Histórico
Brasileiro Série A
Previsõs para o final da temporada
postado em 14 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PREVISÕES PARA O BRASILEIRÃO DE 2012


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Até o momento ainda não tínhamos divulgado as nossas previsões para a definição do Brasileirão 2012, pois estávamos dando um maior tempo e um número de rodadas mais sólido para quaisquer definições.

Após a conclusão da 16ª rodada, que representou 42% de toda a competição, sentimos que poderíamos expor os números previstos, já que as tendências se firmaram e deram um sentindo mais real, para a conquista do título, e para os quatro possíveis rebaixados. Nos orientamos pelas performances de cada clube, seus jogos futuros e as suas linhas ascendentes e descendentes durante essas rodadas.

O líder da competição, Atlético-MG, esteve no G4 da 2ª a 15ª rodada (só jogou 15 vezes, desde que tem um jogo ainda a realizar contra o Flamengo), e na liderança da 7ª até a atual. Suas chances matemáticas de título, chegam aos incríveis 70%.

Ainda com condições, o Fluminense, que desde a 7ª rodada encontra-se entre os quatro melhores, com 15% de chances, seguido do Vasco, com 14% e Grêmio, com 1%. O Vasco da Gama é o Ãºnico que permaneceu no G4 em todas as rodadas realizadas, enquanto o Grêmio, em 8, e desde a 11ª permanece na quarta colocação.

Entre os demais clubes, o Internacional (5º), só esteve no G4 por três vezes (2ª, 3ª e 4ª rodadas); o Cruzeiro (6º), apenas uma vez (5ª rodada); o São Paulo (7º), nenhuma participação até agora nesse grupo; o Botafogo (8º), participou por seis vezes do grupo maior (1ª, 2ª, 3ª, 5ª, 8ª e 9ª) e estabilizou-se entre a 7ª e 8ª colocações. Os demais clubes em momento algum da competição estiveram entre os melhores.

O Flamengo, que é 9º colocado, teve como melhor colocação o sétimo lugar (1ª rodada), depois oscilou entre a 8ª e 12ª colocações. O Corinthians (10º colocado), esteve na zona de rebaixamento entre a 1ª e 8ª rodadas, e o máximo que conseguiu até o momento foi uma 9ª colocação.

A Ponte Preta (11ª) visitou a ZR apenas uma vez, na primeira rodada, depois ficou oscilando entre o 9º e 14ª lugares. A Portuguesa (12ª), visitou a degola por três vezes e situou-se por bom tempo perto dessa. Conseguiu um 7º lugar na primeira rodada, e depois disso não colocou-se nenhuma vez no Top 10.

O Náutico (13º), só esteve entre os 10 melhores uma única vez (5ª rodada), e ficou oscilando nas demais entre o 11º ao 14º lugares. Esteve na zona do rebaixamento uma vez na 3ª rodada. O Santos (14º), teve como melhor colocação o 11º lugar (1ª rodada), depois visitou a zona de degola por 4 vezes, e permaneceu a maior parte da competição na beira desse abismo.

O Coritiba (15º), permaneceu por três rodadas na ZR (1ª, 2ª e 9ª). Esteve entre os 10, na terceira, e daí em diante oscilou da 11ª a 16ª colocações. O Sport Recife (16º), nas três primeiras rodadas permaneceu entre os 10, dai em diante oscilou entre o 11º e 16º lugares, sem frequentar uma única vez a turma do descenso.

A situação do Palmeiras (17º) Ã© trágica, pois permaneceu 14 rodadas na zona de rebaixamento, do total de 16 realizadas, enquanto o Bahia (18º) permaneceu 10 rodadas nessa faixa perigosa, o Figueirense (19º), que começou bem e esteve bem posicionado nas três primeiras, caiu e já conseguiu ficar 7 rodadas no perigo. O Atlético-GO esteve por 13 vezes na zona de eliminação.

Os dados apresentados mostram tendências já firmadas, e se tivéssemos um comando sério, o Palmeiras não escaparia do rebaixamento, assim como o Santos que teria grandes possibilidades para tal. Mas esses pertencem ao sistema.

Temos sete clubes na disputa das quatro vagas da degola. Pelos cálculos efetuados, Bahia e Figueirense são os mais cotados, com 60%. A seguir vem o Atlético-GO, com 50%; Sport, 50%; Portuguesa, 42%; Náutico, 40% e Coritiba, 28%.

São apenas números mas que mostram uma tendência já firmada, e que poderão servir de análises pelos responsáveis dos clubes ameaçados.

