Histórico
Seleção Brasileira
No ritmo da rivalidade
postado em 03 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A rivalidade entre Brasil e Argentina é o que salva a edição 2012 do Superclássico das Américas, cuja segunda partida será disputada hoje à noite, em Resistencia, na Argentina. No primeiro jogo, vitória brasileira por 2x1. Existe o acerto para os técnicos, Mano Menezes e Alejandro Sabella só convocarem jogadores que estejam vinculados aos clubes dos dois países. Tal fato limita o poder de fogo das seleções, cujos principais jogadores atuam na Europa.

O argumento de que o Superclássico é uma oportunidade para os treinadores observarem outros jogadores perde a força com o fato de que os atletas chamados estão em plena atividade disputando os respectivos campeonatos nacionais, onde Menezes e Sabella analisam suas atuações com frequência.

Na Seleção Brasileira as atenções se concentram no gol, onde o botafoguense Jefferson volta à condição de titular. Desde que assumiu o comando do time brasileiro, Mano Menezes já convocou 12 atletas da posição que ainda não tem o titular definido. Hoje à noite, Jefferson, além da reconquista do espaço, vai a campo com a tarja de capitão.

A exemplo do que vimos no confronto realizado em Goiânia, a decisão desta edição do Superclássico das Américas deverá ser marcada por um nível de competitividade muito alto. Reflexo da rivalidade. 

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Artigos
Intolerância
postado em 03 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, INTOLERÂNCIA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os tristes fatos que ocorreram no estádio Couto Pereira, de propriedade do Coritiba, no último domingo, com as agressões sofridas por um pai e uma adolescente, promovidas por uma torcida organizada do clube, tiveram uma grande repercussão no Brasil, e serviu para acordar uma parte de nossa mídia esportiva que estava anestesiada em relação Ã  intolerância que tomou conta de nossos eventos esportivos.

A sociedade reagiu, e o nosso blog sentiu tal fato, tendo em vista os diversos comentários que foram apensados ao artigo.

Voltamos ao tema para mostrarmos que o fato não foi pontual e se repete no cotidiano do futebol. O advento das torcidas organizadas transformaram os eventos em palcos para a intolerância e, sobretudo, a violência.

Vivenciamos uma época em que frequentar os estádios era puro lazer. Os contrários conviviam pacificamente, e a luta era dentro do campo. No final, vencidos e vencedores saíam juntos sem nenhum sentimento de ira ou de que fossem tratados como inimigos a serem batidos.

Os torcedores organizados alugam seus serviços aos donos do poder nos clubes, servindo para incrementar a torcida e, ao mesmo tempo, para intimidar os adversários.

O fato do Couto Pereira reflete-se nas ruas, onde um cidadão não pode mais vestir a camisa do seu time, por correr o risco de ser agredido pelos intolerantes e muitas vezes morto, como ocorreu recentemente no Rio de Janeiro.

O torcedor tinha orgulho de colocar no seu carro um adesivo com o escudo do seu clube. Hoje, se o fizer corre o risco de ter o vidro do veículo quebrado e a lataria arranhada. Trata-se de uma maneira de divulgação que caiu em desuso por conta daqueles que só acreditam na intolerância e violência.

Depois do que aconteceu com a jovem torcedora do Coritiba que cometeu um ¨crime¨ de receber uma camisa do seu ídolo, que joga por um time de outro estado, nos questionamos se algum pai irá ter a coragem de levar seus filhos para os estádios, para correrem o risco de serem trucidados pela sanha de criminosos travestidos de torcedores. 

Nós não temos mais filhos adolescentes e sim netos, que apesar de pouca idade já gostam de assistir aos jogos do seu clube no Morumbi, acompanhados dos pais, e ambos têm um jogador contrário como ídolo, no caso Neymar, do Santos.

Estávamos pensando nos dois, com apenas cinco anos de idade, gritando o nome do atleta santista, e os organizados os atacarem contra esse crime de lesa patria, que é o de admirar um bom jogador do time adversário.

