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Clubes falidos e empresários ricos
postado em 12 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CLUBES FALIDOS E OS EMPRESÁRIOS RICOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Embora tenham recebido vultosos recursos nas últimas temporadas, o futebol brasileiro ainda reflete, em alguns clubes, sinais de grandes problemas financeiros, inclusive com um endividamento acima das normas financeiras de uma empresa.

O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicou uma excelente matéria sobre a atuação de empresários gaúchos, e que nos motivou a uma análise mais detalhada sobre o assunto para que seja utilizada em nosso debate diário.

O sistema funciona quando é descoberto um novo talento no futebol. Aparece o empresário, visita a sua família, oferece dinheiro, ou aluga um imóvel, e até mesmo dá um carro de presente, e sai da casa com uma procuração com todos os poderes para gerenciar a vida do futuro atleta.

Dai em diante assume a sua tutoria, com uma aposta em um negócio promissor no futuro, e leva o jovem talento para ser apresentado a um clube.

Começa a sua saga.

Se for aprovado nos treinamentos, assina o contrato com a agremiação, e quando isso acontece, o seu representante ganha. Se posteriormente, como profissional, for transferido para outro clube, um emaranhado de intermediáros aparece, e o procurador recebe os seus percentuais de transação.

Essa é uma realidade e que os clubes se atrelaram a tal sistema, onde a maioria dos seus atletas formados são de terceiros, muito embora a projeção seja dada por esses. No final se contentam com um pequeno percentual.

Em um esquema que mexe com a paixão e remexe com muito  dinheiro, temos mais de mil empresários atuando em nosso país que, segundo cálculos efetuados, no ano de 2011 foram realizadas 1.495 transferências que movimentaram US$ 174 milhões.

Quando os empresários conseguem as procurações, sempre com famílias pobres e ansiosas para uma melhora de vida, já colocam o percentual de 10% em tudo que esteja relacionado aos valores recebidos pelos atletas e sempre em um período de 10 anos. Na realidade, é uma sangria programada.

Segundo um dos agentes ouvidos, o assunto com jogadores é considerado como um ¨chafariz de dinheiro¨, que jorra o dia todo, e para tudo que é lado.

Para que se tenha uma ideia dessa potencialidade, no mundo do futebol são realizadas 11 mil negociações por ano, e isso envolve basicamente US$ 3 bilhões. Em 2011, os agentes receberam dos jogadores US$ 130 milhões de comissões.

Tudo isso acontece por conta do ¨beneplácito¨ dos cartolas, e inclusive com a participação de alguns em tais negociações, desde que se tivéssemos gestões competentes em clubes de futebol, seriam criadas agências próprias que teriam o objetivo de buscar os talentos e a responsabilidade com suas carreiras e todos os recursos ficariam nos seus cofres.

Enquanto isso, se contetam com as suas dívidas, enquanto os empresários passeiam com as suas Ferraris.

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Brasileiro Série A
Perdoe-nos, Abelão!
postado em 12 de novembro de 2012

ANDRÉ BARCINSKI - COLUNISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO


Depois de comemorar o título, todo torcedor do Fluminense tem uma missão: pedir desculpas a Abel Braga.

Ninguém foi tão criticado e soube, com a fidalguia que prega o hino do Flu, trazer esse título para as Laranjeiras.

Perdoe-nos, Abelão, pelas tantas vezes em que o xingamos e amaldiçoamos sua teimosia. Em que reclamamos da retranca e de escalações.

Que torcedor não chiou quando você insistiu com Bruno na lateral direita? Ou quando escalou Edinho, apesar de toda a gritaria por Valencia? Ou quando pôs Anderson na zaga? Ou quando manteve Thiago Neves no time titular, contrariando a torcida e os comentaristas?

Muitos esquecem que alguns dos destaques do time só o foram por insistência sua. Ou não foi você que promoveu Diego Cavalieri a titular? Que pediu tranquilidade e paciência na época em que Fred ameaçou ir embora? Que insistiu com a diretoria para renovar com Rafael Sóbis? Que não chiou quando perdeu Conca e deu força para quem ficou? Que promoveu, com serenidade e paciência, a subida de uma geração de ouro dos juniores, como Marcos Junior, Samuel e Higor.

