JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Embora a mÃdia destaque com muita ênfase que o
paÃs superou o número de medalhas de Pequim (15), atingindo um incremento de
apenas 1 em Londres, uma verdade aconteceu, até o dia de ontem ouvimos apenas o
Hino Nacional ser tocado por apenas 3 vezes, ou seja, com a conquista de apenas
3 ouros, e só poderemos chegar ao quarto, se o voleibol masculino derrotar a
Rússia no dia de hoje.
Não podemos entender o Irã, com 59 atletas, ter o seu Hino tocado por quatro vezes, equanto os 259 brasileiros ouviram o seu em menor quantidade.
Por oito vezes ouvimos o Hino do Cazaquistão, com as suas oito medalhas de ouro. Cuba, com todas as dificuldades econômicas, também até agora superou o nosso paÃs (4), além da Nova Zelândia e Jamaica.
São fatos que demonstram que algo está errado na preparação de nossos representantes olÃmpicos, que não conseguem evoluir na conquista do pódio maior.
Tivemos em Atenas (2004) a melhor perfomance na conquista de medalhas de ouro (5). Já em Pequim reduzimos (3) e, até o momento, quatro anos após continuamos com o mesmo número.
O mais grave de tudo é que os recursos cresceram de maneira geométrica, mas pelo que vemos as suas aplicações não estão tendo o retorno devido.
As atuais medalhas de ouro foram conquistadas pelo Judô feminino (1), Ginástica das Argolas (1) e um esporte coletivo, o voleibol feminino (1). Bem pouco para quem investiu muito e não consegue visualizar nenhum progresso.
Comemorar 16 medalhas no total é totalmente enganoso, e sobretudo uma demonstração de que desejam iludir aos que acompanham os esportes brasileiros.
DeverÃamos analisar os paÃses que cresceram, inclusive a vizinha Colômbia, que conseguiu uma medalha de ouro e nove no total, com um crescimento muito mais elevado que o nosso, e mesmo o Cazaquistão, embora um paÃs governado por uma ditadura eleita de maneira irregular, mas que vem apresentando uma evolução gigantesca.
O melhor exemplo para ser seguido é o da Grã-Bretanha, que coquistou 28 medahas de ouro e 62 no total, classificando-se em terceiro lugar no ranking geral.
Gastamos muito, mas não conseguimos ouvir o Hino Nacional Brasileiro por mais vezes.
Lamentável.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








