Histórico
Brasileiro Série A
O terceiro ato de Sport e Palmeiras
postado em 21 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O TERCEIRO ATO DO SPORT E PALMEIRAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalista Josias Souza, colunista político do jornal Folha de São Paulo, em um artigo analisou a debacle do PT nas eleições municipais da cidade de São Paulo, e nesse lembrou uma texto do escritor norte-americano, Cameron Crowe, no livro sobre um dos maiores roteiristas do cinema mundial, Billy Wilder.

Uma frase é destacada, quando Wilder afirma que: ¨Se você está tendo problemas com o terceiro ato, o verdadeiro problema está no primeiro¨.

Certamente são palavras proféticas, e que substituem um ditado popular brasileiro, ou seja, ¨pau que nasce torto, cresce torto¨.

Transportando o terceiro ato para o futebol, temos excelentes exemplos, e os principais são Sport e Palmeiras, que vivem uma agonia na luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

Se voltamos para o primeiro ato, os últimos anos desses clubes são coincidentes, sendo que ambos conquistaram a Copa do Brasil.

Foram clubes que demonstraram problemas de gestões, e a falta de um planejamento. O time pernambucano esteve no período de 12 anos muito mais na Série B do que na A. O alviverde foi rebaixado em 2002, e nas últimas quatro temporadas apresentou um viés de baixa que já vinha caracterizando os seus problemas.

Os erros cometidos no primeiro ato foram idênticos entre essas duas agremiações. Mudança de treinadores (o Palmeiras, em 10 anos, contratou 17 treinadores) e o Sport atingiu também os dois dígitos.

Jogadores foram contratados em profusão. Verdadeiros caminhões de atletas fizeram parte dos seus elencos, e pouco retorno deram para os seus crescimentos. Mais grave ainda, erraram no trabalho de formação.

Ambos não conseguiram incrementar os seus quadros sociais, desde que todos os projetos falharam. Continuam endividados e com ações na Justiça.

Na política desses clubes existem vários cordões, encarnado, azul, amarelo, verde e tantos outros, e esses não conseguem um diálogo que possa visualizar os seus futuros, pois o ódio tomou conta, e que é alimentado no dia a dia pela fogueira das vaidades.

O interessante é que ambos continuam com um dos grandes clubes do futebol nacional, mas passam pelo perigo de apequenamento, caso não haja uma grande reforma administrativa e a aplicação de novos métodos, com mentalidades mais arejadas.

Esses problemas fizeram parte do primeiro ato, e que agora estão refletindo negativamente no ato final.

Precisam de um bom roteirista para mudarem os seus destinos.

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Artigos
Os prefeituráveis e os esportes
postado em 20 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS PREFEITURÁVEIS E OS ESPORTES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Esportes e lazer são fundamentais para a população de uma cidade.

Estamos próximos a uma eleição para a Prefeitura da cidade do Recife, e não constatamos nenhuma proposta dos candidatos no tocante a tais setores.

Todos os segmentos são lembrados menos o esportivo, e quando ouvimos o número de hospitais, Upas ou Upinhas, que são propostas pelos prefeituráveis, nos lembramos que se tivéssemos um projeto de esportes e lazer para o atendimento da população ativa da cidade, certamente esses investimentos passariam para segundo plano.

Existem comprovações científicas que a prática de atividades esportivas diminui a frequência em hospitais ou postos de serviços.

A cidade do Recife é abandonada nesse setor. Há anos que nada se faz com relação a um projeto municipal, e continuamos com um Ginásio de Esportes com cara de elefante branco, e com as atividades concentradas em torno desse, que certamente é muito pouco para os milhares de habitantes que a povoam. Tornou-se uma sinecura para acolher os apadrinhados do poder.

Os esportes têm que ir às ruas, às praças e, sobretudo, às escolas, através da educação física e na descoberta de novos talentos. Têm que atender a todas as idades, e não se concentrar em fatos pontuais.

Trata-se do mais importante mecanismo de integração, com um efeito multiplicador sobre os demais segmentos. Ao mesmo tempo, é um forte fator cultural, indispensável à formação do ser humano e ao desenvolvimento da sociedade como um todo.

Vivemos em uma cidade de contrastes, e que virou uma selva de pedras, onde o apetite habitacional tomou conta das áreas de lazer, que já eram poucas e construíram os seus espigões e, do outro lado, a miséria encontrada nas favelas urbanas, que nada oferecem aos seus moradores.

A decisão para uma política esportiva não pode ser tomada em gabintes fechados, ou de maneiras elitistas, mas na escuta dos diversos setores de nossa sociedade que poderão participar com suas ideias e experiências.

Os esportes podem não dar votos, mas trazem saúde, menos violência e, principalmente, a educação e formação de um ser humano melhor, e que deveria ser bem olhado por aqueles que estão pretendendo assumir a nossa edilidade.

Muitas coisas poderão ser feitas, bastando para isso ter as pessoas certas nos lugares certas, mas infelizmente, mais uma vez, a área esportiva é marginalizada no debate, que de promessas só faltou a de trazerem o cavalo de São Jorge para desfilar na Dantas Barreto.

São coisas de um processo eleitoral.

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Acontece
Um Brasil brasileiro
postado em 19 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Um confronto entre Brasil e Argentina, seja em que circunstancia for, é sempre bom de ver. Hoje à noite, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, será disputado o primeiro jogo do Superclássico das Américas. O interessante é que as seleções serão formadas por jogadores que atuam nos dois países, o segundo escalão. Os que estão vinculados a clubes europeus ficaram de fora.

