JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Recebemos da Pluri Consultoria a sua pesquisa
sobre a transparência dos clubes brasileiros.
Com o mercado do futebol em crescimento, existe a necessidade de que todos tenham uma visão geral a respeito da gestão e finanças das agremiações, inclusive para que também tenham um melhor acompanhamento pelos agentes governamentais.
Verificamos que alguns clubes já entenderam essa necessidade e tornaram-se mais transparentes, mas uma maioria permanece com uma postura de ¨caixa-preta¨, onde suas atividades são secretas e do conhecimento de poucos.
O trabalho inicial merece elogios, pois nos permitiu que tivéssemos uma visão macro da realidade que acontece em nossas entidades sócio-esportivos.
As conclusões são bem importantes, principalmente por ter sido constatado que o nÃvel médio dos clubes de nosso paÃs vem melhorando de forma muito lenta e precisa ser incrementado. Os balanços são escondidos em páginas de anúncios classificados, e não são publicados nos seus sites.
O relatório chegou à conclusão que esses são tÃmidos na adoção de boas práticas de Governança Coorporativa, além de apresentarem sérios problemas de conflitos de interesses, o que demonstra que existe um longo caminho a ser percorrido por todos.
Para que se tenha uma ideia geral da precariedade na transparência, apenas dois clubes publicam relatórios anuais (Corinthians e Fluminense), e apenas um publica o Orçamento para o ano seguinte (Corinthians).
Os melhores de 2011 foram o Corinthians, como o mais transparente, o São Paulo, com um balanço mais explicativo, e o Palmeiras, que publica seus balancetes mensais. O último colocado foi o Ceará.
Com relação aos clubes de Pernambuco, observamos que no Ranking Geral entre os 32 analisados não tiveram uma boa aprovação no quesito transparência.
O Náutico foi o 20º colocado, Santa Cruz o 23º e o Sport ficou no 24º lugar. Foram utilizados sete critérios para a avaliação de cada um e, no final, não tiveram boa pontuaçao.
No clube alvirrubro foi detectada a dificuldade de se localizar o balanço. Foi considerado como de nÃvel médio com relação a disclosure. O clube não publica organograma, o orçamento para o próximo ano, relatório anual e a polÃtica de governança. Somou, no final, 20 pontos.
Com relação ao tricolor do Arruda, foi constatado que o balanço não foi publicado no site do clube, o parecer dos auditores também não foi aberto para conhecimento dos associados, o nÃvel de disclosure foi considerado baixo, não publica organograma e orçamento, assim como relatório anual e polÃtica de governança. Somou 15 pontos.
Dos três clubes da capital, o Sport foi o de menor pontuação, com apenas 10 pontos. O clube não disponibilizou o balanço no site, juntamente com o parecer dos auditores, o nÃvel de disclosure nas informações foram de nÃvel médio, não publica organograma, orçamento para o ano vigente, relatório anual e polÃtica de governança.
Para nós, nenhuma surpresa com a colocação de nossos clubes, pois infelizmente a transparência ainda é algo de obsceno em suas gestões.
Os dirigentes precisam entender que quanto mais transparente é a instituição, mais confiança o mercado tem nela e, com isso, mais dispostos os seus agentes a fazerem negócios.
A lógica correta da demanda é que quanto maior for a sua credibilidade, melhor será o seu poder de atração e barganha junto aos investidores.
Na verdade, precisamos melhorar muito no item transparência.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










