JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O número de participantes de uma delegação não é
sinônimo de qualidade e de conquistas de medalhas.
Quando observamos que o Brasil enviou 258 atletas para Londres e o retorno que vem acontecendo nas diversas provas, demonstra que muitos desses fazem parte do roteiro turÃstico da cidade.
Os cartolas afirmam que os levaram para o amadurecimento, o que até poderia ser compatÃvel com a realidade dos esportes, mas a verdade é bem outra, já que nossa delegação tem muito pouco de renovação e muito mais de continuismo. Aliás, essa refelte a cara dos seus dirigentes. Entraram no esporte e não saÃram mais.
Ontem, logo cedo, vimos um atleta do Judô, Luciano Corrêa, já bem rodado, sendo eliminado nas oitavas de final. Nos questionamos quando todos sabiam que ele não tinha mais a perfomance exigida para uma OlimpÃada, mas lá estava. Apesar disso, esse esporte apresenta boas promessas e bem jovens que poderão sem dúvidas trazer alegrias para o paÃs e fez a sua melhor campanha em OlimpÃadas.
Culpa do Luciano? Claro que não. Culpa dos formadores das equipes.
Na natação, uma ou outra cara nova, que se contentaram com as últimas colocações nas eliminatórias. Certamente existe um equÃvoco com relação ao amadurecimento, e esse se faz em competições mundiais durante uma temporada, e não essas brincadeirinhas de provas no próprio paÃs, ou na Sul-América, que tem problemas maiores do que os nossos.
O que foi fazer Fabiola Molina numa OlimpÃada com 38 anos de idade? Qual o seu futuro na modalidade? Também foi daquelas que ficaram contentes com o melhor tempo pessoal.
Uma das coisas mais bizarras está relacionada quando os narradores e comentaristas referem-se à s conquistas do pan-americano, recordes sul-americanos e pessoais. Nada disso influencia nos resultados de uma olimpÃada, pois são atividades de terceira divisão dos esportes.
Um bom exemplo do que estamos discutindo encontramos no Remo. Assistimos a algumas provas e as participações de nossos representantes foram pÃfias. Nenhuma semi-final e a maioria sendo eliminada na prova de classificação.
No próprio paÃs, esse esporte encontra-se em decadência, precisando de uma renovação e apoio, e que as participações em jogos OlÃmpicos só fossem procedidas quanto tivessem Ãndices que pelos menos os levassem as finais.
Os remadores passearam em Londres.
Tivemos a oportunidade de assistirmos a uma entrevista de uma atleta brasileira da modalidade tiro. Alegre por ter participado e conquistado a última colocação. O mais interessante é que o treinador é seu esposo. Turismo familiar.
Na quase totalidade dos esportes individuais isso vem acontecendo, e nos faz refletir de que era melhor enviarmos menos atletas, mas com mais qualidades para as provas que iriam disputar.
Estamos continuando com o esporte olÃmpico romantico, que é bonito, mas para um paÃs continental, com recursos disponÃveis, tal procedimento não se enquadra na realidade esportiva mundial.
Turismo é para os cartolas, e não para atletas.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







