Histórico
Brasileiro da Série C
Final infeliz era previsto
postado em 29 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Santa Cruz só dependia dele para seguir na Série C, e com 20 segundos de jogo o artilheiro Dênis Marques desperdiçou uma grande oportunidade. O que poderia ter sido um cartão de apresentação, não passou de um lance de ilusão. Logo em seguida o Águia estabeleceu o equilíbrio nas ações e chegou a armar boas jogadas de ataque por ter levado vantagem no duelo de meio campo.

O empate tornou o jogo dramático diante da combinação dos resultados. A igualdade no placar não interessava aos dois times. Ao ataque. Eis a ordem que ecoou dos dois bancos. O jogo ficou aberto. A 15 minutos do final, acontece o que todos os tricolores temiam: gol do Águia. Wando foi o autor, e com sua façanha nocauteou dois times pernambucanos: Santa Cruz e Salgueiro.

E o time paraense manteve a invencibilidade de cinco anos no seu estádio.

O jogo de ontem em Marabá foi apenas o epílogo de uma campanha bisonha, onde o bicampeão pernambucano não conseguiu vencer uma partida na condição de visitante. O aproveitamento como mandante também foi aquém do esperado, pois a classificação para as quartas-de-final poderia ter sido assegurada no Arruda.

Frustração para a torcida mais fiel do futebol brasileiro.

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Acontece
A tragédia do futebol pernambucano
postado em 29 de outubro de 2012


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Sport levando uma goleada do São Paulo pelo placar de 4x2 começou o trágico final de semana do futebol de Pernambuco.

No dia de ontem, tivemos a continuidade de uma tragédia anunciada, quando o Santa Cruz foi derrotado pelo Águia de Marabá pelo placar de 1x0, e continuou na Série C do Brasileiro.

Postamos alguns artigos em nosso blog, e ontem no Programa Domingo Esportivo voltamos a afirmar que pela perfomance de visitante do tricolor do Arruda e de mandante do time paraense, esse certamente não teria sucesso nesse seu último jogo.

Era uma morte programada que aconteceu. O Icasa, que correu por fora, tomou o lugar do Santa Cruz, e o estado do Ceará classificou dois clubes para a segunda fase da competição.

O Salgueiro conseguiu, em dois anos, cair da Série B para a D, ao empatar em casa com o Cuiabá pelo placar de 2x2.

Vamos repetir o que sempre afirmamos, ou seja, os nossos clubes ficam se utilizando do estadual como referência e, na verdade, nada representa para uma programação nacional.

Falta planejamento, falta uma visão mais profissional de todos e, no final, um clube no rebaixamento da Série A, outro eliminado na fase de grupos da Série C e o último rebaixado para a D.

O futebol de Pernambuco tem que ser revirado de cabeça para baixo, para que possa realmente voltar aos melhores dias.

Com a estrutura atual difícilmente isso irá acontecer.

Nos apequenamos totalmente.

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Artigos
A dona dos esportes
postado em 29 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A GLOBO É CADA VEZ MAIS A ¨DONA¨ DO ESPORTE


* Artigo publicado pelo jornalista Erich Betting em seu blog ¨Negócios do Esporte¨.


A aproximação dos megaeventos esportivos no Brasil fez com que o mercado esportivo iniciasse uma profunda mudança. Passados cinco anos da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo, e três do Rio para as Olimpíadas, o que mais se observa por aqui é que, mais uma vez, a Globo esteve à frente de todos os outros e tomou o espaço que ainda havia disponível no mercado.

Hoje, diversas empresas pertencentes às Organizações Globo são cada vez mais donas de diferentes segmentos do esporte brasileiro.

Um exemplo claro e evidente é o futebol, com a empresa detendo os direitos de transmissão nas TVs aberta, fechada, pay-per-view, comercialização de placas de publicidade, telefonia celular, promoções atreladas ao Brasileirão, etc. Tudo o que diz respeito à Série A do Brasileiro precisa passar pelo crivo da Globo.

Com o fim das Olimpíadas de Londres, quando não teve os direitos sobre o evento na TV aberta, a Globo expandiu seus tentáculos para outros esportes. O vôlei, por exemplo, entregou a comercialização de seus contratos de patrocínio para o departamento de marketing esportivo da Globo, que por sua vez é sócia do Novo Basquete Brasil (NBB) e, também, da Stock Car. Isso sem falar na parceria antiga com o GP do Brasil de Fórmula 1.

O caso mais recente é com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Nesta semana a entidade divulgou seu calendário de 2013, e a principal mudança é que todas as competições vão acabar no sábado. O motivo? Para atender à Globo, que quer exibir reportagens da natação no %u201CEsporte Espetacular%u201D aos domingos (a reportagem pode ser lida aqui).

Agora, com a Geo Eventos, as Organizações Globo também passaram a ser produtoras de eventos. A despedida de Marcos no Palmeiras, e as provas de corridas de rua dos quatro clubes de maior torcida de São Paulo são exemplos recentes. Da mesma forma, a empresa gerencia os camarotes dos estádios de São Januário, Rio Stadium (o Engenhão) e vai financiar e gerenciar uma nova área vip no Couto Pereira, do Coritiba.

