Histórico
Olimpíada
Pras cabeças
postado em 13 de agosto de 2012


ANTONIO PRATA - FOLHA DE SÃO PAULO


"Nunca tantos deveram tanto a tão poucos", disse Winston Churchill sobre os pilotos ingleses, na Segunda Guerra Mundial. "Nunca tantos perderam tanto por tão pouco", digo eu, sobre os bravos guerreiros brasileiros que nos representaram nesta Olimpíada.

Foi um tal de ouro virando prata, prata virando bronze e bronze virando nada, na última hora, que é o caso de nos perguntarmos se não há, por trás de todas essas frustrações, um traço comum. Seria apenas azar ou sadismo dos deuses a queda de Diego Hypólito, o vento de Fabiana Murer, o bronze do Cielo, o "apagón" diante do México e a perestroikada que os russos nos deram no vôlei, quando ganhávamos por dois a zero e já tinha brasileiro (eu) gritando "é glas''nós''t na fita!"?

Só Nelson explica, meus caros, Nelson Rodrigues e seu imorredouro diagnóstico do nosso complexo de vira-lata.

O patrício pode ser alto, forte, rico, talentoso, pode ter treinado como um chinês e ter médias de americano, mas na hora do vamos ver, quando o juiz apita, quando corre em direção à linha, quando flexiona as pernas para dar o salto, ele se enxerga banguela, desnutrido, desassistido; ele fraqueja.

É por isso que, pensando na Copa de 2014, na Olimpíada de 2016 e no futuro da nação, venho aqui propor ao governo a criação do Ministério da Psicanálise: pois de nada adianta gastarmos bilhões em infraestrutura se não sanearmos os subterrâneos da alma nacional.

O leitor consciente e politizado dirá que não faz sentido abrir mais um ministério, aumentar o funcionalismo e a burocracia, dar mais cargos ao PMDB etc. Concordo. Peguemos então um ministério que já exista e troquemos sua função. O Ministério da Pesca, por exemplo. A Dilma assina um decreto e os funcionários daquela pasta passam, como Simão, depois de encontrar Jesus, a ser "pescadores de homens".

Na chefia, sugiro uma mulher, porque elas não são frouxas, como nós -basta ver de que maneira o time de Neymar digeriu o gol do México e de que forma a equipe de Jaqueline reagiu ao set perdido pros Estados Unidos. Indico, como ministra, a psicanalista e colunista deste jornal, Ana Verônica Mautner, que além de mulher é húngara, povo que pode ser acusado de muitas coisas (não sei quais, essa é só uma frase de efeito), menos de refugar na hora do salto.

O Ministério da Psicanálise vai descobrir as raízes profundas de nossa viralatência. Vai fazer com que o brasileiro e, mais ainda, o atleta brasileiro, que é antes de tudo um forte, enxergue no espelho uma imagem digna de sua grandeza.

Ele merece, nós também. Afinal, pode ser doce morrer no mar, Caymmi, mas morrer na praia é amargo pra caramba.

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Olimpíada
Um hino pouco tocado
postado em 12 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM  HINO POUCO TOCADO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Embora a mídia destaque com muita ênfase que o país superou o número de medalhas de Pequim (15), atingindo um incremento de apenas 1 em Londres, uma verdade aconteceu, até o dia de ontem ouvimos apenas o  Hino Nacional ser tocado por apenas 3 vezes, ou seja, com a conquista de apenas 3 ouros, e só poderemos chegar ao quarto, se o voleibol masculino derrotar a Rússia no dia de hoje.

Não podemos entender o Irã, com 59 atletas, ter o seu Hino tocado por quatro vezes, equanto os 259 brasileiros ouviram o seu em menor quantidade.

Por oito vezes ouvimos o Hino do Cazaquistão, com as suas oito medalhas de ouro. Cuba, com todas as dificuldades econômicas, também até agora superou o nosso país (4), além da Nova Zelândia e Jamaica.

São fatos que demonstram que algo está errado na preparação de nossos representantes olímpicos, que não conseguem evoluir na conquista do pódio maior.

Tivemos em Atenas (2004) a melhor perfomance na conquista de medalhas de ouro (5). Já em Pequim reduzimos (3) e, até o momento, quatro anos após continuamos com o mesmo número.

O mais grave de tudo é que os recursos cresceram de maneira geométrica, mas pelo que vemos as suas aplicações não estão tendo o retorno devido.

As atuais medalhas de ouro foram conquistadas pelo Judô feminino (1), Ginástica das Argolas (1) e um esporte coletivo, o voleibol feminino (1). Bem pouco para quem investiu muito e não consegue visualizar nenhum progresso.

Comemorar 16 medalhas no total é totalmente enganoso, e sobretudo uma demonstração de que desejam iludir aos que acompanham os esportes brasileiros.

Deveríamos analisar os países que cresceram, inclusive a vizinha Colômbia, que conseguiu uma medalha de ouro e nove no total, com um crescimento muito mais elevado que o nosso, e mesmo o Cazaquistão, embora um país governado por uma ditadura eleita de maneira irregular, mas que vem apresentando uma evolução gigantesca.

