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As soluções para os clubes pernambucanos
postado em 17 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SOLUÇÕES PARA OS CLUBES DE PERNAMBUCO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A trilogia sobre o século XXI de nossos chamados ''grandes clubes estaduais'' teve uma repercussão além do que esperávamos e, por conta disso, tivemos cobranças no tocante às sugestões para uma recuperação das entidades analisadas.

Já escrevemos muitos artigos sobre o assunto, que certamente já dariam um livro, e todos versando sobre o planejamento necessário para que possamos atingir um novo patamar.

Infelizmente essa é uma palavra pornográfica para a maioria dos dirigentes de nossos clubes. Os problemas dessas agremiações sócio-esportivas já perduram há anos, e para que haja uma modificação torna-se necessário uma vasta e ampla mudança cultural que também é necessária em termos de administração do futebol.

Criamos uma cultura de que não é precido se planejar para se obter bons resultados. Um grande pecado, visto que se os clubes não entenderem a necessidade de reformulação e, sobretudo, profissionalização de suas administrações, para que obtenham resultados sustentáveis ao longo do tempo, terão como resposta a decadência ou o fim.

O clube é uma empresa com acionistas e deve ser administrada como tal, com razão e lógica e sem emoção. Uma administração planejada prepara o futuro e, no caso do futebol, dará condições de sobrepujar os tropeços ocasionados pelas pedras do caminho.

Os clubes de nosso estado têm que repensar os seus futuros. Procederem com uma análise real quais os seus objetivos. Deveriam esquecer de tudo que está implantado, e fazer um recomeço, que parte da reestruturação dos seus quadros diretivos e a profissionalização de todas as suas áreas.

A necessidade de uma auditagem em cada setor, não como caça às bruxas, e sim como forma de que possam ser detectados o retorno dos investimentos de cada um. No futebol seriam avaliados o elenco, a infraestrutura, as condições do estádio e, principalmente, o trabalho de base.

Os associados têm que voltar a ser os seus donos. O acesso deveria ser exclusivo para esses, e a oferta de serviços deveriam ser estendidas. As sedes de nossos clubes tornaram-se ociosas e com uma visão de abandono.

Poderiam ser transformadas em receptivos de eventos. Quantas casas de eventos infantis nós temos em nossa cidade? Por que não utilizar os espaços físicos para que os associados façam as suas festas, nos diversos segmentos? Por que não utilizar os salões para convenções, desde que a nossa cidade é carente em tais ofertas?

Para isso demandariam reformas, mas fazem parte do contexto geral para a reformulação das agremiações.

Os clubes que possuem estádios poderiam reformá-los, para atender não apenas o futebol, e sim atividades comerciais, importantes para os seus associados e sobretudo para as suas receitas.

Na verdade, temos uma estrutura física capaz de mudar a vida das agremiações sócio-esportivas de nossa cidade, mas não a utilizamos devidamente, e preferimos vê-las entregues aos não sócios e a torcedores de aluguel.

Não temos nenhum plano tirado da cartola para direção dessas entidades, e sim a simplicidade de se planejar, sempre com a razão no lugar da emoção, e fundamentalmente, que os dirigentes sejam desprovidos de vaidades, e que vejam o clube não como de interesse pessoal, e sim como uma grande coletividade que são os seus sócios e simpatizantes.

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Artigos
O racismo e a Copa do Nordeste
postado em 17 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O RACISMO E A COPA DO NORDESTE


Artigo escrito por Beto Castro


Por que nos tratam como retardados mentais?

Como sempre, organizado por omissos e desconhecidos do futebol nordestino e por imposição da ditadura imperial-colonial da Corte, com o seu ranço de superioridade racial e fingimento de comiseração aos pobres subservientes de uma colônia de quinta categoria, totalmente destituida de lideranças e cidadãos altivos e dignos, ressuscita a ex-moribunda Copa Nordeste.

Imaginem que os falsos filantropos do favelão da desordem viajam até uma das maiores cidades do país e escolhida como uma das sedes de uma Copa do Mundo, e nos humilham diante do mundo como povos e etnias formadoras da Pátria.

