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Yabba dabba FLU
postado em 09 de outubro de 2012

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


É engraçado como um gol "feio", ou normal, pode ofuscar numa só tacada um grande craque, dois golaços raros, um time inteiro e meio Estado.

Quando o atacante Fred marcou o gol da vitória contra o Botafogo, no sábado, batendo rasteiro de esquerda de modo "fácil", Ronaldinho só não estava fazendo chover em Minas Gerais.

O Atlético-MG trucidava o Figueirense, a torcida e o time resgatavam a autoconfiança rumo ao título, e Ronaldinho chorava em campo ao mesmo tempo em que fazia suas "mágicas", como um gol espírita "sem querer querendo" do tipo daquele que fez contra a Inglaterra em 2002 na Copa e um "malandro" de falta, em cobrança genial, que lembrou o memorável Santos 4x5 Flamengo do ano passado.

Mas, no meio do caminho mineiro, tinha um mineiro: o Fred. Com jeitão de jogador de churrasco e um perfil que não cabe dentro de um Barcelona x Real Madrid tipo o de domingo, mas sem se machucar tanto como vinha acontecendo, não é exagero computar a Fred grande parcela desse provável título brasileiro deste ano, que não será do Fluminense apenas se for comprovado pela 2.458.389ª vez que futebol é uma caixinha de surpresa.

É só pegar os últimos cinco jogos do time líder isolado, bem à frente do vice, com 82% de chances de chegar ao título e que tem o goleador do campeonato. No caso, ele.

Nos derradeiros 15 pontos disputados pelo tricolor carioca, pode botar 12 na conta de Fred. O Fluminense venceu o Botafogo com gol dele, bateu o Flamengo com um golaço dele e dele ainda veio o gol que deu a vitória contra o Náutico.

Fred foi também o "dono" do 1 a 0 do Flu contra o Inter, em um gol igualzinho ao de sábado. Nesse período, na única partida em que não atuou, suspenso, contra o Atlético-GO, o Fluminense sofreu uma derrota inesperada.

Fred é o cara. E se sente como tal.

No Twitter, na semana passada, quando o Real Madrid ganhou do Ajax pela Champions League, gol de bicicleta de Benzema e tudo, Fred soltou um "Esse é meu filho lá do Lyon! Aprendeu direitinho. Kkkkk", referindo-se ao ex-companheiro de time dos tempos da França.

Ainda na rede social, através da conta @fredgol9, o atacante reclamou para seus mais de 437 mil seguidores de seu carro BMW zero quilômetro, que, segundo ele, teria vindo "cheio de defeitos de fábrica".

No que foi aconselhado pelo amigo Rafael Moura, atacante do Inter, também no admirável mundo público do Twitter: "Falei para você comprar a Range Rover Vogue". Fred disse que "#bmwnuncamais".

Não sem razão, não só pela torcida do Flu, Fred é o atual jogador mais-pedido-na-seleção-brasileira-mas-que-o-Mano-não-convoca. Há até uma bronca declarada do atacante em relação ao treinador, pela sua "falta de expectativa" em ser chamado pelo selecionado que não tem um 9 consolidado.

Daqui a pouco sai um "#manonuncamais" no Twitter.

Fred não perdoa, marca.

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Acontece
A urna pune
postado em 09 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A URNA PUNE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEV EDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Tivemos o cuidado de pesquisar as notícias relacionadas às eleições realizadas no Ãºltimo domingo, principalmente para sabermos do sucesso eleitoral de candidatos ligados aos esportes.

Os resultados foram em sua quase totalidade negativos.

Os eleitores parecem que deram um recado que não estão nada satisfeitos com o segmento, visto que poucos sucessos e grandes revezes nortearam o processo eleitoral do último domingo.

Uma derrota de maior repercussão e que deverá influenciar nas eleições do Flamengo foi a de Patricia Amorim, presidente do clube e candidata à reeleição. Aberta as urnas eletrônicas,  a cartola não conseguiu se reeleger para o seu quarto mandato como vereadora do Rio de Janeiro.

Ela recebeu 11.687 votos e ficou na 19ª colocação, e a sua coligação só conseguiu ocupar 15 cadeiras. Agora irá apelar para a convocação de quatro vereadores do PMDB para ocuparem cargos no Município, a fim de voltar ao poder legislativo municipal.

