Histórico
Sport
Sucessão leonina
postado em 17 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A queda do Sport na tabela de classificação do Brasileiro da Série A antecipou a deflagração do processo sucessório no clube rubro-negro. Quarta-feira um grupo de conselheiros convidou o ex-presidente, Milton Bivar, para um almoço, onde perguntariam a ele da possibilidade dele ser candidato a presidente do executivo no pleito que acontecerá em dezembro.

Milton não compareceu ao encontro, contudo, mandou um recado dizendo que não toparia porque o seu irmão, Luciano Bivar, que já presidiu o clube em três mandatos, era candidato a sucessor de Gustavo Dubeux. Diante da posição assumida por Milton Bivar, presidente que levou o Sport à conquista de dois títulos estaduais e da Copa do Brasil, viabilizando sua chegada a Libertadores da América, o grupo de conselheiros ficou de avaliar outros nomes, dentre eles, o de Cláudio Lacerda, ex-diretor de basquete do clube, e irmão do ex-presidente, Homero Lacerda, e o do economista e empresário cultural, Alfredo Bertini.

No mesmo dia, logo após a derrota do Sport para o Botafogo - 2x0 - recebi uma ligação do ex-presidente da FPF, Fred Oliveira, me informando que o ex-diretor de futebol do Sport, Augusto Carrera, havia colocado sua candidatura na rua. Ontem, o nome de Carrera passou a ser analisado como um fato novo.

O coração do Sport é o futebol, e a campanha do clube na Série A será o termômetro da próxima eleição. Se o time não reagir é possível que surjam até três candidatos. Se reagir, Luciano Bivar, como candidato da situação, será imbatível.


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Futebol Pernambucano
Carta ao mestre Waldemar
postado em 17 de agosto de 2012


Por ROBERTO VIEIRA

 

 

Caro Mestre Waldemar,

Que bom tê-lo de volta a Pernambuco.

Pernambuco que graças ao seu trabalho tem dois times na Série A em 2012.

O Náutico diretamente.

E o Sport indiretamente, pois se encheu de brios ao ver o rival chegando lá.

Sport que acabou seguindo os passos do Timbu.

Pode parecer estranho um técnico tão ligado a uma agremiação.

Partindo para treinar o adversário.

Mas isso é normal desde os tempos de Palmeira e Alfredo Gonzalez.

Gentil Cardoso que o diga!

E entre jogadores do passado, o fato também era rotina.

Manuelzinho.

Dario.

Lima.

Denô.

Seja bem vindo pois.

E veja que lance do destino, Mestre!

O encontro de seu talento com o Leão da Ilha.

Caso se concretize.

Está marcado para um Clássico dos Clássicos.

Nesse caso, Mestre.

Mesmo sendo agradecido por tanto carinho pelo Náutico.

O desejo de boa sorte fica adiado para o segundo turno.

Contra o Flamengo.

Porque amigos amigos.

Futebol à parte...

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Brasileiro Série A
Obrigação de mandante
postado em 15 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Dos 17 pontos que o Náutico contabilizou nos 16 jogos disputados na Série A, 13 foram em partidas realizadas nos Aflitos. Os alvirrubros estão com um aproveitamento de 60% como mandantes. Como os próximos 4 compromissos do time de Alexandre Gallo, a começar do confronto com o São Paulo, hoje à noite, serão no Recife, este é o momento adequado para o Timbu agregar um plus a sua campanha. Naturalmente que não serão 4 jogos no meio da competição que irão definir o destino do time da Rosa e Silva, entretanto, a sequência de bons resultados dará a estabilidade necessária para a campanha de manutenção.

O percentual de aproveitamento do Náutico como mandante é bom, mas como visitante não chega a 20%. Os números dão o norte, ou seja, nos mostram que a receita do sucesso é caseira. Doravante o número de jogos que os alvirrubros farão nos Aflitos é superior as partidas que disputarão em campos adversários: 12x9.