O melhor exemplo para ser seguido é o da Grã-Bretanha, que coquistou 28 medahas de ouro e 62 no total, classificando-se em terceiro lugar no ranking geral.

Gastamos muito, mas não conseguimos ouvir o Hino Nacional Brasileiro por mais vezes.

Lamentável.

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Brasileiro da Série C
Para manter a tradição
postado em 12 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A semana foi pequena para se falar na tradição do Santa Cruz e do Fortaleza, duas forças do futebol nordestino que tentam se soerguer. O enfoque do confronto que acontece hoje à tarde, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, foi justamente no passado, se evocando os grandes clássicos disputados pelos dois tricolores. Foi à forma ideal que as mídias - cearense e pernambucana - encontraram para ressaltar o desconforto que existe nos dois Estados por verem Santa Cruz e Fortaleza na Terceira Divisão Nacional.

No histórico do confronto, o registro de 10 jogos válidos pela Série A e 12 pela Série B. Este jogo de hoje é como se os clubes estivessem fora do habitat. O técnico Zé Teodoro tem algumas dúvidas a respeito da montagem do time, mas uma coisa está bem clara para ele e seus comandados: doravante o Santinha tem que jogar com o mesmo empenho e dedicação que apresentou na goleada sobre o Icasa. Se cada jogador procurar ser eficiente na execução do básico, não tenho dúvidas de que a meta será alcançada. Afinal, estamos falando da Série C, onde não se cobra qualidade, e sim, eficiência.

Semana passada os tricolores nos repassaram a impressão de que a golada - 4x0 - era um divisor de águas na campanha do bicampeão pernambucano. É certo que, jogando no PV, contra o Fortaleza, não vamos pensar em placar elástico. Mas podemos exigir uma apresentação à altura da tradição deste clássico regional. 


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Olimpíada
O peralta Oribe nos tirou o ouro
postado em 11 de agosto de 2012


Foto do Blog do Torcedor

CLAUDEMIR GOMES


O atacante mexicano, Oribe Peralta, embora reconhecesse o Brasil como favorito, sempre afirmou que o México tinha condições de conquistar a medalha de ouro. Confesso que achei que fosse papo de jogador empolgado por estar participando de uma inédita decisão de medalha de ouro olímpica, mas ele precisou de apenas 28 segundos para mostrar que era verdade o que havia preconizado, e dessa forma, mais uma vez, frustrou o sonho de 200 milhões de brasileiros.
Diz o ditado que, "há males que vem para bem", e vamos buscar o alento na sabedoria popular. Afinal, como bem disse o Romário no seu comentário ao final do jogo, o técnico Mano Menezes "convoca mal, escala mal e mexe mal no time". É possível que a derrota o tire do comando da Seleção Brasileira. Não seria fácil aturar o treinador numa campanha de Copa do Mundo. Ao meu lado, empolgada como todo torcedor que não entende patavina de futebol, minha mulher acabou marcando um gol de letra com a frase: "Deus é brasileiro".
Verdade. Os cartolas da CBF, e todos os que fizeram parte do trem da alegria, não podiam ser premiados com a medalha de ouro. Quem esperou até agora, pode assimilar o adiamento da conquista como uma coisa natural. É bem melhor do que um ouro de tolo que iria iludir a Nação por mais uns anos.
O nome do nosso carrasco já inspirava cuidado: Peralta. Sempre ouvi dizer que menino peralta era menino travesso, traquino. E as travessuras que Oribe Peralta fez no sistema defensivo brasileiro foram determinantes. Nas fases anteriores, mesmo tendo somado vitórias, os erros de marcação do time brasileiro saltavam aos olhos, assim como a pouca produtividade do meio campo.
Não podemos colocar todos os jogadores no paredão, tampouco escolher um para servir de mártir. Os Jogos de Londres serviram para mostrar que alguns profissionais não estão capacitados para disputar uma Copa do Mundo, como também, que outros que fizeram para do grupo não podem ser descartados. Mas, acima de tudo, ratificaram a necessidade de uma mudança no comando técnico.
México 2x1 Brasil -  Coisa de Peralta.


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Olimpíada
Ouro de Tenochtitlán
postado em 11 de agosto de 2012

Por ROBERTO VIEIRA



Dá pra formar uma seleção imbatível.

No papel.

Taffarel ou Dida no gol.

Júnior, Zózimo, Abel e Roberto Carlos.

Gérson e Falcão.

Ronaldo, Vavá, Romário e Rivaldo.

E ainda ficam de fora Dunga, Batista e Bebeto.

O técnico?

O bicampeão mundial Vicente Feola.

Pois é.

Mas esse timaço nunca viu o ouro olímpico.

Nunca sentiu o gosto da celeste de Cea.

Nunca subiu no pódio de Messi.

Coisas do futebol mundial.

E pior pro futebol.

Hoje?

O discreto Mano Menezes e o craque Neymar.

Podem conquistar o ouro de Tenochtitlán.

Ouro que no dia seguinte.

Vai parecer insignificante aos olhos dos pentacampeões mundiais.

E é mesmo!

Mas que brincando, brincando.

É a única pedra na chuteira.

De quem já conquistou tudo nos 90 minutos dessa vida...

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