Histórico
Brasileiro Série A
Bons mandantes, péssimos visitantes
postado em 10 de setembro de 2012


  Foto: Guga Matos/Divulgação - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES

O Cruzeiro se aproveitou de um erro do Sport numa saída de bola e marcou de frente, ontem à noite, na Ilha do Retiro. Mas o Leão reagiu numa noite de brilho de Rithely, que empatou o jogo e foi decisivo para a vitória, tanto quanto foi o atacante Gilberto, que saiu do banco para marcar o gol da virada: 2x1.
A soma de 3 pontos não foi suficiente para tirar o Sport da zona de rebaixamento, mas o futebol apresentado pelos rubro-negros deixou a torcida certa de que isto é uma questão de tempo, e se dará na Ilha do Retiro. Afinal, após a chegada do técnico Waldemar Lemos, os leoninos contabilizaram duas vitórias em três partidas como mandante.
Pela segunda vez o Sport foi o único dos clubes que se encontram na faixa de rebaixamento a vencer numa rodada da Série A. O fato lhe deixa próximo de alcançar a meta de sair da desconfortável zona de corte. Contudo, tal façanha não depende apenas dos seus esforços, está ligada diretamente a uma combinação de resultados. Como Coritiba e Bahia também se saíram vitoriosos em seus jogos, o rubro-negro pernambucano permanece na décima-sétima colocação.


PONTARIA


O Náutico sofreu um gol com menos de um minuto de jogo, mas não se assustou com o Botafogo. O alvirrubro pernambucano reagiu, teve mais posse de bola, criou inúmeras oportunidades, mas falhou no quesito mais importante: finalização.
O Botafogo foi eficiente nas vezes em que teve chance de marcar. O árbitro errou para os dois lados. Quem não tem boa pontaria, não marca gols, e no futebol, quem não faz...
As análises são feitas por diferentes óticas. Os alvirrubros estão a seis pontos da zona de rebaixamento, distancia que pode ser encurtada na próxima rodada, onde o time comandado por Alexandre Gallo, novamente, atuará como visitante, condição na qual tem um péssimo aproveitamento. Entretanto, se o ponto de corte se fixar em 43 pontos, os alvirrubros precisam somar apenas 15 pontos em 45 que irá disputar até o final do campeonato.
As vitórias dos visitantes no returno da Série A estão mais escassas. Como os dois representantes pernambucanos - Náutico e Sport - são estritamente domésticos, as metas terão que serem alcançadas através da boa execução do dever de casa, ou seja, alvirrubros e rubro-negros precisam ser eficientes no trivial.


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Seleção Brasileira
O torcedor pernambucano também vaia
postado em 10 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O carinho do torcedor pernambucano com a Seleção Brasileira é histórico. As primeiras demonstrações aconteceram em 1934, quando o Brasil seguia para o Mundial da Itália e passou vários dias no Recife. A viagem, na época, era feita de navio. Em 1989, a seleção de Lazaroni passava por maus momentos, e se recuperou num jogo no Recife, ao vencer o Paraguai por 2x0. Em 93, foi à vez da redenção do time comandado por Carlos Alberto Parreira, que goleou a Bolívia por 6x0 e arrancou para a conquista do tetra.

Os resultados mostram que a Seleção sempre respondeu à altura, o apoio dos pernambucanos. Portanto, a alegria não pode ser interpretada como uma alienação. Não tenho dúvidas de que o torcedor que se fizer presente, hoje à noite, no Arruda, se não ver um bom futebol dos comandados de Mano Menezes, ele vai vaiar, como vaia, Santa Cruz, Náutico e Sport, sempre que seu clube do coração joga mal.

O sentimento em relação ao trabalho que vem sendo desenvolvido na Seleção Brasileira, visando a Copa 2014 é nacional, e Pernambuco se insere neste contesto. A China não tem tradição no futebol, mas não será novidade se crescer e complicar as coisas num amistoso festivo e com acentuado viés político. E que Mano tenha a mesma sorte que Lazaroni e Parreira.

