Histórico
Brasileiro da Série C
Inversamente proporcional
postado em 19 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Quanto mais baixa a qualidade técnica de uma competição, mais importância tem o mando de campo. Ciente desta realidade, o Luverdense traçou uma estratégia correta para a sua campanha no Brasileiro da Série D. O time do Mato Grosso tem sido de uma eficiência irretocável nos jogos que disputou como mandante, tendo vencido todas as partidas que disputou no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde.

Outro detalhe que chama a atenção na campanha do adversário do Santa Cruz, neste domingo, é o fato de não ter contabilizado nenhum empate nos sete jogos que disputou: foram cinco vitórias e duas derrotas, o que lhe dar um aproveitamento de 71%.

A trajetória do bicampeão pernambucano tem sido inversamente proporcional a do seu adversário desta tarde. O Tricolor do Arruda empatou quatro dos sete jogos que disputou, somou duas vitórias e uma derrota, resultados que lhes levaram a um aproveitamento de 41%, insuficiente para lhe classificar para a próxima fase da competição. Manter uma invencibilidade através de um número excessivo de empates não é um bom negócio. Portanto, o desafio do Santa Cruz, a partir deste jogo de hoje, é mudar a atitude.

Quem tem a tradição e o potencial do Santinha não pode se amofinar diante de qualquer que seja o adversário. Numa terceira divisão, ousadia e superação são imprescindíveis para quem pensa no acesso, assim como a interpretação correta do que não está escrito no escrito no regulamento, mas que na prática se tornou regra.  

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Brasileiro Série A
Números que esclarecem
postado em 19 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NÚMEROS QUE ESCLARECEM


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fizemos um levantamento nos Brasileiros da Série A a partir de 2006, quando começou com 20 clubes, a fim de que pudéssemos levar aos nossos visitantes, os números estatísticos dos que foram rebaixados no período citado (2006) até 2011.

Alguns dados são altamente esclarecedores, principalmente com referência aos pontos de corte encontrados para garantir a permanência na divisão principal.

Atualmente e já começa a subir, o ponto de corte está situado em 36 pontos, levando-se em consideração atual posição do Coritiba, que é o 16º colocado, e vizinho bem colado da zona de rebaixamento.

Em 2006, o Palmeiras escapou da degola, com 44 pontos. Em 2007 foi a vez do Goiás, com 45 pontos. No ano de 2008, o Náutico teve um desempate técnico com o Figueirense, e conseguiu escapar com 44 pontos. O ano de 2009 foi o mais disputado, e o Fluminense ficou na 16ª colocação, com 46 pontos, caindo para 42 em 2010 com o Atlético-GO e 43, do Cruzeiro, em 2011.

Se verificarmos as tendências, a média de fuga do rebaixamento nesse histórico de seis anos ficou situada em 44 pontos. Por conta disso, para uma margem de folga trabalhamos sempre com 46, que libera os clubes de qualquer situação perigosa.

Por outro lado, quando analisamos a pontuação dos quatro clubes em cada ano que foram rebaixados, verificamos uma incidência no número de vitórias, que se situaram numa média de 9 por competição. O máximo que poucos rebaixados conseguiram foram 11 vitórias.

Isso já é um sinal de tendência para o rebaixamento.

Um fator importante é que em alguns casos existiram excesso de empates, que substituiram as vitórias, e com isso diminuiram a pontuação. É bom lembrarmos que competições com pontos corridos o empate, na maioria das vezes, representa a perda de dois pontos, já que o único conquistado não irá pesar no somatório geral.

Com relação às derrotas, aqueles clubes que foram degolados no período estudado, tiveram uma média de 19 derrotas e de 11 empates.

Existiram dois casos que demonstram muito bem que muitos empates ajudaram no rebaixamento com o Vitória, em 2010, que somou 42 pontos e foi rebaixado com apenas 14 derrotas, mas sentiu o peso do número de empates, que somaram 15. O outro foi em 2007 com o Corinthians, que teve 44 pontos, 14 derrotas e o mesmo número de empates (14).

