Histórico
Náutico
O último campeão
postado em 28 de agosto de 2012

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Por ROBERTO VIEIRA


O menino Djalma era um gigante. Djalma que nasceu no dia 20 de dezembro de 1918 na Capunga. Mãos imensas onde desapareciam as bolas chutadas nas brincadeiras de infância. Mãos imensas que enfrentavam de peito aberto os sonhos de gols dos amigos no Colégio Carneiro Leão. Djalma agarrava tanto que o Fluminense da Capunga não perdeu tempo. E lá se foi Djalma defender o arco do tricolor suburbano.

Dividindo o tempo entre os estudos e a bola, Djalma veste as cores do América atuando algumas vezes pelo campeão do centenário. Mas a paixão de Djalma possuía outras cores. Em fins de 1937, Djalma realiza seu sonho de jogar pelo Clube Náutico Capibaribe, sendo campeão estadual pelo segundo quadro Timbu. Como o destino bate bola com só craques, foi a presença de Djalma que viria a garantir o segundo campeonato alvirrubro em 1939, ano do mais disputado de todos os certames da nossa história.

O Náutico tinha a geração Carvalheira no comando do ataque. Bermudes e Celso jogavam uma barbaridade. Edson e Célio garantiam equilíbrio defensivo. Mas tudo isso não era suficiente naquele ano terrível de 1939. O América tinha um esquadrão poderoso nos pés de Moacir. O Sport trazia o jovem azougue Ademir Menezes. O Santa Cruz era território do infernal ataque com Jango e Tará, Sidinho e Siduca.

Como parar estas feras? Como deter a sanha goleadora de tantos artilheiros implacáveis?

A história registra a goleada do Santa Cruz sobre o América por 7x5. América que derrotara o Náutico por 3x1 dias antes. Com o Sport fora da disputa por pontos corridos, os tricolores jogavam a última partida diante do Náutico precisando apenas de um empate para faturar o segundo turno e provocar uma melhor-de-três. Já o Náutico, vencedor do primeiro turno, dependia de uma vitória pra botar a mão na taça.

O extraordinário Vicente, goleirão do Santa era só confiança. Tará dizia que desta vez o título era dele. Mas aquele Clássico das Emoções tinha destino marcado com as mãos imensas daquele menino chamado Djalma. O Náutico marcou com um potente chute de Ary. O Santa Cruz não acreditando na desvantagem no marcador, avançou com todas as forças para cima do alvirrubro. Tará, Ita, jango, Siduca chutaram milhares de vezes em gol. O menino Djalma voava, espalmava, defendia até pensamentos da cobra coral. O tempo parecia não ter fim no relógio da Lafayette.

Porém, o campo da Jaqueira lembra com saudade que as redes de Djalma permaneceram invictas naquela tarde. A bola se recusou a trair um dos maiores arqueiros da nossa história. Com a tranquilidade dos grandes da sua posição, o apito final do árbitro Palmeira encontrou nosso herói calmo debaixo das traves, observando Tará de joelhos diante do inevitável.

O futebol de Djalma ainda viveu muitas glórias. Ele foi escalado pelo técnico Pimenta como titular da seleção pernambucana que naquele ano chegou às semifinais do Brasileiro de Seleções. Djalma agarrou tanto que foi cobiçado pelo Fluminense e Botafogo do Rio.

No entanto, o coração de Djalma tinha dono e dona. Em 1941, o célebre arqueiro contrai matrimônio. O futebol é deixado de lado pela vida de homem casado e com responsabilidades de gente grande. Djalma se aposenta jovem do Náutico, mas carrega o amor pelo clube em seu coração por toda a vida.

Um a um, assiste seus velhos companheiros se despedindo dos campos dessa vida. Apenas ele, Djalma Christiano Gomes, permanece defendendo o arco da história alvirrubra. Passam os anos, os espingardinhas, os hexas, os jorges, os baianos, os bizus e kukis. Passam os bondes, as enchentes e até o antigo estádio dos Aflitos ameaça fechar.

Acontece que o tempo sempre marca seu gol. O menino Djalma acaba de se despedir da imensa grande área onde brilhou intensamente como filho, jogador, pai e avô. Djalma foi se encontrar com o esquadrão alvirrubro de 1939, além de com todos os adversários que aplaudiram seu talento e espírito desportivo.

Como momento mais comovente desta linda história, Djalma fez um pedido final. Seu último desejo foi ter suas cinzas espalhadas pelo velho estádio dos Aflitos.

Estádio que depois desse pedido, torna-se imortal.

Tive o prazer de entrevistar Mestre Djalma no seu depoimento para o livro ''Reis do Futebol em Pernambuco - Técnicos''. Fui apresentado a ele pelo Mestre Carlos Celso Cordeiro. Estas linhas foram escritas com um misto de respeito e saudade. Mestre Djalma reunia em seu espírito, todas as qualidades que se esperam de um grande atleta e de um grande homem. O seu pedido final, simboliza um amor e paixão pelo Clube Náutico Capibaribe que deveria ser compartilhado em toda sua grandeza por cada alvirrubro.

