JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Na última
quarta-feira (7), o caixão do futebol pernambucano foi fechado na Rua Dom Bosco,
871, bairro da Boa Vista, após um longo velório que terminou com uma sessão do
Conselho Técnico da mentora que ¨dirige¨ esse esporte em nosso
estado.
Nessa sessão com direitos a presença das carpideiras para chorar pelo defunto, os ¨gênios¨do futebol local aprovaram uma fórmula mirabolante e que terá que durar pelo perÃodo de dois anos, para a disputa do certame estadual de 2013.
Sobre o assunto já tÃnhamos comentado anteriormente e não vamos nos alogar em análises com relação ao formato aprovado, e sim pela insanidade de que esse tenha sido confirmado pelos clubes disputantes.
No futuro, depois desse funeral, irão chorar sobre o leite derramado, pois foram na contramão da história ao alongarem uma competição, quando o ideal seria enxugá-la, e criaram um monstrengo de uma primeira fase, que vai do nada para o nada, com o Náutico de penetra entre os clubes do interior, em jogos sem nenhuma movimentação e interesse.
O mais grave é que a legislação esportiva brasileira exige que os campeonatos deverão ter acesso e descesso, e o aprovado no velório separou três clubes que estarão fora do sistema, enquanto o alvirrubro pernambucano irá lutar contra a queda, juntamente com os seus companheiros do interior.
O que mais nos incomoda é a passividade dos clubes e de nossa imprensa esportiva com relação ao tema, visto que mesmo participando de um enterro do futebol pernambucano, ainda esperam por uma alma saindo da catacumba para que pelo menos esse continue fingindo que está existindo.
Ninguém observa um Santa Cruz na Série C, um Salgueiro na D, os clubes do interior com dificuldades financeiras, o Sport apostando nos bastidores, segundo se comenta na Ilha do Retiro, para fugir do rebaixamento, o Náutico comemorando apenas a continuidade na competição principal, como isso fizesse parte da normalidade.
Ninguém observa que o trabalho de formação de atletas é capenga e produz muito pouco, e que o únixo oxigênio é o do Programa Todos com a Nota, que dá condições de sobrevivência aos disputantes.
Lamentamos profundamente pela morte de um esporte tão antigo em nosso estado, mas isso faz parte do contexto, mas ficamos na espera de que pelo menos o governador Eduardo Campos e o Secretário da Fazenda, Paulo Câmara, analisem esse formato de campeonato e façam os devidos cálculos sobre o retorno do investimento do dinheiro público.
Como vivemos 40 anos debruçados em projetos, vamos antecipar o resultado, ou seja, a Taxa de Retorno da Competição será negativa.
PS- O moribundo, antes de morrer, solicitou que não fosse realizada missa de 7º dia.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