Apesar da idade, ambos sabem e cantam todo o hino do São Paulo e, mesmo distante, já fizemos de tudo para que eles torçam também pelo Sport mas não somos atendidos, pois são são-paulinos de coração.

São crianças e adolescentes como eles que fazem o futuro do nosso futebol, e com pensamentos limpos e diferentes dos que frequentam os estádios nos dias de hoje, mas todos estão sendo afastados por conta dessa intolerância imbecil e digna de países fascistas.

O problema dessa gente é o mesmo de nossa sociedade, que se desqualificou por conta da ausência do estado de coibir a corrupçção, que gerou a violência e a impunidade,  e tendo como resultado final o afastamento dos bons torcedores dos estádios.

Chegou o momento de uma união nacional no intuito de ser exigida a extinção de todas essas torcidas para que o futebol possa ser salvo.

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Brasileiro Série A
Matemática doméstica
postado em 02 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Não podemos ir de encontro aos fatos. Após a disputa de 27 rodadas fica comprovada a condição de "caseiros" de Náutico e Sport, nossos representantes na Série A. Ambos só conseguiram uma vitória como visitantes. Portanto, a permanência dos dois clubes na elite nacional depende dos resultados que eles possam vir a acumular como mandantes na reta final do campeonato.

No cenário atual, 9 clubes brigam contra o rebaixamento: do décimo colocado, o Náutico - 34 pontos - ao décimo-oitavo, o Palmeiras - 26 pontos. Nos 11 jogos restantes, o alvirrubro pernambucano fará 6 partidas nos Aflitos, sendo 4 confrontos diretos com clubes que estão na zona de risco: Palmeiras, Portuguesa, Flamengo e Sport.

O confronto direto equivale a um jogo de 6 pontos, porque além de avançar na tabela, no caso de vitória, o clube impede o avanço do adversário que teoricamente está em condições de igualdade. Para assegurar sua presença na Série A, em 2013, o Náutico precisa contabilizar 12 dos 18 pontos que disputará como mandante. A situação do Sport é mais complicada.

O time rubro-negro fará 5 jogos na Ilha do Retiro, dos quais, apenas um é confronto direto, contra a Ponte Preta. Para se livrar do rebaixamento o Leão terá que somar todos os pontos que disputará em casa e buscar mais 4 como visitante. Portanto, o jogo de quinta-feira, com a Portuguesa, no Canindé, é de vida ou morte para o time comandado por Waldemar Lemos.

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Arbitragem
Maldita Geni
postado em 02 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MALDITA GENI!


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


¨Joga pedra na Geni!

Joga Pedra na Geni! Ela é feita para apanhar!"

O compositor e cantor Chico Buarque de Holanda retratou um personagem que ainda vive no meio da sociedade brasileira, com uma música denominada ¨Geni e o Zepelin¨.

A sua Geni servia como o bode expiatório para as fraquezas e maldades do povo. Todos jogavam pedras contra ela.

No futebol brasileiro, as ¨Genis¨ de hoje estão representadas pelas arbitragens. Após a realização dos jogos as pedras são atiradas nos mediadores. Ninguém erra, só esses.

Temos postado alguns artigos sobre a arbitragem brasileira, que sem dúvidas passa pelo seu pior momento, mas não podemos admitir que as falhas das equipes, as táticas utilizadas pelos treinadores que não dão certo, sejam transferidas pera os personagens que atuaram no apito nas partidas.

Nessa última rodada, tivemos falhas e uma grave. A penalidade favorável ao Coritiba contra o São Paulo, marcada por Pericles Bassols Cortez, só existiu na sua visão e do conjunto dos seus auxiliares. Posteriormente, o gol de empate do tricolor paulista com Osvaldo impedido. No final, reclamação geral.

Nos demais jogos aconteceram erros pontuais, e que não influenciaram em nada no desenrolar das partidas, mas um caso especial nos está chamando atenção, o do árbitro pernambucano Nielson Nogueira Dias, que teve a ¨ousadia¨ de expulsar Neymar durante o jogo Grêmio x Santos.