Pois o Náutico foi seu primeiro e definitivo amor...

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Brasileiro Série A
O ponto de corte
postado em 28 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Torcedores dos clubes que estão na zona de rebaixamento, ou próximos a ela, começaram a fazer cálculos e projeções para o returno da Série A, que começa nesta quarta-feira. A regularidade das equipes que estão na parte de baixo da tabela de classificação tem deixado os matemáticos de orelha em pé. Caso o percentual de aproveitamento dessas equipes seja mantido, haverá uma queda vertiginosa no ponto de corte, que hoje está em 34 pontos, tomando por base a campanha do Bahia, primeiro clube fora da zona de descenso.

Consultei Adethson Leite, titular do Blog dos Números, e ele defende a tese de que o ponto de corte ficará acima dos 40 pontos. José Joaquim Pinto de Azevedo, que também segue o norte dos números, acredita que o ponto de corte não chegará aos 40 pontos, mesmo acontecendo uma melhora de rendimento de todos os clubes que estão ameaçados pelo fantasma do rebaixamento.

Todos os estudos também são fundamentados em percentuais de edições passadas, cuja média do ponto de corte é de 43 pontos. Desde que a competição começou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos, nenhum clube conseguiu escapar da degola com menos de 40 pontos. Eis a questão.

O levantamento abaixo nos foi fornecido por José Joaquim Pinto de Azevedo.

CLUBES QUE FUGIRAM DA ZONA DE REBAIXAMENTO:


2006- Fluminense, com 45 pontos

2007- Goiás, com 45 pontos

2008- Náutico, com 44 pontos

2009- Fluminense, com 46 pontos

2010- Atlético-GO, com 42 pontos (o menor do ciclo)

2011- Cruzeiro, com 43 pontos.


PORCENTUAL DE CHANCES DE REBAIXAMENTO APÓS O PRIMEIRO TURNO:


PONTE PRETA - 15%

CORITIBA - 20%

PORTUGUESA - 30%

PALMEIRAS -70%

BAHIA -75%

SPORT - 80%

FIGUEIRENSE - 88%

ATLÉTICO/GO - 92%

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Brasileiro Série A
Torcida única
postado em 28 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TORCIDA ÚNICA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No estádio Independência uma única torcida estava presente ao jogo entre Cruzeiro x Atlético-MG, que é sem dúvidas um dos grandes clássicos do futebol brasileiro.

A beneficiada foi a da Raposa, deixando os torcedores do Galo com o direito de assistirem ao jogo pela televisão.

Tudo estava resolvido na cabeça desses defensores do sistema da presença de apenas uma torcida nos jogos de futebol.

Lemos o jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e vimos notícias sobre acontecimentos no bairro Alípio de Melo, na capital mineira, onde se enfrentaram torcedores do Cruzeiro e Atlético-MG. Até armas de fogo foram exibidas, inclusive com tiros e um dos envolvidos preso por ter feito o disparo.

Os nossos homens da segurança ainda não entenderam que os problemas não estão nos estádios, e sim fora deles, desde que tivemos clássicos em alguns estados do Brasil, e com exceção do Vasco x Fluminense e desse Cruzeiro x Atlético, nada de anormal aconteceu, mesmo longe das dependências dos jogos, inclusive em Pernambuco, onde os torcedores do Náutico lotaram a sua área reservada.

Colocar uma torcida única dentro de um estádio é certamente dar um atestado da incapacidade do estado de controlar os marginais, que não formam a maioria dos torcedores e, assim, esses se fortalecem e criam uma maior autonomia para continuarem procedendo com violência.

Esse sistema adotado em Minas cria um direito de posse do torcedor, e como se torna dono do pedaço, procede de maneira incoveniente, como aconteceu no clássico mineiro, onde apedrejaram o ônibus do Atlético, e com a polícia, como sempre, agindo com violência e com o famoso gás pimenta e outros accessórios.

No campo de jogo arremessaram em protesto contra a arbitragem restos de comida e copos, e como acham-se com o direito de tudo passaram a pressioinar os jogadores do clube sem torcida e, principalmente, a arbitragem.

Os que são responsáveis pela segurança deveriam entender que dando um campo de jogo a uma única torcida, estão entregando o poder de mando a essa, que se tivesse o contraponto de uma torcida adversária também presente, teriam um outro comportamento, pois o poder seria dividido.

Isso são assuntos da antropologia e sociologia, que deveriam fazer parte do currículo dos estudiosos pela segurança em eventos.

