JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A Federação Pernambucana de Futebol está abrindo
as discussões sobre a fórmula do Campeonato Estadual de 2013.
Trata-se de um assunto que merece uma boa reflexão, devendo ser bem analisado para que seja mudado a mesmice que vem imperando há anos, e que nos leva ao nada.
Existe um choque de realidade entre as competições nacionais e os estaduais, gerando uma grande desaceleração da parte do torcedor com relação a esses últimos.
A fórmula de retirar os clubes que irão disputar a Copa do Nordeste na primeira fase da competição, que seria disputada com 9 clubes, (Náutico e mais 8 do interior) é danosa para os cinco clubes que não se classificarão para a fase seguinte, desde que não enfrentarão o Sport e Santa Cruz, que demandam maiores expectativas com relação a participação de público.
O mais importante dessas presenças não é o lado financeiro, e sim o da divulgação do futebol de cada cidade, criando a condição de contratos com patrocinadores e fortalecendo na busca da formação de torcedores locais.
Esse sistema poderá ocasionar o fim do futebol do interior, que foi sem dúvidas o que impulsionou por anos os campeonatos estaduais.
Continuamos a cometer erros no tocante ao número de participantes, desde que 12 é um exagero, e quantidade não representa qualidade. Essa redução poderia ser feita, quando do acesso da A2 para a primeira, quando pelo perÃodo de dois anos fosse apenas contemplado um clube. O assunto estaria resolvido.
Não adianta mudanças paliativas no estadual, se permanecerem com 26 datas, que o torna cansativo pela longetividade, e com muitos jogos do nada para o nada.
O número ideal de datas seria 16, o que poderia dar uma melhor pré-temporada e sobretudo a compatibilidade tranquila com a competição regional. Existem boas fórmulas que se compatibilizam com isso, bastando ter a competência para buscá-las.
Existe uma grande necessidade de resguardo dos clubes que disputam outros campeonatos, mas isso não pode ser procedido com a morte dos menores, que tem que ser preservados em toda a sua atividade econômica, que gera empregos e com uma fórmula que possa fazer com que esses criem um vÃnculo com seus consumidores.
Os clubes deveriam lutar para que tivessem eventos durante 10 meses no ano, deixando a sazonalidade de lado, que vem afundando o futebol brasileiro.
O território brasileiro é extenso, e com uma diversidade regional com grandes proporções, e entre essas os estaduais são sem dúvidas os torneios mais importantes e competitivos para alguns.
Tudo terá que ser pesado em uma balança, para que se possa chegar a um denominador comum que contemple a todos, mas o fundamental será a redução do calendário para a realização da competição.
Caso insistam em continuar com datas em demasia, o estadual não dará nenhum suporte para os clubes que disputam o Brasileiro, visto que a cada ano deixa de ser uma referência, e sobretudo que, cinco meses após a sua realização, os torcedores o esquecem, inclusive o nome do campeão.
Chegou a hora de modernizar e tirar de circulação o modelo dinossáurico que o estadual representa.
Sabemos que essa competição tem os dias contados, que certamente cedo ou tarde as suas extinções irão acontecer, mas enquanto isso não se proceder, pelo menos existe uma obrigação de se fazer o melhor até o juÃzo final.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