Esses números nos mostram uma tendência histórica, e que vem acontecendo em todos os campeonatos da divisão principal que tiveram pontos corridos e a participação de 20 clubes.

Com a conclusão dessa 18ª rodada, ficarão faltando 20 jogos para o encerramento da competição, e esses números poderão dar uma excelente contribuição para os clubes que estão com problemas na tabela de classificação, e que as previsões fujam das tendências firmadas.

Os números estão postos, e os amigos visitantes poderão proceder com os seus cálculos.

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Brasileiro Série A
Regularidade faz a diferença
postado em 18 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A regularidade é o segredo das boas campanhas. Uma rápida olhada na tabela de classificação é suficiente para o caro leitor compreender o porque de tal dedução, assim como, entender a busca incessante de todos os treinadores pela regularidade de suas equipes.

Os clubes que ocupam as quatro primeiras colocações da tabela de classificação da Série A são os que mais acumularam vitórias nas 16 rodadas realizadas. Náutico e Bahia são clubes do mesmo tamanho, com metas parecidas, mas a regularidade do time pernambucano lhe levou a ter o dobro de vitórias do tricolor baiano: 6x3.

Se o técnico Alexandre Gallo pudesse contar com todos os titulares que participaram da brilhante vitória - 3x0 - sobre o São Paulo, quarta-feira, diria que o Náutico era franco favorito no confronto de hoje à noite com o Bahia. Entretanto, a ausência de profissionais que são estratégicos no esquema tático do alvirrubro pernambucano, me leva a ser prudente no prognóstico.

Evidente que, o simples fato de jogar nos Aflitos é uma vantagem substancial para Araújo e seus companheiros, mas não chega a ser determinante para o time manter a regularidade.   

FAVORITO - O Fluminense está brigando pela liderança da Série A. O Sport luta para escapar do rebaixamento. O posicionamento dos dois clubes na tabla de classificação é suficiente para mostrar que as campanhas de ambos são antagônicas. O Tricolor das Laranjeiras só perdeu uma partida, foi na décima-segunda rodada, para o Grêmio - 1x0 - no Olímpico. Como mandante só fez somar pontos. Não há como não creditar um favoritismo ao time do técnico Abel Braga, mesmo indo a campo com vários desfalques. Mas como dizem os otimistas: "O futebol é uma caixinha de surpresa". A motivação do Sport é a presença do novo técnico, Waldemar Lemos, que observará o time das arquibancadas do estádio de Volta Redonda.  


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Brasileiro Série A
Os embalos dos sábado à noite
postado em 18 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS EMBALOS DOS SÁBADOS À NOITE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Inicia-se no dia de hoje a 18ª rodada do Brasileirão de 2012. Assim, teremos 94% dos jogos da primeira fase realizados, e 47% do total da competição.

Mais uma vez o estado de Pernambuco fica de fora da grade dos domingos, e os seus dois clubes vão embalar a noite do sábado com seus dois jogos. Coisas de opressores e oprimidos.

O Náutico, animado com uma vitória sobre o São Paulo, recebe a visita do Bahia, clube regional e que se encontra na zona da degola e com o carrasco com ansiedade para tê-lo como cliente.

O alvirrubro encontra-se numa posição intermediária na tabela, na 12ª colocação, com 6 vitórias, 2 empates e 9 derrotas, com um aproveitamento de 39%. Como mandante, somou 16 dos 24 pontos disputados, com um bom aproveitamento de 66%.

Por outro lado, o tricolor da Bahia vive no inferno futebolístico, que é representado pela zona de rebaixamento. Tem 16 pontos conquistados, 3 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, com 31% de aproveitamento. Como visitante, o clube somou 8 pontos dos 24 disputados, com um aproveitamento de 33%.