Demorou, Abel, mas hoje todos os tricolores sabem: você estava certo. Seus números dizem tudo: melhor campanha do segundo turno do Brasileirão de 2011; campeão carioca, melhor campanha na Libertadores (que perdemos por detalhe e azar, tendo jogado com o Boca sem meio time); melhor campanha da história dos Brasileiros de pontos corridos em 2012.

Ao longo desse tempo, aprendemos a lidar com suas idiossincrasias: se estamos ganhando, sabemos que você vai tirar o Wellington Nem e botar mais um volante. Muitos reclamam, mas, no fundo, confiamos em você. Afinal, ninguém ganha Libertadores e Mundial de Clubes, como você fez pelo Inter, enfrentando o favoritíssimo Barcelona, sem sabedoria.

O Fluminense de 2012 aprendeu com o Corinthians de 2011 que não é preciso dar show para empolgar. Uma defesa sólida e um contra-ataque mortal são armas poderosas. É um time traiçoeiro e seguro, que ganhou a confiança da torcida.

Ontem, em Presidente Prudente, ninguém se abalou quando cedemos o empate. Sabíamos que a vitória era questão de tempo.

E, Abel, as perspectivas para 2013 são as melhores: mais uma Libertadores, um novo CT, a mudança de estatuto que criou o sócio-futebol. Muita coisa. Para completar, vibramos quando você gritou "Eu vou ficar!", acabando com rumores de uma saída. O Flu sem você não faz sentido. De quem vamos reclamar no ano que vem?

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Acontece
Pernambucano pode superar Messi
postado em 11 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PERNAMBUCANO PERTO DE QUEBRAR O RECORDE DE MESSI


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma prova inconteste de que os nossos clubes não seguram  os atletas de suas bases está representada pelo jogador do Juvenil do Flamengo, Douglas Baggio, que marcou nesse ano 70 gols, podendo superar o recorde de Lionel Messi de 73 bolas na rede em uma só temporada.

Já tínhamos postado um assunto sobre o atleta que vinha fazendo sucesso nas categorias de base do Flamengo, não por esse ser do rubro-negro carioca e sim por ter defendido a camisa do Santa Cruz do Recife, no Campeonato Pernambucano Infantil em 2009, no qual foi um dos seus artilheiros.

Nos lembramos de Baggio pela partida que jogou contra o Sport na final dessa competição, quando demonstrou todo o seu potencial, e que esse perdeu um pênalti na decisão do jogo.

Baggio é um das centenas de jogadores lançados nas competições sub-15 e sub-17 que não são aproveitados por nossos clubes, e que fazem sucesso atualmente em outros estados.

Quem acompanha os jogos do Goiás na Série B Nacional, observa os gols do atacante Walter, que foi o artlheiro em um dos campeonatos da categoria juvenil realizados em Pernambuco na década de 2000, com ¨apenas¨ 35 gols.

Os clubes insistem na contratação de centenas de jogadores por ano, no lugar de promoverem um trabalho eficaz nas suas categorias menores, e o retorno todos nós estamos acompanhando, e que é retratado por uma única palavra: nenhum.

Na temporada foram 70 gols em 49 jogos, inclusive na seleção  brasileira de sua categoria, e somente no estadual Baggio furou as redes adversárias por 44 vezes.

Natural de Jaboatão dos Guararapes, da localidade de 3 Carneiros, o atleta não foi aproveitado pelo Santa Cruz, sendo encaminhado por um empresário local para o CFZ, clube pertencente ao ex-jogador Zico que o levou para o Flamengo, e onde hoje faz sucesso.

O clube carioca já recebeu várias propostas da Europa para a aquisição dos direitos econômicos de Douglas Baggio, e cedo ou tarde irá negociá-lo, pois fica muito difícil fechar os olhos para os euros.

Enquanto isso, o tricolor do Arruda se contenta com Denis Marques, Luciano Henrique, Flavio Recife e outros menos cotados.

São coisas do futebol local e de seus dirigentes.

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Brasileiro Série A
O individual e o coletivo
postado em 10 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Notícias vindas do Rio dão conta do interesse do Vasco pelo meia Hugo, do Sport. Ontem, o experiente lateral Cicinho fez uma análise, com bastante propriedade, do time rubro-negro ressaltando a contradição do individual com o coletivo. Domingo, após ver o seu clube perder por 3x0 para o Sport, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, disse não entender o porquê da dificuldade da equipe pernambucana na Série A.

