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Devo, não nego!
postado em 27 de setembro de 2012

Por ROBERTO VIEIRA


Hábito antigo.

Lps, K-7s e artigos medievais no caos doméstico.

De vez em quando, um susto!

Jornal de 2001.

Matéria sobre a dívida dos clubes com o FGTS.

Botafogo na liderança com 7 milhões de reais.

Vasco vice líder com 5,6 milhões de reais.

Santa Cruz entre os quatro primeiros com 4 milhões.

América-RJ, pasmem, com 1,8 milhão.

As vinte maiores dívidas somando 44 milhões de reais.

Um valor fabuloso mas que não compra meio Lucas.

Então a gente corrige o valor.

Adicionando-se a inflação do período.

44 milhões de 2001 = 86 milhões em 2012*.

Será que o valor assusta os clubes brasileiros?

Que nada, meu amigo!

A inflação do período beirou os 100%?

Pois a dívida dos clubes desembestou muito mais que 1000%.

Apenas a dívida fiscal do Botafogo já superando os 100 milhões.

O papagaio ficou bilionário.

Novidade?

Nenhuma, bicho!

Entre os artigos do século passado.

Estava também uma reportagem da Revista Placar de 1973.

O Flamengo devia 25 milhões de cruzeiros.

Dos quais 15 milhões ao Banco Safra.

Dos quais 3 milhões de FGTS e INSS.

E Ronaldinho Gaúcho sequer existia...

 

 * Para conversão, contei com a ajuda inestimável do professor e economista Paulo Aguiar

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Futebol Pernambucano
Um inbróglio na segundona estadual
postado em 27 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM IMBRÓGLIO NA SEGUNDA DIVISÃO ESTADUAL      


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fomos solicitados a expressar a nossa opinião a respeito de um recurso da Acadêmica Vitória contra o Olinda Futebol Clube, com respeito a inclusão de um jogador irregular em alguns jogos do campeonato da Série B estadual.

Sobre o assunto que vamos discutir, conversamos sobre esse com dirigentes do Olinda e do Vitória e transmitimos o nosso pensamento, que agora será tornado público.

A suspensão automática é um dogma para a Fifa que criou uma legislação específica para tal, que foi regulamentada pela CBF pela Resolução nº 05/2004.

O Olinda Futebol Clube tinha em seu elenco um jogador que foi expulso no último jogo da Série B de 2011, quando atuava pelo Serra Talhada. Consequentemente, esse teria que cumprir a automática na competição subsequente da mesma entidade e mesma categoria, mas não o fez, muito embora o clube olindense tenha revertido a sua suspensão imposta pelo Tribunal, em medida de interesse social.

Carregando essa automática, o atleta jogou cinco partidas consecutivas pelo seu clube, o que demandaria o seu enquadramento no Artigo 214 do CBJD, que pune com a perda de três pontos, a inclusão de atleta em situação irregular.

O Vitória procedeu com a denúncia no dia 30 de agosto, em tempo hábil oferecido pela legislação esportiva, que prevê, em seu artigo 165-A, um prazo de sessenta dias para tal provimento, a contar do dia em que ocorreu o fato, e que também é contada a partir do último dia em que cessou a sua permanência ou continuidade.

Um primeiro equívoco partiu da Federação local, já que o seu Departamento Técnico tem a obrigação de acompanhar com detalhes as súmulas dos jogos, e constatar a existência de irregularidades, e no prazo de três dias encaminhar a documentação para o Tribunal, mas não o fez.

O Procurador do Tribunal ofereceu a denúncia também equivocadamente, inclusive citado uma Deliberação do extinto CND, que foi revogada desde 1992, com a Lei 8.672,  no governo de Itamar Franco.

O segundo erro do Procurador foi o de não entender que a suspensão automática é totalmente independente das decisões da Justiça Desportiva (Fifa e RDI- 2005-CBF) quando aprecie infrações as Normas Disciplinares. Mesmo absolvido pela Justiça, terá que cumpri-la.

O terceiro erro da denúncia apresentada foi o de considerar apenas uma partida para a punição do Olinda, indo de encontro a legislação existente, assim como a administrativa.

Temos um entendimento de que os dois primeiros jogos realizados não estão enquadrados no pleito do Vitória, pois os prazos do fato ocorrido estão acima dos 60 dias previstos na Lei, e que a punição dar-se-ia do terceiro jogo em diante.

A interpretação de que a punição da perda de pontos de uma partida encobriu a automática, também achamos que se trata de um equívoco, pois essa não foi anulada, desde que o Artigo 214, em seu parágrafo primeiro, reza textualmente que o resultado da partida será mantido. Por conta disso, o atleta deverá cumprir a automática na partida subsequente.

Assim, o Olinda deveria perder nove pontos, e não  os doze pretendidos pelo Vitória, e muito menos os três desejados pelo Procurador, que são os referentes aos outros três jogos.

Cabe aos bons advogados trabalharem bem o assunto, e os nossos auditores agirem nos conformes da Lei, porque tal análise foi formulada como contribuição ao debate.

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RESULTADOS DA 27ª RODADA:


Afogdense 2x0 Pesqueira; Sete de Setembro 0x0 Cabense; Jaguar 1x2 Íbis; Chã Grande 2x1 Olinda; Centro Limoeirense 2x3 Carpina; Timbaúba 4x0 Atlético Pernambuco; Ipojuca 6x0 Ferroviário.


CLASSIFICAÇÃO:


1) Chã Grande, 54 pontos; 2) Cabense, 51; 3) Pesqueira, 50; 4) Olinda, 50; 5) Carpina, 44; 6) Vitória, 43 pontos.



