Histórico
Brasileiro da Série C
Caiu nos Aflitos...
postado em 05 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Náutico tem tirado bom proveito do mando de campo. Sua boa campanha de manutenção na Série A está alicerçada nos jogos que o time disputa nos Aflitos, fato que deixa a torcida alvirrubra otimista em relação a um bom resultado no confronto de hoje à noite, com o Vasco.

Os dois times estão desfalcados de jogadores importantes, e fica difícil precisar quem será o mais prejudicado com a ausência dos titulares. De uma coisa temos certeza: o espetáculo perderá um pouco da qualidade técnica, por conseguinte, as duas equipes buscarão o melhor resultado através da superação. Para quem joga em casa, com o apoio da torcida, esta é uma vantagem substancial.

Os números atestam a dificuldade que os comandados de Alexandre Gallo têm de somar pontos como visitantes. Portanto, resta ao time dos Aflitos ser eficiente na execução do dever de casa, como tem sido até o momento. Embora siga no G4, o Vasco apresentou uma queda de produção no final do turno, mas reagiu na rodada de abertura do returno, quando jogou em São Januário.

O mando de campo tem sido determinante, e quem manda nos Aflitos é o Náutico. Chegaram a dizer que o Timbu é feito canário abarrancado, só vence no seu terreiro. Nada contra, pois a passagem para a Sul-Americana se pode garantir em casa. 

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Arbitragem
Por que os pernambucanos não apitam?
postado em 05 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, POR QUE OS ÁRBITROS DE PERNAMBUCO NÃO APITAM?


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos acompanhado jogos das diversas Séries do Campeonato Brasileiro, e observamos que os nossos árbitros têm atuado muito pouco nas competições.

O jornalista Claudemir Gomes, colunista da Folha de Pernambuco, nos forneceu um bom material colhido de uma pesquisa realizada na própria comissão de arbitragem da Federação local, e os números são desanimadores.

A pesquisa incluiu o árbitro Sandro Meira Ricci entre os nossos, mas não o consideramos como local, visto que a sua relação com Pernambuco é a mesma que temos com a China: Nenhuma.

Trata-se de um profissional intinerante que solicitou um asilo temporário em Pernambuco, e certamente, em breve estará participando em outra entidade brasileira.

Do verdadeiro quadro de nosso estado, apenas três árbitros atuaram nas diversas competições.

Nielson Nogueira Dias, Emerson Sobral e Claudio Mercante, foram os escolhidos para mediarem alguns jogos que tem a responsabilidade da CBF.

Também não consideramos as atuações como reservas, ou mesmo como auxiliares atrás dos gols, que para nós a presença desses nada acrescenta a arbitragem, muito pelo contrário, são verdadeiros mamulengos, que vão de um lado para o outro, com pouca contribuição ao jogo.

Tivemos  até o dia de ontem, 687 partidas nas quatro divisões de profissionais do Brasil, e esses três árbitros participaram apenas de 27, com um percentual de 3,9%.

Na Série A, o que mais apitou foi Nielson Nogueira Dias, com 8 jogos. Claudio Mercante atuou apenas 1 vez, e Emerson Sobral, nenhuma. Foram apenas 9 jogos para dois árbitros de Pernambuco em 209 partidas realizadas.

É realmente constrangedor.

Na Série B, Nielson atuou em 2 jogos, Emerson em 4 e Mercante em 3, totalizando 9 jogos em 210 realizados.

Na Série C, Emerson e Mercante apitaram apenas 1 partida cada um, totalizando 2 em um universo de 100 jogos.

Na Série D, Emerson conseguiu ser escalado por 5 vezes, Nielson 1 vez e Mercante, da mesma forma, 1 vez, totalizando 7 partidas em um total de 168. 

São dados que mostram a decadência da arbitragem de nosso estado, fruto da falta de renovação e, principalmente, de uma melhor estruturação de sua comissão.

Vivenciamos uma época em que tínhamos três a quatro árbitros apitando na Série A e a mesma quantidade na B, o que demonstrava a qualidade e a potencialidade de nosso quadro.

Hoje somos apenas figurantes, e de um universo de pelo menos 10 árbitros, apenas três conseguiram uma escala, e com com apenas 9 atuações na Série A e, mesmo assim, com 8 partidas dirigidas por um só, Nielson Nogueira Lima.

