JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O
futebol brasileiro está copiando as promoções das grandes lojas.
Quando os consumidores se retraem, os comerciais tomam conta do mercado, oferecendo bonificações e promoções de todos os sentidos.
O nosso esporte anda em uma viés de baixa técnica, e isso vem sendo anotado com a ausência dos seus consumidores nos estádios, por não sentirem o desejo de pagar por um ingresso caro para assistir a um espetáculo de qualidade sofrÃvel.
As promoções começaram. Os ingressos tiveram os preços reduzidos. Quem adquire um bilhete recebe um outro de graça para um acompanhante.
Foi implantado o estilo das Casas Bahia, com suas espetaculares promoções.
O consumidor atendeu e os estádios passaram a receber um bom público, principalmente nos jogos do Palmeiras e Flamengo, ambos preocupados com o rebaixamento.
As benesses só acontecem quando os clubes andam em situação de desespero, e contam com uma única boia de salvamento que é o torcedor.
No dia de hoje teremos uma promoção menor do que as Lojas de 1,99, ou seja, o Santos, que era há pouco o time mais desejado pelos torcedores do futebol, qua pagavam alto para verem Neymar e Ganso atuarem, de repente encontra o carrasco da degola visitando o litoral santista e cria o ingresso de R$ 1,00, desde que não contará com a presença do seu maior astro.
O Balé Bolshoi hoje representa um circo mambembe, com apenas um único astro, Neymar. Esse se transformou na mulher barbuda que era a grande atração.
O sócio santista pagará R$ 1,00 e ganhará uma cortesia para um acompanhante. Uma mudança radical de uma grande equipe, que sofreu o seu desmonte e tornou-se um mero participante de uma importante competição.
Achamos que toda a promoção é válida, e anima o consumidor, mas depreciar um jogo de futebol como está acontecendo, na cobrança de R$ 1 por um bilhete, que na verdade é R$ 0,50 se contarmos com a cortesia, é sem dúvidas aprofundar o poço em que o nosso esporte foi jogado.
Só faltou colocar um carro de som na rua, anunciado o espetáculo, com uma voz potente chamando: ¨Hoje tem espetáculo? Tem, sim senhor. O palhaço o que é? à ladrão de mulher".
Esse é o novo modelo do futebol nacional, que está valendo apenas um real.
Parabéns, Marin.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