Trata-se de uma ofensa grave ao povo nordestino, e na nossa ótica ambos os dirigentes teleguiados pelo fugitivo da intolerância mereciam um diploma de ¨Persona Non Grata¨ pelas nossas autoridades omissas e subservientes, no limite da irresponsabilidade.

Formaram quatro grupos aleijados para uma Copa Nordeste imposta e desmerecedora do apreço deste povo nordestino, resignado na pobreza e no atraso espiritual, subjugado e inerme por opção dos seus líderes nulos.

Infelizmente, os bajuladores gorjeteiros de plantão, com seus bolsos repletos, estão aplaudindo freneticamente esse tratamento de retirantes da seca, enquanto os ludibriadores acalantam a nata da ludibriação esportiva do país com mais de R$ 1 bilhão, sendo que apenas a dupla de gabirubus receberá R$ 250 milhões para 2013.

Qual será o destino que fará o mendigo morimbundo com os R$ 1 milhão de prêmio que receberá dos chutadores de cachorros mortos?

Do alto de sua empáfia de superioridade racial que faria Hitler tremer em seu túmulo de suicida e maior homicida da história da humanidade, os responsáveis por essa mutilação e humilhação do povo de sete províncias de gado manso famélico-esquelético, não perdem por esperar.

Humilhante, Acachapante, Deprimente, Vergonhosos, Sufocante para um povo que se acha livre como tal.

Insuportável para a alma do povo nordestino.

Enquanto isso, em algum lugar da Boca do Ratão, o murídeo chefe canta feliz:

Para bailar la bamba,

para bailar la bamba se necessita de uma poca de gracia, uma poca de gracia Y otra cosita.

Y arriba Y arriba, y arriba y arriba, por ti seré, por ti seré. Bando de trouxas.

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Brasileiro Série A
A atitude faz a diferença
postado em 16 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Atlético Mineiro é um dos candidatos ao título desta edição da Série A. Tal condição é suficiente para mostrar o grau de dificuldade que o Náutico terá, mesmo jogando nos Aflitos, de domar o Galo mineiro. A chance de o alvirrubro contabilizar mais uma vitória, que será de fundamental importância no atual momento da sua campanha, depende de com quais jogadores o técnico Alexandre Gallo poderá contar. Questão de qualidade.

Sabemos que a reposição de peças implica numa queda de nível técnico, o que leva o treinador a repensar qual a atitude que a equipe deve adotar em campo. Teoricamente, por atuar na condição de mandante, o Náutico tem que tomar a iniciativa do jogo e partir para cima do adversário, contudo, o oponente não é outro senão o clube que passou o maior número de rodadas no topo da tabela. Uma coisa é apresentar o time com Araújo, Kieza e Martinez. Outra é mandar a equipe a campo com um trio reserva.

Mais determinante que o mando de campo é a atitude a ser tomada pelo time. De uma coisa temos certeza: independente de qual seja a sua meta, para alcançá-la um time tem que ser altivo quando atual respaldado por sua torcida. Tal comportamento será exigido pelos torcedores alvirrubros.


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Artigos
Os clubes pernambucanos no Século XXI
postado em 16 de setembro de 2012

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SPORT SOMA 12 ANOS DE ALTERNÂNCIAS