Mas o não dos torcedores afetou ainda um candidato do Vasco da Gama, cunhado do Presidente Roberto Dinamite, que teve apenas 1.480 votos, assim como o ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, que teve 2.168 votos.

Com uma boa votação, o ex-jogador do Flamengo e hoje técnico de futebol, Andrade (16.609 votos), ficou em terceiro lugar em seu partido (PSDB), que elegeu apenas 2 candidatos.

A revolta dos desportistas continuou e em São Paulo deu um bom chute no ex-Ministro do Esporte, Orlando Silva, Marcelinho Carioca, Ademir da Guia e Velloso (esse último tentou um mandato para a Câmara de Araras-SP), no jornalista da Gazeta Esportiva, Chico Lang e em Joaquim Grava, que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Paulinho da Força (menos de 1% de votos).

O melhor chute foi em Orlando Silva, que tinha pretensões de ser prefeito de São Paulo, e nem a vereador chegou.

A lista foi aumentada com Roger ex-goleiro do São Paulo, que tentou ser prefeito em Cantagalo, Rio de Janeiro e obteve 16% dos votos; Gonçalves, ex-jogador do Botafogo, que tentou também a eleição para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Carlos Germano (ex-goleiro do Vasco), que disputou em Cachoeira de Macacu-RJ; Ricardo Pinto, em Curitiba, e o nosso conhecido Dinho, que participou do processo eleitoral em Porto Alegre.

Em Pernambuco, o ex-atleta Nildo tentou uma vaga em Jaboatão, mas foi punido pelas urnas.

Tivemos vitoriosos pontuais, como as reeleições de Marco Aurélio Cunha (ex-superintendente do São Paulo) e Aurélio Miguel, ambos para a Câmara paulistana.

O ex-jogador Washington foi eleito em Caxias do Sul (RS), Paulo Rink, que jogou no Atlético-PR e na Seleção da Alemanha, conquistou um mandato em Curitiba e Tupanzinho (Ex-Corinthias), foi eleito em Tupã (SP).

Quando constatamos os resultados eleitorais, ficamos na certeza de que os esportes estão em baixa, principalmente o futebol, quando o público já vem abandonando os estádios, e como eleitores deram as costas aos candidatos do setor.

Como a bola, a urna também pune.

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Brasileiro Série A
Um doce caseiro
postado em 08 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Náutico disputou 13 jogos nos Aflitos e somou 11 vitórias, 2 empates e uma derrota. Sua eficiência doméstica evidencia uma alternativa de que os clubes dispõem para alcançar suas metas, mas que dificilmente são exploradas com tamanha eficiência.

Grande, médio ou pequeno, seja qual clube for, entrou no "caldeirão" será depenado, tal como aconteceu sábado com o Corinthians. E o artilheiro Kieza, mais uma vez, mostrou seu faro de goleador. Para não fugir a regra de que todo time vencedor é bafejado pela sorte, o gol contra caiu como uma luva na vitória que coloca o alvirrubro pernambucano na nona posição, na tabela de classificação, ficando a uma distancia confortável da zona de queda.

No caso específico do Náutico, desde que o time continue sendo letal nos jogos que disputa em casa, o rótulo de doméstico recebe até a chancela dos torcedores que estão bastante satisfeitos com o produto final.

Sem soberba, e com bastante respeito ao adversário, a vitória - 2x1 - em cima do Corinthians constava no roteiro deste capítulo da Série A. Afinal, o Náutico sempre leva a melhor sobre o Timão quando joga em casa. Que venha o próximo.


