Histórico
Brasileiro da Série C
É o Santa, é o Santa
postado em 01 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Santa Cruz foi a campo consciente de que teria de superar dois adversários, o Cuiabá, e outro que é oculto: a pressão psicológica. A dificuldade que os tricolores tiveram em estabelecer o equilíbrio emocional fez com que o jogo se tornasse difícil. O Tricolor, desde o início da Série C, que joga pressionado em busca de resultados que lhes colocassem numa posição mais confortável na tabela de classificação.

Em condições normais de temperatura e pressão, o Santa Cruz, jogando no Arruda, será sempre favorito numa disputa com o Cuiabá, mas ontem era notória dificuldade que os comandados de Zé Teodoro tinham de impor um ritmo ao jogo diante de um adversário de reconhecida inferioridade técnica. Era como se cada jogador estivesse carregando cem quilos nas costas.

O placar em branco no primeiro tempo aumentou a pressão para a fase final. O inimigo oculto se mostrava mais difícil de ser vencido. Mas o artilheiro Dênis Marques, mesmo não atravessando boa fase, marcou o gol da vitória aos 26 minutos. Os tricolores passaram a ter o domínio amplo das ações, e nos minutos finais foi possível observar a leveza de um time que aquela altura havia se harmonizado por ter encontrado o equilíbrio emocional.

É certo que não foi a goleada desejada pela torcida coral, mas a magra vitória sobre o Cuiabá, não apenas por ter recolocado o Santinha no G4, mas por ter devolvido ao grupo a autoconfiança, foi o resultado mais decisivo, até o momento. A dificuldade continua, mas a pressão diminuiu.


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Futebol Brasileiro
Um atleta consciente
postado em 01 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM ATLETA CONSCIENTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Juninho Pernambucano foi o personagem mais importante do seu time, Vasco da Gama, no jogo contra o Figueirense, realizado no último sábado pelo campeonato brasileiro.

Com seus 36 anos, o profissional torna-se um exemplo para muitos atletas com idades bem abaixo da sua, e que já demonstram fadiga com a profissão.

Por conta dessa exibição, cujo vídeo vimos a posteriori, resolvemos postar um artigo sobre uma entrevista desse jogador ao Sport TV na semana passada, que demonstrou a sua consciência no tocante Ã  profissão que abraçou.

Segundo Juninho, no seu retorno ao país estranhou o comportamento dos colegas de profissão, quando textualizou claramente que esses continuam sendo tecnicamente os melhores do mundo, mas que precisam ter uma conduta profissional no âmbito geral do esporte.

De acordo com o atleta, existe a necessidade de mudar a mentalidade do jogador brasileiro. Esses continuam achando que a caneta, o chapéu, a brincadeira no treino, que isso é futebol. E que no final de semana vai ser capaz de chegar lá e resolver.

O profissional do futebol no Brasil, segundo Juninho, não entendeu que para atuar bem em um jogo necessita de uma preparação adequada. Preparar o corpo para que ele seja capaz de reagir ao esforço máximo na partida. E isso tem que ser feito no dia a dia, afirmou o meia vascaíno.

Na verdade Juninho é um atleta privilegiado, desde a sua formação, tendo inclusive o nível universitário, e isso o ajudou a ter uma noção maior sobre a profissão, que foi certamente amadurecida pelos longos anos em uma cultura mais elevada, como a da França.

Dentro de tal contexto, na sua entrevista, esse enveredou pelo lado social, com alguns posicionamentos interessantes.

Destacou as qualidades do atleta brasileiro em comparação com os europeus, visto que ele considera que os locais são mais inteligentes para ler o jogo, por ter passado pelo futsal, ter jogado futebol na rua e até descalço.

Para o profissional do Vasco da Gama, a grande mudança é de que o nosso jogador deverá entender que o futebol pode sim ser uma brincadeira, mas acima de tudo é uma profissão. ¨O futebol mudou a vida de todo o mundo. Então, ele precisa respeitar o futebol como ele merece. E para isso, tem que entender que o treinamento e o pós-treino é fundamental¨, declarou.

Finalizando a entrevista, Juninho Pernambuco fez uma consideração de ordem social ao afirmar que o jogador brasileiro tem muito mais desequilibrios familiares do que acontece na Europa, dizendo que isso atrapalha. ¨A mudança do nosso futebol passa pela psicologia e até a psiquiatria tem que estar cada vez mais presente, pois o lado mental está mais importante a cada dia que passa para o jogador render o que pode¨, concluiu.

Uma entrevista brilhante de um profissional consciente, e que deveria ser mostrada aos jogadores de nossos clubes, e até aos seus dirigentes.

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