Histórico
Brasileiro Série A
Do mesmo tamanho
postado em 17 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

Náutico e Coritiba descrevem campanhas bem parecidas nesta edição da Série A, onde ambos estão na faixa de classificação para a Sul-Americana e caminham para alcançar uma zona de conforto em suas propostas de se manterem na Primeira Divisão nacional. Portanto, o jogo de hoje à noite no Couto Pereira é o típico confronto que vale seis pontos.

O Coxa vem de uma sequência de três vitórias, o que lhe levou a dar um salto expressivo na tabela de classificação. O que pesa contra o alvirrubro pernambucano é o seu baixo rendimento como visitante: 13,2%. A soma dos três pontos em disputa levará a qualquer um dos dois clubes a romper a barreira dos 40 pontos, por conseguinte, se aproximar do coeficiente que lhes deixarão fora do alcance do fantasma do rebaixamento.

Não seria correto afirmar que se trata de um jogo decisivo, mas é uma partida que pode consolidar uma meta. No grupo dos clubes considerados "intermediários", que disputam a Série A, são os melhores colocados na tabela de classificação, com o mesmo número de derrotas (14), e diferem de apenas em uma vitória e um empate. Enfim, duas forças parelhas.

DETERMINANTE - Na última rodada da Série A não foi registrada nenhuma vitória de clube visitante. Aconteceram 7 vitórias dos mandantes e 3 empates. José Joaquim Pinto de Azevedo fez um levantamento no qual os números atestam o mando de campo como fator determinante de sucesso.

Com um aproveitamento de 77,7% nos jogos disputados nos Aflitos, o Náutico, se fosse um pouco mais eficiente como visitante, estaria brigando por uma vaga no G4, pois o Grêmio, terceiro colocado, tem o mesmo percentual de aproveitamento nos jogos que disputou no Olímpico.

Nos 300 jogos disputados até o momento, os clubes venceram 149 partidas em casa, empataram 80 e venceram 71 jogos como visitantes.

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Futebol Pernambucano
Campeonato Estadual
postado em 17 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CAMPEONATO ESTADUAL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Federação Pernambucana de Futebol está abrindo as discussões sobre a fórmula do Campeonato Estadual de 2013.

Trata-se de um assunto que merece uma boa reflexão, devendo ser bem analisado para que seja mudado a mesmice que vem imperando há anos, e que nos leva ao nada.

Existe um choque de realidade entre as competições nacionais e os estaduais, gerando uma grande desaceleração da parte do torcedor com relação a esses últimos.

A fórmula de retirar os clubes que irão disputar a Copa do Nordeste na primeira fase da competição, que seria disputada com 9 clubes, (Náutico e mais 8 do interior) é danosa para os cinco clubes que não se classificarão para a fase seguinte, desde que não enfrentarão o Sport e Santa Cruz, que demandam maiores expectativas com relação a participação de público.

O mais importante dessas presenças não é o lado financeiro, e sim o da divulgação do futebol de cada cidade, criando a condição de contratos com patrocinadores e fortalecendo na busca da formação de torcedores locais.

Esse sistema poderá ocasionar o fim do futebol do interior, que foi sem dúvidas o que impulsionou por anos os campeonatos estaduais.

Continuamos a cometer erros no tocante ao número de participantes, desde que 12 é um exagero, e quantidade não representa qualidade. Essa redução poderia ser feita, quando do acesso da A2 para a primeira, quando pelo período de dois anos fosse apenas contemplado um clube. O assunto estaria resolvido.

Não adianta mudanças paliativas no estadual, se permanecerem com 26 datas, que o torna cansativo pela longetividade, e com muitos jogos do nada para o nada.

O número ideal de datas seria 16, o que poderia dar uma melhor pré-temporada e sobretudo a compatibilidade tranquila com a competição regional. Existem boas fórmulas que se compatibilizam com isso, bastando ter a competência para buscá-las.

Existe uma grande necessidade de resguardo dos clubes que disputam outros campeonatos, mas isso não pode ser procedido com a morte dos menores, que tem que ser preservados em toda a sua atividade econômica, que gera empregos e com uma fórmula que possa fazer com que esses criem um vínculo com seus consumidores.

Os clubes deveriam lutar para que tivessem eventos durante 10 meses no ano, deixando a sazonalidade de lado, que vem afundando o futebol brasileiro.

O território brasileiro Ã© extenso, e com uma diversidade regional com grandes proporções, e entre essas os estaduais são sem dúvidas os torneios mais importantes e competitivos para alguns.

Tudo terá que ser pesado em uma balança, para que se possa chegar a um denominador comum que contemple a todos, mas o fundamental será a redução do calendário para a realização da competição.

