JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Temos
acompanhado jogos das diversas Séries do Campeonato Brasileiro, e observamos que
os nossos árbitros têm atuado muito pouco nas competições.
O jornalista Claudemir Gomes, colunista da Folha de Pernambuco, nos forneceu um bom material colhido de uma pesquisa realizada na própria comissão de arbitragem da Federação local, e os números são desanimadores.
A pesquisa incluiu o árbitro Sandro Meira Ricci entre os nossos, mas não o consideramos como local, visto que a sua relação com Pernambuco é a mesma que temos com a China: Nenhuma.
Trata-se de um profissional intinerante que solicitou um asilo temporário em Pernambuco, e certamente, em breve estará participando em outra entidade brasileira.
Do verdadeiro quadro de nosso estado, apenas três árbitros atuaram nas diversas competições.
Nielson Nogueira Dias, Emerson Sobral e Claudio Mercante, foram os escolhidos para mediarem alguns jogos que tem a responsabilidade da CBF.
Também não consideramos as atuações como reservas, ou mesmo como auxiliares atrás dos gols, que para nós a presença desses nada acrescenta a arbitragem, muito pelo contrário, são verdadeiros mamulengos, que vão de um lado para o outro, com pouca contribuição ao jogo.
Tivemos até o dia de ontem, 687 partidas nas quatro divisões de profissionais do Brasil, e esses três árbitros participaram apenas de 27, com um percentual de 3,9%.
Na Série A, o que mais apitou foi Nielson Nogueira Dias, com 8 jogos. Claudio Mercante atuou apenas 1 vez, e Emerson Sobral, nenhuma. Foram apenas 9 jogos para dois árbitros de Pernambuco em 209 partidas realizadas.
à realmente constrangedor.
Na Série B, Nielson atuou em 2 jogos, Emerson em 4 e Mercante em 3, totalizando 9 jogos em 210 realizados.
Na Série C, Emerson e Mercante apitaram apenas 1 partida cada um, totalizando 2 em um universo de 100 jogos.
Na Série D, Emerson conseguiu ser escalado por 5 vezes, Nielson 1 vez e Mercante, da mesma forma, 1 vez, totalizando 7 partidas em um total de 168.
São dados que mostram a decadência da arbitragem de nosso estado, fruto da falta de renovação e, principalmente, de uma melhor estruturação de sua comissão.
Vivenciamos uma época em que tÃnhamos três a quatro árbitros apitando na Série A e a mesma quantidade na B, o que demonstrava a qualidade e a potencialidade de nosso quadro.
Hoje somos apenas figurantes, e de um universo de pelo menos 10 árbitros, apenas três conseguiram uma escala, e com com apenas 9 atuações na Série A e, mesmo assim, com 8 partidas dirigidas por um só, Nielson Nogueira Lima.
Triste retrato de uma entidade que tinha um quadro de árbitros respeitado e elogiado pela Comissão Nacional, fato esse que somos testemunhas, quando nas conversas que mantÃnhamos com o presidente da época, Armando Marques, esse sempre enaltecia a atuação dos pernambucanos.
Na verdade, a nossa arbitragem faz parte de um navio que se chama futebol de Pernambuco, que vem afundando vagarosamente pelo rombo que teve no seu casco.
A arbitragem local nunca foi tão desprezada. Todo mundo apita, ¨Zezinho¨, ¨Toninho¨, ¨Luizinho¨ e tantos outros, e os nossos não são lembrados.
São coisas do futebol.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









