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Plutocracia rubro-negra
postado em 20 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A PLUTOCRACIA RUBRO-NEGRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos a certeza de que algumas mudanças deveriam ser feitas no Estatuto do Sport Club do Recife, para atender as necessidades de um novo momento dos esportes no Brasil.

Quanto a tal fato não temos a menor dúvida mas, na realidade, algo que fere a democracia está sendo projetado dentro do clube para transformá-lo cada vez mais em uma sociedade de poucos afortunados que desejam se apossar do seu patrimônio, criando um sistema Plutocrata de comando.

Temos uma inteligência razoável e um bom conhecimento das pessoas, e com o açodamento e a ânsia de se proceder com a reforma do Estatuto do Sport em fim de mandato, nos fez proceder com uma análise acurada, e um ponto que achávamos viável, finalmente entendemos que será o caminho para os plutocratas de plantão da Ilha do Retiro.

A diminuição dos membros do Conselho Deliberativo foi o grande golpe encetado pelo poder dominante, tão bem articulado que quase aderimos a tal processo.

Com isso, esse órgão seria preenchido pelos plutocratas, firmando assim a nova forma de governo e já referenciada, a da Plutocracia, de origem grega, da palavra ¨ploutos¨, que significava riqueza, e, ¨kratos¨, que significa poder.

Se exerce a Plutocracia quando o poder é entregue aos mais ricos e poderosos e, por conta disso, a concentração de mando fica numa classe, aprofundando assim o abismo social.

O Sport sempre foi um clube democrático, com a convivência de todas as classes, principalmente a média, que foi a grande impulsionadora do seu crescimento.

Nada temos contra ricos e riquezas, mas sim contra os espertos que querem nos fazer de idiotas, quando articulam um golpe no clube, bem urdido, contando com o apoio de uma minoria atuante, e que deseja fazer do clube uma extensão dos seus negócios.

A mudança de Estatuto seria bem vinda, mas através de um procedimento sério, com uma ampla discussão, mas nunca com a pressa, que é inimiga da perfeição.

Um Conselho de trinta pessoas aprova mudanças elaboradas pelos donos do poder, e o mais grave antes que isso acontecesse, uma Assembleia já estava convocada no jornal, na página dos classificados.

Certamente com a bola de cristal esses já sabiam antecipadamente da sua aprovação.

Chegou o momento dos rubro-negros, sem nenhum vinculação a política do clube, de tomarem uma posição contra essa trama urdida nas caladas da noite, desde que o patrimônio  do clube foi construído graças aos esforços de todos, e não pode sofrer as consequências de um futuro tão trágico.

Erramos quando pensamos na diminuição dos membros do Conselho Deliberativo do Sport, mas voltamos atrás, visto que tal composição irá levar em conta os saldos bancários dos participantes, mesmo que as fichas não sejam boas, em detrimento de alguns menos favorecidos pela ¨sorte¨, que poderiam dar uma boa contribuição com ideias e trabalho ao clube.

Nunca imaginamos que iríamos  ver um clube em que nos doamos por um longo tempo, chegar a ter uma Plutocracia como regime, principalmente nós que sofremos na luta pela volta da democracia ao Brasil.

Lamentamos.

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Brasileiro Série A
O Leão segue rugindo
postado em 19 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

O Sport foi a campo consciente de que a vitória sobre a Ponte Preta era o único resultado que lhe manteria vivo na luta para escapar do rebaixamento na Série A, e definiu sua sorte ainda no primeiro tempo, quando Rithelly e Tobi usaram a cabeça e colocaram o time rubro-negro na frente do placar. A Ponte descontou, aos 46 minutos com Giancarlo.

A tarefa de segurar a vantagem de 2x1 no segundo tempo foi tão difícil quanto a sua construção por conta da igualdade dos dois times, fato que deu confiança ao adversário para tentar buscar o empate, e deixou a torcida leonina aflita até que Gilsinho marcou o terceiro gol do Sport através de uma cobrança de falta.

A vitória - 3x1 - não tira o Sport do sufoco, mas tem um efeito psicológico que pode ser decisivo nos próximos jogos, pois além de por fim a uma sequência de quatro derrotas, retirou o clube da posição de vice-lanterna, local para o qual havia sido empurrado pela combinação dos resultados dos primeiros jogos da rodada.

A soma dos três pontos em disputa deixou o time rubro-negro a cinco pontos do Bahia, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O rugido do Leão reascende as esperanças da torcida.

