Histórico
Brasileiro da Série C
Resultado ruim
postado em 23 de setembro de 2012



Clóvis Campêlo


Amigos corais, o empate de 0x0, ontem, em Belém do Pará, não foi bom nem para o Santa Cruz e nem para o Paysandu.

Agora, a coisa complicou e não basta mais vencermos todos os jogos que nos faltam. Por outro lado, precisamos ter cuidado para não perdemos mais pontos preciosos e corrermos o risco de voltarmos à Série D, já que os dois últimos colocados de cada grupo estarão automaticamente rebaixados.

É uma situação no mínimo triste para uma agremiação como a nossa, com um passado de glórias e de conquistas expressivas.

Por isso, vamos precisar lutar nos jogos que ainda nos faltam. Voltar à Série D seria uma catástrofe. Não merecemos isso.

Queira Deus (mais uma vez) que a era Zé Teodoro no santa Cruz não termine de forma melancólica.

Acima, um dos lances de um jogo muito disputado, mas tecnicamente fraco, o retrato de duas equipes de um nível fraco.  

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Acontece
As poltronas derrotam os estádios
postado em 23 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS POLTRONAS DERROTAM OS ESTÁDIOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos postados vários artigos sobre a influência da televisão com relação Ã  ausência de público nos estádios.

Além desse fato, a dependência dos clubes com referência aos contratos dos direitos de transmissão, está se tornando cada vez mais acentuada, e que vai nos levar a um futuro desastroso.

O jornalista Erich Betting publicou no seu blog um artigo sobre esse problema, e que veio corroborar com tudo que estamos afirmando há um bom tempo.

Esse comentou as declarações do dirigente da NFL (Liga de Futebol Americana), Eric Grubman, que declarou que estava existindo uma queda de público presente nos estádios que abrigam jogos dessa Liga, e um dos motivos estava relacionado a melhoria de transmissão pela TV, inclusive com a introdução da alta tecnologia e em alguns locais do sistema LED 3D.

Com esse mote, nos voltamos para o futebol brasileiro e a ausência do público nos estádios, e paralelamente o incremento da venda dos pacotes da TV paga, que está deslocando o eixo desse esporte das arquibancadas para as poltronas. 

Um ponto que os nossos dirigentes ainda não atentaram é o da inclusão de uma nova classe média, com poder maior de demanda, e que hoje está fazendo os seus contratos com uma das diversas operadoras do sistema pago de TV.

Um fenômeno que não foi aproveitado para levar esse novo segmento aos estádios brasileiros.

Vivemos realmente uma realidade mercadológica diferente, já que a opção da poltrona está sendo bem caracterizada, e isso se dá por um série de fatores que tomaram conta do futebol nacional, e que motivam os pequenos públicos em sua maior competição.

Não precisa ser sábio para entender esse fato, desde que os atuais procedimentos estão levando o futebol nacional a uma morte lenta. A falta de bons estádios, de uma boa alimentação, do atendimento ao consumidor com dignidade desde a aquisição do bilhete até a sua volta para casa.

Falta a segurança necessária que a poltrona garante aos torcedores. Ou em casa, ou em bares e restaurantes, esses assistem aos eventos com total tranquilidade, enquanto em um estádio de futebol ficam submetidos a ira das torcidas organizadas, ou ainda obrigados a assistirem aos jogos em horários indecentes.

Temos que deixar bem claro que existe ainda a grande empatia do torcedor com os seus clubes, e que esses continuam gostando do futebol, mas por uma questão de sobrevivência estão dando preferência Ã  televisão.

Está faltando aos nossos dirigentes uma análise do problema, para a adoção de uma política a fim de que possam trazer de volta os consumidores aos estádios, que na verdade sempre foram os seus reais lugares.

Que esses não se enganem com a televisão. Certamente é uma boa parceira, mas não pode e não deve se tornar dona do espetáculo.

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Brasileiro da Série C
Iguais e pressionados
postado em 22 de setembro de 2012


CLAUDEMIR GOMES

Em toda competição, antes de a bola rolar, as projeções são feitas baseadas na tradição dos clubes. Assim, Santa Cruz, Paysandu e Fortaleza foram apontados como favoritos para figurarem no G4, do Grupo A, da Série C.

Após doze rodadas apenas o Fortaleza fez jus ao crédito e está com sua classificação para a segunda fase do campeonato praticamente consolidada. Santa Cruz e Paysandu não poderiam ter sido tão parelhos: somaram apenas 15 dos 36 pontos disputados, produto de 3 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. Suas defesas foram vazadas 15 vezes.

