Histórico
Olimpíada
A monocultura esportiva
postado em 02 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A MONOCULTURA ESPORTIVA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um pequeno texto do jornalista Nilton Cesar que nos foi remetido por um dos mais assíduos visitantes e colaboradores do nosso blog, nos motivou a proceder com uma postagem sobre o continuismo nos esportes brasileiros.

Consideramos um crime de lesa pátria quando toda a legislação esportiva emanada do extinto CND- Conselho Nacional de Desportos, foi revogada durante o trágico governo Collor.

Com isso a legislação que proibia as reeleições intermináveis em  Confederações, Federações e Clubes foi jogada aos ventos, e originou o continuismo que destruiu o esporte nacional.

Completamos no dia de hoje 08 dias de jogos olímpicos e os resultados para os brasileiros representam muito bem a falta de um projeto nacional para termos uma participação esportiva mundial a altura dos recursos que estão sendo canalizados pelo poder público.

Nuzman e os demais seguidores se encastelaram no poder, gozando das benesses que esse lhes oferece, e deixaram de lado o mais importante, o investimento na massificação, que tem a escola como base e ponto de partida.

A educação no país é constrangedora. As escolas públicas são sucateadas, e sem a menor condição de oferecer esportes aos seus alunos.

Educação no Brasil Ã© a merenda escolar, ou seja, o aluno só frequenta a escola pela alimentação, desde que a educação é jogada de lado, e com ela o esporte também sucumbe.

As Olimpíadas irão acabar, os choros serão os mesmos, e nenhum dirigente assumirá os erros cometidos, muito menos o governo que até hoje com seus ministros do PCdoB nunca teve o interesse de planejar um esporte democrático, que contemple todas as regiões, e que no final os talentos possam surgir.

Vivemos um monopólio não somente de dirigentes, mas de atletas, pois se observarmos, não existiu de uma olimpíada para outra, no ciclo de 4 anos , a renovação necessária, e as caras que estão competindo na maioria são aquelas que nada fizeram em Pequim.

Os cartolas dizem que se sacrificam pelo esporte, o que é na verdade uma grande mentira. Se Ã© sacrificante dirigir que façam o rodízio do poder. Esses preferem sofrer a largar um osso delicioso, que traz inclusive benefícios pessoais.

A economia brasileira não evoluia por conta da monocultura. Era a da cana, do café, do cacau, entre outras. No momento que diversificou cresceu.

O mesmo acontece nos esportes, onde vivemos da monocultura do futebol, e o resto que se dane.

Como a população brasileira se auto anestesiou, não protesta, esses personagens vão continuando no poder, enquanto os esportes definham.

Falta vergonha nesse nosso Brasil.

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Náutico
Rede de intrigas
postado em 01 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A internet encurtou distancias e colocou o mundo aos nossos pés. A rede não impõe limites e são muitas as informações repassadas, e publicadas, sem que haja um cuidado maior com o que se coloca no ar. Ontem, o Blog do Cleuber Carlos, conhecido pelas frequentes denúncias que tem feito, publicou matéria sobre um débito contraído pelo Náutico na gestão do ex-presidente, Ricardo Valois, junto à empresa PS Factoring, de propriedade do presidente do Sport, Gustavo Dubeux, no valor de R$ 700 mil.

Segundo a postagem, o Clube Náutico Capibaribe figura como réu no processo 0036374-8.2011.8.17.001 (Juíza Dra. Clara Maria de Lima Calado - 29ª Vara Cível da Capital - Tribunal de Justiça de Pernambuco).

A matéria faz sérias acusações ao presidente do Conselho do Náutico, Berillo Júnior, e ainda é ilustrada com uma foto dele abraçado com Dubeux. Não sei quem repassou as informações para o jornalista de Goiás, mas ele procurou dar uma conotação toda equivocada a este processo, inclusive colocando o futuro do clube na dependência do resultado do jogo de domingo com o Santos.

A briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros tem capítulos que vai de encontro à racionalidade. Quem leu a postagem, de imediato detectou que se trata de uma questão pessoal de algum conselheiro alvirrubro com Berillo Júnior. A inconsequência do ato de transformar um fato numa rede de intrigas expôs o clube de forma negativa. O débito existe, é fato. A intriga é a resultante das rixas políticas existentes no clube. 

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Artigos
O ministro fala mas não resolve
postado em 01 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MINISTRO FALA MAS NÃO RESOLVE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Alertados por um comentário de um visitante do blog, procuramos ler a entrevista do Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sobre a democratização nos esportes brasileiros, publicada no Portal Uol.

Foi uma longa conversa com o jornalista, mas os pontos que mais nos interessaram para o debate foram os relacionados aos problemas de Ricardo Teixera e João Havelange.

Sobre o assunto afirmou que já tinha uma previsão que a Justiça Suíça iria autorizar a divulgação dos documentos que incriminaram os dois cartolas, e que o futebol brasileiro deveria adotar como lição, não para corrigir, mas muito mais para modernizar a gestão e a estrutura das entidades que organizam o futebol, e todo o esporte no país.

Segundo Rebelo, tem que democratizar institucionalmente essas entidades, os critérios e mecanismos da escolha dos dirigentes, profissionalizar a gestão dessas instituições e dos próprios clubes brasileiros, onde há anacronismos inaceitáveis do ponto de vista democrático, como se verifica em alguns clubes.

