JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Excelente a matéria do jornalista Lucas Calil, do
Extra-On Line, que nos forneceu excelentes dados com respeito à valorização dos
jogadores convocados nesses dois anos para a seleção da CBF.
Tal artigo serve de corroboração ao que escrevemos em nossas diversas postagens, com relação à influência de empresários nas listas de convocados que ultrapassaram a casa dos 160.
Segundo os dados obtidos na matéria, 27 jogadores foram vendidos após serem convocados - sem contar com as negociações de Lúcio e Júlio Cesar, que mudaram de clube sem pagamento de cifras milionárias. Tais transações, se somadas, movimentaram R$ 1 bilhão.
O grande destaque é o empresário Carlos Leite, que cuida da carreira de Mano e de cinco jogadores negociados desde agosto de 2010.
O interessante é que entre esses, apenas Rômulo continua na seleção, e Elias, Jucilei, Renan e André Santos nunca mais foram convocados, mas com as suas presenças anteriores garantiram bons negócios. O esquema funciona dessa maneira, convocar para valorizar.
De acordo com o portal Transfermarkt, essas negociações somaram R$ 100 milhões, e parte desses valores foi bater nos bolsos do feliz e sortudo personagem.
Mano nega que empresários tenham influência em suas listagens, fato esse que ocasionou desconfiança no próprio presidente da entidade, Marin, que como bom malufista é PHD nesse tipo de negócios
Carlos Leite já ganhou vários prêmios de nossas loterias, porque além dos atletas citados, já estiveram na seleção outros que estão sob seu guarda-chuva, tais como Anderson (Manchester United), Renato Augusto (Bayer Leverkussen), Lucas (Liverpool) e o último premiado, o goleiro Cassio, do Corinthians, que segundo o deputado Romário já está sendo negociado para a Roma da Itália.
Ainda segundo o jornalista, Carlos Leite não é o único, que encheu seus cofres com a seleção da CBF. A empresa Think Ball, que tem ligações com esse e com o sistema do Leste Europeu, principalmente a Ucrânia, negociou com sucesso Douglas, Mariano e Jadson, por, somados, R$ 26 milhões.
O interessante é que depois das valorizações, esses nunca mais participaram das santas convocações ¨manianas¨.
Verificamos ainda um fato interessante quanto à uma convocação do atleta Carlos Eduardo, que apareceu na lista para o amistoso em 2010 contra os Estados Unidos, e foi logo após negociado ao Rubin Kazan, que pagou R$ 50 milhões ao Hoffenheim pelo jogador.
Como sempre estamos afirmando que a seleção da CBF virou um balcão de negócios, e que todos sabem e fingem que não estão entendendo, pois certamente existem muitos interesses em jogo.
Na verdade, o que acontece no futebol brasileiro é muito maior do que o escândalo de Mensalão.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