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Futebol Brasileiro
Os empresários e a seleção de Mano
postado em 10 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS EMPRESÁRIOS E A SELEÇÃO DE MANO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Excelente a matéria do jornalista Lucas Calil, do Extra-On Line, que nos forneceu excelentes dados com respeito Ã  valorização dos jogadores convocados nesses dois anos para a seleção da CBF.

Tal artigo serve de corroboração ao que escrevemos em nossas diversas postagens, com relação Ã  influência de empresários nas listas de convocados que ultrapassaram a casa dos 160.

Segundo os dados obtidos na matéria, 27 jogadores foram vendidos após serem convocados - sem contar com as negociações de Lúcio e Júlio Cesar, que mudaram de clube sem pagamento de cifras milionárias. Tais transações, se somadas, movimentaram R$ 1 bilhão.

O grande destaque é o empresário Carlos Leite, que cuida da carreira de Mano e de cinco jogadores negociados desde agosto de 2010.

O interessante é que entre esses, apenas Rômulo continua na seleção, e Elias, Jucilei, Renan e André Santos nunca mais foram convocados, mas com as suas presenças anteriores garantiram bons negócios. O esquema funciona dessa maneira, convocar para valorizar.

De acordo com o portal Transfermarkt, essas negociações somaram R$ 100 milhões, e parte desses valores foi bater nos bolsos do feliz e sortudo personagem. 

Mano nega que empresários tenham influência em suas listagens, fato esse que ocasionou desconfiança no próprio presidente da entidade, Marin, que como bom malufista é PHD nesse tipo de negócios

Carlos Leite já ganhou vários prêmios de nossas loterias, porque além dos atletas citados, já estiveram na seleção outros que estão sob seu guarda-chuva, tais como Anderson (Manchester United), Renato Augusto (Bayer Leverkussen), Lucas (Liverpool) e o último premiado, o goleiro Cassio, do Corinthians, que segundo o deputado Romário já está sendo negociado para a Roma da Itália.

Ainda segundo o jornalista, Carlos Leite não é o único, que encheu seus cofres com a seleção da CBF. A empresa Think Ball, que tem ligações com esse e com o sistema do Leste Europeu, principalmente a Ucrânia, negociou com sucesso Douglas, Mariano e Jadson, por, somados, R$ 26 milhões.

O interessante Ã© que depois das valorizações, esses nunca mais participaram das santas convocações ¨manianas¨.

Verificamos ainda um fato interessante quanto Ã  uma convocação do atleta Carlos Eduardo, que apareceu na lista para o amistoso em 2010 contra os Estados Unidos, e foi logo após negociado ao Rubin Kazan, que pagou R$ 50 milhões ao Hoffenheim pelo jogador.

Como sempre estamos afirmando que a seleção da CBF virou um balcão de negócios, e que todos sabem e fingem que não estão entendendo, pois certamente existem muitos interesses em jogo.

Na verdade, o que acontece no futebol brasileiro é muito maior do que o escândalo de Mensalão.

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Brasileiro Série A
O Rei da Ilha
postado em 09 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Sport deve apostar na irregularidade do Cruzeiro para poder obter uma vitória, hoje à noite, na Ilha do Retiro. Nas duas partidas que fez como mandante, sob o comando de Waldemar Lemos, o Leão mostrou que na sua toca o rei é ele. E sua reação, na tentativa de escapar do rebaixamento, começa com o acerto no dever de casa.

A instabilidade do time de Celso Roth é traduzida nos números: 30 gols pró e 30 gols contra. O ataque faz e a defesa desfaz. Na sua campanha, registros de goleadas sofridas para o Coritiba - 4x0 -, Grêmio - 3x1 -, Santos - 4x2 - e Botafogo - 3x1. Em contrapartida a Raposa exibe uma expressiva soma de 10 vitórias, para provar que tanto pode aparecer na linha de baixo, como na linha de cima.

O fato de permanecer na zona de rebaixamento deixa o Sport com apenas uma opção: vencer e vencer. A chegada de Waldemar Lemos encheu os leoninos de esperança porque o esboço de reação foi imediato, mas para consolidar o novo momento é imprescindível ser imperativo, pelo menos nos jogos disputados na Ilha do Retiro.