Caso insistam em continuar com datas em demasia, o estadual não dará nenhum suporte para os clubes que disputam o Brasileiro, visto que a cada ano deixa de ser uma referência, e sobretudo que, cinco meses após a sua realização, os torcedores o esquecem, inclusive o nome do campeão.

Chegou a hora de modernizar e tirar de circulação o modelo dinossáurico que o estadual representa.

Sabemos que essa competição tem os dias contados, que certamente cedo ou tarde as suas extinções irão acontecer, mas enquanto isso não se proceder, pelo menos existe uma obrigação de se fazer o melhor até o juízo final.

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Acontece
Gramado e área VIP prejudicam Recife
postado em 17 de outubro de 2012

MARCEL RIZZO - FOLHA DE SÃO PAULO



O COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014 e a Fifa trabalham desde o final de setembro com a possibilidade de Recife ficar fora da Copa das Confederações, que será disputada em junho de 2013.

Este cenário faria a competição ter cinco sedes, e não seis. Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Salvador e Rio receberiam as partidas.

Em novembro, a Fifa fará o anúncio oficial das cidades que receberão os jogos do torneio, teste para o Mundial.

A Folha apurou que o principal problema da Arena Pernambuco é o tempo hábil para que o gramado e as áreas de hospitalidade que a Fifa exige para os torneios que organiza fiquem prontos depois que a obra for entregue pela construtora.

O estádio é construído na cidade de São Lourenço da Mata, na Grande Recife.

A previsão é que a arena esteja de pé em 28 de fevereiro de 2013, três meses e meio antes do início da Copa das Confederações.

O COL estipula um período de três a quatro meses para que os estádios, depois de entregues, sejam adaptados com salas VIP, camarotes, área de imprensa e setores para patrocinadores, além do plantio da grama. Isso gera incerteza para a Fifa confirmar Recife em novembro.

O sorteio das chaves do torneio será em dezembro.

Ontem, em visita ao estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que, neste momento, não há seis estádios prontos para a Copa das Confederações.

"Há poucos estádios que serão entregues no tempo [determinado]", disse Valcke.

Ele não citou Recife ou qualquer outra sede, mas elogiou BH. Ao lado da arena de Fortaleza, a obra em Minas é a mais adiantada, com mais de 80% de conclusão.

A Fifa, por meio de seu departamento de mídia, afirmou que não há sedes excluídas e que só em novembro será tomada uma decisão sobre o número de cidades da Copa das Confederações. O anúncio deve sair no dia 8.

Técnicos da Fifa estiveram ontem na Arena Pernambuco, em uma visita padrão, e se reuniram com o secretário Luiz Ricardo Leite, responsável pela Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa de 2014) do governo de Pernambuco. Foi apresentado aos técnicos que a obra já tem 64% de execução concluída.

"Tirando Belo Horizonte e Fortaleza, que estão mais adiantadas, estamos no mesmo nível de Brasília, Salvador e Rio de Janeiro. A Arena Pernambuco é o único dos seis estádios que está sendo construído, e não apenas reformado", disse Leite.

Se Recife ficar fora da competição, duas das partidas que receberia seriam repassadas para Brasília. A outra iria para Fortaleza, que se tornaria a sede com mais partidas em 2013 -quatro.

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Mudanças
Novo modelo para o Pernambucano 2013
postado em 16 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


O presidente da FPF, Evandro Carvalho, abre o leque de discussão sobre a nova forma de disputa do Campeonato Pernambucano. Embora a CBF tenha mantido as 26 datas para a competição estadual, a reedição da Copa do Nordeste, na qual o Estado estará representado por Santa Cruz, Sport e Salgueiro, impõe a implantação de um novo modelo, pois não é permitido que os clubes envolvidos na disputa regional participem, simultaneamente, dos estaduais.

Evandro quer ouvir cronistas esportivos e formadores de opinião sobre uma proposta que vem sendo trabalhada pelo diretor de futebol, Murilo Falcão. O novo modelo prevê um campeonato disputado em dois turnos. O primeiro reunirá nove clubes, e não terá a presenças dos três que estarão inseridos na Copa do Nordeste.  

Cinco equipes se classificam para o segundo turno, e se juntarão a Sport, Santa Cruz e Salgueiro. O campeão do primeiro turno estará classificado para a Copa do Brasil. Os quatro clubes que não se classificarem para a fase seguinte disputarão um quadrangular para ver quem será rebaixado para a Segunda Divisão, e terão uma recompensa financeira por não terem tido a oportunidade de enfrentar os times que estavam na Copa do Nordeste.

