Histórico
Seleção Brasileira
O absurdo dos absurdos
postado em 11 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O ABSURDO DOS ABSURDOS

* Artigo publicado pelo ex-jogador Paulo César Cajú no Jornal Estado de São Paulo.

É impossível se calar diante do absurdo dos absurdos que é o comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). É uma pouca vergonha o que estão fazendo com o País que conquistou praticamente tudo dentro do futebol.

A maneira como a Seleção Brasileira vem sendo tratada mais se parece com um time de várzea e, para falar a verdade, acho que realmente esse é o termo mais adequado para se referir ao selecionado brasileiro.

Julio Grondona, o monarca da Federação Argentina que está no comando do futebol dos nossos vizinhos há mais de 30 anos, conseguiu humilhar o Brasil com a marcação daquela pelada terrível em Resistencia, semana passada. Esse Superclássico é uma competição de péssimo gosto e tem a proeza de reunir o que há de pior nos dois países. Atitudes como essa só servem para continuar diminuindo o valor de duas das seleções mais tradicionais do mundo.

É uma vergonha terem marcado um jogo entre Brasil e Argentina num lugar tão horroroso como aquele Estádio Centenário, casa de um time da Quarta Divisão do Campeonato Argentino. Isso sem falar que no voo de ida poderia ter acontecido uma tragédia %u2013 ainda bem que temos pilotos excepcionais.

O nível dos jogadores das duas seleções é triste, com apenas algumas exceções que não precisamos nem mencionar porque todos nós já conhecemos. Até quando vamos aturar esse tipo de dirigente mandando no futebol brasileiro? Eles são bem remunerados, trabalham pouco e, para completar, quando a Seleção Brasileira viaja ainda curtem o exterior.

Para que servem esses próximos amistosos, contra Iraque e Japão? A CBF coloca o jogador dentro de um avião, manda pra cima e pra baixo, desgasta os atletas e prejudica os clubes. Isso é uma vergonha. Mas continuo achando que o maior culpado é quem joga, é o atleta que não reage, que não fala nada. A sensação que eu tenho é que os jogadores encaram essas partidas como mais um passeio pela Europa. Lamentável.

Sentimos a ineficácia desse tipo de amistoso na hora que vamos disputar Copa do Mundo e Olimpíada. Na primeira fase, a Seleção enfrenta times fracos e ganha fácil. Mas quando tromba com equipes de nível, quem dança é o Brasil. Foi assim contra o México em Londres e diante da Holanda na África do Sul.

Isso é reflexo da falta de talento e de qualidade do futebol brasileiro e desses péssimos amistosos. Se o Brasil continuar achando que vai ganhar competição de peso só na base da eficiência, sem jogar bem, vamos continuar sofrendo.

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Artigos
A maior bandeira do mundo
postado em 10 de outubro de 2012

Por ROBERTO VIEIRA


Imaginem uma bandeira imensa.

Começando no Chaco.

Estendendo-se até a Patagônia.

Uma bandeira que cobriria os Andes.

Os lagos.

O mundo.

Gardel e Evita.

Péron e Guevara.

Borges, Piazzola e Labruna.

Uma bandeira de vermelho, negro e blanco.

Do tamanho da imensa paixão dos milionários.

Milionários que muitas vezes são descamisados.

Bandeira digna da Maquina.

Dos dribles de Moreno.

Do bigode de Nestor Rossi.

Da fama de Pedernera e Di Stefano.

Longa como a vida de Carrizo.

Uma bandeira do tamanho daquela Argentina que não mais existe.

Mas insiste em dançar o tango.

Uma bandeira que faz a gente ficar imaginando.

Que o futebol é portenho.

Desde que o mundo é mundo...

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Brasileiro Série A
Decisão para a Ponte Preta
postado em 10 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Náutico enfrenta a Ponte Preta, hoje à noite - 19h30 - no Moisés Lucarelli, em Campinas/SP, sem três titulares: Kieza, Elicarlos e Alemão. Todos os profissionais são eficientes no desempenho de suas funções, mas a ausência do artilheiro Kieza deverá ser a mais sentida porque ele faz a diferença quando está em campo. É o ponto de desequilíbrio. 

Este confronto de hoje, com um adversário mediano, é visto como uma grande oportunidade para o alvirrubro pernambucano conquistar uma vitória na condição de visitante, fato que só ocorreu na já distante oitava rodada, quando os comandados de Alexandre Gallo se superaram diante do lanterna Atlético/GO pelo magro placar de 1x0.

Com 34 pontos ganhos, e há 6 partidas sem contabilizar vitórias, a Ponte Preta começou a se assustar com o fantasma do rebaixamento. Vencer o Náutico passou a ser uma questão de sobrevivência para a Macaca, que perdeu o compasso quando o técnico Gilson Kleina foi para o Palmeiras. O fato de o adversário jogar pressionado pelo resultado pode favorecer ao alvirrubro pernambucano que apenas busca um plus para a sua campanha.