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Olimpíada 2016
Meta única de pódios
postado em 14 de agosto de 2012
Paes, Nuzman, irmãos Falcão e Scheidt no desembarque

RODRIGO MATTOS - FOLHA DE SÃO PAULO

Em seu plano de tornar o país potência olímpica, o governo federal pretende criar uma meta de medalhas única com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a Rio-16.

É mais um passo das autoridades para aumentar a atuação na política de alto rendimento do país, com o crescimento do investimento.

E mais uma pressão sobre o COB após o desempenho modesto em Londres. A entidade e o governo fizeram previsões distintas do número de pódios nos Jogos-12, sendo que o comitê previu menos.

Apesar de sem críticas, ficou claro, ontem, o tom de cobrança do Ministério do Esporte sobre o COB por causa dos cerca de R$ 2 bilhões públicos gastos no esporte de alto rendimento nesse ciclo.

"O governo fez um esforço, não só pelo Ministério do Esporte. As empresas estatais intensificaram esforços. Creio que há uma correspondência [do resultado] daquilo que investimos. Embora, é evidente, precisamos e podemos melhorar muito para 2016", disse o ministro Aldo Rebelo.

O ministro afirmou que o COB "compreende o conceito de que temos que estar à altura de ser país-sede".

Rebelo não quis falar em números. Só reafirmou que o objetivo é ficar entre os dez primeiros países no total de medalhas. O COB usou o número desse grupo para fazer projeções. Coreia do Sul e Itália foram nona e décima, com 28 medalhas cada país.

A nova meta única de medalhas pode ser divulgada já com o plano de incremento de investimentos no esporte, que será anunciado pela presidente Dilma Rousseff provavelmente ainda neste mês.

Foi um programa elaborado em conjunto com o COB e que também estabelecerá metas por esporte. O governo promete divulgar todos os dados. "Com os recursos adicionais, vamos ter uma visão do todo e uma visão do individual, por confederação. Isso será feito aos poucos. Será tudo transparente", declarou Ricardo Leyser, secretário de Alto Rendimento.

"Foi o governo que obrigou o COB a estabelecer plano de metas para Londres-2012. Antes, o comitê se recusava. Foi uma questão de cultura rompida", completou Leyser.

O comitê estimou 16 medalhas. O ministério, 20. "Ficamos na média. Para o COB, foi acima da expectativa. No nosso prognóstico, chegamos perto", declarou Rebelo.

Além da meta única, o plano incluirá bolsa para treinadores, como as dos atletas, e melhorias na infraestrutura. O governo não divulgou qual o valor a ser investido. Mas fica claro que não aceitará do COB um plano pouco ambicioso como o de Londres.

"Temos que trabalhar individualmente com cada esporte para ter o seu melhor resultado histórico. Mas, como a razão se impõe, sabemos que não dá para ter 100%. Mas o vôlei já se cobra internamente quatro ouros. É importante se situar para saber como ficar entre os dez", justificou o secretário.

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Artigos
O ouro de Fidel
postado em 14 de agosto de 2012

Por ROBERTO VIEIRA

 

Fidel Castro chega aos oitenta e seis anos.

A televisão estatal fala dos Jogos.

O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.

Não.

Ao contrário do que se pensa.

A história de Cuba nas Olimpíadas é antiga.

Começou bem antes de Fidel.

Cuba ganhou ouro em Paris e Saint Louis.

No começo do século XX.

Depois veio o silencio.

O desporto cubano restrito ao genial Capablanca.

Cuba só era campeã em corrupção, prostituição e bordel americano.

Batista cai.

Fidel reinventa a educação na Ilha.

O leste europeu e a comida na mesa transformam os jovens.

Doze anos após os barbudos chegarem ao Poder.

Cuba aparece em Munique, Montreal e Moscou.

Stevenson, Regla Bell e Juantorena.

Cuba que também surpreende nos Panamericanos.

Fidel exulta.

O ocidente se assusta.

O bloqueio não surte efeito na dieta dos campeões.

Calorias para a revolução.

Catorze medalhas de ouro em Barcelona.

A Revolução atinge a maioridade nas quadras e pistas.

O boxe levou sessenta e sete medalhas.

O atletismo trinta e nove.

O judô? Trinta e cinco.

Cento e noventa e oito medalhas revolucionárias em seu total.

Fidel Castro chega oitenta e seis anos.

A televisão estatal fala dos Jogos.

Prisioneiros políticos nas prisões.

Ditadura e bodeguita.

O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.

A Ilha está pobre.

A Ilha está cansada de décadas sem liberdade.

Mas a Ilha ainda produz atletas.

Atletas e medalhas.

Até quando?

Nem Fidel sabe...

