JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Algo de errado está acontecendo com as
arbitragens do futebol brasileiro.
Em uma postagem anterior fizemos uma demonstração que quase 30% dos jogos realizados na Série A do Brasileirão tiveram erros que ajudaram a modificar os seus resultados.
à bastante negativo para uma competição, quando um jogo termina e todo o debate fica por conta dos responsáveis pela seu comando. O que tinha de ser discutido de mais importante, como os gols, as boas jogadas, as atuações dos atletas fica de lado, para dar o lugar aos comentários sobre os erros cometidos pelos que o dirigiram.
Tivemos o maior exemplo nesse final de semana, com relação ao segundo gol do Santos contra o Corinthians, que foi resultado de uma jogada em um impedimento triplo, onde uma tabelinha impedida entre os santistas Bruno Rodrigues, Durval e André deixou a bola nos fundos da rede do alvi-negro de São Paulo.
Na verdade, o Corinthians foi prejudicado e encontra-se na liderança de um ranking daqueles clubes que sofreram com as falhas das arbitragens.
O assistente Emerson Augusto foi o personagem da semana, que poderia ter sido muito bem Neymar pela sua atuação, por ter confirmado o gol mais irregular dos últimos anos do futebol brasileiro.
Existem segmentos que defendem a necessidade de polêmicas no futebol, e essa seria uma dessas para alimentar o debate, mas temos a nossa opinião de que estamos lidando com uma indústria do lazer, com consumidores e, sobretudo, com participantes que investem milhões por ano para obterem bons resultados, e em 90 minutos sentem que isso fugiu por conta de um personagem, que deveria ser coadjuvante e que em cada dia que se passa torna-se protagonista.
Quando a arbitragem vira protagonista de um jogo de futebol, algo de errado está acontecendo.
Suspenderam para reciclagem Emerson Augusto, quando deveria exclui-lo como exemplo do quadro de Ãrbitros, para que os demais possam ter mais atenção no que vem ocorrendo em seus jogos.
Vivemos na dependência de interpretações. Colocaram em campo mais dois auxiliares adicionais, que servem apenas para onerar as despesas de uma partida. São dois bonecos sem nenhuma vida, que pouco ajudaram a minorar os erros.
Errar certamente é humano, mas a proporção do que vem acontecendo já beira a irracionalidade e solicita medidas urgentes para que a arbitragem nacional volte a uma realidade compatÃvel com um evento esportivo.
Enquanto os cartolas da Fifa não entederem que o uso da tecnologia irá resolver tais problemas, vamos ter que continuar aguentando os debates nos pós-jogos direcionados apenas ao apito amigo.
Um triplo Match-Point só vemos no tênis, mas no último domingo acabamos de aprender que existe também em nosso futebol.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