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Brasileiro Série A
O ponto de corte
postado em 19 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PONTE DE CORTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A matemática tomou conta do futebol brasileiro. Na maioria dos programas esportivos se discute hoje o ponto de corte para que os clubes possam fugir do rebaixamento, visto que o título já é considerado como do Fluminense.

Se nos atentarmos à pontuação do Bahia, e o seu percentual, o número para que se possa escapar do rebaixamento é de 43, muito embora desde que a competição foi iniciada sempre afirmamos que 44 pontos representa uma média dos últimos campeonatos, e que essa deveria ser observada. Contudo, poderá acontecer uma decisão pelos critérios técnicos, levando assim a uma zona de garantia de 45 pontos.

Se observarmos a tabela de classificação existem pelo menos 3 clubes que beiram os 40 pontos, com exceção do Bahia e os da zona do rebaixamento, que estão um pouco equidistantes. Outros sete já somaram tal pontuação ou acima dessa, e faltam apenas 7 rodadas para o final da competição com 21 pontos a serem disputados.

Um bom exemplo pode ser dado: O Náutico vai disputar seus sete jogos, tem hoje 40 pontos, necessita para total tranquilidade mais cinco, ou seja, uma vitória e dois empates. No caso do Coritiba, apenas 4 pontos (uma vitória e um empate).

Se olharmos para o grupo intermediário, temos a Portuguesa que necessita de sete pontos, isto é, 2 vitórias e um empate, o Flamengo 8 pontos (2 vitórias e dois empates) o mesmo se dando com a Ponte Preta.

Já o Bahia, a dificuldade aumenta, pois necessita de 10 pontos, ou seja, 3 vitórias e 1 empate. O Sport necessita de 15 pontos, (5 vitórias); Palmeiras, 16, (5 vitórias e um empate), e o Figueirense, 19, (6 vitórias e um empate). O Atlético-GO estaria matematicamente rebaixado, se contarmos como 45 pontos a linha de corte da competição.

Na verdade, poderá acontecer o inverso e o teto ser reduzido, levando-se em consideração a possibilidade dos 4 últimos estagnarem e não evoluírem na competição,  o que demandaria uma grande redução na pontuação contra o rebaixamento, que poderia chegar aos 41 pontos.

Como o futebol se joga no campo, a matemática serve apenas para a discussão e esclarecimentos, temos que esperar os acontecimentos para sentirmos no final o que realmente aconteceu.

Mas continuamos com a mesma convicção de que pelas dificuldades que teremos nas últimas rodadas, torna-se praticamente  impossível uma reação dos componentes da atual zona de rebaixamento.

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Artigos
Suicídio coletivo no futebol nordestino
postado em 18 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, JIM JONES, O PEOPLES TEMPLE E OS ESTADUAIS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Em 18 de novembro de 1978, o mundo ficou chocado com o suicídio  coletivo acontecido na Guiana, numa seita comandada por Jim Jones, denominada de Peoples Temple (Templo do Povo).

Induzido pelo guia espiritual, 916 membros da comunidade se mataram por conta do fim do mundo.

O futebol brasileiro e, em especial, o Nordestino, constituíram o seu Templo do Povo e estão perto de cometerem mais um suicídio coletivo entre os seus clubes.

Na postagem de ontem escrevemos sobre o Campeonato Estadual. Todos sabem o nosso pensamento a respeito de tais competições, que por experiência própria detectamos que os modelos utilizados os levaram a completa exaustão, necessitando assim de uma reformulação total, partindo do enxugamento de clubes e datas.

Nenhum país no mundo tem estaduais, mas também nenhum desses tem a diversidade do nosso, assim como a extensão. Somos um continente, divididos em estados, existindo situações econômicas e culturais diferentes.

Na última terça-feira, a Federação local convocou os jornalistas para discutirem a nova fórmula da competição, mas antes de começar a sua apresentação, o presidente Evandro afirmou que não haveria mudanças, dando a entender que estava obedecendo ordens superiores.

Na verdade, chamou os profissionais da imprensa esportiva apenas como marketing, desde que o prato estava pronto há bastante tempo, inclusive bem frio.

O modelo já analisamos em nossa postagem anterior, mas tomamos conhecimento de alguns fatos, que estavam na cláusula de confidenciabilidade, tão famosa em nosso futebol.

Os clubes participantes da Copa do Nordeste assinaram um compromisso com Rede Globo que não participariam dos estaduais enquanto a competição estivesse em vigor. Quanta   serventia e rebaixamento, ao se submeterem a tal imposição, e agravada pelos valores disponíveis para o evento.

