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O funeral do futebol pernambucano
postado em 09 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O FUNERAL DO FUTEBOL PERNAMBUCANO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última quarta-feira (7), o caixão do futebol pernambucano foi fechado na Rua Dom Bosco, 871, bairro da Boa Vista, após um longo velório que terminou com uma sessão do Conselho Técnico da mentora que ¨dirige¨ esse esporte em nosso estado.

Nessa sessão com direitos a presença das carpideiras para chorar pelo defunto, os ¨gênios¨do futebol local aprovaram uma fórmula mirabolante e que terá que durar pelo período de dois anos, para a disputa do certame estadual de 2013.

Sobre o assunto já tínhamos comentado anteriormente e não vamos nos alogar em análises com relação ao formato aprovado, e sim pela insanidade de que esse tenha sido confirmado pelos clubes disputantes.

No futuro, depois desse funeral, irão chorar sobre o leite derramado, pois foram na contramão da história ao alongarem uma competição, quando o ideal seria enxugá-la, e criaram um monstrengo de uma primeira fase, que vai do nada para o nada, com o Náutico de penetra entre os clubes do interior, em jogos sem nenhuma movimentação e interesse.

O mais grave é que a legislação esportiva brasileira exige que os campeonatos deverão ter acesso e descesso, e o aprovado no velório separou três clubes que estarão fora do sistema, enquanto o alvirrubro pernambucano irá lutar contra a queda, juntamente com os seus companheiros do interior.

O que mais nos incomoda é a passividade dos clubes e de nossa imprensa esportiva com relação ao tema, visto que mesmo participando de um enterro do futebol pernambucano, ainda esperam por uma alma saindo da catacumba para que pelo menos esse continue fingindo que está existindo.

Ninguém observa um Santa Cruz na Série C, um Salgueiro na D, os clubes do interior com dificuldades financeiras, o Sport apostando nos bastidores, segundo se comenta na Ilha do Retiro, para fugir do rebaixamento, o Náutico comemorando apenas a continuidade na competição principal, como isso fizesse parte da normalidade.

Ninguém observa que o trabalho de formação de atletas é capenga e produz muito pouco, e que o únixo oxigênio é o do Programa Todos com a Nota, que dá condições de sobrevivência aos disputantes.

Lamentamos profundamente pela morte de um esporte tão antigo em nosso estado, mas isso faz parte do contexto, mas ficamos na espera de que pelo menos o governador Eduardo Campos e o Secretário da Fazenda, Paulo Câmara, analisem esse formato de campeonato e façam os devidos cálculos sobre o retorno do investimento do dinheiro público.

Como vivemos 40 anos debruçados em projetos, vamos antecipar o resultado, ou seja, a Taxa de Retorno da Competição será negativa.

PS- O moribundo, antes de morrer, solicitou que não fosse realizada missa de 7º dia.

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Acontece
A Copa também é nossa
postado em 09 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Como era esperado, o Recife está firme e forte na Copa das Confederações. Um golaço do governador, Eduardo Campos, que, mais uma vez deixou ressaltada sua capacidade de trabalho e sua força política.

O Nordeste, que terá três das seis sedes - Recife, Salvador e Fortaleza - terá uma visibilidade que talvez não obtenha durante a Copa de 2014. Afinal, para encurtar as distancias o Sul ficou de fora da disputa, que terá as outras sedes em Brasília, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Dessa forma a competição ficou montada em dois blocos bem compactos.

Esta será a edição da Copa das Confederações com maior atrativo para o turista, não apenas pelo número de sedes - seis - pois a do Japão/Coréia, realizada há onze anos, também tinha a mesma quantidade, mas, pela primeira vez, o torneio contará com a presença de quatro campeões do mundo: Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. A lista dos participantes será completada por Japão, México, Taiti e um selecionado africano ainda não definido.

Com relação à arena acompanhamos diariamente a evolução das obras, e estamos seguros de que ela estará pronta em tempo hábil. Contudo, é preciso é acelerar as obras de mobilidade. A rede hoteleira terá uma grande oportunidade para se adequar às necessidades de uma competição que dará um salto de qualidade nesta edição brasileira.