É sempre bom explorar o lado positivo das coisas. Mesmo sabendo que a maioria dos jogadores presentes nesta primeira edição do Superclássico não faz parte dos planos de Mano Menezes e Alejandro Sabella para a Copa de 2014, não tenho dúvidas do acirramento da disputa.

O treinador argentino tem em seu grupo quatro jogadores que atuam em clubes brasileiros - Guiñazú (Internacional), Montillo (Cruzeiro), Martínez (Corinthians) e Barcos (Palmeiras) - numa indisfarçável tentativa de engrossar o caldo.

No time brasileiro a expectativa é em relação ao retorno de Luís Fabiano, que não deixa de ser um amuleto em jogos contra os "hermanos". A convocação do jovem Bernard do Atlético Mineiro, uma das revelações do Brasileiro da Série A, serve de contraponto ao experiente atacante são-paulino, e mostra que Mano Menezes seguiu a regra de que em seleção devem figurar os melhores, no momento.


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Artigos
A ausência de profissionalismo no futebol
postado em 19 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A AUSÊNCIA DO PROFISSIONALISMO NO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fatos como os acontecidos com o Santa Cruz na última segunda-feira, onde demitiram o treinador, e voltaram atrás após consulta feita ao seu departamento financeiro, que mostrou a impossibilidade de caixa para pagar os dispêndios da demissão, verificamos que estamos na idade da pedra com relação às gestões dos clubes de futebol profissional.

Sempre temos destacado em nossas análises a necessidade de uma verdadeira profissionalização no setor, onde esse deveria ser dirigido como uma empresa com fins lucrativos e responsabilidades com seus associados.

Lemos na segunda-feira, no jornal Folha de São Paulo, um artigo do diretor executivo de marketing do Sport Club Internacional, Jorge André Avancini, em que esse corrobora em muito com as nossas análises.

O executivo lembrou a primeira metade dos anos 90, quando o Palmeiras e a multinacional italiana Parmalat foram responsáveis pela criação de um clube empresa, através de uma parceria que foi bem positiva para o alviverde paulista.

Na verdade, foi uma có-gestão, que mudou o cenário da época, onde a grande maioria dos clubes de futebol tinham gestões amadoras e com pouca organização administrativa.

O interessante é que mais de vinte anos após, o país ainda não sabe o caminho a tomar, e ainda apresenta dúvidas a respeito da profissionalização do seu futebol.

Tivemos nesse período algumas parcerias, mas todos terminaram na polícia e justiça, pois estavam mais para lavagem de dinheiro do que a aplicação real nas mudanças das agremiações. A ISL, no Flamengo, e MSI, no Corinthians.

Na realidade, e o Avancini bem referenciou, os gestores atuais não aceitam a mudança do sistema em seus clubes, desde que na sua maioria são dirigidos por torcedores apaixonados, dispostos a tudo, inclusive deixá-los com dívidas estratosféricas e sem condições de pagamento.

Temos uma convicção de que o tratamento dado a uma empresa encaixaria totalmente nos seus interesses, pois com profissionais remunerados teriam o retorno necessário para as suas evoluções. Esses seriam certamente dirigidos objetivando crescimento e lucros, e com um planejamento adequado as suas condições e necessidades.

Existe uma reação, pois os cartolas não gostariam de deixar o foco, principalmente porque utlizam o esporte para promoção pessoal e, muitas vezes, para outras coisas não institucionais.

No artigo, o executivo do colorado mostrou que o processo de profissionalização mudou a vida do seu clube, e mesmo fora do eixo Rio-São Paulo, é um dos três times com maior faturamento no país, e contando com uma torcida que representa apenas 20% da do Flamengo.

Não existe nenhuma dúvida que no futuro todos os clubes terão que seguir o exemplo do time gaúcho, e mesmo o do São Paulo, que já foi uma referência para os demais em um bom período, com a construção de algo vitorioso que deverá passar pela criação de clubes modernos e bem admimistrados, pois aqueles que não o fizerem perderão certamente o bonde da história.

Paixão e irracionalidade são coisas do passado, dando lugar Ã  lógica e Ã  racionalidade, que poderão assim criar um ciclo virtuoso no futebol nacional.

Os sócios com seu poder de voto deverão tomar essa decisão tão importante quando nas eleições das agremiações, ou as deixam no curso primário, ou as levam para um doutorado de alto nível, mas para isso precisamos de mudanças efetivas.

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Santa Cruz
O presidente bancou
postado em 18 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A fraca campanha do Santa Cruz na Série C pôs o técnico Zé Teodoro na chapa quente. O clima nas Repúblicas Independentes do Arruda esquentou no domingo à noite, e ontem pela manhã dirigentes do clube tricolor davam a queda do treinador como fato consumado. E logo começaram as especulações sobre os nomes mais cotados para assumir o comando técnico do time tricolor a partir do próximo domingo, no jogo com o Paysandu, em Belém do Pará.

O presidente Antônio Luís Neto ponderou, e tomou para si a responsabilidade de bancar o técnico bicampeão estadual. O episódio, do cai, mas não cai, trouxe à tona uma série de insinuações sobre o real estado de coisas no futebol coral. É comum, nesses momentos de turbulência, surgirem estórias que nunca foram contadas, fatos jamais revelados e que revelam outra realidade.

A capacidade de Zé Teodoro é inquestionável, mas o seu relacionamento com o grupo pode ter se desgastado, assim como o de Felipão se desgastou com o elenco do Palmeiras. É importante saber que, também no futebol nada dura para sempre.

O regime do clube é presidencialista, e coube ao mandatário tomar uma decisão. Ele deve ter ouvido alguns dos seus pares. Porém, tão importante quanto a sua posição é por fim aos "cupins" que estão corroendo a estrutura do futebol. A manutenção do técnico requer um freio de arrumação.


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