forem eliminados na sua terceira fase.
Trata-se de um golpe para quem iniciou o Brasileiro lutando por tal objetivo, inclusive o Clube Náutico.
Embora não tenha um artigo relacionando essa competição, existe uma brecha no Regulamento do Brasileirão de 2012, que caracteriza a sua validade, quando em seu artigo 20 determina o seguinte:
Artigo 20- Todos os jogos das duas últimas rodadas do Campeonato deverão ser simultâneos, excetuando-se os que não estiverem relacionados com atuações de acesso, decesso e classificação para a Libertadores de 2013 e Sul Americana de 2013.
Tal componente é uma boa prova material de que a competição classificaria os times para o torneio em questão, desde que artigo é bem explÃcito quando exclui aqueles jogos que nada tem a ver com decisões, inclusive para a Copa Sul-Americana.
Um bom argumento para se derrubar o golpe na Justiça Desportiva, mas é preciso coragem para enfrentar os poderosos.

A torcida alvirrubra fez a festa nos Aflitos
CLAUDEMIR GOMES
O Náutico definiu um plano estratégico para esta edição
da Série A e foi eficiente na sua execução: buscou, e conseguiu a meta nas
partidas que disputou como mandante. Não tive a oportunidade de assistir ao
segundo tempo do jogo - Náutico 3x0 Internacional - por ter que apresentar, ao
lado do companheiro, Beto Lago, o programa ESPORTES NO 11, na TV Universitária.
No final da partida, com todos os merecimentos, razões e motivos, a torcida alvirrubra festejou em alto estilo. No programa, LANCE FINAL, na Globo Nordeste, o sempre polêmico Adherval Barros fez uma observação que para muitos soou como insulto, mas que chega a ser bastante pertinente. %u201CGostaria que a euforia da torcida não fosse motivada pela sobrevivência do clube na competição, e sim, por conta de uma conquista%u201D, enfatizou o radialista.
Compreendo a colocação feita por Adherval porque esta é uma cobrança que existe dentro de cada cronista esportivo. Contudo, o processo de fortalecimento é lento. O primeiro passo foi dado dentro do que permitia a musculatura do clube. O próximo será a afirmação como um clube de Primeira Divisão. Alguns dirigentes defendem a tese de que, a manutenção é tão, ou mais, desafiadora quanto à chegada a Série A.
Os alvirrubros agora têm como planejar um crescimento sustentável. Ontem após o jogo Américo Pereira falou sobre o - Conselho Consultivo - que é formado por dirigentes e ex-dirigentes cuja função é pensar o clube e apresentar alternativas de crescimento ao presidente executivo. A prática vem se mostrando eficiente desde que foi implantada em 2010.
O Náutico vem descrevendo uma das melhores campanhas como mandante nesta edição da Série A, fato que transformou a vitória sobre o Internacional num acontecimento esperado, previsto até. O que realçou a vitória alvirrubra, que deixou os comandados de Alexandre Gallo numa confortável posição na tabela de classificação, foi à brilhante atuação de Souza, que foi de uma eficiência espetacular no fundamento da bola parada: marcou dois gols em cobranças magistrais de faltas, e deu uma assistência perfeita para o gol de Kieza numa cobrança de escanteio.
Os fogos foram merecidos. Afinal, nada afere melhor a evolução de um clube do que o somatório de bons resultados. E dentro do seu planejamento estratégico, o Náutico ainda tem condições de somar mais duas vitórias em casa. A ordem é seguir a receita do valorizado doce caseiro.
Detalhe: O fechamento será com a assinatura do Ãdolo Kuki, que colocará, de forma simbólica, porque de fato já aconteceu, um ponto final na sua carreira de jogador, cujos melhores momentos foram vivenciados nos Aflitos.