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Sport
Cartão de apresentação
postado em 26 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Duas coisas levam o técnico Waldemar Lemos a promover o retorno do goleiro Magão ao time do Sport. Primeiro porque o titular não ficou de fora de algumas partidas por deficiência técnica, e desde que ele esteja apto para jogar, nada mais lógico do que lhe reconduzir ao posto de número um.

O jovem Saulo não comprometeu quando acionado, mas a preservação da titularidade revela a perspicácia do treinador. A ausência de tal peculiaridade pode lhe levar a falta de critérios, por conseguinte, a perda de comando. Muitos profissionais se perdem por falta de critério.

O segundo motivo é o estágio no qual se encontra o goleiro rubro-negro. Magrão é hoje um goleiro de referência no futebol brasileiro, fato que lhe transforma num cartão de apresentação do time do Sport. Os adversários têm consciência de que terão pela frente um "paredão" como costuma dizer a torcida leonina. Todo grande time tem um, ou mais, cartão de apresentação.

O Sport conta com outros bons jogadores no seu elenco, entretanto, nenhum, no momento, se impõe tanto no cenário nacional como o seu goleiro. Ter Magrão no gol na difícil missão de vencer o Corinthians em São Paulo tranquiliza qualquer treinador. Que o diga Waldemar Lemos.

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Artigos
As conchambranças de Ricardão
postado em 26 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS CONCHAMBRANÇAS DE RICARDÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O mundo globalizado tornou-se plano e tudo que acontece em seu entorno cedo ou tarde será descoberto.

Há pouco tempo houve um debate nas mídias sobre o novo contrato dos direitos de jogos da seleção da CBF, que foi firmado pelo antigo presidente, e hoje fugitivo, Ricardo Teixeira, com uma empresa denominada de ISE.

Todos acharam bem estranho que nesse os valores pagos pelos foram reduzidos.

O jornalista Jamil Chade, correspondente do jornal Estado de São Paulo, no dia de ontem conseguiu abrir a cortina e desvendar o segredo de tal contrato.

Nada mais nada menos, o executivo da empresa que fechou o novo pacote de jogos até 2022 já era um velho conhecido do cartolão brasileiro, por ter sido funcionário da ISL, empresa distribuidora de propinas nos anos 90, e entre os recebedores estava Teixeira.

O interessante é que uma era ISL, que faliu, e a outra é ISE. São uns espertalhões.

Quando sabia que iria deixar a CBF, o antigo presidente negociou esse contrato com uma nova empresa, que ficou encarregada de negociar jogos da seleção pelo período de 10 anos, com uma redução de valor, em um mercado que segue em expansão. Uma contradição.

Segundo o jornalista, o negociador Dirk Hollstein e todos os demais executivos já sabiam na ocasião que o dirigente iria deixar a CBF, e mesmo assim fecharam um acordo por uma década.

O mais grave sobre essa nova empresa é que há a suspeita de pagar US$ 14 milhões ao cartola do Catar Mohamed Bin Hammam, como lavagem de dinheiro.

O catariano era o candidato de Teixeira à presidência da FIFA, e também participou das negociações. Esse foi suspenso do futebol por denúncias de compra de votos.

Quando lemos uma notícia como essa, cada vez ficamos mais convictos que se não houver uma mudança radical no comando da entidade que dirige o futebol brasileiro, tudo ficará como dantes.

Como um presidente que já tinha tomado a iniciativa de renunciar, faz um contrato danoso para a sua entidade?

Onde estavam, na ocasião, Marin, Del Nero e outros menos votados? Sabiam do contrato?

Trata-se realmente de uma grande negociata, com indícios bem latentes, pois o correto seria uma licitação internacional para as vendas desses direitos, devendo ser procedida de forma transparente.

Como uma pessoa ligada a uma empresa que pagou propinas para o ex-presidente da CBF, pode ter sido o negociador de um contrato como esse?

Por que Marin calou-se até hoje e não tomou as providências legais para um distrato, desde que os indícios de corrupção são tão grandes, que certamente o mérito seria bem favorável?

São perguntas para serem respondidas, mas provavelmente nunca o serão, pois a CBF em uma Assembléia ¨histórica¨ deu o título de presidente de honra da entidade a Ricardo Teixeira.

Na verdade, nós merecemos o que temos, pois faz parte de um Brasil anestesiado e, sobretudo, desqualificado.

Isso tudo foi uma grande conchambrança.

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Acontece
A elitização do futebol
postado em 25 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Domingo no programa, ESPORTES NO 11, na TV Universitária, fizemos um debate com os sociólogo, Sílvio Ferreira, e o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto, sobre a elitização do futebol. A nova ordem do esporte mais popular do planeta impõe mudanças culturais que provocam grandes impactos sociais.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em recente entrevista a revista Veja, foi enfático ao afirmar que o futebol passou a ser assimilado pelo mercado e, "quando o mercado se apropria dessa instituição, o torcedor deixa de se comportar como um apaixonado pelo esporte e passa a ser um consumidor do produto".

Túlio Velho Barreto ressalta que a elitização do futebol brasileiro "não está restrita a transformação de estádios em arenas, fato que implicará numa mudança do público que frequenta as praças dês esportes, ela começa com a distribuição de renda. A elitização é uma imposição do mercado".

Sílvio Ferreira chama a atenção para o fato de "o clube representar uma resistência de identidade. A mudança de conceitos e comportamentos é uma realidade, mas o torcedor não muda de clube.A elitização poderá provocar uma transferência porque o atual público que freqüenta os estádios passará a ocupar as poltronas, e o produto que lhe será oferecido pela televisão talvez não seja o que ele consome atualmente".

O futebol, que foi trazido para o Brasil por um elite, se popularizou, e hoje vive a maior de suas mudanças com a revolução comercial, uma imposição da nova ordem.

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