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O último Palestra x Botafogo, 1940
postado em 22 de agosto de 2012
Por ROBERTO VIEIRA
 
A Guerra completava um ano na Europa.
O Palestra vivia seus últimos dias.
Palestra líder do certame estadual.
Palestra de um tempo que não existia mais.
Campo escorregadio.
Rio-São Paulo.
O Botafogo do futuro pracinha Perácio chegou ao Pacaembu com o sentimento do mundo.
Chuva torrencial.
Gramado escorregadio.
Noite de 11 de setembro paulistana.
Palestra de Clodo: Carnera e Junqueira;
Carlos, Sidney e Garro;
Luisinho, Canhoto, Elyseo, Lima e Echevarrieta.
Botafogo de Aymoré Moreira; Bibi e Dr. Nariz;
Zezé Procópio, Zezé Moreira e Nacali;
Tadique; Geninho, Paschoal, Perácio e Patesko.
Botafogo que abriu as hostilidades aos 10 minutos.
Gol de Patesko.
Dez minutos depois, Geninho amplia: 2x0.
Os tifosi se agitam.
Canhoto recebe com Nariz na sua cola.
Canhoto descobre Luisinho.
Luisinho chega um segundo antes de Aymoré: 2x1.
Intervalo.
Trincheiras.
Paschoal aumenta para 3x1.
A Guerra completava um ano na Europa.
O Palestra vivia seus últimos dias.
Palestra líder do certame estadual.
Palestra de um tempo que não existia mais.
Campo escorregadio.
Rio-São Paulo.
Buscando forças na alma da Velha Bota.
O Palestra reage.
Sidney de cabeça lança Echevarrieta: 3x2.
Luisinho novamente surge do nada e empata aos 20 da segunda etapa: 3x3.
Um torcedor cai fulminado nas arquibancadas.
Vítima da batalha.
Não vê que Zezé Moreira lança Paschoal que lança Tadique...
Botafogo 4x3.
Carnera se ajoelha em desespero.
Pipi no lugar de Elyseo.
Araraquara no lugar de Nariz.
Echevarrieta dribla Araraquara e bate forte.
Aymoré mergulha na escuridão e a bola beija as redes.
Morteiro.
Palestra 4 x 4 Botafogo.
O árbitro José Ferreira lemos, o Juca, apita.
O Reichstag é atingido por bombas inglesas.
Londres em chamas. Mussolini bombardeia Jaffa.
Aquele foi o último encontro do Palestra Itália diante do Botafogo.
Com a guerra.
O Palestra virou Palmeiras.
Itália?
O inimigo distante a ser vencido...

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Artigos
As arbitragens brasileiras
postado em 22 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS ARBITRAGENS BRASILEIRAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Algo de errado está acontecendo com as arbitragens do futebol brasileiro.

Em uma postagem anterior fizemos uma demonstração que quase 30% dos jogos realizados na Série A do Brasileirão tiveram erros que ajudaram a modificar os seus resultados.

É bastante negativo para uma competição, quando um jogo termina e todo o debate fica por conta dos responsáveis pela seu comando. O que tinha de ser discutido de mais importante, como os gols, as boas jogadas, as atuações dos atletas fica de lado, para dar o lugar aos comentários sobre os erros cometidos pelos que o dirigiram.

Tivemos o maior exemplo nesse final de semana, com relação ao segundo gol do Santos contra o Corinthians, que foi resultado de uma jogada em um impedimento triplo, onde uma tabelinha impedida entre os santistas Bruno Rodrigues, Durval e André deixou a bola nos fundos da rede do alvi-negro de São Paulo.

Na verdade, o Corinthians foi prejudicado e encontra-se na liderança de um ranking daqueles clubes que sofreram com as falhas das arbitragens.

O assistente Emerson Augusto foi o personagem da semana, que poderia ter sido muito bem Neymar pela sua atuação, por ter confirmado o gol mais irregular dos últimos anos do futebol brasileiro.

Existem segmentos que defendem a necessidade de polêmicas no futebol, e essa  seria uma dessas para alimentar o debate, mas temos a nossa opinião de que estamos lidando com uma indústria do lazer, com consumidores e, sobretudo, com participantes que investem milhões por ano para obterem bons resultados, e em 90 minutos sentem que isso fugiu por conta de um personagem, que deveria ser coadjuvante e que em cada dia que se passa torna-se protagonista.

Quando a arbitragem vira protagonista de um jogo de futebol, algo de errado está acontecendo.

Suspenderam para reciclagem Emerson Augusto, quando deveria exclui-lo como exemplo do quadro de Árbitros, para que os demais possam ter mais atenção no que vem ocorrendo em seus jogos.

Vivemos na dependência de interpretações. Colocaram em campo mais dois auxiliares adicionais, que servem apenas para onerar as despesas de uma partida. São dois bonecos sem nenhuma vida, que pouco ajudaram a minorar os erros.

Errar certamente é humano, mas a proporção do que vem acontecendo já beira a irracionalidade e solicita medidas urgentes para que a arbitragem nacional volte a uma realidade compatível com um evento esportivo.

Enquanto os cartolas da Fifa não entederem que o uso da tecnologia irá resolver tais problemas, vamos ter que continuar aguentando os debates nos pós-jogos direcionados apenas ao apito amigo.

Um triplo Match-Point só vemos no tênis, mas no último domingo acabamos de aprender que existe também em nosso futebol.