Do jeito que as coisas caminham, perderemos um dos maiores legados que os megaeventos poderiam trazer, que seria a profissionalização de quem trabalha com o esporte, que se fortaleceria e passaria a ser dono de suas propriedades comerciais. Aos poucos, a Globo tem amarrado contratualmente diferentes segmentos do esporte, o que inviabiliza no médio prazo a profissionalização das entidades esportivas e, pior ainda, amarra o esporte à emissora.

Em tempo, se há um %u201Cculpado%u201D nessa história, ele definitivamente não é a Globo, que percebeu que para ser líder num mercado de mídia cada vez mais modificado, ela precisa ser muito mais do que uma empresa de mídia e passar a ser produtora de conteúdo de qualidade. O canal para desovar esse conteúdo ela tem e é o mais forte do país. O problema é o esporte não ter percebido que, na verdade, ele que poderia ser a empresa geradora de conteúdo para a mídia.

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Brasileiro da Série C
Hora da superação
postado em 28 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Náutico jogou na quinta-feira, o Sport mediu forças com o São Paulo ontem, na Ilha do Retiro, e o domingo ficou reservado exclusivamente para o Santa Cruz. O jogo do bicampeão pernambucano com o Águia será lá longe, em Marabá, mas todos os pernambucanos, pelo sim, ou pelo não, estarão ligados nas ondas do rádio. Durante a semana sobraram adjetivos para este confronto que pode selar o destino dos dois clubes.

O Santinha precisa vencer para seguir adiante na Série C, enquanto o clube paraense busca a vitória para se livrar do rebaixamento. Sexta-feira vieram me dizer que o Águia não perde um jogo em casa há cinco anos. Se o torcedor coral juntar isso ao fato de que o Santa Cruz não venceu nenhuma partida como visitante, até o momento, na Série C, entrará em depressão. Nos momentos de tensão o melhor é ter a certeza de que no futebol tudo é muito relativo, não existe verdade absoluta.

Uma vitória dos comandados de Zé Teodoro hoje à tarde valerá por todas que o time deixou escapar, ou não teve competência para construir. A cartada é decisiva para os dois clubes que jogam pressionados pelo resultado. Tem jogadores que se agigantam em situações difíceis, outros somem dentro de campo.

Como se trata de um jogo de terceira Divisão, o que menos importa é a beleza do espetáculo. Quem for mais eficiente na superação levará a melhor. Que ressuscitem os guerreiros do Pernambucano.

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Brasileiro Série A
De herói a vilão
postado em 27 de outubro de 2012

                    Lucas marcou três gols e foi o destaque da goleada do São Paulo sobre o Sport: 4x2

CLAUDEMIR GOMES

 

Todo e qualquer quadro pode ser visto e analisado por diversos ângulos. Evidentemente que, cada ângulo lhe permite uma visão diferente, ou mesmo a descoberta de um detalhe. Semana passada, ao defender um pênalti no jogo com o Atlético/GO, o goleiro Saulo, do Sport, levantou chorando para repor a bola em jogo. A reação foi imediata.

Como o Sport saiu de campo vitorioso, mesmo sem ter apresentado um futebol convincente diante do lanterna do campeonato, o choro do jovem goleiro foi analisado como positivo. O fato chegou a ser citado como um sinal de como o grupo está focado na difícil missão de livrar o rubro-negro pernambucano do rebaixamento.

Ninguém observou que tal reação - o choro - revelou o descontrole emocional do novo titular da camisa um do Sport. Desconheço se algum psicólogo desenvolveu algum trabalho com o rapaz nos dias que antecederam o jogo com o São Paulo.

Como tantos outros que já aconteceram, e os próximos a serem disputados, o confronto com o Tricolor Paulista era decisivo para o futuro do rubro-negro pernambucano na Série A. A superioridade técnica do adversário era incontestável, mas num bafejo da sorte o Sport inaugurou o placar através de Gilberto. Mas a reação do São Paulo era inevitável.

Lucas acerta um chute de fora da área e a bola passa entre as mãos do goleiro leonino. Foi um petardo, mas pela distância era um chute defensável, tanto que desestabilizou Saulo, que a partir daquele momento começo a descer do pedestal reservado aos heróis, para a plataforma onde são crucificados os vilões. Bola cruzada na área e faz a lambança do ano, da qual Lucas se aproveitou para fazer o seu segundo gol. O terceiro gol são-paulino foi de Rivaldo (contra), mas Saulo estava adiantado, mal posicionado.

O quarto gol do São Paulo frustrou qualquer tentativa de reação do Sport. Mais uma vez Lucas apareceu de forma decisiva, numa tabela com Luís Fabiano. Hugo, numa cobrança de pênalti, marcou o segundo gol dos donos da casa.

O jovem Saulo sentiu na pele que, no futebol, a linha que separa o céu do inferno é bastante tênue. Mas para quem analisa o futebol através dos detalhes, deve estar questionando se o que aconteceu neste sábado, na Ilha do Retiro, não foi anunciado domingo passado através de um choro. Algumas vitórias mascaram verdades, e fazem com que sinais importantes passem despercebidos. Assim funciona o futebol de resultados.


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