A estratégia do técnico Alexandre Gallo é clara: conquistar uma vaga para a Sul-Americana nos jogos que serão disputados nos Aflitos, onde o Náutico se mostra quase imbatível. Portanto, a iniciativa de poupar alguns profissionais foi um risco calculado.


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Artigos
Marketing
postado em 10 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MARKETING


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O consultor Amir Somoggi nos brindou com mais um excelente trabalho, que mostra um estudo comparativo das receitas de marketing entre os clubes esportivos do mundo.

Segundo Somoggi, o esporte global em 2011 movimentou US$ 56 bilhões em receitas de marketing.

Os clubes europeus geraram US$ 6 bilhões no setor, sendo que somente um pequeno percentual é proveniente das cotas reservadas dos patrocínios negociados.

A América Latina movimentou US$ 3,3 bilhão em receitas de marketing no esporte. O Brasil participa com 54% desse montante, ou seja, US$ 1,8 bilhão, sendo que os nossos clubes faturaram, em 2011, US$ 307 milhões com o patrocínio e licenciamento, que representa 17% do movimento do país e apenas 0,55% do resto do mundo.

Os Estados Unidos lideram nesses segmentos, representando 34% dos patrocínios no esporte e 72% do licenciamento movimentado em todo o mundo. Os 112 times das 4 principais ligas profissionais desse país, movimentam US$ 7 bilhões em marketing, que representa 27% gerado no país e 13% no mundo.

A Europa, Oriente Médio e África, respondem por 32% dos patrocínios e 12% do licenciamento global. Os clubes de futebol europeu movimentaram US$ 6 bilhões em Marketing, representando 43% da Europa e 11% no mundo.

Os 98 times pertencentes as cinco principais ligas da primeira divisão europeia, as BIG-5, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França, geraram, em 2011, um montante de US$ 3,4 bilhões em marketing.

Amir Somoggi constatou um fato bem interessante que acontece na Europa, que é a diversificação das receitas do segmento, tais como mais contratos de patrocínios, novos acordos publicitários, ações promocionais, licenciamento das marcas, vendas de produtos, oferta de serviços, ações coorporativas e eventos de diferentes características.

Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Bayern de Munique são os destaques entre os europeus.

A América Latina movimenta US$ 3,3 bilhões de receitas e de patrocínios e licenciamentos. O Brasil é o principal mercado da região- US$ 1,8 bilhões, em 2011, 54% do total. Os clubes de futebol tiveram US$ 254 milhões de patrocínios e US$ 53 milhões com licenciamentos.

O Corinthians foi o primeiro, com US$ 23,9 milhões em patrocínios e US$ 7,5 milhões em licenciamentos, totalizando US$ 31,4 milhões. A seguir, o Palmeiras com um total de 26,2 milhões, Flamengo com US$ 23,6, Santos com US$ 22,6, São Paulo, US$ 22,3 e Internacional, US$ 22,0.

Um excelente trabalho, que mostra o quanto estamos distantes da Europa, mas vamos aos poucos evoluindo no setor. Faltam aos nossos clubes profissionais de marketing, que possam explorar a economia do país carreando recursos para o futebol.

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Brasileiro Série A
Bendita ajuda
postado em 09 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Se existe uma coisa bem arraigada, e definida, no futebol pernambucano é a rivalidade entre Náutico e Sport e Santa Cruz e Sport. É comum ouvir dos torcedores rubro-negros de que no Estado existe apenas duas torcidas: "a do Sport e a contra o Sport".

Diante de tal realidade é inimaginável ver tricolores e alvirrubros buscando resultados positivos diante de outros adversários com o propósito de ajudar o coirmão e arquiinimigo. Entretanto, as circunstâncias do momento da Série A, fazem com que, se o Náutico vencer os próximos três jogos, respectivamente contra Ponte Preta, Palmeiras e Coritiba, estará dando uma ajuda substancial para que o Sport saia da zona de rebaixamento.

Evidente que para isso se tornar realidade é necessário o Leão reagir e fazer a sua parte, ou seja, voltar a ser um time vencedor. O Náutico faz uma campanha de manutenção de forma bastante confortável, e uma vitória sobre a Ponte Preta, amanhã, no Moisés Lucarelli, consolida o seu bom momento, e lhe próxima do coeficiente onde não correrá de rebaixamento.

A soma de três pontos neste confronto será importante para enriquecer a trajetória do time de Alexandre Gallo, que em 28 partidas conseguiu vencer apenas um jogo como visitante. A 10 rodadas do final do campeonato os clubes ainda buscam suas metas.

No caso do Náutico, especificamente, mesmo a contragosto por conta da centenária rivalidade, o seu sucesso ajudará o Sport. Ironia do futebol.


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