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Futebol Pernambucano
Revisão de conceitos
postado em 21 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

É salutar para todo cidadão fazer, periodicamente, uma revisão nos seus conceitos. Para tal é necessário saber diferenciar o bom do ruim, ou o bem do mal, como queiram. A partir daí é possível se estabelecer parâmetros. No mundo do futebol vitória é uma coisa boa, por conseguinte, derrota é uma coisa ruim. Ninguém torce por derrotas. Não há louros para perdedores.

A inversão de valores tem se tornado frequente no futebol pernambucano. Os times jogam mal, perdem os jogos, mas o discurso que vem dos vestiários não condiz com a realidade dos fatos. Mesmo com a transparência que o jogo nos oferece, onde tudo acontece aos olhos dos torcedores, sempre surge o técnico, ou um dirigente, para parabenizar os jogadores após uma derrota.

Chega a ser patético o esforço em querer vender lata por ouro. Naturalmente que, diante dos números das campanhas, as palavras vão com o vento. O discurso fica sem sustentação. O contraponto aos ensaios demagogos tem sido sempre o próximo jogo, onde tudo se repete e as vitórias não aparecem.

O torcedor é movido pela emoção, o que torna fácil a sua manipulação, contudo, ele não se deixa enganar o tempo todo. Já dizia o mestre Dom Helder Câmara: "Você pensa que o povo não pensa, o povo pensa". Verdade. O torcedor está aprendendo que determinadas falas só servem de mote para o Zé Lezin criar novas piadas. Esta na hora dos professores reverem os seus conceitos.


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Brasileiro da Série C
Acorda, Santa Cruz!
postado em 21 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ACORDA, SANTA CRUZ!


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Santa Cruz participou de oito rodadas da primeira fase do Brasileiro da Série C, e não conseguiu se estabelecer entre os quatro classificados.

Em todos os seus jogos a conversa do treinador Zé Teodoro é a mesma. A do último domingo passou dos limites, pois dava uma impressão que o clube mandou no jogo e foi derrotado por pura infelicidade.

Calor, falta de reconhecimento do gramado e outras conversas, serviram de mote para os que fazem a parte técnica do tricolor pernambucano para justificarem a queda.

A realidade é bem outra, e o Santa Cruz encontra-se na 7ª posição, beirando a zona de descenso, entre os 10 disputantes do seu grupo.

O time ainda não realizou uma partida que deixasse o seu torcedor com o sentimento de que as possibilidades de chegar ao mata-mata é real, muito pelo contrário, os seus pontos foram conseguidos com 2 vitórias e 4 empates, com um aproveitamento de 42%, contra 75% do líder da competição.

Conversando com alguns amigos tricolores, demonstraram as suas preocupações com o futuro do clube, pois até o momento a equipe ainda não assumiu o campeonato de forma positiva, que desse a garantia um bom resultado no seu final..

O Santa Cruz não pode e não deve se calcar com as vitórias nos estaduais, por, na realidade, não acrescentarem muito pouco no contexto geral, e sim focar as vitórias como mandante, que fazem a diferença nesse modelo de evento.

O Luverdense, que Ã© um time tecnicamente mais fraco que o do tricolor do Arruda, é um bom exemplo, visto que dos seus 18 pontos conquistados, 12 foram dentro de casa, liderando, assim, a tabela com uma diferença de sete pontos para o time pernambucano.

O Santa Cruz foi o time que mais empatou, sendo também prejudicial para a sua pontuação, pois se tivesse duas vitórias e duas derrotas no lugar dos quatro empates, estaria hoje na terceira posição da classificação com 12 pontos, numa posição mais confortável.

O clube tem que acordar para a realidade, e isso terá que acontecer nessa última rodada da primeira fase, contra o Águia de Marabá, jogando em casa, pois se não obtver sucesso inciará o returno fora do G4, e com um agravante distanciando-se dos líderes. 

Assim sendo, as vitórias como mandante serão a referência para a subida do tricolor da tabela, e por conta disso o foco deverá ser bem projetado, deixando de lado as lamúrias e reclamações de calor, já que o sol vale para todos, tanto do lado bom como do ruim.

Acorda, Santa Cruz, antes que seja tarde.

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Brasileiro Série A
Equilíbrio alvirrubro
postado em 20 de agosto de 2012


Blog do Torcedor - Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES

Dentre as muitas projeções que se faz para estabelecer metas na Série A, a de que, para assegurar uma vaga na Sul-Americana um clube precisa somar 12 pontos a cada 9 partidas disputadas. Portanto, ao final da décima-oitava rodada se observa que o Náutico ficou a um ponto do seu objetivo.

O otimismo dos alvirrubros em relação ao alcance da meta aumenta diante do fato de, no returno, o time fazer 10 apresentações nos Aflitos. Dos 23 pontos computados pelos comandados de Alexandre Gallo, até o momento, 19 foram conquistados no Caldeirão da Rosa e Silva.

Foi apostando na condição de time doméstico que o Náutico conseguiu equilibrar sua campanha. Nos últimos cinco jogos os alvirrubros contabilizaram 3 vitórias, um empate e uma derrota, ou seja, dos 15 pontos disputados, contabilizaram 10. Mais importante: sua defesa que é uma das mais vazadas do campeonato, sofreu apenas 2 gols enquanto o ataque marcou 7 vezes.

Ao alcançar a marca de 7 vitórias, o Timbu não apenas reagiu, como também, apresentou uma regularidade componente considerado vital para se atingir os objetivos traçados numa competição de tiro longo.

Enfim, Alexandre Gallo conseguiu equilibrar o time no momento em que começa a se definir as tendências do campeonato. O Náutico venceu o Bahia - 1x0 - sem a presença de 4 titulares, detalhe que ressalta o equilíbrio do grupo.

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