Apesar da mudança, e de um suposto enxugamento, o novo modelo preserva o mesmo número de clássicos existente na atual proposta.

Evandro Carvalho reconhece que o número ideal para a Primeira Divisão estadual seria de dez clubes. Entretanto, como a maioria é do Interior, fica difícil corrigir o que poderíamos de chamar de "erro político", cometido pelo ex-presidente, Carlos Alberto Oliveira. Aliás, a tese dos dez clubes na Série A1 sempre foi defendida pelo ex-diretor da FPF, José Joaquim Pinto de Azevedo. A redução dos número de clubes só será possível com o fortalecimento da Segunda Divisão.

 

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Brasileiro Série A
A força do mando de campo
postado em 16 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MANDO DE CAMPO IMPERA NO BRASILEIRÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última rodada do Brasileirão (30ª), foram contabilizadas 7 vitórias dos mandantes e 3 empates. Nenhum visitante saiu vitorioso nos 10 jogos disputados.

Com exceção do Fluminense, que tem um balanceamento nunca visto na história da competição, com os mesmos números conquistados dentro e fora de casa (34x34), os clubes com melhores classificações têm o fator mandante como referência.

O Atlético-MG tem um percentual de 86,6% em seus jogos em casa, e de 44,4% como visitante. Uma grande diferença.

O Grêmio tem 77,7% de aproveitamento (casa), contra 48% (fora). O São Paulo tem 82,2% (casa) e 31,1% (fora); Internacional com 62,2% (casa) e 37,7% (fora); Botafogo tem 48,8% (casa) e 40% (casa); Corinthians com 80% (casa) e 35,5% (fora); Cruzeiro tem 51% (casa) e 34,8% (fora) e o Náutico com 77,7% (casa) e 13,2% (fora).

Entre esses, o que mostrou o maior equilíbrio foi o Botafogo, que foi mediano coma mandante e visitante, enquanto o Náutico foi salvo inteiramente pelo fator campo.

Do 11º em diante, os jogos como mandante ainda ditam a norma, mas com percentuais que estão provocando as dificuldades de muito, pois jogando fora não tem conseguido dar a contrapartida.

O Coritiba conseguiu fugir do perigo da degola, graças às suas vitórias no Couto Pereira. Teve um percentual de 55,5% (casa) e de 31,1% (fora).

O Flamengo, que ainda pena com o perigo do rebaixamento, teve apenas 27,1% de aproveitamento como visitante, o Bahia tem um certo equilíbrio, mas com viés de baixa, que o colocou na 16ª colocação. Como mandante tem um aproveitamento de 42,1% e como visitante, 35,5%.

O Santos como mandante tem 55,5%, e como visitante, tem 33,3%. A Ponte Preta tem sido salva com os jogos em casa, com um percentual de aproveitamento de 53,3%, enquanto como mandante teve 35,5%, o mesmo acontecendo com a Portuguesa, com 57% (casa) e 31,1% (fora).

A zona de rebaixamento é o retrato da realidade. O Sport tem 44,4% (casa) e 15,5% (fora), o Palmeiras 42,2 (casa) e 15,5% (fora), o Figueirense tem 42,2% (casa) e 13,3% (fora), e finalmente o Atlético-GO tem 33,3 (casa) e 17,7% (fora).

Nada melhor do que uma análise desses números e com isso a certeza de que o fator campo é decisivo para uma boa classificação, mas deverá ter o complemento de pelo menos uma razoável contrapartida no aproveitamento dos jogos como visitante. Quando se olha a atual zona de degola, e alguns clubes que ainda a beiram, entendemos a razão, quando estudamos os percentuais.

Segundo o matemático gaúcho Tristão Garcia, nas 30 rodadas realizadas no atual Brasileirão, os 20 clubes fizeram 820 pontos em 300 jogos até agora, uma média de 2,73 por partida.

De acordo com as estatísticas da CBF, para atingirem esses números, os clubes ganharam 149 vezes dentro de casa, empataram 80 partidas e venceram fora de casa em 71 ocasiões.

O número de vitórias em casa foi mais do que duas vezes maior do que as conquistadas nas arenas dos adversários. Em percentuais, 50% a 23%. Os empates ocorreram em 27% desses confrontos.

Ainda segundo o matemático, dos 749 gols marcados na competição (média de 2,5 por jogo), 450 foram em casa (61%) e 292 fora (39%). Isso representa que em cada três gols, dois foram marcados como mandantes.

São dados como esses que servem para planejar uma competição de pontos corridos, para que possam pensar em título, ou na fuga do carrasco da degola.

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