O secretário, Ricardo Leitão, não conteve a emoção ao ouvir o presidente do COL anunciar o Recife como sede da Copa das Confederações. O governador, Eduardo Campos, confiou a ele a missão que se tornou mais desafiadora quando o projeto foi antecipado oito meses.

Leitão foi um guerreiro incansável, um comandante que esteve a postos diuturnamente buscando soluções imediatas para adequar à obra a realidade atual. O esforço foi recompensado.

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Futebol Pernambucano
Realidade do trabalho de formação
postado em 08 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A COPA BRASIL SUB-20 E A REALIDADE DA FORMAÇÃO  EM PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Copa Brasil Sub-20 foi uma coisa boa que saiu da cabeça dos cartolas da CBF (que é um fato raro), dando uma movimentação nacional a tal categoria, que é sem dúvidas da maior importância  para o futebol brasileiro.

Infelizmente a divulgação foi deficiente, e poucos tomaram conhecimento da realização da competição, com os jogos sendo transmitidos pela ESPN-Brasil. Os estádios se apresentaram praticamente vazios.

Pernambuco, mais uma vez, demonstrou a sua ineficiência no setor através dos seus representantes, o Clube Náutico e o Sport Recife.

O alvirrubro foi eliminado pelo Fluminense, ao empatar jogando em casa por 1 x 1, e perdendo por 1 x 0, no jogo de volta.

O Sport ainda conseguiu passar de fase, e disputar as oitavas de final. Enfrentou o Botafogo, em casa, e venceu por 1 x 0, e conseguiu um empate de 1 x 1 jogando como visitante. Na fase seguinte foi derrotado pelo Santos tanto como mandante, como visitante, sendo que nessa última partida, levou uma goleada de 5 x 2.

Estivemos assistindo a alguns jogos dessa competição, inclusive dos times pernambucanos, e infelizmente constatamos que o trabalho de formação no país não vai bem, sobretudo na parte que nos interessa, que é a do futebol local.

Na verdade, nós estagnamos no lançamento de jogadores, e pontualmente aparece uma revelação, que possa trazer esperanças para o nosso futebol.

Não sabemos as razões das dificuldades da absorção de talentos, dando a impressão que o brasileiro desaprendeu a jogar futebol, pois não verificamos nas equipes disputantes e, principalmente as nossas, algum atleta que desperte o sentimento de uma esperança futura.

São times formados por jogadores bonzinhos, e o mais grave, a ausência de um padrão moderno de jogo, que está sendo copiado do futebol profissional, com chutões,  faltas e bolas alçadas para a área.

Depois que assistimos ao último jogo do rubro-negro pernambucano contra a equipe santista, sentimos que iremos continuar a contratar dezenas e dezenas de jogadores todos os anos, já que as bases não se apresentam com bons talentos e com possibilidades de comporem o elenco principal.

Gostaríamos de saber qual o planejamento efetuado para a captação de bons jogadores. Um clube que trabalha racionalmente, deve ter uma linha programática que começa na categoria sub-15, passando para o sub-17 e terminando no sub-20.

Tomamos o conhecimento de que o Sport não forma, e sim contrata jogadores de outros clubes e regiões diversas, inclusive com a participação de vários gaúchos, que soa bem estranho, pois se esses fossem bons ficavam em suas plagas, cujos clubes principais fazem um bom trabalho de formação. 

Hoje os atletas pertencem a empresários, e basta que sejam amigos dos dirigentes e profissionais do setor, terão a sua vaga garantida. A meritocracia não conta, e sim quem indicou.

Tem que haver uma mudança radical no setor, pois o futuro do futebol de nosso estado depende do trabalho de formação.

Além de todos esses problemas, achamos que existe a possibilidade de que alguns atletas que vimos atuando, tanto de nossos clubes, como nos demais, tenham que fazer o exame de DNA para a constatação da idade, visto que alguns estão bastante ¨grandinhos¨ para a idade.

Sem dúvidas a hora é de repensar.

