JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Temos postados vários artigos sobre a influência
da televisão com relação à ausência de público nos estádios.
Além desse fato, a dependência dos clubes com referência aos contratos dos direitos de transmissão, está se tornando cada vez mais acentuada, e que vai nos levar a um futuro desastroso.
O jornalista Erich Betting publicou no seu blog um artigo sobre esse problema, e que veio corroborar com tudo que estamos afirmando há um bom tempo.
Esse comentou as declarações do dirigente da NFL (Liga de Futebol Americana), Eric Grubman, que declarou que estava existindo uma queda de público presente nos estádios que abrigam jogos dessa Liga, e um dos motivos estava relacionado a melhoria de transmissão pela TV, inclusive com a introdução da alta tecnologia e em alguns locais do sistema LED 3D.
Com esse mote, nos voltamos para o futebol brasileiro e a ausência do público nos estádios, e paralelamente o incremento da venda dos pacotes da TV paga, que está deslocando o eixo desse esporte das arquibancadas para as poltronas.
Um ponto que os nossos dirigentes ainda não atentaram é o da inclusão de uma nova classe média, com poder maior de demanda, e que hoje está fazendo os seus contratos com uma das diversas operadoras do sistema pago de TV.
Um fenômeno que não foi aproveitado para levar esse novo segmento aos estádios brasileiros.
Vivemos realmente uma realidade mercadológica diferente, já que a opção da poltrona está sendo bem caracterizada, e isso se dá por um série de fatores que tomaram conta do futebol nacional, e que motivam os pequenos públicos em sua maior competição.
Não precisa ser sábio para entender esse fato, desde que os atuais procedimentos estão levando o futebol nacional a uma morte lenta. A falta de bons estádios, de uma boa alimentação, do atendimento ao consumidor com dignidade desde a aquisição do bilhete até a sua volta para casa.
Falta a segurança necessária que a poltrona garante aos torcedores. Ou em casa, ou em bares e restaurantes, esses assistem aos eventos com total tranquilidade, enquanto em um estádio de futebol ficam submetidos a ira das torcidas organizadas, ou ainda obrigados a assistirem aos jogos em horários indecentes.
Temos que deixar bem claro que existe ainda a grande empatia do torcedor com os seus clubes, e que esses continuam gostando do futebol, mas por uma questão de sobrevivência estão dando preferência à televisão.
Está faltando aos nossos dirigentes uma análise do problema, para a adoção de uma polÃtica a fim de que possam trazer de volta os consumidores aos estádios, que na verdade sempre foram os seus reais lugares.
Que esses não se enganem com a televisão. Certamente é uma boa parceira, mas não pode e não deve se tornar dona do espetáculo.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