Triste retrato de uma entidade que tinha um quadro de árbitros respeitado e elogiado pela Comissão Nacional, fato esse que somos testemunhas, quando nas conversas que mantínhamos com o presidente da época, Armando Marques, esse sempre enaltecia a atuação dos pernambucanos.

Na verdade, a nossa arbitragem faz parte de um navio que se  chama futebol de Pernambuco, que vem afundando vagarosamente pelo rombo que teve no seu casco.

A arbitragem local nunca foi tão desprezada. Todo mundo apita, ¨Zezinho¨, ¨Toninho¨, ¨Luizinho¨ e tantos outros, e os nossos não são lembrados. 

São coisas do futebol.

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História
Um dia em Munique - 40 anos depois
postado em 05 de setembro de 2012

SANDRO MACEDO - FOLHA DE SÃO PAULO
ENVIADO ESPECIAL A MUNIQUE


Em 5 de setembro de 1972, o mundo do esporte encarou o terror de frente. E perdeu.

Há 40 anos, no meio dos Jogos Olímpicos de Munique, o grupo terrorista palestino Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica e fez de refém a delegação israelense (nove pessoas, após dois serem mortos ao tentar reagir). Depois de quase um dia de negociações frustradas, reféns e terroristas foram mortos numa emboscada malsucedida em aeroporto da cidade.

Apagar a lembrança do que ocorreu em Munique é difícil. Mas o governo alemão deu um jeito de driblá-la sutilmente: hoje, a Vila Olímpica é ocupada majoritariamente por universitários. Pessoas que não eram nascidas em 1972 e com uma certa distância em relação ao atentado, conhecido mundialmente como "Massacre de Munique".

Quando a reportagem da Folha visitou o local, em maio deste ano, alguns estudantes mal sabiam onde ocorrera o ataque terrorista.

"Acho que foi por ali", disse uma jovem apontando para o fundo do conjunto de pequenos prédios. Outros mostravam o edifício 31 da rua Connollystrasse quase com orgulho, como se fosse apenas um ponto turístico.

Cerca de 7.000 pessoas ocupam a Vila Olímpica, ao lado do Olympiapark -além de jovens estudantes, poucos idosos moram no local.

Bicicletas sem cadeados são visíveis em várias portas e são o meio mais fácil de transporte do conjunto habitacional ao metrô ali perto, que leva à universidade.

Muitos dos apartamentos são decorados com flores na janela. Não no edifício 31.

O prédio de três andares é o único com aviso na placa: "Não perturbe os hóspedes".

Uma placa com o nome das 11 vítimas, escrita em alemão e hebreu, decora a porta principal. Cortinas escuras cobrem os cinco apartamentos ocupados pela delegação israelense em 1972. De acordo com um dos moradores, os quartos são usados pela universidade, para hospedar pesquisadores, por exemplo.

Além dos antigos prédios de 1972, mais um conjunto com pequenas casas térreas de alvenaria foi construído.

Um barranco separa o complexo do Olympiapark, parque preferido dos moradores da capital da Baviera.

Lá, a piscina na qual o americano Mark Spitz se consagrou ao conquistar sete ouros (recorde quebrado só em 2008, por Michael Phelps) está ao alcance de qualquer um, mediante uma pequena taxa.

Já o belo Estádio Olímpico abriga shows, competições de esportes radicais e até eventos de cinema ao ar livre. Em maio, recebeu o festival da Copa dos Campeões.

Ao lado da Torre Olímpica, aberta para visitação, uma loja vende suvenires do parque, muitos relacionados ao aquário que está lá. Nenhum sobre a Olimpíada de 1972.

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Futebol Brasileiro
Uma cópia da vida
postado em 04 de setembro de 2012

Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS ÁRBITROS BRASILEIROS


CLAUDEMIR GOMES

A série FDP que está sendo exibida no HBO2, nos deixa em dúvida se a vida imita a arte, ou a arte copia a vida. A cada rodada do Brasileiro aumentam as reclamações sobre as arbitragens. A maioria das queixas é procedente. Mesmo assim não acho correto fazer juízo de valor sobre os árbitros. Eles estão errando para tudo o quanto é lado.