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 
Estamos procedendo com uma pesquisa com respeito aos clubes de Pernambuco a partir do século XXI,  que realmente tem sido pouco generoso com o nosso futebol.
Alguns dados são bem interessantes, e vamos postá-los para abrirmos um debate sobre o assunto. Começamos hoje com o Sport Club do Recife, cujo processo eleitoral se avizinha.
A década de noventa foi sem dúvidas generosa para o rubro-negro da Ilha do Retiro. No período de 1991/2000 participou de todos os Campeonatos da principal divisão brasileira. Devemos ressaltar que, em 1999, já começava a apresentar algum declínio, sendo quase rebaixado para a divisão inferior, salvando-se pelos critérios técnicos adotados na época.
O século XXI foi devastador nacionalmente para o Sport, embora tenha ganho pontualmente o título da Copa do Brasil, tornou-se efetivamente no período um time de segunda divisão. Em 2001, foi rebaixado para a Série B e permaneceu nessa até o ano de 2006, quando conseguiu ter o acesso. Permaneceu por apenas três anos, sendo, no ano de 2009, rebaixado.
Permaneceu na segunda divisão por dois anos, 2010 e 2011, conseguindo voltar para a competição na série principal de 2012.
Nesse período foram 5 anos na Série A e 7 na Série B, sendo que nessa última teve uma permanência consecutiva de 5 anos.
Na verdade, o Sport tornou-se um clube estadual, e o que estamos assistindo no ano de 2012 é o retorno das mesmices dos anteriores, onde as gestões influenciaram em suas quedas, pois faltou o planejamento para conter a sangria que estaca se vislumbrando.
Necessário se faz uma análise bem acurada com relação a esses fatos, visto que, muito embora afirmem que a história não se repete, no caso do Sport isso não está acontecendo, pois o clube continua adotando o mesmo modelo dos últimos 12 anos e corre sério risco de voltar à segunda divisão.
Como teremos o debate eleitoral se aproximando, esses detalhes são bem importantes para uma discussão ampla sobre os equívocos das diversas gestões que estiveram à sua frente.
São dados precisos, que precisam ser analisados para que o  futebol do rubro-negro pernambucano volte a ser nivelado aos grandes do país pois, em pouco tempo de um século novo, o clube simplesmente se apequenou.


Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SÉCULO XXI E O NÁUTICO
 

Na verdade, os dados chocam e demonstram que a sobrevivência do alvirrubro pernambucano deve ter sido obra da persistência e abnegação dos seus associados.
Enquanto a década de 90 para o Sport foi de sucesso, tendo participado de todos os Campeonatos da divisão principal, para o Náutico foi o inverso. O clube esteve em quatro edições da divisão principal (1991 a 1994). Em 1992 foi rebaixado mais houve uma virada de mesa e não houve a Série B, tendo assim beneficiado o alvirrubro de Pernambuco.
No ano de 1994 foi rebaixado para a Série B, continuando até o ano de 1998, onde foi rebaixado para a C. Depois da Copa João Havelange, em 2000, retornou à antiga Série B, onde disputou os seus campeonatos no período de 2001 a 2006, ano em que conseguiu, enfim, o acesso à primeira divisão nacional.
Nessa permaneceu apenas 3 anos e, em 2009, juntamente com o Sport, sofreu mais um descenso, permanecendo por dois períodos, voltando a participar da competição principal nesse ano de 2012.
Como podemos observar nos dados apresentados, o Náutico, em 1994, jogou apenas quatro vezes a primeira série e, no século XXI, no período de 2001 a 2012, participou dessa apenas por três vezes, o que totaliza em vinte e dois anos, sete participações.
Certamente faltou uma análise acurada para que os problemas que levaram a tal perfomance pudessem ser detectados e daí uma programação que subsidiasse uma manutenção mais permanente.
As implicações das ausências em uma competição de maior nível para os clubes são inestimáveis. Poucas pessoas já tiveram o cuidado de proceder com uma análise assim, desde que um clube participando em 22 anos apenas 7 vezes da Série A, contra 14 em outras divisões, acarreta prejuízos, por ser a porta de entrada para maiores receitas.
Obviamente em qualquer empresa os recursos provocam investimentos e estabilidade.
Verificamos que houve uma acomodação no clube alvirrubro, visto que os problemas foram se acumulando e com eles o endividamento, levando a prejuízos anuais, e com precárias condições de soluções.
São dados tão precisos como os apresentados com relação ao Sport, e que poderão servir para que sejam analisados pelos dirigentes alvirrubros, demonstrando a necessidade da formatação de uma política mais estrutural em nossos clubes e no próprio futebol pernambucano.


Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SANTA CRUZ DO SÉCULO XXI 


O Santa Cruz Futebol Clube foi o que teve uma queda mais acentuada, passando a viver praticamente em todo esse período em uma situação totalmente constrangedora para toda a sua história.
Na década de 90, participou apenas uma vez da Série A, no ano de 1993, desde que não houve a Série B, e terminou na 28ª colocação, sendo levado de volta ao grupo anterior. De 1995 a 1999, onde teve o acesso, fez parte de todas as competições da segunda divisão.
No ano de 2000, disputou a Copa João Havelange, e no seu módulo, terminou em 25º lugar. Em 2001, retornou a primeira divisão, onde foi logo rebaixado, só voltando a essa em 2006, onde chegou na lanterna da competição, sendo levado de volta para a segunda divisão.
Em 2007, disputou a Série B, sendo rebaixado para a C e, em 2008, sofreu o descenso para a D, participando dessa quarta divisão nos período de 2009/2011, ano esse que conseguiu o acesso à terceira divisão.
Numa simples análise, verifica-se que o Santa Cruz, em 22 anos, somente participou três vezes do Brasileirão, ficando nas demais divisões por 19 anos.
A dureza dessa realidade assombra a qualquer pessoa que analise o futebol brasileiro, visto que o clube passou por duas décadas e ingressou em uma outra totalmente fora do foco dos grandes eventos, das mídias nacionais, e como contrapartida, de grandes patrocinadores.
Na verdade foram anos desperdiçados, e que levou o clube a atual situação, eivado de dívidas, lutando com dificuldades para retornar aos grandes campeonatos, e conseguindo sovreviver graças ao seu maior patrimônio, a torcida.
O tricolor do Arruda é um clube de futebol, como o Pinheiros, em São Paulo, é uma entidade olímpica, e por conta disso, deveria ter se planejado com base numa focagem futebolística. Mas as suas diversas gestões acumularam erros graves, e o levaram a situação que hoje se encontra.
A ausência de um clube da divisão principal o leva ao esquecimento, e uma queda de receita desproporcional. Isso aconteceu com o Santa Cruz, com o próprio Náutico e atingiu, em parte, o Sport.
Finalizando essas análises dos três maiores clubes de Pernambuco, chegamos à conclusão de que nesse período os erros foram maiores do que os acertos. O Sport vive das recordações da década de 90, já que de 2001 em diante também esteve mais na Série B do que na principal divisão, enquanto Náutico e Santa Cruz, nem nos anos 90 tiveram sucesso, e atravessaram também uma via crucis no período de 2001 a 2012.
Nada melhor do que mudar, repensar a formatação dos planejamentos (se é que houve algum), para que possamos deixar de ser um futebol de segunda divisão, e voltarmos a ter uma participação mais efetiva nas competições maiores.
Por enquanto os nossos clubes se contentam com os estaduais.
Chegou a hora de mudar.

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Brasileiro Série A
O medo revela o tamanho
postado em 15 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Uma das coisas mais importantes quando se vai disputar uma competição de tiro longo, como o Brasileiro, é ter a noção exata do potencial e das limitações do grupo. Não menos importante é saber dos limites do adversário. Embora movido pela emoção, o torcedor consegue mensurar os tamanhos dos clubes numa competição. A partir daí ele passa a ser tomado pela confiança, pela incerteza ou pelo medo.

Tenho como hábito, ao final de cada rodada, ouvir os comentários e as opiniões dos populares, mesmo consciente de que todas as análises precisam ser avaliadas por conta do componente emoção. Um fato tem me chamado a atenção: rubro-negros e alvirrubros estão conscientes de que Sport e Náutico têm uma autonomia de vôo bastante limitada, daí a razão pela qual ficam temerosos quando os nossos clubes, mesmo atuando em seus domínios, enfrentam equipes que estão na briga pelo título, ou por uma vaga na Libertadores.

Numa competição onde todos se cruzam, não há como escolher adversários. Seja em qual rodada for, haverá sempre a hora de medir forças com o líder, o vice-líder, o quinto colocado e o lanterna. Nossos representantes ainda não se afirmaram como clubes de Série A. Eles têm o perfil de Série B. Os dirigentes contestam tal realidade, mas o torcedor expressa sua sabedoria através do medo de vê-los enfrentar os grandes.


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