Não podemos deixar a essência do futebo morrer, quando se tira de um estádio o seu torcedor, e sim que os responsáveis pelo policiamento possam enfim se planejarem para que os provocadores fiquem longe, e a grande maioria que deseja participar de um evento assim o faça, na certeza de que não teremos nenhum fato a lamentar no seu final.

Cercam-se os estádios e as respostas vêm das ruas. Isso é que precisam entender.

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Brasileiro da Série C
Dentro do padrão
postado em 27 de agosto de 2012

Goleiro foi o melhor em campo no clássico // Foto: Alexandre Gondim/JC - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES


Numa rodada marcada por sete clássicos regionais, Sport e Náutico fizeram um jogo parelho, ontem à noite, na Ilha do Retiro, dentro do padrão dos outros confrontos, que também foram marcados por uma tensão inicial.

Mesmo atuando sob pressão, por conta de uma sequência de nove partidas sem vitórias, o time rubro-negro se encontrou rapidamente, e esteve mais próximo do gol no primeiro tempo, quando teve suas investidas frustradas pelas boas defesas do goleiro Gideão, e pela trave, que foi carimbada com um chute de Rithely.

A grande oportunidade dos alvirrubros foi através do artilheiro Kieza, mas Magrão se agigantou em mais uma grande defesa. O placar em branco aumentou a expectativa sobre o que aconteceria no segundo tempo diante das leituras feitas pelos técnicos Alexandre Gallo e Waldemar Lemos.

O técnico leonino acertou ao mudar a dupla de ataque colocando Gilberto e Henrique nas vagas de Gilsinho e Felipe Azevedo. A mexida deixou o time do Sport mais aceso e, mais uma vez, o gol não saiu graças as defesas milagrosas de Gideão, e da trave, tal como aconteceu na etapa inicial.

O resultado do jogo não foi o melhor para o Sport, mas o desempenho do time devolveu o otimismo à torcida leonina.


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Sport
As mudanças no estatuto
postado em 27 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS MUDANÇAS NO ESTATUTO DO SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Recebemos a relação dos itens propostos por uma Comissão do Conselho Deliberativo do Sport Club para inclusão e mudanças em alguns artigos do seu Estatuto.

Na verdade, alguns pontos são por demais importantes, mas o momento é totalmente inadequado para quaisquer mudanças na legislação interna do rubro-negro da Ilha do Retiro, desde que está chegando o final de mandato, e consequentemente, representaria um casuísmo escancarado, a não ser que conste uma ressalva que entrarão em vigor a partir de 10 de janeiro de 2013.

O primeiro ponto a ser debatido e do qual discordamos inteiramente, pois vai de encontro Ã  democracia, é o da proposta da criação do sócio especial, mas sem direito a voto. Trata-se de uma afronta, porque qualquer sócio maior de 18 anos e com um ano de clube tem o direito de participar do seu colégio eleitoral, e nenhuma categoria poderá ser excluída.

Outro grave erro, o de tolher o sócio atleta de votar. Existem mecanismos para que sejam impedidas algumas ¨espertezas¨, com relação a esse segmento, isto é, que estejam registrados nas Federações amadoras há mais de um ano, e que não recebam salários do clube.

Um boa proposta é o das eleições diretas, porém, modificaríamos o texto, para que os candidatos registrados não tenham a obrigação de estarem nas chapas do Conselho Deliberativo. As eleições seriam totalmente distintas, com chapas do Conselho e da Diretoria Executiva. O Conselho Fiscal também deveria ser eleito, procedendo-se com registros nas chapas para os candidatos a esse órgão, para que tenha a devida independência.

Outro ponto que vai de encontro às aspirações dos que fazem os esportes no Brasil é o das reeleições dos dirigentes da executiva. Da maneira que está proposto, essas serão infinitas, quando deveriam ser para apenas um segundo mandato.

Lembramos que até o final do ano um projeto nesse sentido deverá ser aprovado no Congresso Nacional, contando inclusive com o apoio do governo.

A diminuição do número de Conselheiros não afeta em nada, pois são eleitos 600 (muitos colocados após o pleito eleitoral) e nas reuniões comparecem  apenas 30. Achamos o número de 150 ideal, assim como 50 suplentes.

A criação dos Conselheiros Natos é importante, contemplando os ex-presidentes do Executivo e do Conselho Deliberativo, que vem resolver uma demanda constrangedora que acontece no processo eleitoral com as chapas em disputa, quando alguns nomes são omitidos, o que por uma questão inclusive de Ã©tica não deveria acontecer.

A extinção da cobrança de taxas aos Conselheiros será bem  recebida, pois vai tirar a impressão que alguns estão nesse órgão por terem comprado o cargo.

Outros pontos em nada alteram a realidade, e um bem importante, o da ¨Ficha Limpa¨, será objeto de uma postagem separada para um melhor debate.

Nossas sugestões estão dadas, mas que se obedeça a uma realidade, uma lei aprovada em fim de mandato só deveria ter validade no ano posterior.

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