A conta é fácil de fazer até porque se resume a soma. O cuidado que Araújo e companhia devem ter é para os adversários não subtraírem os pontos da esperança, tal como aconteceu nos jogos com o Fluminense e o Coritiba. Em casa a ordem é vencer sempre.


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Acontece
Números complicadores
postado em 15 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NÚMEROS COMPLICADORES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um ponto bem interessante discutido pelo jornal Gazeta do Povo, do estado do Paraná, quanto ao Coritiba, foi relacionado aos clubes que sofreram mais gols nos Campeonatos Brasileiros da época de pontos corridos (2003 a 2011), e que foram rebaixados para a segunda divisão.

Existe uma ordem cronológica, que começa com o Bahia, em 2003, e termina com o Avaí, em 2011. No meio temos o Sport e Náutico, em 2009, que tiveram as defesas mais vazadas, e ambos foram rebaixados.

Mesmo faltando 22 rodadas para o final da competição, o retrospecto para aqueles que estão entre os que levaram mais gols é bem desanimador. Se utilizarmos o ponto de corte na 16ª rodada, nas quatro últimas edições, 3 dos rebaixados foram aqueles clubes que nesse período tinham sofrido mais gols.

Avaí (2011), 36 gols; Náutico (2009), 34 gols e Portuguesa (2008), 32 gols. Só quem escapou foi o Atlético-MG, que tinha levado em 2010, 38 gols, mas recuperou-se e terminou a  competição em 13º lugar.

Para que tenhamos a ideia do que esse risco representa, apresentamos a relação dos rebaixados entre 2003 e 2011, e que foram os que mais sofreram gols em suas metas.

Bahia-2003, 92 gols (24º lugar); Vitória-2004, 87 gols (23º); Payssandu-2005, 92 gols ( 21º lugar); Santa Cruz- 2006, 76 gols (20º); América RN-2007, 80 gols (20º); Figueirense-2008, 73 gols (17º); Sport e Náutico-2009, 71 gols (20º e 19º, respectivamente); Goiás-2010, 68 gols (19º) e Avaí-2011, 75 gols (20º).

São números estatísticos que mostram uma tendência firmada, e que poderão servir de alerta para os nossos clubes, principalmente para a correção de suas defesas.

Apenas para lembrarmos, os números são fundamentais para um planejamento dos times que disputam competições, desde que esses refletem sempre a realidade.

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Brasileiro Série A
Grandes e pequenos
postado em 14 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A inquietude do torcedor pernambucano é procedente da campanha que os clubes estão descrevendo no Brasileiro. O desconforto começa com o fato de nunca se torcer pela conquista do título da Série A. Rubro-negros e alvirrubros são obrigados a torcerem para que seus clubes escapem da queda, ou seja, do rebaixamento. Participam de uma festa sem direito a acesso ao salão de baile.

Por maior que seja o meu esforço não consigo entender algumas projeções feitas por sites especializados. O Chance de Gol, por exemplo, coloca o Sport, que em 16 rodadas nunca esteve na zona de rebaixamento, com um percentual de 88,2% de chance de voltar para a Série B, maior que o Atlético/GO - 57,2% - que nunca deixou a zona de queda. No momento atual do campeonato, um clube com 35% de aproveitamento estaria livre do rebaixamento.

Tal percentual pode ser mantido até o final da disputa, entretanto, as edições anteriores nos mostram que acontece uma elevação nos números, nos jogos de volta. É neste detalhe que os dirigentes do Palmeiras apostam, pois a tendência natural é que o clube paulista se mantenha na zona de rebaixamento, onde se encontra há várias rodadas.

O Náutico faz a sua campanha de manutenção explorando as vantagens do mando de campo. Uma tática de risco que não livra sua torcida da pressão. Um clube que luta para sobreviver não é um clube vencedor. Não é fácil aceitar que os nossos grandes são pequenos no cenário nacional.


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