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Olimpíada
Cinismo
postado em 13 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CINISMO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No dia de ontem, tivemos a oportunidade de assistir a uma entrevista coletiva do presidente do nosso Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman, acompanhado do seu principal executivo Marcos Vinicius Freire, analisando a perfomance de nosso país nas Olimpíadas de Londres.

O presidente ficou por pouco tempo, mas considerou a atuação brasileira como positiva, e que o aumento de uma medalha nos pódios superou Atlanta-1996 (15) e Pequim-2008 (15) (Na tarde com o pentatlo moderno aumentou para 17).

Marcos Vinicius continou a apresentação e a responder as perguntas dos jornalistas, sempre na exaltação de crescimento.

Trata-se de um grande cinismo desse cartola, principalmente pelos investimentos realizados no período que sem compararam a de muitos países europeus.

Deixou de analisar a colocação do país em Londres, no 22º lugar, com 3 parcas medalhas de ouro, repetindo Pequim-2008 e Atlanta-1996, e ficando abaixo das 5 conquistadas em Atenas-2004.

Oito anos após e o Hino Nacional só foi executado por três vezes, mostrando que não houve nenhuma evolução e sim retrocesso do Brasil Olímpico.

O atletismo de pista é a boa representação dessa decadência e da falta de trabalho planejado para as conquistas. No ano de 1992, em Barcelona, foi o quando, nesta modalidade, não houve nenhum pódio. Repetimos o fato 20 anos após.

Foram 36 atletas e apenas duas finais, sem nenhum êxito. Esse é o retrato olímpico do Brasil de Nuzman e de Marcos Vinicius.

A natação, sempre foi bem representada, foi simplesmente ridícula, com poucos pódios e principalmente um número reduzido de finais.

As medalhas de ouro vieram do voleibol feminino, de Sarah Menezes, no Judô, de maneira bem pontual e de um dos desprezados na ginástica, Arthur Zanetti.

Achar que foi excelente a nossa participação é zombar de todos nós, principalmente por olharmos alguns países que ficaram a nossa frente, tais como Ucrânia (6 ouros), Cuba (5), Nova Zelândia (5), Irã (4), Jamaica (4), República Thcheca (4), Coreia do Norte (4).

A Colômbia, embora tenha ganho apenas 1 medalha de ouro, teve um maior crescimento que o nosso país, com um total de 9 pódios, o maior de sua história, sem falar no Cazaquistão, que teve 6 ouros.

Certamente eles trabalharam com um planejamento adequado, enquanto o Brasil centralizou os seus recursos em uma única região, e esses em muitos casos foram mal aplicados.

Precisamos nos voltar para as todas as regiões do país, para que possamos democratizar os esportes, olhando com mais seriedade para as escolas, que são o berço de qualquer projeto esportivo.

O resto é conversa de gente como Nuzman que tem nos esportes uma maneira de viver, e ficam ilundindo os incautos com dados que não refletem a realidade.

Só temos uma solução, expulsar essas figuras que apequenaram o esporte nacional.

Com eles continuaremos a fingir que participamos de Olimpíadas.

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Olimpíada
Bronze de ouro
postado em 13 de agosto de 2012


CLAUDEMIR GOMES

Fernando da Fonte, 62 anos, tem a cavalgada como o seu esporte favorito. Como milhões de brasileiros não conhecia o pentatlo moderno. Ontem à tarde, com o olhar fixo na televisão, se emocionou ao ver Yane Marques no pódio, sendo condecorada com a medalha de bronze. Impossível calcular quantos brasileiros, tal como Fernando, se surpreenderam com o feito da sertaneja de Afogados da Ingazeira.

Vê-la no pódio, sorridente, exibindo a medalha, me fez lembrar o companheiro Jota Batista, da Rádio Folha, que durante uma entrevista com a Yane, numa das edições do programa Folha Esportiva, lhe chamou de "Deusa Grega". Ontem ela recebeu o passaporte do Olimpo.

Acompanho a trajetória da Yane desde os primeiros passos, sua evolução gradativa e permanente em várias edições de Mundiais, a brilhante medalha de ouro no Pan de 2007, e diante dos expressivos resultados conseguidos antes de ir para as Olimpíadas, sabia que ela tinha grandes chances de conquistar uma medalha. Yane fez do intercâmbio o seu maior aprendizado, e buscou a evolução dos métodos de treinamentos. Isto é o que faz a diferença num atleta de alto rendimento.

A regularidade que ela apresentou nas provas de esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida chamou a atenção do País que pouco conhecia a modalidade que mede a precisão, habilidade e resistência dos atletas. O amigo Magno Martins ainda deve estar festejando. Afinal, assim como ele, Yane foi batizada com água do Pajeú. Yane é ouro, apenas sua medalha é de bronze.


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