DESEQUILÍBRIO - A campanha do Náutico como visitante é fraquíssima. O time alvirrubro só contabilizou uma vitória contra o fraco Atlético/GO. Por mais otimista que seja o torcedor alvirrubro, e se apegue ao fato de que no futebol não existe verdade absoluta quando se trata de prognósticos, fica difícil imaginar uma façanha dos comandados de Alexandre Gallo, diante do Botafogo de Seedorf, hoje à tarde, no Engenhão.

Sem o craque holandês até que dava para arriscar um palpite, mas depois do que ele fez no jogo de quarta-feira, sendo o maestro na vitória sobre o Cruzeiro - 3x1 - fica difícil imaginar o que fazer para anular o ponto de desequilíbrio. Bom! A ordem é dar o mínimo espaço possível a Seedorf. E mesmo assim ele pode fazer um estrago.


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Seleção Brasileira
Einstein tinha razão
postado em 09 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EINSTEIN TINHA RAZÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEV EDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na última sexta-feira assistimos ao jogo da CBF contra a África do Sul, e sobre esse postamos um pequeno comentário. Mas, por conta de um outro jogo, na noite desse mesmo dia, envolvendo as seleções da Argentina e Paraguai, resolvemos postar mais um artigo sobre essa trágica comédia que estamos vivenciando em nosso futebol.

Os problemas enfrentados pela equipe portenha eram iguais aos que aconteciam com a de Marin/Mano/Sanchez, mas pelo que estamos acompanhando a recuperação dos nossos vizinhos é grandiosa, apresentando um belo futebol, e sobretudo com Messi aprendendo a jogar com a camisa do seu país.

O poder do ataque da Argentina é algo que impressiona. O Paraguai lutou muito mas não resistiu ao rolo compressor e um segundo tempo de Lionel Messe impecável.

Por conta disso, resolvemos comparar essa equipe com a da CBF, e os contrastes são gritantes. Não temos time, não temos padrão tático, e sim um bando de jogadores correndo atrás de uma bola.

Não foi o placar de apenas 1 a 0 que nos motivou tal reflexão e sim a maneira de jogar do time da Barra da Tijuca, com jogadores perdidos, sem volantes, sem alguém que pense as jogadas, e uma zaga patética com David Luiz e Dedé. Nas antigas usinas de Pernambuco tínhamos coisas melhores.

Reclamaram das vaias, e Neymar, coitadinho, sentiu-se ultrajado por ser chamado de "pipoqueiro", porém, na verdade, o seu jogo está sumindo por conta da repetição nas simulações de faltas.

Mano Menezes, um verdadeiro artista quando finge que é treinador, também reclamou da torcida pelas vaias recebidas, que o deixaram acuado no banco de reservas, mas esse esquece que essas fazem parte do espetáculo, assim como os aplausos. 

Lembramos ao treinador e aos atletas que eles se acostumaram com os torcedores de aluguel, que recebem para aplaudir, e um jogo da seleção da CBF pelos custos dos ingressos, o perfil muda, e temos nas arquibancadas os que torcem no voleibol, com outra cabeça, outra identidade e sem compromissos ufanistas.

Isso reproduz um fato social que infelizmente pela ausência de uma maior percepção, poucos entenderam.

A imprensa Ã© manietada por suas editorias e seus patrões, que vendem aos patrocinadores um produto estragado por altos custos e, por conta disso, não podem criticar, e passam a demonstrar um patriotismo e um ufanismo exacerbado com relação ao time da CBF. 

Esse negócio que seleção é a pátria de chuteiras é de uma idiotice sem limite. Esse time hoje representa uma entidade podre, que nada tem a ver com o país, e por conta desse patriotismo nos lembramos de uma frase de Albert Einstein para encerrarmos essa postagem: ¨Heróismo no comando, violência sem sentido e toda e detestável idiotice que é chamada de patriotismo- eu odeio tudo isso de coração".

Falou um gênio.

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