Naturalmente que o emocional do torcedor o leva a considerar todo apitador, quando erra contra o seu time, um FDP. Os erros se tornaram mais constantes até em Copa do Mundo. Os árbitros estão sendo monitorados por câmaras que são colocadas em lugares estratégicos do campo, e dessa forma captam lances que facilmente escapam do olhar dos mediadores. Algumas jogadas são tão polemicas que, mesmo sendo reprisadas várias vezes ainda suscitam dúvidas. Alguns jogadores se tornam insuportáveis com suas simulações e excesso de reclamações.

Com tal comportamento eles põem mais pressão sobre os árbitros, que perante treinadores e dirigentes estão sempre programados para prejudicar seus times. Da mesma forma que o excesso de pressão prejudica o desempenho de uma equipe de futebol, as excessivas reclamações e dissimulações dos jogadores induzem os apitadores a cometerem erros.

Não é fácil conviver com erros, e quando o assunto é arbitragem, todos têm uma parcela de culpa. Vale à pena assistir a FDP, onde a arte é uma cópia fiel da vida.  

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Futebol Brasileiro
Perdendo a identidade
postado em 04 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PERDENDO AS IDENTIDADES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um dos fatos que nos chama a atenção são os novos padrões de camisas dos clubes brasileiros, que na verdade nada têm com as suas tradições.

Neste final de semana vimos um Vasco com uma camisa de um azulão exacerbado, com a Cruz de Malta estilizada, muito longe da verdadeira que sempre foi utilizada pelo clube desde o início de sua história.

O Náutico também nos apresentou uma camisa totalmente diferente da sua histórica alvirrubra, que já perdura há dezenas de anos.

O Santos muitas vezes tem abandonado o seu tradicional uniforme branco, que se consagrou em todo o mundo, para utilizar uma azul, que também nada tem com as suas tradições.

Vimos o Sport com uma camisa longe da rubro-negra, em um dos seus jogos, inclusive com fotos de seus torcedores. Isso nos causou constrangimento.

Na verdade, todos os clubes estão lançando novos uniformes com cores às vezes excêntricas, atendendo a um trabalho visual do seu marketing, que deveria olhar não apenas para esse fato, como ainda pelo que está acontecendo quando esses estão perdendo as suas identidades com os torcedores.

Em nosso vida esportiva temos um exemplo de mudança de camisa, e o fato aconteceu no ano de 1973, no Sport Club do Recife. Na ocasião, o clube passava por sérias dificuldades, e tinha uma equipe praticamente de jovens disputando o campeonato local.

Não existiam ainda os marqueteiros, e nós, com o sentido de mobilizarmos a torcida, mudamos o padrão do clube, com relação às suas listas, que passaram a ser verticais. Por conta disso, houve uma reação entre os associados, principalmente na geração mais antiga, que nos obrigou a escondê-lo e voltarmos com as antigas, que fazia parte de sua tradição.

Infelizmente não vemos mais nenhum protesto dos sócios e simpatizantes dos clubes, com o que vem acontecendo, numa demonstração que está havendo um distanciamento desses no tocante Ã  vida de suas agremiações, se calando contra as agressões visuais em seus uniformes.

Sempre existiu uma empatia dos torcedores com as cores das camisas dos seus times. Isso os aproximavam, e os motivavam a uma maior participação, fato esse que está sendo quebrado por ideias mirabolantes, transformando no que é de mais importante nas suas histórias em um simples mural de cores berrantes.

Não somos conservadores, mas a vivência no futebol nos faz ter a convicção que nenhum associado ou torcedor de um clube gosta de ver a sua tradição ser quebrada em nome do marketing mas, apesar disso, não presenciamos nenhuma mobilização contra tais atitudes.

Como sempre os Estatutos das agremiações determinavam os padrões que seriam utlizados nos eventos esportivos, mas o seu artigo que disciplina tais fatos vem sendo rasgado todos os dias, com os novos uniformes que são lançados em reuniões festivas.

A carteira de identidade é o documento mais importante do cidadão, assim como a camisa do seu clube, devendo ser respeitado, principalmente para que a paixão seja mantida.

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