A única diferença está na eficiência dos ataques: o do Tricolor do Arruda marcou 21 gols contra 15 anotados pelo Papão da Curuzu. Em síntese, os dois times estão iguais e pressionados tanto quanto, fato que transforma o confronto de hoje à tarde num jogo de risco.

O mando de campo poderia ser apontado como um diferencial a favor do time comandado por Givanildo Oliveira, mas o retrospecto não referenda esta tese, uma vez que, em seis jogos disputados em casa, a equipe paraense contabilizou 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Enfim, o diabo não é tão feio quanto se pinta. Com grana no bolso e um pouco de atitude os tricolores poderão exorcizá-lo.


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Artigos
A entrevista do ministro Aldo Rebelo
postado em 22 de setembro de 2012

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A ENTREVISTA DO MINISTRO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Antes tarde do que nunca, diz o velho ditado popular. Finalmente o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, acordou para os problemas que afligem os esportes brasileiros e, em especial, o nosso futebol.

Em uma excelente entrevista, publicada nas páginas amarelas da revista Veja, esse retatou a sua insatisfação com o que acontece nas entrelinhas no setor futebolístico nacional.

Sobre a ausência de público nos jogos da seleção da CBF e a elitização desse esporte, com valores dos ingressos acima do normal, o ministro concordou e explicitou que ¨existe um evidente processo de elitização, o que pode ser prejudicial ao futebol, que é uma instituição essencialmente popular¨.

Rebelo deu uma boa interpretação sobre o assunto do time de Marin, quando afirmou que esse está exposto a jogos que têm apenas interesse comercial, com adversários fracos como a África do Sul e China.

Considerou ainda que a convocação da seleção era um evento que parava o país, e hoje alcançou um grau de vulgaridade que não impressiona mais a ninguém.

Uma de suas melhores críticas foi com relação ao desinteresse do torcedor pela seleção, quando de maneira lúcida, afirmou que esse, hoje, dá mais valor a seu clube do que à essa. ¨O público praticamente está desprezando a seleção¨, afirmou Rebelo.

Considerou ainda a Copa como um evento restrito e que a maioria da população não vai passar nem perto dos estádios.

Sobre a duração dos mandatos dos dirigentes, afirmou que existe a necessidade urgente de mudanças das confederações, e mostrou-se favorável ao projeto que está em discussão que os limita, e ainda declarou que a CBF precisa adotar uma gestão mais democrática e transparente.

Sem dúvidas foi uma boa entrevista, e que nos dá um alento no tocante as mudanças, mas sem dúvidas tudo isso que foi apresentado tem que se transformar em ações, para que não fiquem apenas nas páginas amarelas.

Na verdade, o ponto principal será a transformação da estrutura vigente, e isso passa por uma legislação nos colégios eleitorais das Confederações, Federações e Clubes, aplicando conceitos mais democráticos e sem os casuísmos que foram implantados. Foram criados mecanismos que permitem a continuidade no poder, que transformaram as entidades em Capitanias Hereditárias.

Alguns clubes já começam a dar um bom exemplo, quando estão modificando os seus estatutos no tocante ao capítulo das eleições, transformando-as em diretas.

Certamente já é um grande avanço, mais outros itens terão que ser debatidos, como as listagens dos associados com direito a voto, que se tornaram uma grande caixa preta nas eleições clubísticas.

O ministro deu o ponta-pé inicial, mas todos os segmentos que desejam mudanças devem apoiá-lo e cobrá-lo para que as suas palavras sejam concretizadas em atos.

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Sport
Mudanças positivas
postado em 21 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Conselho Deliberativo do Sport se movimenta no sentido de promover mudanças no estatuto do clube rubro-negro. As propostas são positivas, e visam colocar o clube em sintonia com a nova ordem. Naturalmente que alguns pontos merecem uma discussão mais aprofundada, e é salutar que surjam os contrapontos para provocar o debate de idéias. O item mais questionado é o que se refere à diminuição do número de conselheiros.

O Conselho é um órgão que nem sempre funciona a contento por conta da omissão dos seus membros, mas todo sócio se sente envaidecido com o título de conselheiro. Nada mais democrático, e oportuno, que a implantação de eleição direta, dando ao sócio o poder de decisão.

As mudanças irão limitar as ações do presidente executivo que será impedido de fazer empréstimos que comprometam futuras gestões. O Sport é um clube centenário, fato que torna necessário fazer revisões periódicas no seu estatuto, adequando-o às mudanças que se tornaram constantes em todos os setores da sociedade.

O Sport precisa se tornar um clube moderno e funcional. O primeiro passo para esta metamorfose na Ilha do Retiro é a reforma do seu estatuto. O momento exige uma reflexão daqueles que, normalmente são %u201Ca favor do contra%u201D, como dizia o coronel Chico Heráclito.   


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