O árbitro tornou-se a ¨Geni¨da semana, com críticas de todos os lados, a maioria passionais, já que a medida tomada contra o atleta foi correta, pois vimos o lance do primeiro cartão amarelo, e as suas reclamações foram desproporcionais, com palavrões e xingamentos, e a única atítude seria a aplicação da advertência.

Nielson acertou em dar continuidade a jogada em que o atleta santista conduzia a bola e sofrendo na ocasião faltas seguidas, levando em consideração a lei da vantagem, mas pecou em não apresentar o cartão amarelo ao atleta Elano, do Grêmio, que cometeu uma infração mais dura contra o jogador.

Por conta disso, a reação de Neymar foi para desmoralizar a arbitragem, e o único caminho era a advertência.

No lance da expulsão simplesmente o atacante do Santos pisou na barriga do atleta Pará, do Grêmio, numa agressão que motivou um cartão vermelho direto. O árbitro acertou.

O problema maior é que vivemos numa época dos rapapés, onde as mídias endeusam um jogador, e tudo que fizer será considerado normal, e pobre de quem ousar enfrentar o sistema, como foi o caso de Nielson Nogueira Dias, que expulsou o atleta cumprindo as regras do jogo.

Renê Simões, certa vez, afirmou que estavam criando um monstro, com relação a tratamento dado por Neymar ao seu treinador na ocasião, Dorival Junior, em que o atleta recursou-se a ser substituído, e certamente isso continua acontecendo, pois fechar os olhos para o que aconteceu e jogar pedras na arbitragem é um falta de respeito Ã  inteligência alheia.

Neymar é um excelente jogador, um excelente garoto propaganda de vários produtos, mas não pode ser considerado como intocável, e isso certamente anda mexendo com sua cabeça, pois os seus procedimentos dentro do campo estão demonstrando que está se julgando acima da lei e da ordem.

Nielson foi a ¨Geni¨ da vez, e as pedras foram jogadas, mas pelo menos deu um exemplo de que não existe ninguém intocável no futebol.

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Artigos
Abaixo a ditadura
postado em 02 de outubro de 2012
Por TÚLIO VELHO BARRETO, MDM        


 
Não, felizmente, os militares, e seus eternos apoiadores, não derrubaram a presidenta Dilma Rousseff e restauraram a ditadura militar-civil, de triste, mas perene memória, no Brasil. Pelo menos é o que nos mostram os trabalhos já entabulados pela Comissão Nacional da Verdade e as diversas e atuantes Comissões Estaduais pelo país afora.
 
Mas, como todos sabem, no último sábado, afrontando um protesto pacífico da torcida do Náutico, no Estádio dos Aflitos, alguns saudosistas deram o ar de sua graça. E continuam a mostrar as suas garras. Senão vejamos.
 
Na ocasião, os torcedores presentes apoiaram a iniciativa de dois deles, que levaram para o Estádio uma faixa com os seguintes dizeres: "Não irão nos derrubar no apito". E os ajudaram a mostrá-la para os demais e para a mídia que ali trabalhava, ou seja, para todo o país.
 
O pacífico protesto - e, inicialmente, silencioso - da torcida do Náutico foi contra a arbitragem no Brasileirão 2012. E ocorreu antes e durante o jogo contra o Atlético-GO.
 
Tal fato ocorreu, como disse, por iniciativa de dois torcedores, porque - não só eles, mas muitos outros - consideram que o Náutico tem sido sistematicamente prejudicado com a não marcação de penâltis, como no caso do jogo contra o Fluminense; com a marcação de penâltis inexistentes contra o Clube, como no caso do jogo frente ao Atlético-MG; e contra a anulação incorreta de gols do Náutico, como aqueles anotados por Araújo contra o Internacional e Vasco.
 
Estes são apenas exemplos - ironicamente ocorreram duas jogadas que valeriam ser analisadas: uma, em que foi marcado penâlti a favor do Náutico e outra, em que o penâlti não foi anotado, quando ambas as jogadas são passíveis de interpretações divergentes.
 