O Náutico, apesar do grande número de derrotas, está contrabalançando com vitórias e poucos empates, conseguindo se situar em uma boa posição, enquanto o Bahia tem menos derrotas, mas exagerou nos empates e, por conta disso, amarga a atual situação.

Pelas estatísticas, e sobretudo com relação as atuações do representante de Pernambuco em seus jogos como mandante, esse será o favorito, mas com o devido respeito às tradições de um antigo clássico regional.

No segundo jogo do sábado, o Sport Recife enfrenta mais um adversário forte e novamente como visitante, o Fluminense, vice-líder da competição.

O clube rubro-negro, tal como o Bahia, está no inferno astral, na zona de rebaixamento, exatamente na 18ª posição, com 14 pontos, 3 vitórias, 5 empates e 9 derrotas, com 27% de aproveitamento. Como visitante, somou apenas 5 dos 24 pontos disputados, com um aproveitamento pífio de 20,5%.

O adversário é o inverso e encontra-se na segunda colocação do Brasileirão, com 36 pontos, mais de três vezes os conquistados pelo time pernambucano. Somou 10 vitórias, 6 empates e apenas 1 derrota. Como mandante não teve nenhuma derrota, e somou 18 dos 24 pontos disputados, com aproveitamento de 75%.

Pelas estatísticas, não podemos dar nenhuma esperança ao torcedor rubro-negro, pois acreditamos que mesmo desfalcado de Fred e o clube carioca será o vencedor.

Agora só resta aguardar os embalos desse sábado.

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Artigos
Mistérios esportivos
postado em 18 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MISTÉRIOS  ESPORTIVOS

Artigo escrito por Nelson Motta para o jornal Estado de São Paulo.

O maior fascínio do esporte é a sua imprevisibilidade. A preparação, a dedicação, o esforço, o talento, não bastam para garantir a vitória - numa pista, numa quadra ou numa piscina, tudo pode acontecer. Haverá sempre um melhor, mais forte, mais rápido.

Afinal, são seres humanos que sofrem, têm medo, são traídos, amargam perdas e frustrações, como todos nós. Grandes alegrias, ou tristezas, às vésperas de uma final, devem influenciar decisivamente a performance de um atleta. Mas a competição pode ser a motivação para superar uma grande perda; ou uma grande alegria pode afrouxar a tensão necessária para esticar a corda do violino.

Vitórias surpreendentes, derrotas inacreditáveis, viradas impossíveis, são a graça do esporte, que maltratam os nervos e explodem corações. Análises técnicas podem explicar resultados, mas não os mistérios das almas que habitam aqueles músculos. O que vai na cabeça desses garotos?, eu me perguntava na véspera da final olímpica do futebol. O que pensam? Como dormem? Será que dormem?

Numa bela tarde de verão, emocionado com a grandiosidade e beleza do estádio de Wembley, testemunhei mais um desses dramas. Como já havia assistido, em 1966, à seleção brasileira bicampeã, com Pelé e Garrincha, ser massacrada por Portugal em Liverpool. O pior foi a longa volta de trem para Londres: para animar o velório esportivo, a batucada dos brazucas veio cantando "Tristeza, por favor vai embora / minha alma que chora" até a Victoria Station.

Sem dúvida esses garotos são todos atletas de alto nível, que já foram vistos brilhando em seus clubes ou na seleção. São todos jovens, ricos, vitoriosos, e estão só começando a carreira. Então, como explicar o fiasco?

Trancafiados num hotel para velhos ricos, sem qualquer contato com os outros atletas na Vila Olímpica, nossos jovens craques eram mandados para os quartos às 10 da noite, onde lhes restavam a internet e o celular. Enquanto isso, no bar do hotel, cartolas de todas as federações estaduais do Brasil, convidados da CBF, enchiam a cara de uísque nacional, antegozavam a vitória e faziam planos para o futuro.

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