Para os dez anos são R$ 250 milhões, que fatiados pelo período dará R$ 25 milhões por ano. Tirando-se todas as despesas,  sobrarão entre R$ 13/15 milhões, para serem divididos entre os clubes disputantes, o que daria uma média menor do que R$ 1 milhão para cada um, o que certamente será muito pouco para dois meses de jogos.

Infelizmente, os clubes assinam contratos como esses sem uma análise mais acurada, que no final só tem utilidade para o contratante.

Na reunião, o Presidente da FPF afirmou que a CBF determinou a obrigatoriedade da Copa do Nordeste para as Federações, fato esse que desconhecíamos e não conseguimos detectar em nenhum ato da entidade da Barra da Tijuca.

Na verdade, houve um conluio para extinguirem os estaduais, pois pela formatação apresentada, certamente teremos o requiem para tais competições, pois irá transformar os clubes do interior em novos zumbis, pairando por suas cidades.

O mais estranho, e isso fomos alertados por nossos visitantes, é de que o modelo apresentado pela Federação está criando uma reserva de mercado contra o rebaixamento, já que os participantes do regional não disputando a fase inicial deixaram de correr tal perigo.

Voltamos a afirmar que existem condições de se fazer uma competição com 16 datas e, assim, seria interessante deixar a Copa do Nordeste acabar para iniciar os estaduais.

Certamente tal posição não irá acontecer, pois somos os escravos da Casa Grande que domina o futebol nacional.

Quem será o Jim Jones do Nordeste?

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Brasileiro Série A
Queda de público
postado em 18 de outubro de 2012

LUCAS REIS - FOLHA DE SÃO PAULO



O atual Campeonato Brasileiro perdeu quase meio milhão de torcedores em relação à edição de 2011, aponta levantamento feito pela Folha com base nos borderôs disponibilizados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em seu portal.

As 30 rodadas do torneio deste ano atraíram, segundo a entidade, 3,7 milhões de pagantes. À essa altura do Nacional de 2011, 4,2 milhões haviam comprado ingressos.

A diferença entre as duas edições é de 462.637 torcedores a menos nos estádios. Isso significa que em cada jogo deste Brasileiro há um desfalque de 1.500 pessoas em relação a 2011 -a média de público em 30 rodadas caiu de 14.191 para 12.649 pagantes.

As duas edições em questão são as primeiras -e integralmente- sem os principais estádios do país, em obras para a Copa de 2014.

Maracanã e Mineirão começaram a ser reformados no segundo semestre de 2010, assim como o Parque Antarctica, fora do Mundial, mas que passa por radical modernização. A Fonte Nova, em Salvador, em obras para 2014, não foi usada pelo Bahia também no ano passado.

A perda de quase meio milhão de pagantes não significou um retrocesso na arrecadação. Se no campeonato do ano passado o total arrecadado até a 30ª rodada

chegou a R$ 85,5 milhões, na edição deste ano a soma é de R$ 90,5 milhões.

A alta na arrecadação é explicada pelo reajuste no valor médio dos ingressos.

Em 2012, o torcedor brasileiro tem pago, em média, R$ 23,9 por um bilhete da Série A -aumento de 18,9% no preço da entrada que, no ano passado, custava R$ 20,1.

Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação no acumulado entre os 12 meses que separam o início do Brasileiro de 2011 e de 2012 foi de 4,99%.

O Nacional deste ano caminha para terminar com a pior média de público desde 2006, que teve 12 mil pagantes. Para alcançar o patamar de 2011, as 80 partidas restantes precisarão atrair 1,8 milhão de pagantes.

A CBF não parece se esforçar muito para alavancar o público. Os jogos de sábado à noite, tirados da tabela no Brasileiro do ano passado, continuam em vigor em 2012, apesar dos protestos de cartolas, jogadores e torcedores.

E, após 30 rodadas, o sábado às 21h ainda é a faixa de horário mais esvaziada, com média de público de 10,3 mil pagantes. Domingo, às 16h, é o horário preferido do torcedor, com média de 16,2 mil.

Somente dois clubes têm média de público que ultrapassa a casa dos 20 mil.

O Corinthians, que encara o Brasileiro como um intervalo entre a Libertadores e o Mundial de Clubes, em dezembro, lidera com média de 25.228 pagantes. O Grêmio, que ainda sonha com o título, atrai 21.412 pagantes.

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