Mas, a motivação deste texto vai além das quatro linhas do acanhado Estádio do Náutico e da difícil situação financeira de um Clube localizado na periferia da economia nacional.
 
Então, vamos aos fatos.
 
No sábado, o árbitro do jogo, Leandro Pedro Vuaden, achou por bem só começar a partida, o que o fez 16 minutos após a hora marcada, quando a referida faixa foi - apenas aparentemente - retirada. Uma bobagem, pois a faixa, logo depois, foi novamente levantada, o que ocorreu inúmeras vezes, a critério dos torcedores, sem que o jogo fosse interrompido.
 
Considero, e não tenho dúvidas quanto a isso, que este tema merece a atenção dos torcedores de todos os clubes, dos jornalistas, dos esportistas... Enfim, de todas as pessoas interessadas em futebol e no pleno exercício da cidadania. Sim, o tema não diz respeito apenas à esfera esportiva.
 
Até porque, já sabemos, o caso vai ter desdobramentos.
 
O procurador do STJD Paulo Schmitt, aquele mesmo que, anos atrás, puniu o Náutico com a perda de mando de campo em função da ação descontrolada do zagueiro André, do Botafogo, e da ação inadequada da Polícia Militar, sem que o Clube tivesse nada a ver com uma e/ou outra, já anunciou que o Náutico poderá vir a ser punido pelo atraso do jogo.
 
Ora, estava no Estádio e, inicialmente, fiquei com a clara impressão - perdão pela ingenuidade! - que o próprio árbitro poderia ser punido por ter extrapolado suas atribuições e competência, ao tentar disciplinar o comportamento de pacíficos torcedores nas arquibancadas. E porque sua decisão foi o único motivo pelo atraso do início do jogo. Também porque sua decisão poderia ter levado a torcida a se indispor contra ele e os assistentes. E colocar em risco a todos e todas presentes.
 
E, sobretudo, porque a faixa não personalizava. Mas, apenas, expressava o sentimento de torcedores contra eventos ocorridos em algumas outras partidas.
 
Felizmente, apesar de tudo, a torcida comportou-se de forma exemplarmente tranquila e ordeira.
 
Pergunto: o que estão querendo fazer com o futebol?
 
Os goleadores já não podem comemorar plenamente com os torcedores. Agora, os torcedores não podem mais protestar pacificamente contra o que acham estar errado. Mais uns dias, não se iludam, o árbitro vai suspender uma partida porque alguém o vaiou, o chamou de ladrão ou fez algo parecido com os auxiliares. Ou chamou jogadores ou técnicos de burros, time de frouxos etc.
 
Para que serve so torcedores, insisto? Para permanecer em silêncio durante uma partida? Para apenas aplaudir as belas jogadas de seu time? Ou mesmo os acertos da arbitragem e do adversário, deixando manifestação em contrário apenas para os iluminados membros do STJD? Quem sabe, restará gritar Bravo! a cada gol de seu ídolo...
 
Ainda bem que este os referidos árbitro do jogo e procurador do STJD não atuavam durante a ditadura militar, lá no início dos anos 1980, em plena campanha das Diretas Já. Senão, como seriam as partidas do Corinthians em plena Democracia Corinthiana? As partidas só iniciariam depois que todas as faixas exigindo liberdades democráticas, eleições diretas para presidente etc. fossem recolhidas?
 
E se, mesmo assim, o capitão do Corinthians e da seleção brasileira Sócrates se negasse a retirar a pequena faixa que amarrava em torno da cabeça exigindo o mesmo, não haveria mais futebol em São Paulo nas tardes de domingo e noites de quarta-feira?
 
 
Pois é, nem durante a ditadura militar-civil vimos nada parecido.
 
Só dá para ficar pensando que estes senhores estão realmente empenhados em acabar com o futebol, esta prática social tão relevante, que mobiliza milhões de pessoas no mundo inteiro. Ou há algo mais sério por trás de iniciativas como estas, que nossa vã filosofia não alcança nem compreende?
 
Sei não...
 

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