O Leão  demorou a se encontrar na competição, contudo, individualmente, vários jogadores foram elogiados em momentos distintos. Futebol é um esporte coletivo, e a participação de um grupo numa competição só será positiva se der "liga", como se diz numa linguagem futebolística.

Técnico ganha e perde jogo. Sérgio Guedes aportou na Ilha do Retiro num momento dificílimo, mas como franco atirador conseguiu definir um posicionamento tático que vem extraindo do conjunto o que os seus antecessores não conseguiram. Guedes conseguiu colocar o coletivo a frente do individual. Não é fácil fazer com que um grupo compartilhe tarefas, embora este seja um dos princípios do futebol moderno.

A evolução do coletivo levou todos a acreditar que é possível livrar o Sport do rebaixamento, embora o Leão dependa do insucesso de terceiros. O futebol é rico em exemplos de que o brilho individual se torna maior no acerto coletivo.

E a torcida rubro-negra entendeu que nesta reta final da Série A o time conseguiu a almejada força coletiva. Isto foi traduzido através do apoio que os leoninos fizeram questão de externar ontem, quando do embarque da delegação do Sport para Santa Catarina.

Não tenho dúvidas de que a manifestação será duplicada quando do retorno da delegação, caso a combinação dos resultados da rodada seja favorável para o Leão.

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Futebol Brasileiro
Santa Cruz tem queda brusca
postado em 10 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PELO NOVO RANKING DA CBF, O SANTA CRUZ FICARÁ EM 57º LUGAR

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O setor de esportes do site MSM nos apresentou uma pesquisa feita pela Espn, com a previsão do novo ranking da CBF, de acordo com o monstro criado pelo Dr. Jeckyll do futebol nacional.

O Fluminense sairá do 12º lugar para o 1º, com 16.208 pontos. O Corinthians, que era o 6º, assumirá a 2ª posição, com 15.544 pontos, a seguir o Vasco, que permanecerá em 3º (14.950 ptos); São Paulo, pulará do 9º para o 4º lugar (14.786 ptos) e, em 5º, o Internacional que sairá da 7ª posição em que se encontra atualmente (14.520 ptos).

Entre os dez primeiros ainda teremos o Grêmio (6º), que era o 4º no ranking antigo (14.460 ptos); 7º, o Flamengo, que encontra-se em 5º no momento (14.312 ptos); o Palmeiras que é o atual líder terá uma queda acentuada e ocupará a 8ª posição (14.256 ptos), o mesmo acontecendo com o Santos, 2º colocado, que levará um baque para ocupar a 9ª posição (13.696 ptos), e, em 10º, o Cruzeiro, que cairá duas casas (8º) com uma soma de 12.936 pontos.

Com relação aos nossos clubes, a maior queda será a do Santa Cruz, conforme já tínhamos previsto em um artigo postado anteriormente.

O Sport Recife que é o atual 17º colocado, sofrerá um tropeço caindo para a 20ª posição (8.184 ptos) e o Náutico permanecerá na mesma colocação, ou seja, a 21ª (8.076 ptos).

Uma queda vertiginosa deverá sofrer o Santa Cruz, que sairá do 22º lugar para o 57º, ficando atrás de alguns clubes com pouca expressão tais como: Barueri, São Caetano; Ipatinga; Bragantino; Brasiliense; Boa; Vila-Nova-GO; Duque de Caxias; Chapecoense; Asa de Arapiraca, entre outros.

Com relação ao rubro-negro e alvirrubro, esses terão a sua frente equipes como o Atlético-GO que sairá da 46ª posição para a 18ª e do Avaí, que subirá muitos degraus, pulando do 38º para o 19º.

Bahia e Vitória continuarão à frente de ambos.

O Salgueiro crescerá no novo Ranking, enquanto o Central cairá. O clube sertanejo pulará da 127ª colocação para a 51ª, à frente do tricolor pernambucano, e a patativa do agreste, sairá do 58º lugar para o 92º.

Na verdade, criou-se mais um monstro no futebol nacional, cujo ranking necessitava ser reformulado, mas os sábios comandados pelo novo Jeckyll mundial, deixaram de lado algumas variantes de cálculo que poderiam ser aplicadas, e criaram uma fórmula totalmente imbecil e alienada a realidade.

São coisas de nosso futebol tupiniquim e de pessoas sem condições para dirigi-lo.

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