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Sport
Pode piorar
postado em 08 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Uma das Leis de Murphy diz que, "Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora". Diante das inúmeras lambanças cometidas pelos dirigentes do futebol do Sport, acreditamos que isto é fato na Ilha do Retiro. Não sei qual o conceito de profissionalização dos atuais gestores leoninos, mas o amadorismo tem sido a marca registrada do conjunto de ações.
As respostas não poderiam ter sido diferentes: o Sport perdeu o título pernambucano e foi desclassificado na Copa do Brasil por clubes da Terceira Divisão nacional: Santa Cruz e Paysandu. E está na iminência de ser rebaixado para a Série B.
É difícil avaliar o que foi mais surpreendente: a demissão de Waldemar Lemos ou a contratação do seu substituto, Sérgio Guedes. De uma coisa temos certeza, foram duas ações de risco.
O novo treinador é um profissional com larga experiência no futebol do Interior paulista. O único clube que treinou fora de São Paulo foi o Bahia. Trata-se de uma aposta com larga margem de erro. Um franco atirador. Esquecem o dirigentes leoninos que, uma coisa é apostar no sucesso de Mazolla Júnior numa Segunda Divisão, outra bem diferente é colocar um técnico sem experiência na Primeira Divisão.
A contratação de Sérgio Guedes pode ser interpretada como uma jogada de toalha, e ele seria o encarregado de fazer um projeto para a Série B em 2013.

OBS: A bizarrice continua, pois o técnico foi emprestado pelo XV de Piracicaba.




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Sport
Eleições e oposição
postado em 08 de outubro de 2012

Blog de blogdejj : BlogdoJJ, SPORT, ELEIÇÕES E OPOSIÇÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fomos procurados por alguns rubro-negros que queriam conversar sobre a situação do Sport Recife e, sobretudo, com o seu processo sucessório.

Embora afastados do clube, obviamente o acompanhamos, principalmente por conta do nosso blog, para que possamos trazer as notícias e discuti-las com os nossos visitantes.

A nossa opinião já foi externada em diversas postagens, e sempre achamos que não apenas o rubro-negro da Ilha do Retiro, assim como os demais clubes brasileiros, passam por um mesmo processo, representado pela falta de renovação em seus quadros diretivos, fazendo com que as mesmas pessoas os dominem por longos anos.

Os clubes abandonaram os seus associados e se trancaram com portas blindadas para novas lideranças, impedindo assim de participarem do seu cotidiano.

Durante duas décadas, apenas quatro novas caras assumiram o clube, e assim mesmo faziam parte de um contexto já fincado nele. Severino Otávio (2003/2005), Milton Bivar (2007/2009), Silvio Guimarães (2009/2011) e o atual presidente Gustavo Dubeux (2011/2013). Nesse meio houve a eleição de Fernando Pessoa, para um mandato tampão, substituindo Luciano Bivar que renunciou o cargo (2001/2002).

Na verdade, eram caras novas, entretanto o sistema adotado era o mesmo, sem nenhuma modificação.

Quando se fala no processo sucessório os mesmos nomes são sempre citados- Homero Lacerda, Wanderson Lacerda e Luciano Bivar, numa demonstração cabal de tudo que temos afirmado, ou seja, a falta de outros nomes, motivado pelas dificuldades criadas pelo poder posto.

Tal fato é um documento real da falência do processo aglutinador de novos nomes que deveriam ter sido formados na escola clubística.

Muitas vezes quando vemos a situação do Palmeiras, nos reportamos a do Sport. Ambos não têm um programa de gestão que possa conduzi-lo a melhores dias. Ambos têm uma política interna devastadora, onde muitas vezes os que criticam são considerados como inimigos a serem batidos.

Existe em ambos um processo autofágico de desconstrução de imagens. Aqueles que não são a favor do grupo mandante são estigmatizados e destruídos.

Em ambos, a oposição é fragmentada e sem projetos. Protestam timidamente, graças a um grupo de abnegados, e não apresentam as alternativas para o poder.

O melhor para o clube seria a junção de forças de todos os segmentos, na busca de um bom nome que possa iniciar uma nova era, porém as paixões influenciam muito mais do que a razão e o sentimento pelo clube.

Transmitimos aos amigos a nossa opinião, visto que um candidato da oposição tem que ser apresentado com um projeto de governança para o clube, que traga de volta os associados para a sua casa, e esqueça totalmente a década de 2000 e esses dois anos posteriores, deixando de lado inclusive a preocupação com o passado e sim olhando o futuro.

Com essa visão, certamente deverá enfrentar o sistema, que consegue eleger os seus candidatos nos gabinetes, quando restauram alguns sócios para conquistarem a vitória, e no mês  seguinte,  esses desaparecem.

O que gostaríamos para o Sport, assim como para os demais clubes, é que todos tivessem dirigentes que saibam definir um planejamento estratégico.

Esse é o ponta pé inicial.

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