Palavras lindas, mas certamente ditas ao vento. Gostaríamos de lembrar ao Ministro Rebelo, que seu Ministério é dirigido por um mesmo partido há alguns anos e nada fez para mudar essa estrutura carcomida e sobretudo corrupta que tomou conta do esporte nacional.

Bastava para tal a bancada governista, que é maioria absoluta no Congresso Nacional, aprovar um dos projetos existentes, e que normatizam os esportes, sobretudo acabando  com o continuísmo desrregrado que tomou conta desse.

Falar Ã© muito fácil, mas ter a coragem de realizar é muito difícil, e o Ministro vem se enquadrando nessa norma. Todos nós sabemos da necessidade de uma agência reguladora e nada foi feito. Todos nós sabemos que para melhorar os esportes em nosso país tem que ser modificado o colégio eleitoral das entidades que os dirigem, e acabar com os casuismos e votos totalmente vinculados ao poder.

O Brasil sabia quem era Teixeira, desde que como sabem muito bem os nossos produtores de leite, peito de vaca não enriquece ninguém, e o cartola foi o Ãºnico no mundo, e já deve estar no livro dos recordes, que conseguiu amealhar um grande patrimõnio com suas vaquinhas.

O Ministro precisa entender, e sobre isso fez algumas referências, que todos os segmentos esportivos terão que passar por um processo de limpeza e de democratização para que possa evoluir, inclusive com a proibição de reeleição de todos os atuais dirigentes, ou que sejam substituidos por familiares, entre outras coisas. 

O poder está nas suas mãos, e por conta disso tudo poderia ser modificado, mas deram preferência tal como o Ministro anterior Orlando Silva a uma convivência muitas vezes promíscua com Ricardo Teixeira, que era tratado com um Deus no Olimpo dos Esportes.


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Olimpíada
Nobres e plebeus
postado em 01 de agosto de 2012

SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES



Os Jogos Olímpicos são celebrados como o encontro de povos, idiomas e culturas.

Apesar da diversidade do evento, que reúne 10 mil atletas de 205 países, ricos e pobres quase não se encontram em alguns esportes nos Jogos.

O maior exemplo se deu ontem nas disputas de medalhas do levantamento de peso e do hipismo.

Nesta Olimpíada, 55% dos atletas inscritos representam países com alto índice de desenvolvimento humano. Esses competidores são minoria no levantamento de peso -25% do total.

A modalidade é o palco preferido das nações pobres.

Já o hipismo, em que os superdesenvolvidos são 79% dos inscritos, se transformou no palco dos bacanas.

Ontem, até uma integrante da família real britânica foi premiada pela primeira vez na história olímpica. Neta da rainha Elizabeth 2ª, a princesa Zara Phillips participou da equipe que conquistou a medalha de prata para a Grã-Bretanha, no aristocrático parque real de Greenwich.

"Não sei explicar o motivo dessa separação de ricos e pobres na minha modalidade", afirmou o venezuelano do levantamento de peso Junior Sánchez, 23 anos e 69 kg.

"O importante é que, se não fosse este esporte, eu estaria bem longe daqui. Estou orgulhoso demais de representar o meu povo e o nosso presidente em Londres", disse o atleta, que levantou mais que o dobro do seu peso de uma só vez -148 kg- e terminou o torneio em quinto.

Tapas dados pelos treinadores nos rostos dos seus comandados como incentivo e gritos guturais dos atletas fazem parte do ritual das provas de levantamento de peso.

Com rivais de países que estão na periferia do mundo olímpico, Lin Qingfeng conquistou ontem a terceira medalha de ouro nos Jogos de Londres para a China somente nesta modalidade.

O pódio da categoria até 69 kg, que só teve representantes de países fora do grupo dos superdesenvolvidos, contou com o indonésio Triyatno (prata) e o romeno Constantin Razvan (bronze).

Até agora, as sete medalhas de ouro já disputadas na modalidade só foram parar nas mãos de chineses (três), norte-coreanos (duas) e cazaques (duas). O Brasil nunca conseguiu um resultado expressivo na modalidade.

"Pode ser uma questão financeira. Construir piscinas é muito caro. Já treinar levantamento de peso pode se fazer até no meio da rua", diz a inglesa Mary Anderson, 56, que acompanhava a disputa.

Já no hipismo, os superdesenvolvidos dominaram as provas em Greenwich. Na disputa por equipe, os brasileiros participaram do torneio, mas não ameaçaram os poderosos. A equipe nacional ficou em nono lugar.

"Fazemos um esporte de alto investimento. Precisa de muito espaço, animais. Apesar do nosso esforço em popularizá-lo, isso sempre acaba limitando a modalidade", disse a sueca Sara Ostholt. Na disputa por equipe, o ouro ficou com a Alemanha.

A Grã-Bretanha é um dos berços do hipismo. Inspirado no costume inglês de caça à raposa, o esporte teve início no século 19 e é um dos poucos que tem homens e mulheres se enfrentando nos Jogos.

A arena montada dentro do parque de Greenwich dava a dimensão exata da proximidade dos ricos com o esporte. A família real britânica assistia às provas da sacada do seu palácio na região.

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