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Brasileiro Série A
Otimismo moderado
postado em 07 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

Manter o otimismo é fundamental em qualquer competição, desde que haja uma condição real para alcançar a meta definida. O Sport tem chances reais de se livrar do rebaixamento para a Série B. Entretanto, as probabilidades de Portuguesa e Bahia continuarem na Série A, no próximo ano, são maiores que as do rubro-negro pernambucano. Qualquer analogia que contrarie esta lógica é pura venda de ilusão. O alerta é para que todos mantenham a racionalidade. Afinal, estamos tratando de matemática, onde é mais fácil somar cinco pontos em quatro jogos, do que contabilizar nove.

Admito que no futebol a relatividade é absurda, mas qualquer análise tem que seguir um raciocínio lógico. Desde domingo que há um esforço em se vender ilusões, e foram criados cenários onde, doravante o Sport vai voar em Céu de Brigadeiro, enquanto Portuguesa, ou Bahia, vai arder no mármore do inferno.

A esperança tem que ser alimentada por conta do bom futebol que os comandados de Sérgio Guedes apresentaram na vitória - 3x0 - sobre o Vasco, em São Januário, contudo, isto não quer dizer que, os quatro últimos desafios sejam menores. O Leão segue no esforço de diminuir a distância que o separa dos adversários mais próximos.

 

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Artigos
"Dinheiro na mão.."
postado em 07 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ¨DINHEIRO NA MÃO¨


Por Adriana Brum - publicado no jornal Gazeta do Povo de Curitiba, no dia 06/11/2012.


"...É vendaval", ensina a letra do samba. Não bastasse a sabedoria popular musicada por Paulinho da Viola, o futebol brasileiro também dá exemplos cíclicos de que o maior sonho pode se transformar em pesadelo se faltarem os pés na realidade.

Adriano (ex) Imperador e Cicinho ilustram bem isso. Ambos alcançaram o sonho de todo moleque que ensaia os primeiros chutes: ganharam dinheiro, conquistaram a fama e chegaram ao auge com títulos pela seleção brasileira. Mas justamente a fortuna, essa deusa traiçoeira, lançou os dois boleiros (e tantos outros) no lado oposto do sucesso.

Adriano há tempos é dado como caso perdido, mas o próprio jogador ainda não percebeu e segue "causando". Desperdiçou o investimento do Corinthians e repete o desperdício no Flamengo. Entre faltas no trabalho, baladas, tem cada vez menores chances de recuperar a forma. Se esforça em se transformar em piada nacional que em nada lembra o camisa 9 na final eletrizante de Brasil x Argentina na Copa América de 2004, com o gol decisivo nos descontos, que levou a disputa para os pênaltis e ao título brasileiro.

Ontem, divulgou que só volta a jogar em 2013, que não necessariamente vai seguir sua recuperação física na Gávea, mas quer seguir no Rubro-Negro carioca. Será que o Fla ainda vai querer?

Há os que ainda se penalizam e dizem que a culpa é do clube, não preocupado com o bem-estar do atacante e querendo apenas em capitalizar em cima do atleta. Discordo. Certamente Corinthians e Flamengo adorariam carregar o mérito de repatriar e recuperar o jogador.

O problema é que ele mesmo ainda não percebe que precisa de ajuda, seja médica ou psicológica. Prefere seguir se iludindo. E não há ninguém próximo - família, namorada, empresário - para acordá-lo para o óbvio: Adriano está jogando fora seu futuro. Cicinho tenta se recuperar de um período negro: voltou da Itália, onde amargou a reserva no Roma e uma vida de excessos - obsessão por roupas, alcoolismo, baladas infindáveis -, também resultado do deslumbramento com a fama e a carteira cheia de dinheiro. De ex-ídolo são-paulino e substituto de Cafu na seleção, está, aos 32 anos, no Sport, tendando recomeçar no clube que foge do rebaixamento.

No último domingo, encerramos a publicação da série de entrevistas intitulada Ex-boleiros, contando histórias opostas, de jogadores medianos para os quais a fortuna não foi tão benevolente e nem tão cruel. Mas, que sem terem feito barulho internacional ou ganhado milhões com o futebol, sabiam que teriam de seguir ralando. E comprovaram a realidade do futebol: o glamour, o dinheiro, os "amigos" somem assim que cessam as glórias em campo. Seguiram vidas modestas, porém potencialmente mais felizes que as sagas de Adriano e Cicinho. Escaparam do vendaval.

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