JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Teremos
hoje e na próxima segunda-feira dois amistosos da seleção da CBF, que na verdade
pouco acrescentam as necessidades de sua preparação técnica.
Ãfrica do Sul e China nada representam no futebol mundial, e certamente não poderão trazer algum proveito para o time de Marin/Sanches/Mano, posto que, decididamente, ambas não têm nada a oferecer.
O interessante é que as notÃcias vindas de São Paulo e as divulgadas em nossa cidade, nos dão conta que os torcedores ainda não corresponderam na compra dos bilhetes para os jogos e, o mais grave, que uma grande maioria desconhece que seriam realizados.
Uma boa fotografia do atual futebol nacional.
Por outro lado, a insanidade de um calendário está destruindo o pouco que resta de qualidade nos times brasileiros.
Em qualquer parte do mundo, as datas Fifas paralisam os campeonatos nacionais, mas por conta de uma overdose de competições, de um estadual com 23 datas, que vai continuar em 2013 para atender a Marco Polo Del Nero, desde que esse é a sua vaca leiteira, os clubes são obrigados a jogar sem os seus principais jogadores.
O fato agrava-se por todos estarem na reta final de um Campeonato, que pela sua formatação está sacrificando os atletas, que chegaram ao mês de setembro em completa exaustão.
Entendemos que a seleção da CBF deva fazer os seus amistosos, pois está fora das eliminatórias da Copa de 2014 por ser a sua sede, mas a entidade deveria ter o bom senso quando na elaboração do seu cronograma anual, ao disponibilizar datas para esses eventos, mas paralisando o Campeonato principal, que é o seu fornecedor de mão de obra, e sobretudo contratando verdadeiros adversários.
Esperamos que os torcedores tanto de Recife e São Paulo não caiam no conto da seleção, e que guardem o seu dinheiro para os jogos dos seus clubes nas diversas divisões do Nacional, pois mesmo com baixa qualidade, ainda representam o que resta do nosso pobre futebol.
Se fizerem isso estarão dando uma gigantesca contribuição, para que os donos do poder possam entender que não estão os apoiando na gestão de uma seleção, que aos poucos transformou-se em um balcão de negócios.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










